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A saudade é azul
Por Adriana Antunes
Abro as janelas e os dias seguem cinzas. Confesso que já gostei mais de dias assim. Hoje
prefiro claridade e calor. Prefiro azul. O mundo é azul nas .... . Dias atrás relembrei um
ensinamento do tempo da escola, mas que havia esquecido, de que não existe céu. O céu é
apenas um fenômeno. Esse azul que vemos é a luz que se perdeu. É a ponta azul do espectro
que vemos. Mas a parte científica não tem poesia. Os dias azuis são mais oníricos e
melancólicos, pois nos remetem aos lugares mais distantes. O azul é a cor da saudade das
distâncias que nunca alcançaremos. O azul é a distância entre nós.
Tenho lido Simone Weil, volta e meia. E ela diz, numa de suas explicações filosóficas, que
aqueles que não se amam nunca se separam. Daí, penso neste azul que nos separa de amigos
queridos. Estamos todos carentes de amizades. Todos sem tempo e sem espaço para uma
conversa. Há um azul que nos distancia da adolescência, quando viver só fazia sentido se
compartilhado com os amigos. Depois, em algum ponto da vida adulta, isso se perde. Um azul
.... nos separa de quem fomos. Nos separa uns dos outros também. Talvez eu esteja
melancolicamente azul nesta crônica. O longe se infiltra mesmo que estejamos próximos.
Afinal, nós também mal conhecemos nossas distâncias e profundezas. Assim, vestimos lonjuras
e nos mantemos distantes, sejam por coisas ditas ou não ditas.
Minha casa de infância era azul. Uma casa que não existe mais e até mesmo em sonhos
ela começa a desaparecer. Deve ser a idade. Nunca estive tão longe do começo. Guardo a
imagem como uma memória cintilante na cianotipia do tempo. Vejo algumas fotos daquela
época e o longe se torna perto, ao mesmo tempo que os dois não são o mesmo lugar. Os dias
cinzas se sucedem e eu me lembro do azul do mar.
Uma vez, numa época complicada, estava dentro do mar e senti como se eu fizesse parte
do todo. Uma sensação estranha e sem vocabulário. Para Deleuze, que tanto amo, um devir.
Há coisas em nós que são um mistério insondável e tentar explicar não reproduz os abismos.
Há quem ainda prefira o inverno, assim como o eu de antes. Hoje atravesso a estação ___
espera do azul. E pensar que ele nem começou ainda. Eu nasci no inverno. Mas o azul da
distância só vem com o tempo, com a descoberta da tristeza, da melancolia, da perda. A
saudade é feita de .... do tempo. E é azul. Lembro de meus amigos que ___ tempos não vejo,
não abraço. Mas como diz Rebeca Solnit, certos afetos só continuam existindo em nós enquanto
perdidos e outros não se perdem porque permanecem distantes.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/adriana-antunes/noticia/2026/06/a-saudade-e-azul-cmqfm2azy009p012tf5834oau.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
“Há coisas em nós que são um mistério insondável e tentar explicar não reproduz os abismos”.
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- SemânticaDenotação e Conotação
- Interpretação de TextosFiguras e Vícios de LinguagemFiguras de Linguagem
A saudade é azul
Por Adriana Antunes
Abro as janelas e os dias seguem cinzas. Confesso que já gostei mais de dias assim. Hoje
prefiro claridade e calor. Prefiro azul. O mundo é azul nas .... . Dias atrás relembrei um
ensinamento do tempo da escola, mas que havia esquecido, de que não existe céu. O céu é
apenas um fenômeno. Esse azul que vemos é a luz que se perdeu. É a ponta azul do espectro
que vemos. Mas a parte científica não tem poesia. Os dias azuis são mais oníricos e
melancólicos, pois nos remetem aos lugares mais distantes. O azul é a cor da saudade das
distâncias que nunca alcançaremos. O azul é a distância entre nós.
Tenho lido Simone Weil, volta e meia. E ela diz, numa de suas explicações filosóficas, que
aqueles que não se amam nunca se separam. Daí, penso neste azul que nos separa de amigos
queridos. Estamos todos carentes de amizades. Todos sem tempo e sem espaço para uma
conversa. Há um azul que nos distancia da adolescência, quando viver só fazia sentido se
compartilhado com os amigos. Depois, em algum ponto da vida adulta, isso se perde. Um azul
.... nos separa de quem fomos. Nos separa uns dos outros também. Talvez eu esteja
melancolicamente azul nesta crônica. O longe se infiltra mesmo que estejamos próximos.
Afinal, nós também mal conhecemos nossas distâncias e profundezas. Assim, vestimos lonjuras
e nos mantemos distantes, sejam por coisas ditas ou não ditas.
Minha casa de infância era azul. Uma casa que não existe mais e até mesmo em sonhos
ela começa a desaparecer. Deve ser a idade. Nunca estive tão longe do começo. Guardo a
imagem como uma memória cintilante na cianotipia do tempo. Vejo algumas fotos daquela
época e o longe se torna perto, ao mesmo tempo que os dois não são o mesmo lugar. Os dias
cinzas se sucedem e eu me lembro do azul do mar.
Uma vez, numa época complicada, estava dentro do mar e senti como se eu fizesse parte
do todo. Uma sensação estranha e sem vocabulário. Para Deleuze, que tanto amo, um devir.
Há coisas em nós que são um mistério insondável e tentar explicar não reproduz os abismos.
Há quem ainda prefira o inverno, assim como o eu de antes. Hoje atravesso a estação ___
espera do azul. E pensar que ele nem começou ainda. Eu nasci no inverno. Mas o azul da
distância só vem com o tempo, com a descoberta da tristeza, da melancolia, da perda. A
saudade é feita de .... do tempo. E é azul. Lembro de meus amigos que ___ tempos não vejo,
não abraço. Mas como diz Rebeca Solnit, certos afetos só continuam existindo em nós enquanto
perdidos e outros não se perdem porque permanecem distantes.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/adriana-antunes/noticia/2026/06/a-saudade-e-azul-cmqfm2azy009p012tf5834oau.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
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A saudade é azul
Por Adriana Antunes
Abro as janelas e os dias seguem cinzas. Confesso que já gostei mais de dias assim. Hoje
prefiro claridade e calor. Prefiro azul. O mundo é azul nas .... . Dias atrás relembrei um
ensinamento do tempo da escola, mas que havia esquecido, de que não existe céu. O céu é
apenas um fenômeno. Esse azul que vemos é a luz que se perdeu. É a ponta azul do espectro
que vemos. Mas a parte científica não tem poesia. Os dias azuis são mais oníricos e
melancólicos, pois nos remetem aos lugares mais distantes. O azul é a cor da saudade das
distâncias que nunca alcançaremos. O azul é a distância entre nós.
Tenho lido Simone Weil, volta e meia. E ela diz, numa de suas explicações filosóficas, que
aqueles que não se amam nunca se separam. Daí, penso neste azul que nos separa de amigos
queridos. Estamos todos carentes de amizades. Todos sem tempo e sem espaço para uma
conversa. Há um azul que nos distancia da adolescência, quando viver só fazia sentido se
compartilhado com os amigos. Depois, em algum ponto da vida adulta, isso se perde. Um azul
.... nos separa de quem fomos. Nos separa uns dos outros também. Talvez eu esteja
melancolicamente azul nesta crônica. O longe se infiltra mesmo que estejamos próximos.
Afinal, nós também mal conhecemos nossas distâncias e profundezas. Assim, vestimos lonjuras
e nos mantemos distantes, sejam por coisas ditas ou não ditas.
Minha casa de infância era azul. Uma casa que não existe mais e até mesmo em sonhos
ela começa a desaparecer. Deve ser a idade. Nunca estive tão longe do começo. Guardo a
imagem como uma memória cintilante na cianotipia do tempo. Vejo algumas fotos daquela
época e o longe se torna perto, ao mesmo tempo que os dois não são o mesmo lugar. Os dias
cinzas se sucedem e eu me lembro do azul do mar.
Uma vez, numa época complicada, estava dentro do mar e senti como se eu fizesse parte
do todo. Uma sensação estranha e sem vocabulário. Para Deleuze, que tanto amo, um devir.
Há coisas em nós que são um mistério insondável e tentar explicar não reproduz os abismos.
Há quem ainda prefira o inverno, assim como o eu de antes. Hoje atravesso a estação ___
espera do azul. E pensar que ele nem começou ainda. Eu nasci no inverno. Mas o azul da
distância só vem com o tempo, com a descoberta da tristeza, da melancolia, da perda. A
saudade é feita de .... do tempo. E é azul. Lembro de meus amigos que ___ tempos não vejo,
não abraço. Mas como diz Rebeca Solnit, certos afetos só continuam existindo em nós enquanto
perdidos e outros não se perdem porque permanecem distantes.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/adriana-antunes/noticia/2026/06/a-saudade-e-azul-cmqfm2azy009p012tf5834oau.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
• “O mundo é azul nas ....”.
• “Um azul .... nos separa de quem fomos”.
• “A saudade é feita de .... do tempo”.
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A saudade é azul
Por Adriana Antunes
Abro as janelas e os dias seguem cinzas. Confesso que já gostei mais de dias assim. Hoje
prefiro claridade e calor. Prefiro azul. O mundo é azul nas .... . Dias atrás relembrei um
ensinamento do tempo da escola, mas que havia esquecido, de que não existe céu. O céu é
apenas um fenômeno. Esse azul que vemos é a luz que se perdeu. É a ponta azul do espectro
que vemos. Mas a parte científica não tem poesia. Os dias azuis são mais oníricos e
melancólicos, pois nos remetem aos lugares mais distantes. O azul é a cor da saudade das
distâncias que nunca alcançaremos. O azul é a distância entre nós.
Tenho lido Simone Weil, volta e meia. E ela diz, numa de suas explicações filosóficas, que
aqueles que não se amam nunca se separam. Daí, penso neste azul que nos separa de amigos
queridos. Estamos todos carentes de amizades. Todos sem tempo e sem espaço para uma
conversa. Há um azul que nos distancia da adolescência, quando viver só fazia sentido se
compartilhado com os amigos. Depois, em algum ponto da vida adulta, isso se perde. Um azul
.... nos separa de quem fomos. Nos separa uns dos outros também. Talvez eu esteja
melancolicamente azul nesta crônica. O longe se infiltra mesmo que estejamos próximos.
Afinal, nós também mal conhecemos nossas distâncias e profundezas. Assim, vestimos lonjuras
e nos mantemos distantes, sejam por coisas ditas ou não ditas.
Minha casa de infância era azul. Uma casa que não existe mais e até mesmo em sonhos
ela começa a desaparecer. Deve ser a idade. Nunca estive tão longe do começo. Guardo a
imagem como uma memória cintilante na cianotipia do tempo. Vejo algumas fotos daquela
época e o longe se torna perto, ao mesmo tempo que os dois não são o mesmo lugar. Os dias
cinzas se sucedem e eu me lembro do azul do mar.
Uma vez, numa época complicada, estava dentro do mar e senti como se eu fizesse parte
do todo. Uma sensação estranha e sem vocabulário. Para Deleuze, que tanto amo, um devir.
Há coisas em nós que são um mistério insondável e tentar explicar não reproduz os abismos.
Há quem ainda prefira o inverno, assim como o eu de antes. Hoje atravesso a estação ___
espera do azul. E pensar que ele nem começou ainda. Eu nasci no inverno. Mas o azul da
distância só vem com o tempo, com a descoberta da tristeza, da melancolia, da perda. A
saudade é feita de .... do tempo. E é azul. Lembro de meus amigos que ___ tempos não vejo,
não abraço. Mas como diz Rebeca Solnit, certos afetos só continuam existindo em nós enquanto
perdidos e outros não se perdem porque permanecem distantes.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/adriana-antunes/noticia/2026/06/a-saudade-e-azul-cmqfm2azy009p012tf5834oau.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
• “Hoje atravesso a estação ___ espera do azul”.
• “Lembro de meus amigos que ___ tempos não vejo”.
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A saudade é azul
Por Adriana Antunes
Abro as janelas e os dias seguem cinzas. Confesso que já gostei mais de dias assim. Hoje
prefiro claridade e calor. Prefiro azul. O mundo é azul nas .... . Dias atrás relembrei um
ensinamento do tempo da escola, mas que havia esquecido, de que não existe céu. O céu é
apenas um fenômeno. Esse azul que vemos é a luz que se perdeu. É a ponta azul do espectro
que vemos. Mas a parte científica não tem poesia. Os dias azuis são mais oníricos e
melancólicos, pois nos remetem aos lugares mais distantes. O azul é a cor da saudade das
distâncias que nunca alcançaremos. O azul é a distância entre nós.
Tenho lido Simone Weil, volta e meia. E ela diz, numa de suas explicações filosóficas, que
aqueles que não se amam nunca se separam. Daí, penso neste azul que nos separa de amigos
queridos. Estamos todos carentes de amizades. Todos sem tempo e sem espaço para uma
conversa. Há um azul que nos distancia da adolescência, quando viver só fazia sentido se
compartilhado com os amigos. Depois, em algum ponto da vida adulta, isso se perde. Um azul
.... nos separa de quem fomos. Nos separa uns dos outros também. Talvez eu esteja
melancolicamente azul nesta crônica. O longe se infiltra mesmo que estejamos próximos.
Afinal, nós também mal conhecemos nossas distâncias e profundezas. Assim, vestimos lonjuras
e nos mantemos distantes, sejam por coisas ditas ou não ditas.
Minha casa de infância era azul. Uma casa que não existe mais e até mesmo em sonhos
ela começa a desaparecer. Deve ser a idade. Nunca estive tão longe do começo. Guardo a
imagem como uma memória cintilante na cianotipia do tempo. Vejo algumas fotos daquela
época e o longe se torna perto, ao mesmo tempo que os dois não são o mesmo lugar. Os dias
cinzas se sucedem e eu me lembro do azul do mar.
Uma vez, numa época complicada, estava dentro do mar e senti como se eu fizesse parte
do todo. Uma sensação estranha e sem vocabulário. Para Deleuze, que tanto amo, um devir.
Há coisas em nós que são um mistério insondável e tentar explicar não reproduz os abismos.
Há quem ainda prefira o inverno, assim como o eu de antes. Hoje atravesso a estação ___
espera do azul. E pensar que ele nem começou ainda. Eu nasci no inverno. Mas o azul da
distância só vem com o tempo, com a descoberta da tristeza, da melancolia, da perda. A
saudade é feita de .... do tempo. E é azul. Lembro de meus amigos que ___ tempos não vejo,
não abraço. Mas como diz Rebeca Solnit, certos afetos só continuam existindo em nós enquanto
perdidos e outros não se perdem porque permanecem distantes.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/adriana-antunes/noticia/2026/06/a-saudade-e-azul-cmqfm2azy009p012tf5834oau.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
I. Em “Confesso que já gostei mais de dias assim”, é implícito que a autora ainda gosta desse tipo de dia.
II. Em “Nunca estive tão longe do começo”, está implícito que ela já esteve mais próxima do início.
III. Em “Hoje prefiro claridade e calor”, entende-se que ela segue com tal preferência desde tempos remotos.
Quais estão corretas?
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A saudade é azul
Por Adriana Antunes
Abro as janelas e os dias seguem cinzas. Confesso que já gostei mais de dias assim. Hoje
prefiro claridade e calor. Prefiro azul. O mundo é azul nas .... . Dias atrás relembrei um
ensinamento do tempo da escola, mas que havia esquecido, de que não existe céu. O céu é
apenas um fenômeno. Esse azul que vemos é a luz que se perdeu. É a ponta azul do espectro
que vemos. Mas a parte científica não tem poesia. Os dias azuis são mais oníricos e
melancólicos, pois nos remetem aos lugares mais distantes. O azul é a cor da saudade das
distâncias que nunca alcançaremos. O azul é a distância entre nós.
Tenho lido Simone Weil, volta e meia. E ela diz, numa de suas explicações filosóficas, que
aqueles que não se amam nunca se separam. Daí, penso neste azul que nos separa de amigos
queridos. Estamos todos carentes de amizades. Todos sem tempo e sem espaço para uma
conversa. Há um azul que nos distancia da adolescência, quando viver só fazia sentido se
compartilhado com os amigos. Depois, em algum ponto da vida adulta, isso se perde. Um azul
.... nos separa de quem fomos. Nos separa uns dos outros também. Talvez eu esteja
melancolicamente azul nesta crônica. O longe se infiltra mesmo que estejamos próximos.
Afinal, nós também mal conhecemos nossas distâncias e profundezas. Assim, vestimos lonjuras
e nos mantemos distantes, sejam por coisas ditas ou não ditas.
Minha casa de infância era azul. Uma casa que não existe mais e até mesmo em sonhos
ela começa a desaparecer. Deve ser a idade. Nunca estive tão longe do começo. Guardo a
imagem como uma memória cintilante na cianotipia do tempo. Vejo algumas fotos daquela
época e o longe se torna perto, ao mesmo tempo que os dois não são o mesmo lugar. Os dias
cinzas se sucedem e eu me lembro do azul do mar.
Uma vez, numa época complicada, estava dentro do mar e senti como se eu fizesse parte
do todo. Uma sensação estranha e sem vocabulário. Para Deleuze, que tanto amo, um devir.
Há coisas em nós que são um mistério insondável e tentar explicar não reproduz os abismos.
Há quem ainda prefira o inverno, assim como o eu de antes. Hoje atravesso a estação ___
espera do azul. E pensar que ele nem começou ainda. Eu nasci no inverno. Mas o azul da
distância só vem com o tempo, com a descoberta da tristeza, da melancolia, da perda. A
saudade é feita de .... do tempo. E é azul. Lembro de meus amigos que ___ tempos não vejo,
não abraço. Mas como diz Rebeca Solnit, certos afetos só continuam existindo em nós enquanto
perdidos e outros não se perdem porque permanecem distantes.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/adriana-antunes/noticia/2026/06/a-saudade-e-azul-cmqfm2azy009p012tf5834oau.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
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A saudade é azul
Por Adriana Antunes
Abro as janelas e os dias seguem cinzas. Confesso que já gostei mais de dias assim. Hoje
prefiro claridade e calor. Prefiro azul. O mundo é azul nas .... . Dias atrás relembrei um
ensinamento do tempo da escola, mas que havia esquecido, de que não existe céu. O céu é
apenas um fenômeno. Esse azul que vemos é a luz que se perdeu. É a ponta azul do espectro
que vemos. Mas a parte científica não tem poesia. Os dias azuis são mais oníricos e
melancólicos, pois nos remetem aos lugares mais distantes. O azul é a cor da saudade das
distâncias que nunca alcançaremos. O azul é a distância entre nós.
Tenho lido Simone Weil, volta e meia. E ela diz, numa de suas explicações filosóficas, que
aqueles que não se amam nunca se separam. Daí, penso neste azul que nos separa de amigos
queridos. Estamos todos carentes de amizades. Todos sem tempo e sem espaço para uma
conversa. Há um azul que nos distancia da adolescência, quando viver só fazia sentido se
compartilhado com os amigos. Depois, em algum ponto da vida adulta, isso se perde. Um azul
.... nos separa de quem fomos. Nos separa uns dos outros também. Talvez eu esteja
melancolicamente azul nesta crônica. O longe se infiltra mesmo que estejamos próximos.
Afinal, nós também mal conhecemos nossas distâncias e profundezas. Assim, vestimos lonjuras
e nos mantemos distantes, sejam por coisas ditas ou não ditas.
Minha casa de infância era azul. Uma casa que não existe mais e até mesmo em sonhos
ela começa a desaparecer. Deve ser a idade. Nunca estive tão longe do começo. Guardo a
imagem como uma memória cintilante na cianotipia do tempo. Vejo algumas fotos daquela
época e o longe se torna perto, ao mesmo tempo que os dois não são o mesmo lugar. Os dias
cinzas se sucedem e eu me lembro do azul do mar.
Uma vez, numa época complicada, estava dentro do mar e senti como se eu fizesse parte
do todo. Uma sensação estranha e sem vocabulário. Para Deleuze, que tanto amo, um devir.
Há coisas em nós que são um mistério insondável e tentar explicar não reproduz os abismos.
Há quem ainda prefira o inverno, assim como o eu de antes. Hoje atravesso a estação ___
espera do azul. E pensar que ele nem começou ainda. Eu nasci no inverno. Mas o azul da
distância só vem com o tempo, com a descoberta da tristeza, da melancolia, da perda. A
saudade é feita de .... do tempo. E é azul. Lembro de meus amigos que ___ tempos não vejo,
não abraço. Mas como diz Rebeca Solnit, certos afetos só continuam existindo em nós enquanto
perdidos e outros não se perdem porque permanecem distantes.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/adriana-antunes/noticia/2026/06/a-saudade-e-azul-cmqfm2azy009p012tf5834oau.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
I. A autora reflete que aquilo que aprendeu na escola não consegue abarcar a dimensão sentimental do que vem a ser a cor do céu.
II. Dentre as reflexões estabelecidas pelo texto, conclui-se que a cor azul se relaciona a distâncias físicas e concretas.
III. Com a passagem do tempo, a lembrança que a autora tem de sua casa de infância começa a se apagar, e as fotos a aproximam daquele local.
Quais estão corretas?
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Emoções e sentimentos na idade pré-escolar
Por Jéssica Batista, Juliana Pasqualini e Giselle Magalhães
O psiquismo se desenvolve na relação ativa com a realidade, isto é, na base da atividade
que condiciona e provoca sua complexificação estrutural; desse modo, para abordar o
desenvolvimento das emoções e sentimentos na idade pré-escolar, tomaremos como eixo
orientador a atividade que guia ___ formação de novas capacidades do psiquismo neste
período.
A atividade é tomada como categoria central para a explicação do processo de
desenvolvimento humano, pois é na atividade e por meio dela que a criança se relaciona com
a realidade, sendo seus processos psíquicos desenvolvidos. Contudo, diferentes atividades
cumprem diferentes papéis no desenvolvimento do psiquismo. As que reorganizam e
impulsionam o desenvolvimento de neoformações psíquicas em um dado período do
desenvolvimento psíquico são chamadas de atividade guia ou dominante. Em cada período
constitui-se uma atividade guia impulsionada por determinados motivos construídos social e
historicamente.
Sendo assim, a periodização do desenvolvimento humano a partir da psicologia
histórico-cultural não corresponde a estágios ou etapas imutáveis e universais do
desenvolvimento, mas a uma análise teórica que situa as gradativas transformações estruturais
do psiquismo infantil no interior da relação criança-sociedade, destacando as condições de vida
e educação como determinação fundamental do processo de desenvolvimento.
Para Leontiev (2001), a especificidade do lugar social ocupado pelas crianças de idade
pré-escolar determina seu interesse pelo mundo adulto. Do ponto de vista do desenvolvimento
do psiquismo, a transição entre a primeira infância e a idade pré-escolar é marcada justamente
pela tendência ___ atividade independente e pelo desejo de fazer o que faz o adulto. A criança
sente essa necessidade, mas não domina (nem pode dominar) ___ operações corporais e
psíquicas exigidas para a atuação com os objetos do mundo adulto, vindo a canalizar sua
vontade de inserção na prática social por meio da representação lúdica dos papéis sociais na
brincadeira protagonizada.
A brincadeira de papéis é justamente a atividade guia do período pré-escolar, o que
significa dizer que o desenvolvimento dos processos psíquicos mais decisivos nesse período
será impulsionado fundamentalmente pela protagonização lúdica do mundo adulto. Segundo
Elkonin (2009), essa atividade mobiliza mais diretamente a esfera afetivo-emocional do
psiquismo, pois em seu interior a criança lida com o problema dos sentidos e motivos que
regulam a atividade humana e as relações entre as pessoas. O conteúdo fundamental da
brincadeira protagonizada são as relações humanas, as normas, valores e princípios (implícitos)
que as regem. No decurso da brincadeira protagonizada, a criança assimila e elabora modelos
de relação entre as pessoas.
(Disponível em: https://doi.org/10.1590/2175-6236116927vs01 – texto adaptado especialmente para esta prova).
“a especificidade do lugar social ocupado pelas crianças de idade pré-escolar determina seu interesse pelo mundo adulto”.
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- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração CoordenadaOrações Coordenadas Sindéticas
- SintaxeConectivos
- Interpretação de Textos
Emoções e sentimentos na idade pré-escolar
Por Jéssica Batista, Juliana Pasqualini e Giselle Magalhães
O psiquismo se desenvolve na relação ativa com a realidade, isto é, na base da atividade
que condiciona e provoca sua complexificação estrutural; desse modo, para abordar o
desenvolvimento das emoções e sentimentos na idade pré-escolar, tomaremos como eixo
orientador a atividade que guia ___ formação de novas capacidades do psiquismo neste
período.
A atividade é tomada como categoria central para a explicação do processo de
desenvolvimento humano, pois é na atividade e por meio dela que a criança se relaciona com
a realidade, sendo seus processos psíquicos desenvolvidos. Contudo, diferentes atividades
cumprem diferentes papéis no desenvolvimento do psiquismo. As que reorganizam e
impulsionam o desenvolvimento de neoformações psíquicas em um dado período do
desenvolvimento psíquico são chamadas de atividade guia ou dominante. Em cada período
constitui-se uma atividade guia impulsionada por determinados motivos construídos social e
historicamente.
Sendo assim, a periodização do desenvolvimento humano a partir da psicologia
histórico-cultural não corresponde a estágios ou etapas imutáveis e universais do
desenvolvimento, mas a uma análise teórica que situa as gradativas transformações estruturais
do psiquismo infantil no interior da relação criança-sociedade, destacando as condições de vida
e educação como determinação fundamental do processo de desenvolvimento.
Para Leontiev (2001), a especificidade do lugar social ocupado pelas crianças de idade
pré-escolar determina seu interesse pelo mundo adulto. Do ponto de vista do desenvolvimento
do psiquismo, a transição entre a primeira infância e a idade pré-escolar é marcada justamente
pela tendência ___ atividade independente e pelo desejo de fazer o que faz o adulto. A criança
sente essa necessidade, mas não domina (nem pode dominar) ___ operações corporais e
psíquicas exigidas para a atuação com os objetos do mundo adulto, vindo a canalizar sua
vontade de inserção na prática social por meio da representação lúdica dos papéis sociais na
brincadeira protagonizada.
A brincadeira de papéis é justamente a atividade guia do período pré-escolar, o que
significa dizer que o desenvolvimento dos processos psíquicos mais decisivos nesse período
será impulsionado fundamentalmente pela protagonização lúdica do mundo adulto. Segundo
Elkonin (2009), essa atividade mobiliza mais diretamente a esfera afetivo-emocional do
psiquismo, pois em seu interior a criança lida com o problema dos sentidos e motivos que
regulam a atividade humana e as relações entre as pessoas. O conteúdo fundamental da
brincadeira protagonizada são as relações humanas, as normas, valores e princípios (implícitos)
que as regem. No decurso da brincadeira protagonizada, a criança assimila e elabora modelos
de relação entre as pessoas.
(Disponível em: https://doi.org/10.1590/2175-6236116927vs01 – texto adaptado especialmente para esta prova).
Coluna 1
1. Adição.
2. Explicação.
3. Oposição.
Coluna 2
( ) “A atividade é tomada como categoria central para a explicação do processo de desenvolvimento humano, pois é na atividade e por meio dela que a criança se relaciona com a realidade”.
( ) “Contudo, diferentes atividades cumprem diferentes papéis no desenvolvimento do psiquismo”.
( ) “A criança sente essa necessidade, mas não domina (nem pode dominar)”.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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Emoções e sentimentos na idade pré-escolar
Por Jéssica Batista, Juliana Pasqualini e Giselle Magalhães
O psiquismo se desenvolve na relação ativa com a realidade, isto é, na base da atividade
que condiciona e provoca sua complexificação estrutural; desse modo, para abordar o
desenvolvimento das emoções e sentimentos na idade pré-escolar, tomaremos como eixo
orientador a atividade que guia ___ formação de novas capacidades do psiquismo neste
período.
A atividade é tomada como categoria central para a explicação do processo de
desenvolvimento humano, pois é na atividade e por meio dela que a criança se relaciona com
a realidade, sendo seus processos psíquicos desenvolvidos. Contudo, diferentes atividades
cumprem diferentes papéis no desenvolvimento do psiquismo. As que reorganizam e
impulsionam o desenvolvimento de neoformações psíquicas em um dado período do
desenvolvimento psíquico são chamadas de atividade guia ou dominante. Em cada período
constitui-se uma atividade guia impulsionada por determinados motivos construídos social e
historicamente.
Sendo assim, a periodização do desenvolvimento humano a partir da psicologia
histórico-cultural não corresponde a estágios ou etapas imutáveis e universais do
desenvolvimento, mas a uma análise teórica que situa as gradativas transformações estruturais
do psiquismo infantil no interior da relação criança-sociedade, destacando as condições de vida
e educação como determinação fundamental do processo de desenvolvimento.
Para Leontiev (2001), a especificidade do lugar social ocupado pelas crianças de idade
pré-escolar determina seu interesse pelo mundo adulto. Do ponto de vista do desenvolvimento
do psiquismo, a transição entre a primeira infância e a idade pré-escolar é marcada justamente
pela tendência ___ atividade independente e pelo desejo de fazer o que faz o adulto. A criança
sente essa necessidade, mas não domina (nem pode dominar) ___ operações corporais e
psíquicas exigidas para a atuação com os objetos do mundo adulto, vindo a canalizar sua
vontade de inserção na prática social por meio da representação lúdica dos papéis sociais na
brincadeira protagonizada.
A brincadeira de papéis é justamente a atividade guia do período pré-escolar, o que
significa dizer que o desenvolvimento dos processos psíquicos mais decisivos nesse período
será impulsionado fundamentalmente pela protagonização lúdica do mundo adulto. Segundo
Elkonin (2009), essa atividade mobiliza mais diretamente a esfera afetivo-emocional do
psiquismo, pois em seu interior a criança lida com o problema dos sentidos e motivos que
regulam a atividade humana e as relações entre as pessoas. O conteúdo fundamental da
brincadeira protagonizada são as relações humanas, as normas, valores e princípios (implícitos)
que as regem. No decurso da brincadeira protagonizada, a criança assimila e elabora modelos
de relação entre as pessoas.
(Disponível em: https://doi.org/10.1590/2175-6236116927vs01 – texto adaptado especialmente para esta prova).
“O psiquismo se desenvolve na relação ativa com a realidade”.
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