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4228913 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Água Doce-SC
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São acentuadas pela mesma regra do vocábulo “científica” as palavras a seguir, EXCETO:
 

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4228912 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Água Doce-SC
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Assinale a alternativa que apresenta a conjugação correta da forma verbal “fazia”, presente no trecho a seguir, no futuro do pretérito do indicativo.

“quando viver só fazia sentido se compartilhado com os amigos”.
 

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4228911 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Água Doce-SC
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Se a palavra “dias”, no trecho abaixo, retirado do texto, fosse flexionada no singular, quantas outras alterações seriam obrigatoriamente necessárias para manter a correção gramatical e o sentido do trecho?

“Os dias azuis são mais oníricos e melancólicos, pois nos remetem aos lugares mais distantes”.
 

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4228849 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Água Doce-SC

Quando a busca pela saúde passa a fazer mal

Por Marcio Atalla

Imagine se a sua busca pela saúde se transformasse no atalho mais rápido para “perder

saúde”? Em tempos de total acesso a informações e possibilidades para cuidar do bem-estar,

não deveríamos ser a geração mais saudável da História? Sim, acredito que deveríamos, mas

não somos. Na prática, estamos nos tornando, cada vez mais, pessoas cansadas, frustradas e

ansiosas que não conseguem lidar com tudo que acreditam ser necessário.

Talvez exista um paradoxo que mereça mais atenção: cuidar da saúde também pode

gerar estresse. E, quando esse estresse se torna permanente, ele deixa de fazer parte da

solução para se transformar em mais um problema.

Imagine alguém que decide mudar completamente de vida em uma segunda-feira:

passa a acordar uma hora mais cedo, inicia uma rotina diária de exercícios, elimina açúcar,

álcool e ultraprocessados, pesa cada refeição, conta calorias, monitora o sono, mede frequência

cardíaca, faz meditação e ainda promete nunca mais perder um treino.

Na vida real, essa pessoa passa o dia inteiro pensando na própria saúde. Cada refeição

vira uma decisão. Cada compromisso gera culpa por atrapalhar o treino. Cada deslize parece

um fracasso. A pergunta que fica é simples: ela está mais saudável ou apenas mais preocupada

em parecer saudável?

O cérebro humano foi programado para economizar energia. Criar um novo hábito exige

atenção, planejamento e tomada de decisão. Estudos conduzidos pelo psicólogo Roy

Baumeister mostram que o autocontrole consome recursos mentais. Quanto maior o número

de decisões e mudanças simultâneas, maior a chance de fadiga de decisão, procrastinação e

abandono do comportamento.

Isso ajuda a explicar por que tantas pessoas começam extremamente motivadas e,

poucas semanas depois, voltam aos velhos hábitos. Não lhes faltou força de vontade. Faltou

uma estratégia compatível com o funcionamento do cérebro.

A saúde não precisa ser uma coleção de sacrifícios. Ela precisa ser sustentável. O melhor

treino é o que você continuará fazendo daqui a cinco anos. A melhor alimentação é a que

melhora sua saúde sem transformar cada refeição em uma prova de resistência.

Mudar é importante. Mas mudar tudo ao mesmo tempo quase sempre custa caro

demais. Cada nova regra exige energia mental. Cada restrição aumenta o risco de desistência.

Quando o esforço para manter um hábito supera o benefício percebido, o cérebro procura uma

saída. E ela normalmente é abandonar o plano.

Talvez, antes de acrescentar mais uma meta à lista, vale a pena fazer uma pergunta

diferente: essa mudança vai simplificar minha vida ou apenas aumentar meu nível de estresse?

Porque longevidade funcional não é uma competição para descobrir quem segue mais

protocolos. É construir um estilo de vida que possa ser repetido até o fim.

(Disponível em: https://oglobo.globo.com/saude/marcio-atalla/post/2026/07/quando-a-busca-pela-saude-passa-a-fazer-mal.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).

Analise as assertivas a seguir considerando o trecho abaixo, retirado do texto:

“Na vida real, essa pessoa passa o dia inteiro pensando na própria saúde”.

I. O segmento “na vida real” é isolado por vírgula por se tratar de um adjunto adverbial deslocado.
II. A palavra “essa” é classificada morfologicamente como um pronome demonstrativo.
III. O segmento “na própria saúde” desempenha a função sintática de objeto direto do verbo “pensando”.

Quais estão corretas?
 

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4228848 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Água Doce-SC

Quando a busca pela saúde passa a fazer mal

Por Marcio Atalla

Imagine se a sua busca pela saúde se transformasse no atalho mais rápido para “perder

saúde”? Em tempos de total acesso a informações e possibilidades para cuidar do bem-estar,

não deveríamos ser a geração mais saudável da História? Sim, acredito que deveríamos, mas

não somos. Na prática, estamos nos tornando, cada vez mais, pessoas cansadas, frustradas e

ansiosas que não conseguem lidar com tudo que acreditam ser necessário.

Talvez exista um paradoxo que mereça mais atenção: cuidar da saúde também pode

gerar estresse. E, quando esse estresse se torna permanente, ele deixa de fazer parte da

solução para se transformar em mais um problema.

Imagine alguém que decide mudar completamente de vida em uma segunda-feira:

passa a acordar uma hora mais cedo, inicia uma rotina diária de exercícios, elimina açúcar,

álcool e ultraprocessados, pesa cada refeição, conta calorias, monitora o sono, mede frequência

cardíaca, faz meditação e ainda promete nunca mais perder um treino.

Na vida real, essa pessoa passa o dia inteiro pensando na própria saúde. Cada refeição

vira uma decisão. Cada compromisso gera culpa por atrapalhar o treino. Cada deslize parece

um fracasso. A pergunta que fica é simples: ela está mais saudável ou apenas mais preocupada

em parecer saudável?

O cérebro humano foi programado para economizar energia. Criar um novo hábito exige

atenção, planejamento e tomada de decisão. Estudos conduzidos pelo psicólogo Roy

Baumeister mostram que o autocontrole consome recursos mentais. Quanto maior o número

de decisões e mudanças simultâneas, maior a chance de fadiga de decisão, procrastinação e

abandono do comportamento.

Isso ajuda a explicar por que tantas pessoas começam extremamente motivadas e,

poucas semanas depois, voltam aos velhos hábitos. Não lhes faltou força de vontade. Faltou

uma estratégia compatível com o funcionamento do cérebro.

A saúde não precisa ser uma coleção de sacrifícios. Ela precisa ser sustentável. O melhor

treino é o que você continuará fazendo daqui a cinco anos. A melhor alimentação é a que

melhora sua saúde sem transformar cada refeição em uma prova de resistência.

Mudar é importante. Mas mudar tudo ao mesmo tempo quase sempre custa caro

demais. Cada nova regra exige energia mental. Cada restrição aumenta o risco de desistência.

Quando o esforço para manter um hábito supera o benefício percebido, o cérebro procura uma

saída. E ela normalmente é abandonar o plano.

Talvez, antes de acrescentar mais uma meta à lista, vale a pena fazer uma pergunta

diferente: essa mudança vai simplificar minha vida ou apenas aumentar meu nível de estresse?

Porque longevidade funcional não é uma competição para descobrir quem segue mais

protocolos. É construir um estilo de vida que possa ser repetido até o fim.

(Disponível em: https://oglobo.globo.com/saude/marcio-atalla/post/2026/07/quando-a-busca-pela-saude-passa-a-fazer-mal.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).

Com base no texto, é correto afirmar que:
 

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4228804 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Água Doce-SC

De piada em jornal a termo universal: como “OK” se tornou a palavra mais falada do mundo

Por Emily Santos

Seja em uma conversa entre amigos, na tela de um computador ou em uma troca de

mensagens no celular, há uma expressão que ultrapassa quase todas as barreiras linguísticas:

“OK”. Curta, simples e reconhecida em diferentes partes do mundo, a palavra se tornou um

símbolo universal de concordância e confirmação.

Embora existam mais de 7 mil idiomas vivos catalogados atualmente, o “OK” conseguiu o

feito raro de ser incorporado a idiomas de diferentes partes do mundo. Para o linguista

norte-americano Allan Metcalf, autor de um estudo detalhado sobre o tema que resultou no livro

“OK”, a expressão é “a invenção mais sensacional da língua inglesa”, superando em alcance

qualquer outra criação literária ou linguística.

Diferente do que muitos podem imaginar, o “OK” não nasceu de uma raiz etimológica

profunda, mas de uma brincadeira editorial em Boston, nos Estados Unidos, em março de 1839.

Naquela época, era comum que jornais utilizassem siglas e abreviações para criar termos lúdicos

e, muitas vezes, grafados de forma propositalmente incorreta.

O registro histórico mais aceito aponta que o termo surgiu como uma abreviação de

“all correct” (tudo certo), mas escrita como “oll korrect”. O “O.k.” apareceu pela primeira vez no

jornal Boston Morning Post inserido em uma lista de siglas que incluía termos hoje esquecidos.

“O.k. é muito incomum, e palavras incomuns dificilmente entram no vocabulário popular.

Foi uma combinação muito estranha de coincidências que ajudou essa palavra, que surgiu como

uma brincadeira, a se tornar tão importante”, afirmou o pesquisador.

(Disponível em: https://g1.globo.com/educacao/noticia/2026/07/18/de-piada-em-jornal-a-termo-universal-como-ok-se-tornou-a-palavra-mais-falada-do-mundo.ghtml – texto especialmente adaptado para esta prova).

Analise as assertivas a seguir considerando o trecho abaixo:  

“Para o linguista norte-americano Allan Metcalf, autor de um estudo detalhado sobre o tema que resultou no livro ‘OK’, a expressão é ‘a invenção mais sensacional da língua inglesa’ [...]” (l. 06–08).

 

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4228803 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Água Doce-SC

De piada em jornal a termo universal: como “OK” se tornou a palavra mais falada do mundo

Por Emily Santos

Seja em uma conversa entre amigos, na tela de um computador ou em uma troca de

mensagens no celular, há uma expressão que ultrapassa quase todas as barreiras linguísticas:

“OK”. Curta, simples e reconhecida em diferentes partes do mundo, a palavra se tornou um

símbolo universal de concordância e confirmação.

Embora existam mais de 7 mil idiomas vivos catalogados atualmente, o “OK” conseguiu o

feito raro de ser incorporado a idiomas de diferentes partes do mundo. Para o linguista

norte-americano Allan Metcalf, autor de um estudo detalhado sobre o tema que resultou no livro

“OK”, a expressão é “a invenção mais sensacional da língua inglesa”, superando em alcance

qualquer outra criação literária ou linguística.

Diferente do que muitos podem imaginar, o “OK” não nasceu de uma raiz etimológica

profunda, mas de uma brincadeira editorial em Boston, nos Estados Unidos, em março de 1839.

Naquela época, era comum que jornais utilizassem siglas e abreviações para criar termos lúdicos

e, muitas vezes, grafados de forma propositalmente incorreta.

O registro histórico mais aceito aponta que o termo surgiu como uma abreviação de

“all correct” (tudo certo), mas escrita como “oll korrect”. O “O.k.” apareceu pela primeira vez no

jornal Boston Morning Post inserido em uma lista de siglas que incluía termos hoje esquecidos.

“O.k. é muito incomum, e palavras incomuns dificilmente entram no vocabulário popular.

Foi uma combinação muito estranha de coincidências que ajudou essa palavra, que surgiu como

uma brincadeira, a se tornar tão importante”, afirmou o pesquisador.

(Disponível em: https://g1.globo.com/educacao/noticia/2026/07/18/de-piada-em-jornal-a-termo-universal-como-ok-se-tornou-a-palavra-mais-falada-do-mundo.ghtml – texto especialmente adaptado para esta prova).

Com base no texto, é correto afirmar que:

 

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Ai, palavras

Por Helô Bacichette

“Ai, palavras, ai, palavras, que estranha potência a vossa!” Há versos que nunca

envelhecem. Os de Cecília Meireles continuam me espantando como na primeira leitura. As

palavras têm esse dom: atravessam o tempo, despertam memórias, consolam tristezas e, sem

fazer alarde, transformam a vida de quem as acolhe.

Sempre acreditei que um escritor deixa um pouco de si em cada página. Não apenas suas

ideias, mas seu modo de olhar o mundo, de acolher ___ beleza e de atravessar a dor.

Foi assim quando li a poesia de Elias José. Nela encontrei um encantamento que parecia

conversar diretamente com a infância. Anos depois, ao conhecê-lo pessoalmente, descobri que

a delicadeza dos livros também habitava seus gestos. As palavras tinham encontrado morada

em quem as escrevera.

Também experimentei uma forte admiração pelo escritor Mia Couto. Seus livros

despertaram diferentes emoções. Não apenas espanto, mas uma espécie de deslumbramento

diante da linguagem. Sua obra é profundamente sensível, dessas que parecem abrir outras

formas de perceber o mundo. Depois de conhecer um pouco de sua maneira de existir,

encontrei a mesma serenidade que havia descoberto em sua escrita.

Mas a vida também nos apresenta o avesso. Há autores que escrevem páginas luminosas

e, ao encontrá-los, revelam-se distantes, impacientes ou simplesmente indiferentes. Ressurge,

então, uma antiga pergunta: devemos separar o autor da obra?

Muitos defendem que sim. Dizem que, depois de escrita, a obra ganha vida própria,

pertence aos leitores e já não pode ser medida pelo temperamento de quem a criou. É uma

ideia que faz sentido.

Mesmo assim, confesso: alegra-me encontrar uma ponte entre a beleza das palavras e a

beleza dos gestos. Não espero perfeição dos escritores. Todos somos maiores e menores do

que aquilo que escrevemos. Mas gosto de perceber que, ___ vezes, a delicadeza permanece

depois da última página.

Quem sabe essa expectativa seja apenas uma forma de gratidão por tudo que os livros

fizeram por mim?

No fim, porém, as palavras seguem seu próprio destino. Escapam das mãos de quem ___

escreveu, atravessam fronteiras, consolam desconhecidos e tocam vidas que seus autores

jamais encontrarão. E, depois de ditas, elas já não nos pertencem. Caminham sozinhas,

descalças de nós, inventando outros sentidos por onde passam.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/07/ai-palavras-cmr85go6002ls015toao0ky76.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Analise os trechos a seguir, retirados do texto:

• “Quem sabe essa expectativa seja apenas uma forma de gratidão por tudo que os livros fizeram por mim?”
• “Caminham sozinhas, descalças de nós, inventando outros sentidos por onde passam”.

Assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivamente, o sentido de cada ocorrência da preposição “por” no contexto em que ocorre.
 

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Ai, palavras

Por Helô Bacichette

“Ai, palavras, ai, palavras, que estranha potência a vossa!” Há versos que nunca

envelhecem. Os de Cecília Meireles continuam me espantando como na primeira leitura. As

palavras têm esse dom: atravessam o tempo, despertam memórias, consolam tristezas e, sem

fazer alarde, transformam a vida de quem as acolhe.

Sempre acreditei que um escritor deixa um pouco de si em cada página. Não apenas suas

ideias, mas seu modo de olhar o mundo, de acolher ___ beleza e de atravessar a dor.

Foi assim quando li a poesia de Elias José. Nela encontrei um encantamento que parecia

conversar diretamente com a infância. Anos depois, ao conhecê-lo pessoalmente, descobri que

a delicadeza dos livros também habitava seus gestos. As palavras tinham encontrado morada

em quem as escrevera.

Também experimentei uma forte admiração pelo escritor Mia Couto. Seus livros

despertaram diferentes emoções. Não apenas espanto, mas uma espécie de deslumbramento

diante da linguagem. Sua obra é profundamente sensível, dessas que parecem abrir outras

formas de perceber o mundo. Depois de conhecer um pouco de sua maneira de existir,

encontrei a mesma serenidade que havia descoberto em sua escrita.

Mas a vida também nos apresenta o avesso. Há autores que escrevem páginas luminosas

e, ao encontrá-los, revelam-se distantes, impacientes ou simplesmente indiferentes. Ressurge,

então, uma antiga pergunta: devemos separar o autor da obra?

Muitos defendem que sim. Dizem que, depois de escrita, a obra ganha vida própria,

pertence aos leitores e já não pode ser medida pelo temperamento de quem a criou. É uma

ideia que faz sentido.

Mesmo assim, confesso: alegra-me encontrar uma ponte entre a beleza das palavras e a

beleza dos gestos. Não espero perfeição dos escritores. Todos somos maiores e menores do

que aquilo que escrevemos. Mas gosto de perceber que, ___ vezes, a delicadeza permanece

depois da última página.

Quem sabe essa expectativa seja apenas uma forma de gratidão por tudo que os livros

fizeram por mim?

No fim, porém, as palavras seguem seu próprio destino. Escapam das mãos de quem ___

escreveu, atravessam fronteiras, consolam desconhecidos e tocam vidas que seus autores

jamais encontrarão. E, depois de ditas, elas já não nos pertencem. Caminham sozinhas,

descalças de nós, inventando outros sentidos por onde passam.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/07/ai-palavras-cmr85go6002ls015toao0ky76.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o trecho “Mesmo assim, confesso: alegra-me encontrar uma ponte entre a beleza das palavras e a beleza dos gestos”, retirado do texto, é correto afirmar que “mesmo assim” expressa relação de ______________ e poderia ser substituída por _______________, de sentido equivalente, _____________ necessárias alterações no período a fim de que se mantenha sua correção.

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
 

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Ai, palavras

Por Helô Bacichette

“Ai, palavras, ai, palavras, que estranha potência a vossa!” Há versos que nunca

envelhecem. Os de Cecília Meireles continuam me espantando como na primeira leitura. As

palavras têm esse dom: atravessam o tempo, despertam memórias, consolam tristezas e, sem

fazer alarde, transformam a vida de quem as acolhe.

Sempre acreditei que um escritor deixa um pouco de si em cada página. Não apenas suas

ideias, mas seu modo de olhar o mundo, de acolher ___ beleza e de atravessar a dor.

Foi assim quando li a poesia de Elias José. Nela encontrei um encantamento que parecia

conversar diretamente com a infância. Anos depois, ao conhecê-lo pessoalmente, descobri que

a delicadeza dos livros também habitava seus gestos. As palavras tinham encontrado morada

em quem as escrevera.

Também experimentei uma forte admiração pelo escritor Mia Couto. Seus livros

despertaram diferentes emoções. Não apenas espanto, mas uma espécie de deslumbramento

diante da linguagem. Sua obra é profundamente sensível, dessas que parecem abrir outras

formas de perceber o mundo. Depois de conhecer um pouco de sua maneira de existir,

encontrei a mesma serenidade que havia descoberto em sua escrita.

Mas a vida também nos apresenta o avesso. Há autores que escrevem páginas luminosas

e, ao encontrá-los, revelam-se distantes, impacientes ou simplesmente indiferentes. Ressurge,

então, uma antiga pergunta: devemos separar o autor da obra?

Muitos defendem que sim. Dizem que, depois de escrita, a obra ganha vida própria,

pertence aos leitores e já não pode ser medida pelo temperamento de quem a criou. É uma

ideia que faz sentido.

Mesmo assim, confesso: alegra-me encontrar uma ponte entre a beleza das palavras e a

beleza dos gestos. Não espero perfeição dos escritores. Todos somos maiores e menores do

que aquilo que escrevemos. Mas gosto de perceber que, ___ vezes, a delicadeza permanece

depois da última página.

Quem sabe essa expectativa seja apenas uma forma de gratidão por tudo que os livros

fizeram por mim?

No fim, porém, as palavras seguem seu próprio destino. Escapam das mãos de quem ___

escreveu, atravessam fronteiras, consolam desconhecidos e tocam vidas que seus autores

jamais encontrarão. E, depois de ditas, elas já não nos pertencem. Caminham sozinhas,

descalças de nós, inventando outros sentidos por onde passam.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/07/ai-palavras-cmr85go6002ls015toao0ky76.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando os termos e as orações que compõem o trecho abaixo, retirado do texto, analise as assertivas a seguir e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.

“Dizem que, depois de escrita, a obra ganha vida própria, pertence aos leitores e já não pode ser medida pelo temperamento de quem a criou”.

( ) A expressão “depois de escrita” é um adjunto adverbial que situa a ação em relação ao tempo.
( ) A primeira oração apresenta sujeito indeterminado.
( ) Todas as orações são expressas na voz ativa, o que personifica o termo “obra”.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
 

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