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Ultraprocessados podem afetar a atenção, mesmo com dieta saudável
Por Ana Clara Caielli Barreiro
Os alimentos ultraprocessados, como bolachas recheadas, salgadinhos, refrigerantes e
macarrão instantâneo, são um dos calcanhares de Aquiles do mundo moderno. Eles são tão
saborosos quanto são prejudiciais à saúde. Esses alimentos passam por processos industriais
excessivos, que envolvem a adição de aditivos artificiais, como emulsificantes e corantes, além
de outras substâncias industriais, podendo até alterar a estrutura original do alimento.
Uma nova pesquisa, desenvolvida em parceria pela Universidade de São Paulo (USP) e
universidades estrangeiras, investigou os impactos cognitivos do consumo desse tipo de
alimento. E as pessoas estudadas não foram só aquelas com as piores dietas – a ideia era analisar
também se haveria efeitos em pessoas com a qualidade geral da dieta considerada boa.
Os pesquisadores analisaram dados de 2.192 adultos australianos com idades entre 40 e
anos. Além de responderem questionários sobre hábitos alimentares, os participantes
realizaram testes cognitivos para medir atenção e velocidade de processamento de informações.
Em média, os participantes consumiam cerca de 41% de suas calorias na forma de alimentos
ultraprocessados. O resultado foi preocupante.
O estudo associou o consumo elevado de ultraprocessados com dificuldades de
concentração e a um processamento mental mais lento, mesmo entre pessoas que, no geral,
tinham uma alimentação saudável e de qualidade. Essa relação foi observada até em
participantes que seguiam a dieta mediterrânea, considerada uma das referências mundiais em
alimentação saudável e frequentemente associada a benefícios cognitivos.
Além disso, a pesquisa sugere que o consumo excessivo de ultraprocessados contribui para
fatores de risco ligados à demência, como obesidade e hipertensão, provocando queda nítida e
mensurável na capacidade de concentração das pessoas. Um aumento de 10% no consumo de
alimentos ultraprocessados equivale a cerca de 150 gramas de comida. Na prática, seria como
adicionar um pacote de salgadinho à alimentação diária – um hábito aparentemente comum,
mas que o estudo associou a prejuízos cognitivos.
O trabalho mostra que o impacto da alimentação na cognição vai muito além dos
indicadores tradicionais de qualidade da dieta ou do simples consumo de alimentos nutritivos.
Para os autores, o estudo reforça a necessidade de aprimorar as diretrizes alimentares,
mostrando que o grau de processamento dos alimentos deve ser considerado juntamente com a
composição nutricional da dieta.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/saude/ultraprocessados-podem-afetar-a-atencao-mesmo-com-dieta-saudavel/ – texto adaptado especialmente para esta prova)
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Ciência dos pênaltis ▲jogadores erram mais cobranças que podem eliminar o time
Por Ana Clara Caielli Barreiro
É fase de mata-mata da Copa do Mundo. O jogo está empatado, já passou a prorrogação e
um dos times precisa sair vencedor. É hora dos pênaltis. Um estudo publicado no dia 28 de junho
no periódico científico Football Studies analisou as estatísticas dos pênaltis e verificou quais
variáveis podem ter mais peso no resultado.
Primeiro, devemos lembrar a maneira como os pênaltis ocorrem. Cada equipe cobra uma
série de cinco penalidades, de forma alternada. Vence quem marcar mais gols. Porém, se as
equipes terminarem empatadas, começa a chamada morte súbita: rodadas adicionais em que
cada time cobra um pênalti e, se uma equipe marcar enquanto a outra errar, a disputa termina
imediatamente.
Um mesmo jogador não pode cobrar duas vezes antes que todos os demais jogadores de
linha tenham batido um pênalti. É um momento decisivo, em que a tensão toma conta de todos
os lados: dos torcedores, dos jogadores e do técnico, que precisa decidir quem cobrará os
pênaltis e em que ordem.
Os pênaltis são alvo de inúmeras discussões entre torcedores. O time que cobra primeiro
leva vantagem? Os melhores jogadores devem bater primeiro ou deixar a responsabilidade para
o fim? Existe alguma posição na sequência de cobranças que gera mais pressão? O novo estudo
tentou responder a essas perguntas — além de investigar se realmente existe uma ciência por
trás das disputas por pênaltis. O trabalho analisou 576 cobranças realizadas em 60 partidas da
Copa do Mundo e da Eurocopa, além de simular disputas matematicamente. Os pesquisadores
eram australianos e brasileiros.
A pesquisa sugere que nem todos os pênaltis têm o mesmo peso emocional. Algumas
variáveis, de fato, influenciam nas chances de fazer gol. Algumas cobranças acontecem em uma
situação de “evitar a derrota”, em que um erro elimina imediatamente a equipe. Nesses
momentos a pressão é muito maior, e a taxa de conversão do pênalti (ou seja, fazer gol) é de
60,4%. Já nos pênaltis de “marcar para vencer” — quando um gol imediatamente garante a
vitória na disputa — a taxa de conversão chega a 89,1%. Foi o maior índice entre todos os
cenários analisados, inclusive superior ao das primeiras cobranças da disputa. As primeiras
cobranças são consideradas de baixa pressão, com taxa de conversão de 75%. Ou seja, para
cobrar um pênalti não basta apenas ser um grande jogador tecnicamente. Também é preciso
lidar bem com a pressão psicológica. Segundo os autores, esse é um fator que os técnicos
deveriam considerar ao definir os cobradores.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/ciencia-dos-penaltis-jogadores-erram-mais-cobrancas-que-podem-eliminar-o-time – texto adaptado especialmente para esta prova).
Qual sinal de pontuação substitui o símbolo ▲ no título do texto?
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Ciência dos pênaltis ▲jogadores erram mais cobranças que podem eliminar o time
Por Ana Clara Caielli Barreiro
É fase de mata-mata da Copa do Mundo. O jogo está empatado, já passou a prorrogação e
um dos times precisa sair vencedor. É hora dos pênaltis. Um estudo publicado no dia 28 de junho
no periódico científico Football Studies analisou as estatísticas dos pênaltis e verificou quais
variáveis podem ter mais peso no resultado.
Primeiro, devemos lembrar a maneira como os pênaltis ocorrem. Cada equipe cobra uma
série de cinco penalidades, de forma alternada. Vence quem marcar mais gols. Porém, se as
equipes terminarem empatadas, começa a chamada morte súbita: rodadas adicionais em que
cada time cobra um pênalti e, se uma equipe marcar enquanto a outra errar, a disputa termina
imediatamente.
Um mesmo jogador não pode cobrar duas vezes antes que todos os demais jogadores de
linha tenham batido um pênalti. É um momento decisivo, em que a tensão toma conta de todos
os lados: dos torcedores, dos jogadores e do técnico, que precisa decidir quem cobrará os
pênaltis e em que ordem.
Os pênaltis são alvo de inúmeras discussões entre torcedores. O time que cobra primeiro
leva vantagem? Os melhores jogadores devem bater primeiro ou deixar a responsabilidade para
o fim? Existe alguma posição na sequência de cobranças que gera mais pressão? O novo estudo
tentou responder a essas perguntas — além de investigar se realmente existe uma ciência por
trás das disputas por pênaltis. O trabalho analisou 576 cobranças realizadas em 60 partidas da
Copa do Mundo e da Eurocopa, além de simular disputas matematicamente. Os pesquisadores
eram australianos e brasileiros.
A pesquisa sugere que nem todos os pênaltis têm o mesmo peso emocional. Algumas
variáveis, de fato, influenciam nas chances de fazer gol. Algumas cobranças acontecem em uma
situação de “evitar a derrota”, em que um erro elimina imediatamente a equipe. Nesses
momentos a pressão é muito maior, e a taxa de conversão do pênalti (ou seja, fazer gol) é de
60,4%. Já nos pênaltis de “marcar para vencer” — quando um gol imediatamente garante a
vitória na disputa — a taxa de conversão chega a 89,1%. Foi o maior índice entre todos os
cenários analisados, inclusive superior ao das primeiras cobranças da disputa. As primeiras
cobranças são consideradas de baixa pressão, com taxa de conversão de 75%. Ou seja, para
cobrar um pênalti não basta apenas ser um grande jogador tecnicamente. Também é preciso
lidar bem com a pressão psicológica. Segundo os autores, esse é um fator que os técnicos
deveriam considerar ao definir os cobradores.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/ciencia-dos-penaltis-jogadores-erram-mais-cobrancas-que-podem-eliminar-o-time – texto adaptado especialmente para esta prova).
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Ciência dos pênaltis ▲jogadores erram mais cobranças que podem eliminar o time
Por Ana Clara Caielli Barreiro
É fase de mata-mata da Copa do Mundo. O jogo está empatado, já passou a prorrogação e
um dos times precisa sair vencedor. É hora dos pênaltis. Um estudo publicado no dia 28 de junho
no periódico científico Football Studies analisou as estatísticas dos pênaltis e verificou quais
variáveis podem ter mais peso no resultado.
Primeiro, devemos lembrar a maneira como os pênaltis ocorrem. Cada equipe cobra uma
série de cinco penalidades, de forma alternada. Vence quem marcar mais gols. Porém, se as
equipes terminarem empatadas, começa a chamada morte súbita: rodadas adicionais em que
cada time cobra um pênalti e, se uma equipe marcar enquanto a outra errar, a disputa termina
imediatamente.
Um mesmo jogador não pode cobrar duas vezes antes que todos os demais jogadores de
linha tenham batido um pênalti. É um momento decisivo, em que a tensão toma conta de todos
os lados: dos torcedores, dos jogadores e do técnico, que precisa decidir quem cobrará os
pênaltis e em que ordem.
Os pênaltis são alvo de inúmeras discussões entre torcedores. O time que cobra primeiro
leva vantagem? Os melhores jogadores devem bater primeiro ou deixar a responsabilidade para
o fim? Existe alguma posição na sequência de cobranças que gera mais pressão? O novo estudo
tentou responder a essas perguntas — além de investigar se realmente existe uma ciência por
trás das disputas por pênaltis. O trabalho analisou 576 cobranças realizadas em 60 partidas da
Copa do Mundo e da Eurocopa, além de simular disputas matematicamente. Os pesquisadores
eram australianos e brasileiros.
A pesquisa sugere que nem todos os pênaltis têm o mesmo peso emocional. Algumas
variáveis, de fato, influenciam nas chances de fazer gol. Algumas cobranças acontecem em uma
situação de “evitar a derrota”, em que um erro elimina imediatamente a equipe. Nesses
momentos a pressão é muito maior, e a taxa de conversão do pênalti (ou seja, fazer gol) é de
60,4%. Já nos pênaltis de “marcar para vencer” — quando um gol imediatamente garante a
vitória na disputa — a taxa de conversão chega a 89,1%. Foi o maior índice entre todos os
cenários analisados, inclusive superior ao das primeiras cobranças da disputa. As primeiras
cobranças são consideradas de baixa pressão, com taxa de conversão de 75%. Ou seja, para
cobrar um pênalti não basta apenas ser um grande jogador tecnicamente. Também é preciso
lidar bem com a pressão psicológica. Segundo os autores, esse é um fator que os técnicos
deveriam considerar ao definir os cobradores.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/ciencia-dos-penaltis-jogadores-erram-mais-cobrancas-que-podem-eliminar-o-time – texto adaptado especialmente para esta prova).
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Ciência dos pênaltis ▲jogadores erram mais cobranças que podem eliminar o time
Por Ana Clara Caielli Barreiro
É fase de mata-mata da Copa do Mundo. O jogo está empatado, já passou a prorrogação e
um dos times precisa sair vencedor. É hora dos pênaltis. Um estudo publicado no dia 28 de junho
no periódico científico Football Studies analisou as estatísticas dos pênaltis e verificou quais
variáveis podem ter mais peso no resultado.
Primeiro, devemos lembrar a maneira como os pênaltis ocorrem. Cada equipe cobra uma
série de cinco penalidades, de forma alternada. Vence quem marcar mais gols. Porém, se as
equipes terminarem empatadas, começa a chamada morte súbita: rodadas adicionais em que
cada time cobra um pênalti e, se uma equipe marcar enquanto a outra errar, a disputa termina
imediatamente.
Um mesmo jogador não pode cobrar duas vezes antes que todos os demais jogadores de
linha tenham batido um pênalti. É um momento decisivo, em que a tensão toma conta de todos
os lados: dos torcedores, dos jogadores e do técnico, que precisa decidir quem cobrará os
pênaltis e em que ordem.
Os pênaltis são alvo de inúmeras discussões entre torcedores. O time que cobra primeiro
leva vantagem? Os melhores jogadores devem bater primeiro ou deixar a responsabilidade para
o fim? Existe alguma posição na sequência de cobranças que gera mais pressão? O novo estudo
tentou responder a essas perguntas — além de investigar se realmente existe uma ciência por
trás das disputas por pênaltis. O trabalho analisou 576 cobranças realizadas em 60 partidas da
Copa do Mundo e da Eurocopa, além de simular disputas matematicamente. Os pesquisadores
eram australianos e brasileiros.
A pesquisa sugere que nem todos os pênaltis têm o mesmo peso emocional. Algumas
variáveis, de fato, influenciam nas chances de fazer gol. Algumas cobranças acontecem em uma
situação de “evitar a derrota”, em que um erro elimina imediatamente a equipe. Nesses
momentos a pressão é muito maior, e a taxa de conversão do pênalti (ou seja, fazer gol) é de
60,4%. Já nos pênaltis de “marcar para vencer” — quando um gol imediatamente garante a
vitória na disputa — a taxa de conversão chega a 89,1%. Foi o maior índice entre todos os
cenários analisados, inclusive superior ao das primeiras cobranças da disputa. As primeiras
cobranças são consideradas de baixa pressão, com taxa de conversão de 75%. Ou seja, para
cobrar um pênalti não basta apenas ser um grande jogador tecnicamente. Também é preciso
lidar bem com a pressão psicológica. Segundo os autores, esse é um fator que os técnicos
deveriam considerar ao definir os cobradores.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/ciencia-dos-penaltis-jogadores-erram-mais-cobrancas-que-podem-eliminar-o-time – texto adaptado especialmente para esta prova).
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Ciência dos pênaltis ▲jogadores erram mais cobranças que podem eliminar o time
Por Ana Clara Caielli Barreiro
É fase de mata-mata da Copa do Mundo. O jogo está empatado, já passou a prorrogação e
um dos times precisa sair vencedor. É hora dos pênaltis. Um estudo publicado no dia 28 de junho
no periódico científico Football Studies analisou as estatísticas dos pênaltis e verificou quais
variáveis podem ter mais peso no resultado.
Primeiro, devemos lembrar a maneira como os pênaltis ocorrem. Cada equipe cobra uma
série de cinco penalidades, de forma alternada. Vence quem marcar mais gols. Porém, se as
equipes terminarem empatadas, começa a chamada morte súbita: rodadas adicionais em que
cada time cobra um pênalti e, se uma equipe marcar enquanto a outra errar, a disputa termina
imediatamente.
Um mesmo jogador não pode cobrar duas vezes antes que todos os demais jogadores de
linha tenham batido um pênalti. É um momento decisivo, em que a tensão toma conta de todos
os lados: dos torcedores, dos jogadores e do técnico, que precisa decidir quem cobrará os
pênaltis e em que ordem.
Os pênaltis são alvo de inúmeras discussões entre torcedores. O time que cobra primeiro
leva vantagem? Os melhores jogadores devem bater primeiro ou deixar a responsabilidade para
o fim? Existe alguma posição na sequência de cobranças que gera mais pressão? O novo estudo
tentou responder a essas perguntas — além de investigar se realmente existe uma ciência por
trás das disputas por pênaltis. O trabalho analisou 576 cobranças realizadas em 60 partidas da
Copa do Mundo e da Eurocopa, além de simular disputas matematicamente. Os pesquisadores
eram australianos e brasileiros.
A pesquisa sugere que nem todos os pênaltis têm o mesmo peso emocional. Algumas
variáveis, de fato, influenciam nas chances de fazer gol. Algumas cobranças acontecem em uma
situação de “evitar a derrota”, em que um erro elimina imediatamente a equipe. Nesses
momentos a pressão é muito maior, e a taxa de conversão do pênalti (ou seja, fazer gol) é de
60,4%. Já nos pênaltis de “marcar para vencer” — quando um gol imediatamente garante a
vitória na disputa — a taxa de conversão chega a 89,1%. Foi o maior índice entre todos os
cenários analisados, inclusive superior ao das primeiras cobranças da disputa. As primeiras
cobranças são consideradas de baixa pressão, com taxa de conversão de 75%. Ou seja, para
cobrar um pênalti não basta apenas ser um grande jogador tecnicamente. Também é preciso
lidar bem com a pressão psicológica. Segundo os autores, esse é um fator que os técnicos
deveriam considerar ao definir os cobradores.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/ciencia-dos-penaltis-jogadores-erram-mais-cobrancas-que-podem-eliminar-o-time – texto adaptado especialmente para esta prova).
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Ciência dos pênaltis ▲jogadores erram mais cobranças que podem eliminar o time
Por Ana Clara Caielli Barreiro
É fase de mata-mata da Copa do Mundo. O jogo está empatado, já passou a prorrogação e
um dos times precisa sair vencedor. É hora dos pênaltis. Um estudo publicado no dia 28 de junho
no periódico científico Football Studies analisou as estatísticas dos pênaltis e verificou quais
variáveis podem ter mais peso no resultado.
Primeiro, devemos lembrar a maneira como os pênaltis ocorrem. Cada equipe cobra uma
série de cinco penalidades, de forma alternada. Vence quem marcar mais gols. Porém, se as
equipes terminarem empatadas, começa a chamada morte súbita: rodadas adicionais em que
cada time cobra um pênalti e, se uma equipe marcar enquanto a outra errar, a disputa termina
imediatamente.
Um mesmo jogador não pode cobrar duas vezes antes que todos os demais jogadores de
linha tenham batido um pênalti. É um momento decisivo, em que a tensão toma conta de todos
os lados: dos torcedores, dos jogadores e do técnico, que precisa decidir quem cobrará os
pênaltis e em que ordem.
Os pênaltis são alvo de inúmeras discussões entre torcedores. O time que cobra primeiro
leva vantagem? Os melhores jogadores devem bater primeiro ou deixar a responsabilidade para
o fim? Existe alguma posição na sequência de cobranças que gera mais pressão? O novo estudo
tentou responder a essas perguntas — além de investigar se realmente existe uma ciência por
trás das disputas por pênaltis. O trabalho analisou 576 cobranças realizadas em 60 partidas da
Copa do Mundo e da Eurocopa, além de simular disputas matematicamente. Os pesquisadores
eram australianos e brasileiros.
A pesquisa sugere que nem todos os pênaltis têm o mesmo peso emocional. Algumas
variáveis, de fato, influenciam nas chances de fazer gol. Algumas cobranças acontecem em uma
situação de “evitar a derrota”, em que um erro elimina imediatamente a equipe. Nesses
momentos a pressão é muito maior, e a taxa de conversão do pênalti (ou seja, fazer gol) é de
60,4%. Já nos pênaltis de “marcar para vencer” — quando um gol imediatamente garante a
vitória na disputa — a taxa de conversão chega a 89,1%. Foi o maior índice entre todos os
cenários analisados, inclusive superior ao das primeiras cobranças da disputa. As primeiras
cobranças são consideradas de baixa pressão, com taxa de conversão de 75%. Ou seja, para
cobrar um pênalti não basta apenas ser um grande jogador tecnicamente. Também é preciso
lidar bem com a pressão psicológica. Segundo os autores, esse é um fator que os técnicos
deveriam considerar ao definir os cobradores.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/ciencia-dos-penaltis-jogadores-erram-mais-cobrancas-que-podem-eliminar-o-time – texto adaptado especialmente para esta prova).
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Ciência dos pênaltis ▲jogadores erram mais cobranças que podem eliminar o time
Por Ana Clara Caielli Barreiro
É fase de mata-mata da Copa do Mundo. O jogo está empatado, já passou a prorrogação e
um dos times precisa sair vencedor. É hora dos pênaltis. Um estudo publicado no dia 28 de junho
no periódico científico Football Studies analisou as estatísticas dos pênaltis e verificou quais
variáveis podem ter mais peso no resultado.
Primeiro, devemos lembrar a maneira como os pênaltis ocorrem. Cada equipe cobra uma
série de cinco penalidades, de forma alternada. Vence quem marcar mais gols. Porém, se as
equipes terminarem empatadas, começa a chamada morte súbita: rodadas adicionais em que
cada time cobra um pênalti e, se uma equipe marcar enquanto a outra errar, a disputa termina
imediatamente.
Um mesmo jogador não pode cobrar duas vezes antes que todos os demais jogadores de
linha tenham batido um pênalti. É um momento decisivo, em que a tensão toma conta de todos
os lados: dos torcedores, dos jogadores e do técnico, que precisa decidir quem cobrará os
pênaltis e em que ordem.
Os pênaltis são alvo de inúmeras discussões entre torcedores. O time que cobra primeiro
leva vantagem? Os melhores jogadores devem bater primeiro ou deixar a responsabilidade para
o fim? Existe alguma posição na sequência de cobranças que gera mais pressão? O novo estudo
tentou responder a essas perguntas — além de investigar se realmente existe uma ciência por
trás das disputas por pênaltis. O trabalho analisou 576 cobranças realizadas em 60 partidas da
Copa do Mundo e da Eurocopa, além de simular disputas matematicamente. Os pesquisadores
eram australianos e brasileiros.
A pesquisa sugere que nem todos os pênaltis têm o mesmo peso emocional. Algumas
variáveis, de fato, influenciam nas chances de fazer gol. Algumas cobranças acontecem em uma
situação de “evitar a derrota”, em que um erro elimina imediatamente a equipe. Nesses
momentos a pressão é muito maior, e a taxa de conversão do pênalti (ou seja, fazer gol) é de
60,4%. Já nos pênaltis de “marcar para vencer” — quando um gol imediatamente garante a
vitória na disputa — a taxa de conversão chega a 89,1%. Foi o maior índice entre todos os
cenários analisados, inclusive superior ao das primeiras cobranças da disputa. As primeiras
cobranças são consideradas de baixa pressão, com taxa de conversão de 75%. Ou seja, para
cobrar um pênalti não basta apenas ser um grande jogador tecnicamente. Também é preciso
lidar bem com a pressão psicológica. Segundo os autores, esse é um fator que os técnicos
deveriam considerar ao definir os cobradores.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/ciencia-dos-penaltis-jogadores-erram-mais-cobrancas-que-podem-eliminar-o-time – texto adaptado especialmente para esta prova).
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Ciência dos pênaltis ▲jogadores erram mais cobranças que podem eliminar o time
Por Ana Clara Caielli Barreiro
É fase de mata-mata da Copa do Mundo. O jogo está empatado, já passou a prorrogação e
um dos times precisa sair vencedor. É hora dos pênaltis. Um estudo publicado no dia 28 de junho
no periódico científico Football Studies analisou as estatísticas dos pênaltis e verificou quais
variáveis podem ter mais peso no resultado.
Primeiro, devemos lembrar a maneira como os pênaltis ocorrem. Cada equipe cobra uma
série de cinco penalidades, de forma alternada. Vence quem marcar mais gols. Porém, se as
equipes terminarem empatadas, começa a chamada morte súbita: rodadas adicionais em que
cada time cobra um pênalti e, se uma equipe marcar enquanto a outra errar, a disputa termina
imediatamente.
Um mesmo jogador não pode cobrar duas vezes antes que todos os demais jogadores de
linha tenham batido um pênalti. É um momento decisivo, em que a tensão toma conta de todos
os lados: dos torcedores, dos jogadores e do técnico, que precisa decidir quem cobrará os
pênaltis e em que ordem.
Os pênaltis são alvo de inúmeras discussões entre torcedores. O time que cobra primeiro
leva vantagem? Os melhores jogadores devem bater primeiro ou deixar a responsabilidade para
o fim? Existe alguma posição na sequência de cobranças que gera mais pressão? O novo estudo
tentou responder a essas perguntas — além de investigar se realmente existe uma ciência por
trás das disputas por pênaltis. O trabalho analisou 576 cobranças realizadas em 60 partidas da
Copa do Mundo e da Eurocopa, além de simular disputas matematicamente. Os pesquisadores
eram australianos e brasileiros.
A pesquisa sugere que nem todos os pênaltis têm o mesmo peso emocional. Algumas
variáveis, de fato, influenciam nas chances de fazer gol. Algumas cobranças acontecem em uma
situação de “evitar a derrota”, em que um erro elimina imediatamente a equipe. Nesses
momentos a pressão é muito maior, e a taxa de conversão do pênalti (ou seja, fazer gol) é de
60,4%. Já nos pênaltis de “marcar para vencer” — quando um gol imediatamente garante a
vitória na disputa — a taxa de conversão chega a 89,1%. Foi o maior índice entre todos os
cenários analisados, inclusive superior ao das primeiras cobranças da disputa. As primeiras
cobranças são consideradas de baixa pressão, com taxa de conversão de 75%. Ou seja, para
cobrar um pênalti não basta apenas ser um grande jogador tecnicamente. Também é preciso
lidar bem com a pressão psicológica. Segundo os autores, esse é um fator que os técnicos
deveriam considerar ao definir os cobradores.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/ciencia-dos-penaltis-jogadores-erram-mais-cobrancas-que-podem-eliminar-o-time – texto adaptado especialmente para esta prova).
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