Foram encontradas 365.228 questões.
Provas
“quando viver só fazia sentido se compartilhado com os amigos”.
Provas
“Os dias azuis são mais oníricos e melancólicos, pois nos remetem aos lugares mais distantes”.
Provas
- OrtografiaPontuaçãoVírgula
- SintaxeTermos Integrantes da Oração
- MorfologiaPronomesPronomes Demonstrativos
Quando a busca pela saúde passa a fazer mal
Por Marcio Atalla
Imagine se a sua busca pela saúde se transformasse no atalho mais rápido para “perder
saúde”? Em tempos de total acesso a informações e possibilidades para cuidar do bem-estar,
não deveríamos ser a geração mais saudável da História? Sim, acredito que deveríamos, mas
não somos. Na prática, estamos nos tornando, cada vez mais, pessoas cansadas, frustradas e
ansiosas que não conseguem lidar com tudo que acreditam ser necessário.
Talvez exista um paradoxo que mereça mais atenção: cuidar da saúde também pode
gerar estresse. E, quando esse estresse se torna permanente, ele deixa de fazer parte da
solução para se transformar em mais um problema.
Imagine alguém que decide mudar completamente de vida em uma segunda-feira:
passa a acordar uma hora mais cedo, inicia uma rotina diária de exercícios, elimina açúcar,
álcool e ultraprocessados, pesa cada refeição, conta calorias, monitora o sono, mede frequência
cardíaca, faz meditação e ainda promete nunca mais perder um treino.
Na vida real, essa pessoa passa o dia inteiro pensando na própria saúde. Cada refeição
vira uma decisão. Cada compromisso gera culpa por atrapalhar o treino. Cada deslize parece
um fracasso. A pergunta que fica é simples: ela está mais saudável ou apenas mais preocupada
em parecer saudável?
O cérebro humano foi programado para economizar energia. Criar um novo hábito exige
atenção, planejamento e tomada de decisão. Estudos conduzidos pelo psicólogo Roy
Baumeister mostram que o autocontrole consome recursos mentais. Quanto maior o número
de decisões e mudanças simultâneas, maior a chance de fadiga de decisão, procrastinação e
abandono do comportamento.
Isso ajuda a explicar por que tantas pessoas começam extremamente motivadas e,
poucas semanas depois, voltam aos velhos hábitos. Não lhes faltou força de vontade. Faltou
uma estratégia compatível com o funcionamento do cérebro.
A saúde não precisa ser uma coleção de sacrifícios. Ela precisa ser sustentável. O melhor
treino é o que você continuará fazendo daqui a cinco anos. A melhor alimentação é a que
melhora sua saúde sem transformar cada refeição em uma prova de resistência.
Mudar é importante. Mas mudar tudo ao mesmo tempo quase sempre custa caro
demais. Cada nova regra exige energia mental. Cada restrição aumenta o risco de desistência.
Quando o esforço para manter um hábito supera o benefício percebido, o cérebro procura uma
saída. E ela normalmente é abandonar o plano.
Talvez, antes de acrescentar mais uma meta à lista, vale a pena fazer uma pergunta
diferente: essa mudança vai simplificar minha vida ou apenas aumentar meu nível de estresse?
Porque longevidade funcional não é uma competição para descobrir quem segue mais
protocolos. É construir um estilo de vida que possa ser repetido até o fim.
(Disponível em: https://oglobo.globo.com/saude/marcio-atalla/post/2026/07/quando-a-busca-pela-saude-passa-a-fazer-mal.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).
“Na vida real, essa pessoa passa o dia inteiro pensando na própria saúde”.
I. O segmento “na vida real” é isolado por vírgula por se tratar de um adjunto adverbial deslocado.
II. A palavra “essa” é classificada morfologicamente como um pronome demonstrativo.
III. O segmento “na própria saúde” desempenha a função sintática de objeto direto do verbo “pensando”.
Quais estão corretas?
Provas
Quando a busca pela saúde passa a fazer mal
Por Marcio Atalla
Imagine se a sua busca pela saúde se transformasse no atalho mais rápido para “perder
saúde”? Em tempos de total acesso a informações e possibilidades para cuidar do bem-estar,
não deveríamos ser a geração mais saudável da História? Sim, acredito que deveríamos, mas
não somos. Na prática, estamos nos tornando, cada vez mais, pessoas cansadas, frustradas e
ansiosas que não conseguem lidar com tudo que acreditam ser necessário.
Talvez exista um paradoxo que mereça mais atenção: cuidar da saúde também pode
gerar estresse. E, quando esse estresse se torna permanente, ele deixa de fazer parte da
solução para se transformar em mais um problema.
Imagine alguém que decide mudar completamente de vida em uma segunda-feira:
passa a acordar uma hora mais cedo, inicia uma rotina diária de exercícios, elimina açúcar,
álcool e ultraprocessados, pesa cada refeição, conta calorias, monitora o sono, mede frequência
cardíaca, faz meditação e ainda promete nunca mais perder um treino.
Na vida real, essa pessoa passa o dia inteiro pensando na própria saúde. Cada refeição
vira uma decisão. Cada compromisso gera culpa por atrapalhar o treino. Cada deslize parece
um fracasso. A pergunta que fica é simples: ela está mais saudável ou apenas mais preocupada
em parecer saudável?
O cérebro humano foi programado para economizar energia. Criar um novo hábito exige
atenção, planejamento e tomada de decisão. Estudos conduzidos pelo psicólogo Roy
Baumeister mostram que o autocontrole consome recursos mentais. Quanto maior o número
de decisões e mudanças simultâneas, maior a chance de fadiga de decisão, procrastinação e
abandono do comportamento.
Isso ajuda a explicar por que tantas pessoas começam extremamente motivadas e,
poucas semanas depois, voltam aos velhos hábitos. Não lhes faltou força de vontade. Faltou
uma estratégia compatível com o funcionamento do cérebro.
A saúde não precisa ser uma coleção de sacrifícios. Ela precisa ser sustentável. O melhor
treino é o que você continuará fazendo daqui a cinco anos. A melhor alimentação é a que
melhora sua saúde sem transformar cada refeição em uma prova de resistência.
Mudar é importante. Mas mudar tudo ao mesmo tempo quase sempre custa caro
demais. Cada nova regra exige energia mental. Cada restrição aumenta o risco de desistência.
Quando o esforço para manter um hábito supera o benefício percebido, o cérebro procura uma
saída. E ela normalmente é abandonar o plano.
Talvez, antes de acrescentar mais uma meta à lista, vale a pena fazer uma pergunta
diferente: essa mudança vai simplificar minha vida ou apenas aumentar meu nível de estresse?
Porque longevidade funcional não é uma competição para descobrir quem segue mais
protocolos. É construir um estilo de vida que possa ser repetido até o fim.
(Disponível em: https://oglobo.globo.com/saude/marcio-atalla/post/2026/07/quando-a-busca-pela-saude-passa-a-fazer-mal.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).
Provas
- SintaxeTermos Acessórios e Independentes
- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração SubordinadaSubordinada Adjetiva
De piada em jornal a termo universal: como “OK” se tornou a palavra mais falada do mundo
Por Emily Santos
Seja em uma conversa entre amigos, na tela de um computador ou em uma troca de
mensagens no celular, há uma expressão que ultrapassa quase todas as barreiras linguísticas:
“OK”. Curta, simples e reconhecida em diferentes partes do mundo, a palavra se tornou um
símbolo universal de concordância e confirmação.
Embora existam mais de 7 mil idiomas vivos catalogados atualmente, o “OK” conseguiu o
feito raro de ser incorporado a idiomas de diferentes partes do mundo. Para o linguista
norte-americano Allan Metcalf, autor de um estudo detalhado sobre o tema que resultou no livro
“OK”, a expressão é “a invenção mais sensacional da língua inglesa”, superando em alcance
qualquer outra criação literária ou linguística.
Diferente do que muitos podem imaginar, o “OK” não nasceu de uma raiz etimológica
profunda, mas de uma brincadeira editorial em Boston, nos Estados Unidos, em março de 1839.
Naquela época, era comum que jornais utilizassem siglas e abreviações para criar termos lúdicos
e, muitas vezes, grafados de forma propositalmente incorreta.
O registro histórico mais aceito aponta que o termo surgiu como uma abreviação de
“all correct” (tudo certo), mas escrita como “oll korrect”. O “O.k.” apareceu pela primeira vez no
jornal Boston Morning Post inserido em uma lista de siglas que incluía termos hoje esquecidos.
“O.k. é muito incomum, e palavras incomuns dificilmente entram no vocabulário popular.
Foi uma combinação muito estranha de coincidências que ajudou essa palavra, que surgiu como
uma brincadeira, a se tornar tão importante”, afirmou o pesquisador.
(Disponível em: https://g1.globo.com/educacao/noticia/2026/07/18/de-piada-em-jornal-a-termo-universal-como-ok-se-tornou-a-palavra-mais-falada-do-mundo.ghtml – texto especialmente adaptado para esta prova).
Analise as assertivas a seguir considerando o trecho abaixo:
“Para o linguista norte-americano Allan Metcalf, autor de um estudo detalhado sobre o tema que resultou no livro ‘OK’, a expressão é ‘a invenção mais sensacional da língua inglesa’ [...]” (l. 06–08).
Provas
De piada em jornal a termo universal: como “OK” se tornou a palavra mais falada do mundo
Por Emily Santos
Seja em uma conversa entre amigos, na tela de um computador ou em uma troca de
mensagens no celular, há uma expressão que ultrapassa quase todas as barreiras linguísticas:
“OK”. Curta, simples e reconhecida em diferentes partes do mundo, a palavra se tornou um
símbolo universal de concordância e confirmação.
Embora existam mais de 7 mil idiomas vivos catalogados atualmente, o “OK” conseguiu o
feito raro de ser incorporado a idiomas de diferentes partes do mundo. Para o linguista
norte-americano Allan Metcalf, autor de um estudo detalhado sobre o tema que resultou no livro
“OK”, a expressão é “a invenção mais sensacional da língua inglesa”, superando em alcance
qualquer outra criação literária ou linguística.
Diferente do que muitos podem imaginar, o “OK” não nasceu de uma raiz etimológica
profunda, mas de uma brincadeira editorial em Boston, nos Estados Unidos, em março de 1839.
Naquela época, era comum que jornais utilizassem siglas e abreviações para criar termos lúdicos
e, muitas vezes, grafados de forma propositalmente incorreta.
O registro histórico mais aceito aponta que o termo surgiu como uma abreviação de
“all correct” (tudo certo), mas escrita como “oll korrect”. O “O.k.” apareceu pela primeira vez no
jornal Boston Morning Post inserido em uma lista de siglas que incluía termos hoje esquecidos.
“O.k. é muito incomum, e palavras incomuns dificilmente entram no vocabulário popular.
Foi uma combinação muito estranha de coincidências que ajudou essa palavra, que surgiu como
uma brincadeira, a se tornar tão importante”, afirmou o pesquisador.
(Disponível em: https://g1.globo.com/educacao/noticia/2026/07/18/de-piada-em-jornal-a-termo-universal-como-ok-se-tornou-a-palavra-mais-falada-do-mundo.ghtml – texto especialmente adaptado para esta prova).
Com base no texto, é correto afirmar que:
Provas
Ai, palavras
Por Helô Bacichette
“Ai, palavras, ai, palavras, que estranha potência a vossa!” Há versos que nunca
envelhecem. Os de Cecília Meireles continuam me espantando como na primeira leitura. As
palavras têm esse dom: atravessam o tempo, despertam memórias, consolam tristezas e, sem
fazer alarde, transformam a vida de quem as acolhe.
Sempre acreditei que um escritor deixa um pouco de si em cada página. Não apenas suas
ideias, mas seu modo de olhar o mundo, de acolher ___ beleza e de atravessar a dor.
Foi assim quando li a poesia de Elias José. Nela encontrei um encantamento que parecia
conversar diretamente com a infância. Anos depois, ao conhecê-lo pessoalmente, descobri que
a delicadeza dos livros também habitava seus gestos. As palavras tinham encontrado morada
em quem as escrevera.
Também experimentei uma forte admiração pelo escritor Mia Couto. Seus livros
despertaram diferentes emoções. Não apenas espanto, mas uma espécie de deslumbramento
diante da linguagem. Sua obra é profundamente sensível, dessas que parecem abrir outras
formas de perceber o mundo. Depois de conhecer um pouco de sua maneira de existir,
encontrei a mesma serenidade que havia descoberto em sua escrita.
Mas a vida também nos apresenta o avesso. Há autores que escrevem páginas luminosas
e, ao encontrá-los, revelam-se distantes, impacientes ou simplesmente indiferentes. Ressurge,
então, uma antiga pergunta: devemos separar o autor da obra?
Muitos defendem que sim. Dizem que, depois de escrita, a obra ganha vida própria,
pertence aos leitores e já não pode ser medida pelo temperamento de quem a criou. É uma
ideia que faz sentido.
Mesmo assim, confesso: alegra-me encontrar uma ponte entre a beleza das palavras e a
beleza dos gestos. Não espero perfeição dos escritores. Todos somos maiores e menores do
que aquilo que escrevemos. Mas gosto de perceber que, ___ vezes, a delicadeza permanece
depois da última página.
Quem sabe essa expectativa seja apenas uma forma de gratidão por tudo que os livros
fizeram por mim?
No fim, porém, as palavras seguem seu próprio destino. Escapam das mãos de quem ___
escreveu, atravessam fronteiras, consolam desconhecidos e tocam vidas que seus autores
jamais encontrarão. E, depois de ditas, elas já não nos pertencem. Caminham sozinhas,
descalças de nós, inventando outros sentidos por onde passam.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/07/ai-palavras-cmr85go6002ls015toao0ky76.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
• “Quem sabe essa expectativa seja apenas uma forma de gratidão por tudo que os livros fizeram por mim?”
• “Caminham sozinhas, descalças de nós, inventando outros sentidos por onde passam”.
Assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivamente, o sentido de cada ocorrência da preposição “por” no contexto em que ocorre.
Provas
Ai, palavras
Por Helô Bacichette
“Ai, palavras, ai, palavras, que estranha potência a vossa!” Há versos que nunca
envelhecem. Os de Cecília Meireles continuam me espantando como na primeira leitura. As
palavras têm esse dom: atravessam o tempo, despertam memórias, consolam tristezas e, sem
fazer alarde, transformam a vida de quem as acolhe.
Sempre acreditei que um escritor deixa um pouco de si em cada página. Não apenas suas
ideias, mas seu modo de olhar o mundo, de acolher ___ beleza e de atravessar a dor.
Foi assim quando li a poesia de Elias José. Nela encontrei um encantamento que parecia
conversar diretamente com a infância. Anos depois, ao conhecê-lo pessoalmente, descobri que
a delicadeza dos livros também habitava seus gestos. As palavras tinham encontrado morada
em quem as escrevera.
Também experimentei uma forte admiração pelo escritor Mia Couto. Seus livros
despertaram diferentes emoções. Não apenas espanto, mas uma espécie de deslumbramento
diante da linguagem. Sua obra é profundamente sensível, dessas que parecem abrir outras
formas de perceber o mundo. Depois de conhecer um pouco de sua maneira de existir,
encontrei a mesma serenidade que havia descoberto em sua escrita.
Mas a vida também nos apresenta o avesso. Há autores que escrevem páginas luminosas
e, ao encontrá-los, revelam-se distantes, impacientes ou simplesmente indiferentes. Ressurge,
então, uma antiga pergunta: devemos separar o autor da obra?
Muitos defendem que sim. Dizem que, depois de escrita, a obra ganha vida própria,
pertence aos leitores e já não pode ser medida pelo temperamento de quem a criou. É uma
ideia que faz sentido.
Mesmo assim, confesso: alegra-me encontrar uma ponte entre a beleza das palavras e a
beleza dos gestos. Não espero perfeição dos escritores. Todos somos maiores e menores do
que aquilo que escrevemos. Mas gosto de perceber que, ___ vezes, a delicadeza permanece
depois da última página.
Quem sabe essa expectativa seja apenas uma forma de gratidão por tudo que os livros
fizeram por mim?
No fim, porém, as palavras seguem seu próprio destino. Escapam das mãos de quem ___
escreveu, atravessam fronteiras, consolam desconhecidos e tocam vidas que seus autores
jamais encontrarão. E, depois de ditas, elas já não nos pertencem. Caminham sozinhas,
descalças de nós, inventando outros sentidos por onde passam.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/07/ai-palavras-cmr85go6002ls015toao0ky76.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
Provas
Ai, palavras
Por Helô Bacichette
“Ai, palavras, ai, palavras, que estranha potência a vossa!” Há versos que nunca
envelhecem. Os de Cecília Meireles continuam me espantando como na primeira leitura. As
palavras têm esse dom: atravessam o tempo, despertam memórias, consolam tristezas e, sem
fazer alarde, transformam a vida de quem as acolhe.
Sempre acreditei que um escritor deixa um pouco de si em cada página. Não apenas suas
ideias, mas seu modo de olhar o mundo, de acolher ___ beleza e de atravessar a dor.
Foi assim quando li a poesia de Elias José. Nela encontrei um encantamento que parecia
conversar diretamente com a infância. Anos depois, ao conhecê-lo pessoalmente, descobri que
a delicadeza dos livros também habitava seus gestos. As palavras tinham encontrado morada
em quem as escrevera.
Também experimentei uma forte admiração pelo escritor Mia Couto. Seus livros
despertaram diferentes emoções. Não apenas espanto, mas uma espécie de deslumbramento
diante da linguagem. Sua obra é profundamente sensível, dessas que parecem abrir outras
formas de perceber o mundo. Depois de conhecer um pouco de sua maneira de existir,
encontrei a mesma serenidade que havia descoberto em sua escrita.
Mas a vida também nos apresenta o avesso. Há autores que escrevem páginas luminosas
e, ao encontrá-los, revelam-se distantes, impacientes ou simplesmente indiferentes. Ressurge,
então, uma antiga pergunta: devemos separar o autor da obra?
Muitos defendem que sim. Dizem que, depois de escrita, a obra ganha vida própria,
pertence aos leitores e já não pode ser medida pelo temperamento de quem a criou. É uma
ideia que faz sentido.
Mesmo assim, confesso: alegra-me encontrar uma ponte entre a beleza das palavras e a
beleza dos gestos. Não espero perfeição dos escritores. Todos somos maiores e menores do
que aquilo que escrevemos. Mas gosto de perceber que, ___ vezes, a delicadeza permanece
depois da última página.
Quem sabe essa expectativa seja apenas uma forma de gratidão por tudo que os livros
fizeram por mim?
No fim, porém, as palavras seguem seu próprio destino. Escapam das mãos de quem ___
escreveu, atravessam fronteiras, consolam desconhecidos e tocam vidas que seus autores
jamais encontrarão. E, depois de ditas, elas já não nos pertencem. Caminham sozinhas,
descalças de nós, inventando outros sentidos por onde passam.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/helo-bacichette/noticia/2026/07/ai-palavras-cmr85go6002ls015toao0ky76.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
“Dizem que, depois de escrita, a obra ganha vida própria, pertence aos leitores e já não pode ser medida pelo temperamento de quem a criou”.
( ) A expressão “depois de escrita” é um adjunto adverbial que situa a ação em relação ao tempo.
( ) A primeira oração apresenta sujeito indeterminado.
( ) Todas as orações são expressas na voz ativa, o que personifica o termo “obra”.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Provas
Caderno Container