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4228711 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Água Doce-SC

A saudade é azul

Por Adriana Antunes

Abro as janelas e os dias seguem cinzas. Confesso que já gostei mais de dias assim. Hoje

prefiro claridade e calor. Prefiro azul. O mundo é azul nas .... . Dias atrás relembrei um

ensinamento do tempo da escola, mas que havia esquecido, de que não existe céu. O céu é

apenas um fenômeno. Esse azul que vemos é a luz que se perdeu. É a ponta azul do espectro

que vemos. Mas a parte científica não tem poesia. Os dias azuis são mais oníricos e

melancólicos, pois nos remetem aos lugares mais distantes. O azul é a cor da saudade das

distâncias que nunca alcançaremos. O azul é a distância entre nós.

Tenho lido Simone Weil, volta e meia. E ela diz, numa de suas explicações filosóficas, que

aqueles que não se amam nunca se separam. Daí, penso neste azul que nos separa de amigos

queridos. Estamos todos carentes de amizades. Todos sem tempo e sem espaço para uma

conversa. Há um azul que nos distancia da adolescência, quando viver só fazia sentido se

compartilhado com os amigos. Depois, em algum ponto da vida adulta, isso se perde. Um azul

.... nos separa de quem fomos. Nos separa uns dos outros também. Talvez eu esteja

melancolicamente azul nesta crônica. O longe se infiltra mesmo que estejamos próximos.

Afinal, nós também mal conhecemos nossas distâncias e profundezas. Assim, vestimos lonjuras

e nos mantemos distantes, sejam por coisas ditas ou não ditas.

Minha casa de infância era azul. Uma casa que não existe mais e até mesmo em sonhos

ela começa a desaparecer. Deve ser a idade. Nunca estive tão longe do começo. Guardo a

imagem como uma memória cintilante na cianotipia do tempo. Vejo algumas fotos daquela

época e o longe se torna perto, ao mesmo tempo que os dois não são o mesmo lugar. Os dias

cinzas se sucedem e eu me lembro do azul do mar.

Uma vez, numa época complicada, estava dentro do mar e senti como se eu fizesse parte

do todo. Uma sensação estranha e sem vocabulário. Para Deleuze, que tanto amo, um devir.

Há coisas em nós que são um mistério insondável e tentar explicar não reproduz os abismos.

Há quem ainda prefira o inverno, assim como o eu de antes. Hoje atravesso a estação ___

espera do azul. E pensar que ele nem começou ainda. Eu nasci no inverno. Mas o azul da

distância só vem com o tempo, com a descoberta da tristeza, da melancolia, da perda. A

saudade é feita de .... do tempo. E é azul. Lembro de meus amigos que ___ tempos não vejo,

não abraço. Mas como diz Rebeca Solnit, certos afetos só continuam existindo em nós enquanto

perdidos e outros não se perdem porque permanecem distantes.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/adriana-antunes/noticia/2026/06/a-saudade-e-azul-cmqfm2azy009p012tf5834oau.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta uma palavra que poderia substituir o vocábulo “insondável” no trecho a seguir, retirado do texto, sem causar alterações significativas ao sentido do trecho.

“Há coisas em nós que são um mistério insondável e tentar explicar não reproduz os abismos”.
 

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4228710 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Água Doce-SC

A saudade é azul

Por Adriana Antunes

Abro as janelas e os dias seguem cinzas. Confesso que já gostei mais de dias assim. Hoje

prefiro claridade e calor. Prefiro azul. O mundo é azul nas .... . Dias atrás relembrei um

ensinamento do tempo da escola, mas que havia esquecido, de que não existe céu. O céu é

apenas um fenômeno. Esse azul que vemos é a luz que se perdeu. É a ponta azul do espectro

que vemos. Mas a parte científica não tem poesia. Os dias azuis são mais oníricos e

melancólicos, pois nos remetem aos lugares mais distantes. O azul é a cor da saudade das

distâncias que nunca alcançaremos. O azul é a distância entre nós.

Tenho lido Simone Weil, volta e meia. E ela diz, numa de suas explicações filosóficas, que

aqueles que não se amam nunca se separam. Daí, penso neste azul que nos separa de amigos

queridos. Estamos todos carentes de amizades. Todos sem tempo e sem espaço para uma

conversa. Há um azul que nos distancia da adolescência, quando viver só fazia sentido se

compartilhado com os amigos. Depois, em algum ponto da vida adulta, isso se perde. Um azul

.... nos separa de quem fomos. Nos separa uns dos outros também. Talvez eu esteja

melancolicamente azul nesta crônica. O longe se infiltra mesmo que estejamos próximos.

Afinal, nós também mal conhecemos nossas distâncias e profundezas. Assim, vestimos lonjuras

e nos mantemos distantes, sejam por coisas ditas ou não ditas.

Minha casa de infância era azul. Uma casa que não existe mais e até mesmo em sonhos

ela começa a desaparecer. Deve ser a idade. Nunca estive tão longe do começo. Guardo a

imagem como uma memória cintilante na cianotipia do tempo. Vejo algumas fotos daquela

época e o longe se torna perto, ao mesmo tempo que os dois não são o mesmo lugar. Os dias

cinzas se sucedem e eu me lembro do azul do mar.

Uma vez, numa época complicada, estava dentro do mar e senti como se eu fizesse parte

do todo. Uma sensação estranha e sem vocabulário. Para Deleuze, que tanto amo, um devir.

Há coisas em nós que são um mistério insondável e tentar explicar não reproduz os abismos.

Há quem ainda prefira o inverno, assim como o eu de antes. Hoje atravesso a estação ___

espera do azul. E pensar que ele nem começou ainda. Eu nasci no inverno. Mas o azul da

distância só vem com o tempo, com a descoberta da tristeza, da melancolia, da perda. A

saudade é feita de .... do tempo. E é azul. Lembro de meus amigos que ___ tempos não vejo,

não abraço. Mas como diz Rebeca Solnit, certos afetos só continuam existindo em nós enquanto

perdidos e outros não se perdem porque permanecem distantes.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/adriana-antunes/noticia/2026/06/a-saudade-e-azul-cmqfm2azy009p012tf5834oau.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta um trecho no qual NÃO foi empregada linguagem figurada.
 

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4228709 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Água Doce-SC

A saudade é azul

Por Adriana Antunes

Abro as janelas e os dias seguem cinzas. Confesso que já gostei mais de dias assim. Hoje

prefiro claridade e calor. Prefiro azul. O mundo é azul nas .... . Dias atrás relembrei um

ensinamento do tempo da escola, mas que havia esquecido, de que não existe céu. O céu é

apenas um fenômeno. Esse azul que vemos é a luz que se perdeu. É a ponta azul do espectro

que vemos. Mas a parte científica não tem poesia. Os dias azuis são mais oníricos e

melancólicos, pois nos remetem aos lugares mais distantes. O azul é a cor da saudade das

distâncias que nunca alcançaremos. O azul é a distância entre nós.

Tenho lido Simone Weil, volta e meia. E ela diz, numa de suas explicações filosóficas, que

aqueles que não se amam nunca se separam. Daí, penso neste azul que nos separa de amigos

queridos. Estamos todos carentes de amizades. Todos sem tempo e sem espaço para uma

conversa. Há um azul que nos distancia da adolescência, quando viver só fazia sentido se

compartilhado com os amigos. Depois, em algum ponto da vida adulta, isso se perde. Um azul

.... nos separa de quem fomos. Nos separa uns dos outros também. Talvez eu esteja

melancolicamente azul nesta crônica. O longe se infiltra mesmo que estejamos próximos.

Afinal, nós também mal conhecemos nossas distâncias e profundezas. Assim, vestimos lonjuras

e nos mantemos distantes, sejam por coisas ditas ou não ditas.

Minha casa de infância era azul. Uma casa que não existe mais e até mesmo em sonhos

ela começa a desaparecer. Deve ser a idade. Nunca estive tão longe do começo. Guardo a

imagem como uma memória cintilante na cianotipia do tempo. Vejo algumas fotos daquela

época e o longe se torna perto, ao mesmo tempo que os dois não são o mesmo lugar. Os dias

cinzas se sucedem e eu me lembro do azul do mar.

Uma vez, numa época complicada, estava dentro do mar e senti como se eu fizesse parte

do todo. Uma sensação estranha e sem vocabulário. Para Deleuze, que tanto amo, um devir.

Há coisas em nós que são um mistério insondável e tentar explicar não reproduz os abismos.

Há quem ainda prefira o inverno, assim como o eu de antes. Hoje atravesso a estação ___

espera do azul. E pensar que ele nem começou ainda. Eu nasci no inverno. Mas o azul da

distância só vem com o tempo, com a descoberta da tristeza, da melancolia, da perda. A

saudade é feita de .... do tempo. E é azul. Lembro de meus amigos que ___ tempos não vejo,

não abraço. Mas como diz Rebeca Solnit, certos afetos só continuam existindo em nós enquanto

perdidos e outros não se perdem porque permanecem distantes.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/adriana-antunes/noticia/2026/06/a-saudade-e-azul-cmqfm2azy009p012tf5834oau.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando a ortografia das palavras em Língua Portuguesa, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas nos trechos a seguir, retirados do texto.

• “O mundo é azul nas ....”.
• “Um azul .... nos separa de quem fomos”.
• “A saudade é feita de .... do tempo”.
 

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4228708 Ano: 2026
Disciplina: Português
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A saudade é azul

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Abro as janelas e os dias seguem cinzas. Confesso que já gostei mais de dias assim. Hoje

prefiro claridade e calor. Prefiro azul. O mundo é azul nas .... . Dias atrás relembrei um

ensinamento do tempo da escola, mas que havia esquecido, de que não existe céu. O céu é

apenas um fenômeno. Esse azul que vemos é a luz que se perdeu. É a ponta azul do espectro

que vemos. Mas a parte científica não tem poesia. Os dias azuis são mais oníricos e

melancólicos, pois nos remetem aos lugares mais distantes. O azul é a cor da saudade das

distâncias que nunca alcançaremos. O azul é a distância entre nós.

Tenho lido Simone Weil, volta e meia. E ela diz, numa de suas explicações filosóficas, que

aqueles que não se amam nunca se separam. Daí, penso neste azul que nos separa de amigos

queridos. Estamos todos carentes de amizades. Todos sem tempo e sem espaço para uma

conversa. Há um azul que nos distancia da adolescência, quando viver só fazia sentido se

compartilhado com os amigos. Depois, em algum ponto da vida adulta, isso se perde. Um azul

.... nos separa de quem fomos. Nos separa uns dos outros também. Talvez eu esteja

melancolicamente azul nesta crônica. O longe se infiltra mesmo que estejamos próximos.

Afinal, nós também mal conhecemos nossas distâncias e profundezas. Assim, vestimos lonjuras

e nos mantemos distantes, sejam por coisas ditas ou não ditas.

Minha casa de infância era azul. Uma casa que não existe mais e até mesmo em sonhos

ela começa a desaparecer. Deve ser a idade. Nunca estive tão longe do começo. Guardo a

imagem como uma memória cintilante na cianotipia do tempo. Vejo algumas fotos daquela

época e o longe se torna perto, ao mesmo tempo que os dois não são o mesmo lugar. Os dias

cinzas se sucedem e eu me lembro do azul do mar.

Uma vez, numa época complicada, estava dentro do mar e senti como se eu fizesse parte

do todo. Uma sensação estranha e sem vocabulário. Para Deleuze, que tanto amo, um devir.

Há coisas em nós que são um mistério insondável e tentar explicar não reproduz os abismos.

Há quem ainda prefira o inverno, assim como o eu de antes. Hoje atravesso a estação ___

espera do azul. E pensar que ele nem começou ainda. Eu nasci no inverno. Mas o azul da

distância só vem com o tempo, com a descoberta da tristeza, da melancolia, da perda. A

saudade é feita de .... do tempo. E é azul. Lembro de meus amigos que ___ tempos não vejo,

não abraço. Mas como diz Rebeca Solnit, certos afetos só continuam existindo em nós enquanto

perdidos e outros não se perdem porque permanecem distantes.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/adriana-antunes/noticia/2026/06/a-saudade-e-azul-cmqfm2azy009p012tf5834oau.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o emprego do verbo haver e do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas nos trechos a seguir, retirados do texto.

• “Hoje atravesso a estação ___ espera do azul”.
• “Lembro de meus amigos que ___ tempos não vejo”.
 

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4228707 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Água Doce-SC

A saudade é azul

Por Adriana Antunes

Abro as janelas e os dias seguem cinzas. Confesso que já gostei mais de dias assim. Hoje

prefiro claridade e calor. Prefiro azul. O mundo é azul nas .... . Dias atrás relembrei um

ensinamento do tempo da escola, mas que havia esquecido, de que não existe céu. O céu é

apenas um fenômeno. Esse azul que vemos é a luz que se perdeu. É a ponta azul do espectro

que vemos. Mas a parte científica não tem poesia. Os dias azuis são mais oníricos e

melancólicos, pois nos remetem aos lugares mais distantes. O azul é a cor da saudade das

distâncias que nunca alcançaremos. O azul é a distância entre nós.

Tenho lido Simone Weil, volta e meia. E ela diz, numa de suas explicações filosóficas, que

aqueles que não se amam nunca se separam. Daí, penso neste azul que nos separa de amigos

queridos. Estamos todos carentes de amizades. Todos sem tempo e sem espaço para uma

conversa. Há um azul que nos distancia da adolescência, quando viver só fazia sentido se

compartilhado com os amigos. Depois, em algum ponto da vida adulta, isso se perde. Um azul

.... nos separa de quem fomos. Nos separa uns dos outros também. Talvez eu esteja

melancolicamente azul nesta crônica. O longe se infiltra mesmo que estejamos próximos.

Afinal, nós também mal conhecemos nossas distâncias e profundezas. Assim, vestimos lonjuras

e nos mantemos distantes, sejam por coisas ditas ou não ditas.

Minha casa de infância era azul. Uma casa que não existe mais e até mesmo em sonhos

ela começa a desaparecer. Deve ser a idade. Nunca estive tão longe do começo. Guardo a

imagem como uma memória cintilante na cianotipia do tempo. Vejo algumas fotos daquela

época e o longe se torna perto, ao mesmo tempo que os dois não são o mesmo lugar. Os dias

cinzas se sucedem e eu me lembro do azul do mar.

Uma vez, numa época complicada, estava dentro do mar e senti como se eu fizesse parte

do todo. Uma sensação estranha e sem vocabulário. Para Deleuze, que tanto amo, um devir.

Há coisas em nós que são um mistério insondável e tentar explicar não reproduz os abismos.

Há quem ainda prefira o inverno, assim como o eu de antes. Hoje atravesso a estação ___

espera do azul. E pensar que ele nem começou ainda. Eu nasci no inverno. Mas o azul da

distância só vem com o tempo, com a descoberta da tristeza, da melancolia, da perda. A

saudade é feita de .... do tempo. E é azul. Lembro de meus amigos que ___ tempos não vejo,

não abraço. Mas como diz Rebeca Solnit, certos afetos só continuam existindo em nós enquanto

perdidos e outros não se perdem porque permanecem distantes.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/adriana-antunes/noticia/2026/06/a-saudade-e-azul-cmqfm2azy009p012tf5834oau.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando os implícitos textuais, analise as assertivas a seguir:

I. Em “Confesso que já gostei mais de dias assim”, é implícito que a autora ainda gosta desse tipo de dia.
II. Em “Nunca estive tão longe do começo”, está implícito que ela já esteve mais próxima do início.
III. Em “Hoje prefiro claridade e calor”, entende-se que ela segue com tal preferência desde tempos remotos.

Quais estão corretas?
 

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4228706 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Água Doce-SC

A saudade é azul

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Abro as janelas e os dias seguem cinzas. Confesso que já gostei mais de dias assim. Hoje

prefiro claridade e calor. Prefiro azul. O mundo é azul nas .... . Dias atrás relembrei um

ensinamento do tempo da escola, mas que havia esquecido, de que não existe céu. O céu é

apenas um fenômeno. Esse azul que vemos é a luz que se perdeu. É a ponta azul do espectro

que vemos. Mas a parte científica não tem poesia. Os dias azuis são mais oníricos e

melancólicos, pois nos remetem aos lugares mais distantes. O azul é a cor da saudade das

distâncias que nunca alcançaremos. O azul é a distância entre nós.

Tenho lido Simone Weil, volta e meia. E ela diz, numa de suas explicações filosóficas, que

aqueles que não se amam nunca se separam. Daí, penso neste azul que nos separa de amigos

queridos. Estamos todos carentes de amizades. Todos sem tempo e sem espaço para uma

conversa. Há um azul que nos distancia da adolescência, quando viver só fazia sentido se

compartilhado com os amigos. Depois, em algum ponto da vida adulta, isso se perde. Um azul

.... nos separa de quem fomos. Nos separa uns dos outros também. Talvez eu esteja

melancolicamente azul nesta crônica. O longe se infiltra mesmo que estejamos próximos.

Afinal, nós também mal conhecemos nossas distâncias e profundezas. Assim, vestimos lonjuras

e nos mantemos distantes, sejam por coisas ditas ou não ditas.

Minha casa de infância era azul. Uma casa que não existe mais e até mesmo em sonhos

ela começa a desaparecer. Deve ser a idade. Nunca estive tão longe do começo. Guardo a

imagem como uma memória cintilante na cianotipia do tempo. Vejo algumas fotos daquela

época e o longe se torna perto, ao mesmo tempo que os dois não são o mesmo lugar. Os dias

cinzas se sucedem e eu me lembro do azul do mar.

Uma vez, numa época complicada, estava dentro do mar e senti como se eu fizesse parte

do todo. Uma sensação estranha e sem vocabulário. Para Deleuze, que tanto amo, um devir.

Há coisas em nós que são um mistério insondável e tentar explicar não reproduz os abismos.

Há quem ainda prefira o inverno, assim como o eu de antes. Hoje atravesso a estação ___

espera do azul. E pensar que ele nem começou ainda. Eu nasci no inverno. Mas o azul da

distância só vem com o tempo, com a descoberta da tristeza, da melancolia, da perda. A

saudade é feita de .... do tempo. E é azul. Lembro de meus amigos que ___ tempos não vejo,

não abraço. Mas como diz Rebeca Solnit, certos afetos só continuam existindo em nós enquanto

perdidos e outros não se perdem porque permanecem distantes.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/adriana-antunes/noticia/2026/06/a-saudade-e-azul-cmqfm2azy009p012tf5834oau.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que NÃO corresponde ao que é descrito no texto.
 

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4228705 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Água Doce-SC

A saudade é azul

Por Adriana Antunes

Abro as janelas e os dias seguem cinzas. Confesso que já gostei mais de dias assim. Hoje

prefiro claridade e calor. Prefiro azul. O mundo é azul nas .... . Dias atrás relembrei um

ensinamento do tempo da escola, mas que havia esquecido, de que não existe céu. O céu é

apenas um fenômeno. Esse azul que vemos é a luz que se perdeu. É a ponta azul do espectro

que vemos. Mas a parte científica não tem poesia. Os dias azuis são mais oníricos e

melancólicos, pois nos remetem aos lugares mais distantes. O azul é a cor da saudade das

distâncias que nunca alcançaremos. O azul é a distância entre nós.

Tenho lido Simone Weil, volta e meia. E ela diz, numa de suas explicações filosóficas, que

aqueles que não se amam nunca se separam. Daí, penso neste azul que nos separa de amigos

queridos. Estamos todos carentes de amizades. Todos sem tempo e sem espaço para uma

conversa. Há um azul que nos distancia da adolescência, quando viver só fazia sentido se

compartilhado com os amigos. Depois, em algum ponto da vida adulta, isso se perde. Um azul

.... nos separa de quem fomos. Nos separa uns dos outros também. Talvez eu esteja

melancolicamente azul nesta crônica. O longe se infiltra mesmo que estejamos próximos.

Afinal, nós também mal conhecemos nossas distâncias e profundezas. Assim, vestimos lonjuras

e nos mantemos distantes, sejam por coisas ditas ou não ditas.

Minha casa de infância era azul. Uma casa que não existe mais e até mesmo em sonhos

ela começa a desaparecer. Deve ser a idade. Nunca estive tão longe do começo. Guardo a

imagem como uma memória cintilante na cianotipia do tempo. Vejo algumas fotos daquela

época e o longe se torna perto, ao mesmo tempo que os dois não são o mesmo lugar. Os dias

cinzas se sucedem e eu me lembro do azul do mar.

Uma vez, numa época complicada, estava dentro do mar e senti como se eu fizesse parte

do todo. Uma sensação estranha e sem vocabulário. Para Deleuze, que tanto amo, um devir.

Há coisas em nós que são um mistério insondável e tentar explicar não reproduz os abismos.

Há quem ainda prefira o inverno, assim como o eu de antes. Hoje atravesso a estação ___

espera do azul. E pensar que ele nem começou ainda. Eu nasci no inverno. Mas o azul da

distância só vem com o tempo, com a descoberta da tristeza, da melancolia, da perda. A

saudade é feita de .... do tempo. E é azul. Lembro de meus amigos que ___ tempos não vejo,

não abraço. Mas como diz Rebeca Solnit, certos afetos só continuam existindo em nós enquanto

perdidos e outros não se perdem porque permanecem distantes.

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/adriana-antunes/noticia/2026/06/a-saudade-e-azul-cmqfm2azy009p012tf5834oau.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:

I. A autora reflete que aquilo que aprendeu na escola não consegue abarcar a dimensão sentimental do que vem a ser a cor do céu.
II. Dentre as reflexões estabelecidas pelo texto, conclui-se que a cor azul se relaciona a distâncias físicas e concretas.
III. Com a passagem do tempo, a lembrança que a autora tem de sua casa de infância começa a se apagar, e as fotos a aproximam daquele local.

Quais estão corretas?
 

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4228674 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Água Doce-SC

Emoções e sentimentos na idade pré-escolar

Por Jéssica Batista, Juliana Pasqualini e Giselle Magalhães

O psiquismo se desenvolve na relação ativa com a realidade, isto é, na base da atividade

que condiciona e provoca sua complexificação estrutural; desse modo, para abordar o

desenvolvimento das emoções e sentimentos na idade pré-escolar, tomaremos como eixo

orientador a atividade que guia ___ formação de novas capacidades do psiquismo neste

período.

A atividade é tomada como categoria central para a explicação do processo de

desenvolvimento humano, pois é na atividade e por meio dela que a criança se relaciona com

a realidade, sendo seus processos psíquicos desenvolvidos. Contudo, diferentes atividades

cumprem diferentes papéis no desenvolvimento do psiquismo. As que reorganizam e

impulsionam o desenvolvimento de neoformações psíquicas em um dado período do

desenvolvimento psíquico são chamadas de atividade guia ou dominante. Em cada período

constitui-se uma atividade guia impulsionada por determinados motivos construídos social e

historicamente.

Sendo assim, a periodização do desenvolvimento humano a partir da psicologia

histórico-cultural não corresponde a estágios ou etapas imutáveis e universais do

desenvolvimento, mas a uma análise teórica que situa as gradativas transformações estruturais

do psiquismo infantil no interior da relação criança-sociedade, destacando as condições de vida

e educação como determinação fundamental do processo de desenvolvimento.

Para Leontiev (2001), a especificidade do lugar social ocupado pelas crianças de idade

pré-escolar determina seu interesse pelo mundo adulto. Do ponto de vista do desenvolvimento

do psiquismo, a transição entre a primeira infância e a idade pré-escolar é marcada justamente

pela tendência ___ atividade independente e pelo desejo de fazer o que faz o adulto. A criança

sente essa necessidade, mas não domina (nem pode dominar) ___ operações corporais e

psíquicas exigidas para a atuação com os objetos do mundo adulto, vindo a canalizar sua

vontade de inserção na prática social por meio da representação lúdica dos papéis sociais na

brincadeira protagonizada.

A brincadeira de papéis é justamente a atividade guia do período pré-escolar, o que

significa dizer que o desenvolvimento dos processos psíquicos mais decisivos nesse período

será impulsionado fundamentalmente pela protagonização lúdica do mundo adulto. Segundo

Elkonin (2009), essa atividade mobiliza mais diretamente a esfera afetivo-emocional do

psiquismo, pois em seu interior a criança lida com o problema dos sentidos e motivos que

regulam a atividade humana e as relações entre as pessoas. O conteúdo fundamental da

brincadeira protagonizada são as relações humanas, as normas, valores e princípios (implícitos)

que as regem. No decurso da brincadeira protagonizada, a criança assimila e elabora modelos

de relação entre as pessoas.

(Disponível em: https://doi.org/10.1590/2175-6236116927vs01 – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, o tipo de sujeito e de complemento da forma verbal “determina” do trecho a seguir, retirado do texto.

“a especificidade do lugar social ocupado pelas crianças de idade pré-escolar determina seu interesse pelo mundo adulto”.
 

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4228673 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Água Doce-SC

Emoções e sentimentos na idade pré-escolar

Por Jéssica Batista, Juliana Pasqualini e Giselle Magalhães

O psiquismo se desenvolve na relação ativa com a realidade, isto é, na base da atividade

que condiciona e provoca sua complexificação estrutural; desse modo, para abordar o

desenvolvimento das emoções e sentimentos na idade pré-escolar, tomaremos como eixo

orientador a atividade que guia ___ formação de novas capacidades do psiquismo neste

período.

A atividade é tomada como categoria central para a explicação do processo de

desenvolvimento humano, pois é na atividade e por meio dela que a criança se relaciona com

a realidade, sendo seus processos psíquicos desenvolvidos. Contudo, diferentes atividades

cumprem diferentes papéis no desenvolvimento do psiquismo. As que reorganizam e

impulsionam o desenvolvimento de neoformações psíquicas em um dado período do

desenvolvimento psíquico são chamadas de atividade guia ou dominante. Em cada período

constitui-se uma atividade guia impulsionada por determinados motivos construídos social e

historicamente.

Sendo assim, a periodização do desenvolvimento humano a partir da psicologia

histórico-cultural não corresponde a estágios ou etapas imutáveis e universais do

desenvolvimento, mas a uma análise teórica que situa as gradativas transformações estruturais

do psiquismo infantil no interior da relação criança-sociedade, destacando as condições de vida

e educação como determinação fundamental do processo de desenvolvimento.

Para Leontiev (2001), a especificidade do lugar social ocupado pelas crianças de idade

pré-escolar determina seu interesse pelo mundo adulto. Do ponto de vista do desenvolvimento

do psiquismo, a transição entre a primeira infância e a idade pré-escolar é marcada justamente

pela tendência ___ atividade independente e pelo desejo de fazer o que faz o adulto. A criança

sente essa necessidade, mas não domina (nem pode dominar) ___ operações corporais e

psíquicas exigidas para a atuação com os objetos do mundo adulto, vindo a canalizar sua

vontade de inserção na prática social por meio da representação lúdica dos papéis sociais na

brincadeira protagonizada.

A brincadeira de papéis é justamente a atividade guia do período pré-escolar, o que

significa dizer que o desenvolvimento dos processos psíquicos mais decisivos nesse período

será impulsionado fundamentalmente pela protagonização lúdica do mundo adulto. Segundo

Elkonin (2009), essa atividade mobiliza mais diretamente a esfera afetivo-emocional do

psiquismo, pois em seu interior a criança lida com o problema dos sentidos e motivos que

regulam a atividade humana e as relações entre as pessoas. O conteúdo fundamental da

brincadeira protagonizada são as relações humanas, as normas, valores e princípios (implícitos)

que as regem. No decurso da brincadeira protagonizada, a criança assimila e elabora modelos

de relação entre as pessoas.

(Disponível em: https://doi.org/10.1590/2175-6236116927vs01 – texto adaptado especialmente para esta prova).

Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando as conjunções sublinhadas nos trechos a seguir, retirados do texto, ao sentido que elas conferem a eles.

Coluna 1

1. Adição.
2. Explicação.
3. Oposição.

Coluna 2

( ) “A atividade é tomada como categoria central para a explicação do processo de desenvolvimento humano, pois é na atividade e por meio dela que a criança se relaciona com a realidade”.
( ) “Contudo, diferentes atividades cumprem diferentes papéis no desenvolvimento do psiquismo”.
( ) “A criança sente essa necessidade, mas não domina (nem pode dominar)”.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
 

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4228672 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Água Doce-SC

Emoções e sentimentos na idade pré-escolar

Por Jéssica Batista, Juliana Pasqualini e Giselle Magalhães

O psiquismo se desenvolve na relação ativa com a realidade, isto é, na base da atividade

que condiciona e provoca sua complexificação estrutural; desse modo, para abordar o

desenvolvimento das emoções e sentimentos na idade pré-escolar, tomaremos como eixo

orientador a atividade que guia ___ formação de novas capacidades do psiquismo neste

período.

A atividade é tomada como categoria central para a explicação do processo de

desenvolvimento humano, pois é na atividade e por meio dela que a criança se relaciona com

a realidade, sendo seus processos psíquicos desenvolvidos. Contudo, diferentes atividades

cumprem diferentes papéis no desenvolvimento do psiquismo. As que reorganizam e

impulsionam o desenvolvimento de neoformações psíquicas em um dado período do

desenvolvimento psíquico são chamadas de atividade guia ou dominante. Em cada período

constitui-se uma atividade guia impulsionada por determinados motivos construídos social e

historicamente.

Sendo assim, a periodização do desenvolvimento humano a partir da psicologia

histórico-cultural não corresponde a estágios ou etapas imutáveis e universais do

desenvolvimento, mas a uma análise teórica que situa as gradativas transformações estruturais

do psiquismo infantil no interior da relação criança-sociedade, destacando as condições de vida

e educação como determinação fundamental do processo de desenvolvimento.

Para Leontiev (2001), a especificidade do lugar social ocupado pelas crianças de idade

pré-escolar determina seu interesse pelo mundo adulto. Do ponto de vista do desenvolvimento

do psiquismo, a transição entre a primeira infância e a idade pré-escolar é marcada justamente

pela tendência ___ atividade independente e pelo desejo de fazer o que faz o adulto. A criança

sente essa necessidade, mas não domina (nem pode dominar) ___ operações corporais e

psíquicas exigidas para a atuação com os objetos do mundo adulto, vindo a canalizar sua

vontade de inserção na prática social por meio da representação lúdica dos papéis sociais na

brincadeira protagonizada.

A brincadeira de papéis é justamente a atividade guia do período pré-escolar, o que

significa dizer que o desenvolvimento dos processos psíquicos mais decisivos nesse período

será impulsionado fundamentalmente pela protagonização lúdica do mundo adulto. Segundo

Elkonin (2009), essa atividade mobiliza mais diretamente a esfera afetivo-emocional do

psiquismo, pois em seu interior a criança lida com o problema dos sentidos e motivos que

regulam a atividade humana e as relações entre as pessoas. O conteúdo fundamental da

brincadeira protagonizada são as relações humanas, as normas, valores e princípios (implícitos)

que as regem. No decurso da brincadeira protagonizada, a criança assimila e elabora modelos

de relação entre as pessoas.

(Disponível em: https://doi.org/10.1590/2175-6236116927vs01 – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o trecho a seguir, retirado do texto, assinale a alternativa que indica a classificação correta da palavra “se”.

“O psiquismo se desenvolve na relação ativa com a realidade”.
 

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