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4228849 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Água Doce-SC

Quando a busca pela saúde passa a fazer mal

Por Marcio Atalla

Imagine se a sua busca pela saúde se transformasse no atalho mais rápido para “perder

saúde”? Em tempos de total acesso a informações e possibilidades para cuidar do bem-estar,

não deveríamos ser a geração mais saudável da História? Sim, acredito que deveríamos, mas

não somos. Na prática, estamos nos tornando, cada vez mais, pessoas cansadas, frustradas e

ansiosas que não conseguem lidar com tudo que acreditam ser necessário.

Talvez exista um paradoxo que mereça mais atenção: cuidar da saúde também pode

gerar estresse. E, quando esse estresse se torna permanente, ele deixa de fazer parte da

solução para se transformar em mais um problema.

Imagine alguém que decide mudar completamente de vida em uma segunda-feira:

passa a acordar uma hora mais cedo, inicia uma rotina diária de exercícios, elimina açúcar,

álcool e ultraprocessados, pesa cada refeição, conta calorias, monitora o sono, mede frequência

cardíaca, faz meditação e ainda promete nunca mais perder um treino.

Na vida real, essa pessoa passa o dia inteiro pensando na própria saúde. Cada refeição

vira uma decisão. Cada compromisso gera culpa por atrapalhar o treino. Cada deslize parece

um fracasso. A pergunta que fica é simples: ela está mais saudável ou apenas mais preocupada

em parecer saudável?

O cérebro humano foi programado para economizar energia. Criar um novo hábito exige

atenção, planejamento e tomada de decisão. Estudos conduzidos pelo psicólogo Roy

Baumeister mostram que o autocontrole consome recursos mentais. Quanto maior o número

de decisões e mudanças simultâneas, maior a chance de fadiga de decisão, procrastinação e

abandono do comportamento.

Isso ajuda a explicar por que tantas pessoas começam extremamente motivadas e,

poucas semanas depois, voltam aos velhos hábitos. Não lhes faltou força de vontade. Faltou

uma estratégia compatível com o funcionamento do cérebro.

A saúde não precisa ser uma coleção de sacrifícios. Ela precisa ser sustentável. O melhor

treino é o que você continuará fazendo daqui a cinco anos. A melhor alimentação é a que

melhora sua saúde sem transformar cada refeição em uma prova de resistência.

Mudar é importante. Mas mudar tudo ao mesmo tempo quase sempre custa caro

demais. Cada nova regra exige energia mental. Cada restrição aumenta o risco de desistência.

Quando o esforço para manter um hábito supera o benefício percebido, o cérebro procura uma

saída. E ela normalmente é abandonar o plano.

Talvez, antes de acrescentar mais uma meta à lista, vale a pena fazer uma pergunta

diferente: essa mudança vai simplificar minha vida ou apenas aumentar meu nível de estresse?

Porque longevidade funcional não é uma competição para descobrir quem segue mais

protocolos. É construir um estilo de vida que possa ser repetido até o fim.

(Disponível em: https://oglobo.globo.com/saude/marcio-atalla/post/2026/07/quando-a-busca-pela-saude-passa-a-fazer-mal.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).

Analise as assertivas a seguir considerando o trecho abaixo, retirado do texto:

“Na vida real, essa pessoa passa o dia inteiro pensando na própria saúde”.

I. O segmento “na vida real” é isolado por vírgula por se tratar de um adjunto adverbial deslocado.
II. A palavra “essa” é classificada morfologicamente como um pronome demonstrativo.
III. O segmento “na própria saúde” desempenha a função sintática de objeto direto do verbo “pensando”.

Quais estão corretas?
 

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4228848 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Água Doce-SC

Quando a busca pela saúde passa a fazer mal

Por Marcio Atalla

Imagine se a sua busca pela saúde se transformasse no atalho mais rápido para “perder

saúde”? Em tempos de total acesso a informações e possibilidades para cuidar do bem-estar,

não deveríamos ser a geração mais saudável da História? Sim, acredito que deveríamos, mas

não somos. Na prática, estamos nos tornando, cada vez mais, pessoas cansadas, frustradas e

ansiosas que não conseguem lidar com tudo que acreditam ser necessário.

Talvez exista um paradoxo que mereça mais atenção: cuidar da saúde também pode

gerar estresse. E, quando esse estresse se torna permanente, ele deixa de fazer parte da

solução para se transformar em mais um problema.

Imagine alguém que decide mudar completamente de vida em uma segunda-feira:

passa a acordar uma hora mais cedo, inicia uma rotina diária de exercícios, elimina açúcar,

álcool e ultraprocessados, pesa cada refeição, conta calorias, monitora o sono, mede frequência

cardíaca, faz meditação e ainda promete nunca mais perder um treino.

Na vida real, essa pessoa passa o dia inteiro pensando na própria saúde. Cada refeição

vira uma decisão. Cada compromisso gera culpa por atrapalhar o treino. Cada deslize parece

um fracasso. A pergunta que fica é simples: ela está mais saudável ou apenas mais preocupada

em parecer saudável?

O cérebro humano foi programado para economizar energia. Criar um novo hábito exige

atenção, planejamento e tomada de decisão. Estudos conduzidos pelo psicólogo Roy

Baumeister mostram que o autocontrole consome recursos mentais. Quanto maior o número

de decisões e mudanças simultâneas, maior a chance de fadiga de decisão, procrastinação e

abandono do comportamento.

Isso ajuda a explicar por que tantas pessoas começam extremamente motivadas e,

poucas semanas depois, voltam aos velhos hábitos. Não lhes faltou força de vontade. Faltou

uma estratégia compatível com o funcionamento do cérebro.

A saúde não precisa ser uma coleção de sacrifícios. Ela precisa ser sustentável. O melhor

treino é o que você continuará fazendo daqui a cinco anos. A melhor alimentação é a que

melhora sua saúde sem transformar cada refeição em uma prova de resistência.

Mudar é importante. Mas mudar tudo ao mesmo tempo quase sempre custa caro

demais. Cada nova regra exige energia mental. Cada restrição aumenta o risco de desistência.

Quando o esforço para manter um hábito supera o benefício percebido, o cérebro procura uma

saída. E ela normalmente é abandonar o plano.

Talvez, antes de acrescentar mais uma meta à lista, vale a pena fazer uma pergunta

diferente: essa mudança vai simplificar minha vida ou apenas aumentar meu nível de estresse?

Porque longevidade funcional não é uma competição para descobrir quem segue mais

protocolos. É construir um estilo de vida que possa ser repetido até o fim.

(Disponível em: https://oglobo.globo.com/saude/marcio-atalla/post/2026/07/quando-a-busca-pela-saude-passa-a-fazer-mal.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).

Com base no texto, é correto afirmar que:
 

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4228847 Ano: 2026
Disciplina: Inglês (Língua Inglesa)
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Água Doce-SC

Deaths in France surged 30% during hottest week of record June heatwave

By Jon Henley

The number of deaths recorded in France surged by nearly 30% during the hottest week

of the record-breaking heatwave that hit much of Europe last month, the public health authority

has said, adding that it expected the toll to rise further.

Public Health France said on Friday there had been “an increase of 29.1%, corresponding

to 2,025 additional deaths compared with the previous week”. It said the figure was probably

an underestimate and “mortality will rise further”.

The new and still incomplete figures doubled the preliminary estimate of at least 1,0

additional deaths given by the authority last Sunday. That earlier estimate covered just three

of the hottest days of extreme heat.

Belgium’s health ministry said excess mortality totalled about 1,200 between 18 and

June, with 530 of the deaths among people 85 or older. The Dutch government said the

heatwave had led to about 480 excess deaths, mainly of elderly people.

The updated French tally covers the week of 22 to 28 June, during which France

registered its hottest-ever days, with previous day- and night-time highs shattered in cities and

towns across the country. Hundreds of records also fell in other parts of Europe.

Public Health France said it had counted 8,973 deaths so far for that week but cautioned

that the number was still only partial. It said the preliminary total was 29% more than the

6,948 deaths registered for the previous week of 15-21 June.

It said the increase was concentrated almost entirely among people aged 45 and over,

with the over-65s worst-affected.

Deaths in the home recorded the biggest increase, nearly doubling within a single week,

and Paris was the worst-affected region; the number of deaths recorded in the capital rose by

62% week on week, Public Health France said in its weekly report.

Nicolas Revel, the director general of the Paris public hospital system, has said he expected

the death toll from the June heatwave to be lower than that of 2003, but “probably” higher than

an extreme heat episode last year that claimed 5,700 lives.

(Available at: https://www.theguardian.com/world/2026/jul/03/deaths-france-surged-hottest-week-record-heatwave-june – text specially adapted for this test).

In the sentence “It said the figure was probably an underestimate [...]” (l. 05-06), the pronoun “It” refers to:
 

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4228846 Ano: 2026
Disciplina: Inglês (Língua Inglesa)
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Água Doce-SC

Deaths in France surged 30% during hottest week of record June heatwave

By Jon Henley

The number of deaths recorded in France surged by nearly 30% during the hottest week

of the record-breaking heatwave that hit much of Europe last month, the public health authority

has said, adding that it expected the toll to rise further.

Public Health France said on Friday there had been “an increase of 29.1%, corresponding

to 2,025 additional deaths compared with the previous week”. It said the figure was probably

an underestimate and “mortality will rise further”.

The new and still incomplete figures doubled the preliminary estimate of at least 1,0

additional deaths given by the authority last Sunday. That earlier estimate covered just three

of the hottest days of extreme heat.

Belgium’s health ministry said excess mortality totalled about 1,200 between 18 and

June, with 530 of the deaths among people 85 or older. The Dutch government said the

heatwave had led to about 480 excess deaths, mainly of elderly people.

The updated French tally covers the week of 22 to 28 June, during which France

registered its hottest-ever days, with previous day- and night-time highs shattered in cities and

towns across the country. Hundreds of records also fell in other parts of Europe.

Public Health France said it had counted 8,973 deaths so far for that week but cautioned

that the number was still only partial. It said the preliminary total was 29% more than the

6,948 deaths registered for the previous week of 15-21 June.

It said the increase was concentrated almost entirely among people aged 45 and over,

with the over-65s worst-affected.

Deaths in the home recorded the biggest increase, nearly doubling within a single week,

and Paris was the worst-affected region; the number of deaths recorded in the capital rose by

62% week on week, Public Health France said in its weekly report.

Nicolas Revel, the director general of the Paris public hospital system, has said he expected

the death toll from the June heatwave to be lower than that of 2003, but “probably” higher than

an extreme heat episode last year that claimed 5,700 lives.

(Available at: https://www.theguardian.com/world/2026/jul/03/deaths-france-surged-hottest-week-record-heatwave-june – text specially adapted for this test).

Mark the alternative in which the verb “hit” is used with the same meaning as in the sentence “the record-breaking heatwave that hit much of Europe last month […]” (l. 02).
 

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4228845 Ano: 2026
Disciplina: Inglês (Língua Inglesa)
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Água Doce-SC

Deaths in France surged 30% during hottest week of record June heatwave

By Jon Henley

The number of deaths recorded in France surged by nearly 30% during the hottest week

of the record-breaking heatwave that hit much of Europe last month, the public health authority

has said, adding that it expected the toll to rise further.

Public Health France said on Friday there had been “an increase of 29.1%, corresponding

to 2,025 additional deaths compared with the previous week”. It said the figure was probably

an underestimate and “mortality will rise further”.

The new and still incomplete figures doubled the preliminary estimate of at least 1,0

additional deaths given by the authority last Sunday. That earlier estimate covered just three

of the hottest days of extreme heat.

Belgium’s health ministry said excess mortality totalled about 1,200 between 18 and

June, with 530 of the deaths among people 85 or older. The Dutch government said the

heatwave had led to about 480 excess deaths, mainly of elderly people.

The updated French tally covers the week of 22 to 28 June, during which France

registered its hottest-ever days, with previous day- and night-time highs shattered in cities and

towns across the country. Hundreds of records also fell in other parts of Europe.

Public Health France said it had counted 8,973 deaths so far for that week but cautioned

that the number was still only partial. It said the preliminary total was 29% more than the

6,948 deaths registered for the previous week of 15-21 June.

It said the increase was concentrated almost entirely among people aged 45 and over,

with the over-65s worst-affected.

Deaths in the home recorded the biggest increase, nearly doubling within a single week,

and Paris was the worst-affected region; the number of deaths recorded in the capital rose by

62% week on week, Public Health France said in its weekly report.

Nicolas Revel, the director general of the Paris public hospital system, has said he expected

the death toll from the June heatwave to be lower than that of 2003, but “probably” higher than

an extreme heat episode last year that claimed 5,700 lives.

(Available at: https://www.theguardian.com/world/2026/jul/03/deaths-france-surged-hottest-week-record-heatwave-june – text specially adapted for this test).

What is the main purpose of the text?
 

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Moran (2018) defende que as metodologias ativas articulam diferentes movimentos de aprendizagem, envolvendo dimensões individuais, coletivas e mediadas por sujeitos mais experientes. Essa concepção implica compreender que a construção do conhecimento não ocorre exclusivamente pela ação individual do estudante nem pela exposição sistemática do professor, mas pela integração de diferentes formas de interação, acompanhamento e produção de sentidos. Considerando a perspectiva apresentada pelo autor sobre aprendizagem personalizada, colaborativa e orientada, analise as assertivas a seguir:

I. A aprendizagem personalizada, nas metodologias ativas, não corresponde à simples individualização de tarefas, mas à organização de percursos formativos que consideram diferentes ritmos, interesses, necessidades e formas de apropriação do conhecimento, possibilitando acompanhamento contínuo dos avanços dos estudantes.
II. A aprendizagem colaborativa pressupõe que a interação entre pares constitui um elemento potencializador da construção do conhecimento, pois permite compartilhar saberes, confrontar perspectivas e ampliar compreensões inicialmente desenvolvidas em trajetórias individuais.
III. A aprendizagem orientada por professores, tutores ou mentores tende a assumir uma função secundária nas propostas contemporâneas de ensino, pois a ampliação dos ambientes digitais possibilita que os estudantes desenvolvam processos complexos de aprendizagem principalmente por meio da autonomia investigativa.
IV. A articulação entre aprendizagem individual, colaborativa e orientada configura uma dinâmica complementar, na qual a autonomia do estudante é fortalecida pela interação social e pela mediação de sujeitos capazes de problematizar, orientar e ampliar os percursos formativos.

Quais estão corretas?
 

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Um professor do Ensino Fundamental percebe que seus alunos memorizam conteúdos, mas apresentam dificuldades para relacioná-los com situações concretas. Para superar essa dificuldade, o professor reorganiza suas aulas, tomando as experiências prévias dos alunos como ponto de partida para a construção de novos conhecimentos. Considerando as tendências pedagógicas e suas implicações na prática docente, essa organização do ensino evidencia elementos associados predominantemente à:
 

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Enquanto elemento integrante do Projeto Político-Pedagógico (PPP), o currículo escolar representa uma dimensão fundamental da organização do trabalho educativo, pois expressa escolhas relacionadas aos conhecimentos, às práticas pedagógicas e às experiências formativas oferecidas aos estudantes. Considerando essa concepção, assinale a alternativa que caracteriza corretamente o currículo escolar.
 

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A formação de sujeitos críticos e reflexivos nos anos iniciais do Ensino Fundamental requer práticas pedagógicas que favoreçam a participação ativa dos estudantes na construção do conhecimento. Segundo Perim e Araújo (2023), a atuação docente nesse processo caracteriza-se por:
 

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Um professor do 5º ano do Ensino Fundamental planejou uma sequência de atividades utilizando recursos digitais para ampliar as possibilidades de pesquisa, comunicação e produção dos estudantes. Entretanto, ao iniciar a proposta, percebeu que parte da turma possuía pouco acesso à internet e a dispositivos tecnológicos fora do ambiente escolar, o que poderia dificultar a realização de algumas etapas previstas. Considerando o papel da escola diante da inclusão tecnológica e das diferentes realidades dos estudantes, a decisão pedagógica mais adequada do professor seria:
 

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