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Por que os tratores e veículos pesados têm a cor amarela▲
Por Diego Facundini
Porque essa é uma cor que salta aos olhos. Outros itens que exigem atenção seguem a
mesma lógica: placas de trânsito, rótulos de advertência, coletes de alta visibilidade, ônibus
escolares, etc.
A moda de pintar o maquinário de amarelo provavelmente começou em 1931, quando o
tom de amarelo hi-way yellow virou a cor padrão da Caterpillar, a maior empresa de
equipamentos de construção do mundo.
Nessa época, o amarelo já era considerado uma cor especialmente chamativa. Antes disso,
em 1907, uma pesquisa de opinião da Universidade de Chicago (EUA) revelou que, para os
entrevistados, amarelo era de fato a cor que mais chamava atenção — e essa conclusão foi o
suficiente para que os táxis de Chicago adotassem, pela primeira vez na história, a cor amarela.
Desde então, alguns outros estudos mais robustos tentaram descobrir se o amarelo de fato
tinha algum efeito psicológico diferenciado em relação a outras cores. A resposta mais direta
está em um artigo de 2019, em que pesquisadores da Universidade Cornell (EUA) mediram o
tempo que pessoas levavam para notar o amarelo em comparação ao azul e ao vermelho (duas
cores localizadas nos extremos do espectro da luz visível).
Para isso, eles colocaram 20 voluntários na frente de uma tela, onde seriam projetados
dois círculos, de cores diferentes, que apareceriam com um intervalo de milésimos de segundo
entre um e outro. Com o apertar de uma tecla, os participantes deveriam selecionar qual dos
dois círculos eles achavam que tinha aparecido primeiro.
Nesse experimento, o amarelo ganhou a competição com folga — até quando aparecia
objetivamente antes da outra cor. Em média, as pessoas percebiam o amarelo 10,6 milésimos
de segundo antes do azul, com uma vantagem ainda maior em relação ao vermelho, de
15,5 milissegundos.
A base disso pode estar na fisiologia da visão humana. Os olhos interpretam as cores do
mundo a partir de três receptores responsáveis por diferentes comprimentos de onda da luz.
Diferentemente do azul e do vermelho, que ativam predominantemente apenas um desses
receptores cada (respectivamente, o de ondas curtas e longas), o amarelo ativa dois na máxima
potência ao mesmo tempo (os receptores de ondas médias e longas).
Esse viés psicológico tem seus efeitos práticos. Outros estudos também demonstram que
coisas amarelas podem estar relacionadas a um risco menor de acidentes. Em 2016,
pesquisadores olharam para os dados de acidentes envolvendo táxis em Cingapura, de uma
empresa que usa, por padrão, carros azuis e amarelos. Eles constataram que os veículos pintados
de amarelo tinham 9% menos chance de se acidentar em relação aos azuis, uma redução
considerada significativa.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/coluna/oraculo/por-que-os-tratores-e-veiculos-pesados-tem-a-cor-amarela/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
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Por que os tratores e veículos pesados têm a cor amarela▲
Por Diego Facundini
Porque essa é uma cor que salta aos olhos. Outros itens que exigem atenção seguem a
mesma lógica: placas de trânsito, rótulos de advertência, coletes de alta visibilidade, ônibus
escolares, etc.
A moda de pintar o maquinário de amarelo provavelmente começou em 1931, quando o
tom de amarelo hi-way yellow virou a cor padrão da Caterpillar, a maior empresa de
equipamentos de construção do mundo.
Nessa época, o amarelo já era considerado uma cor especialmente chamativa. Antes disso,
em 1907, uma pesquisa de opinião da Universidade de Chicago (EUA) revelou que, para os
entrevistados, amarelo era de fato a cor que mais chamava atenção — e essa conclusão foi o
suficiente para que os táxis de Chicago adotassem, pela primeira vez na história, a cor amarela.
Desde então, alguns outros estudos mais robustos tentaram descobrir se o amarelo de fato
tinha algum efeito psicológico diferenciado em relação a outras cores. A resposta mais direta
está em um artigo de 2019, em que pesquisadores da Universidade Cornell (EUA) mediram o
tempo que pessoas levavam para notar o amarelo em comparação ao azul e ao vermelho (duas
cores localizadas nos extremos do espectro da luz visível).
Para isso, eles colocaram 20 voluntários na frente de uma tela, onde seriam projetados
dois círculos, de cores diferentes, que apareceriam com um intervalo de milésimos de segundo
entre um e outro. Com o apertar de uma tecla, os participantes deveriam selecionar qual dos
dois círculos eles achavam que tinha aparecido primeiro.
Nesse experimento, o amarelo ganhou a competição com folga — até quando aparecia
objetivamente antes da outra cor. Em média, as pessoas percebiam o amarelo 10,6 milésimos
de segundo antes do azul, com uma vantagem ainda maior em relação ao vermelho, de
15,5 milissegundos.
A base disso pode estar na fisiologia da visão humana. Os olhos interpretam as cores do
mundo a partir de três receptores responsáveis por diferentes comprimentos de onda da luz.
Diferentemente do azul e do vermelho, que ativam predominantemente apenas um desses
receptores cada (respectivamente, o de ondas curtas e longas), o amarelo ativa dois na máxima
potência ao mesmo tempo (os receptores de ondas médias e longas).
Esse viés psicológico tem seus efeitos práticos. Outros estudos também demonstram que
coisas amarelas podem estar relacionadas a um risco menor de acidentes. Em 2016,
pesquisadores olharam para os dados de acidentes envolvendo táxis em Cingapura, de uma
empresa que usa, por padrão, carros azuis e amarelos. Eles constataram que os veículos pintados
de amarelo tinham 9% menos chance de se acidentar em relação aos azuis, uma redução
considerada significativa.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/coluna/oraculo/por-que-os-tratores-e-veiculos-pesados-tem-a-cor-amarela/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
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Ultraprocessados podem afetar a atenção, mesmo com dieta saudável
Por Ana Clara Caielli Barreiro
Os alimentos ultraprocessados, como bolachas recheadas, salgadinhos, refrigerantes e
macarrão instantâneo, são um dos calcanhares de Aquiles do mundo moderno. Eles são tão
saborosos quanto são prejudiciais à saúde. Esses alimentos passam por processos industriais
excessivos, que envolvem a adição de aditivos artificiais, como emulsificantes e corantes, além
de outras substâncias industriais, podendo até alterar a estrutura original do alimento.
Uma nova pesquisa, desenvolvida em parceria pela Universidade de São Paulo (USP) e
universidades estrangeiras, investigou os impactos cognitivos do consumo desse tipo de
alimento. E as pessoas estudadas não foram só aquelas com as piores dietas – a ideia era analisar
também se haveria efeitos em pessoas com a qualidade geral da dieta considerada boa.
Os pesquisadores analisaram dados de 2.192 adultos australianos com idades entre 40 e
anos. Além de responderem questionários sobre hábitos alimentares, os participantes
realizaram testes cognitivos para medir atenção e velocidade de processamento de informações.
Em média, os participantes consumiam cerca de 41% de suas calorias na forma de alimentos
ultraprocessados. O resultado foi preocupante.
O estudo associou o consumo elevado de ultraprocessados com dificuldades de
concentração e a um processamento mental mais lento, mesmo entre pessoas que, no geral,
tinham uma alimentação saudável e de qualidade. Essa relação foi observada até em
participantes que seguiam a dieta mediterrânea, considerada uma das referências mundiais em
alimentação saudável e frequentemente associada a benefícios cognitivos.
Além disso, a pesquisa sugere que o consumo excessivo de ultraprocessados contribui para
fatores de risco ligados à demência, como obesidade e hipertensão, provocando queda nítida e
mensurável na capacidade de concentração das pessoas. Um aumento de 10% no consumo de
alimentos ultraprocessados equivale a cerca de 150 gramas de comida. Na prática, seria como
adicionar um pacote de salgadinho à alimentação diária – um hábito aparentemente comum,
mas que o estudo associou a prejuízos cognitivos.
O trabalho mostra que o impacto da alimentação na cognição vai muito além dos
indicadores tradicionais de qualidade da dieta ou do simples consumo de alimentos nutritivos.
Para os autores, o estudo reforça a necessidade de aprimorar as diretrizes alimentares,
mostrando que o grau de processamento dos alimentos deve ser considerado juntamente com a
composição nutricional da dieta.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/saude/ultraprocessados-podem-afetar-a-atencao-mesmo-com-dieta-saudavel/ – texto adaptado especialmente para esta prova)
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Ultraprocessados podem afetar a atenção, mesmo com dieta saudável
Por Ana Clara Caielli Barreiro
Os alimentos ultraprocessados, como bolachas recheadas, salgadinhos, refrigerantes e
macarrão instantâneo, são um dos calcanhares de Aquiles do mundo moderno. Eles são tão
saborosos quanto são prejudiciais à saúde. Esses alimentos passam por processos industriais
excessivos, que envolvem a adição de aditivos artificiais, como emulsificantes e corantes, além
de outras substâncias industriais, podendo até alterar a estrutura original do alimento.
Uma nova pesquisa, desenvolvida em parceria pela Universidade de São Paulo (USP) e
universidades estrangeiras, investigou os impactos cognitivos do consumo desse tipo de
alimento. E as pessoas estudadas não foram só aquelas com as piores dietas – a ideia era analisar
também se haveria efeitos em pessoas com a qualidade geral da dieta considerada boa.
Os pesquisadores analisaram dados de 2.192 adultos australianos com idades entre 40 e
anos. Além de responderem questionários sobre hábitos alimentares, os participantes
realizaram testes cognitivos para medir atenção e velocidade de processamento de informações.
Em média, os participantes consumiam cerca de 41% de suas calorias na forma de alimentos
ultraprocessados. O resultado foi preocupante.
O estudo associou o consumo elevado de ultraprocessados com dificuldades de
concentração e a um processamento mental mais lento, mesmo entre pessoas que, no geral,
tinham uma alimentação saudável e de qualidade. Essa relação foi observada até em
participantes que seguiam a dieta mediterrânea, considerada uma das referências mundiais em
alimentação saudável e frequentemente associada a benefícios cognitivos.
Além disso, a pesquisa sugere que o consumo excessivo de ultraprocessados contribui para
fatores de risco ligados à demência, como obesidade e hipertensão, provocando queda nítida e
mensurável na capacidade de concentração das pessoas. Um aumento de 10% no consumo de
alimentos ultraprocessados equivale a cerca de 150 gramas de comida. Na prática, seria como
adicionar um pacote de salgadinho à alimentação diária – um hábito aparentemente comum,
mas que o estudo associou a prejuízos cognitivos.
O trabalho mostra que o impacto da alimentação na cognição vai muito além dos
indicadores tradicionais de qualidade da dieta ou do simples consumo de alimentos nutritivos.
Para os autores, o estudo reforça a necessidade de aprimorar as diretrizes alimentares,
mostrando que o grau de processamento dos alimentos deve ser considerado juntamente com a
composição nutricional da dieta.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/saude/ultraprocessados-podem-afetar-a-atencao-mesmo-com-dieta-saudavel/ – texto adaptado especialmente para esta prova)
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Ultraprocessados podem afetar a atenção, mesmo com dieta saudável
Por Ana Clara Caielli Barreiro
Os alimentos ultraprocessados, como bolachas recheadas, salgadinhos, refrigerantes e
macarrão instantâneo, são um dos calcanhares de Aquiles do mundo moderno. Eles são tão
saborosos quanto são prejudiciais à saúde. Esses alimentos passam por processos industriais
excessivos, que envolvem a adição de aditivos artificiais, como emulsificantes e corantes, além
de outras substâncias industriais, podendo até alterar a estrutura original do alimento.
Uma nova pesquisa, desenvolvida em parceria pela Universidade de São Paulo (USP) e
universidades estrangeiras, investigou os impactos cognitivos do consumo desse tipo de
alimento. E as pessoas estudadas não foram só aquelas com as piores dietas – a ideia era analisar
também se haveria efeitos em pessoas com a qualidade geral da dieta considerada boa.
Os pesquisadores analisaram dados de 2.192 adultos australianos com idades entre 40 e
anos. Além de responderem questionários sobre hábitos alimentares, os participantes
realizaram testes cognitivos para medir atenção e velocidade de processamento de informações.
Em média, os participantes consumiam cerca de 41% de suas calorias na forma de alimentos
ultraprocessados. O resultado foi preocupante.
O estudo associou o consumo elevado de ultraprocessados com dificuldades de
concentração e a um processamento mental mais lento, mesmo entre pessoas que, no geral,
tinham uma alimentação saudável e de qualidade. Essa relação foi observada até em
participantes que seguiam a dieta mediterrânea, considerada uma das referências mundiais em
alimentação saudável e frequentemente associada a benefícios cognitivos.
Além disso, a pesquisa sugere que o consumo excessivo de ultraprocessados contribui para
fatores de risco ligados à demência, como obesidade e hipertensão, provocando queda nítida e
mensurável na capacidade de concentração das pessoas. Um aumento de 10% no consumo de
alimentos ultraprocessados equivale a cerca de 150 gramas de comida. Na prática, seria como
adicionar um pacote de salgadinho à alimentação diária – um hábito aparentemente comum,
mas que o estudo associou a prejuízos cognitivos.
O trabalho mostra que o impacto da alimentação na cognição vai muito além dos
indicadores tradicionais de qualidade da dieta ou do simples consumo de alimentos nutritivos.
Para os autores, o estudo reforça a necessidade de aprimorar as diretrizes alimentares,
mostrando que o grau de processamento dos alimentos deve ser considerado juntamente com a
composição nutricional da dieta.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/saude/ultraprocessados-podem-afetar-a-atencao-mesmo-com-dieta-saudavel/ – texto adaptado especialmente para esta prova)
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Ultraprocessados podem afetar a atenção, mesmo com dieta saudável
Por Ana Clara Caielli Barreiro
Os alimentos ultraprocessados, como bolachas recheadas, salgadinhos, refrigerantes e
macarrão instantâneo, são um dos calcanhares de Aquiles do mundo moderno. Eles são tão
saborosos quanto são prejudiciais à saúde. Esses alimentos passam por processos industriais
excessivos, que envolvem a adição de aditivos artificiais, como emulsificantes e corantes, além
de outras substâncias industriais, podendo até alterar a estrutura original do alimento.
Uma nova pesquisa, desenvolvida em parceria pela Universidade de São Paulo (USP) e
universidades estrangeiras, investigou os impactos cognitivos do consumo desse tipo de
alimento. E as pessoas estudadas não foram só aquelas com as piores dietas – a ideia era analisar
também se haveria efeitos em pessoas com a qualidade geral da dieta considerada boa.
Os pesquisadores analisaram dados de 2.192 adultos australianos com idades entre 40 e
anos. Além de responderem questionários sobre hábitos alimentares, os participantes
realizaram testes cognitivos para medir atenção e velocidade de processamento de informações.
Em média, os participantes consumiam cerca de 41% de suas calorias na forma de alimentos
ultraprocessados. O resultado foi preocupante.
O estudo associou o consumo elevado de ultraprocessados com dificuldades de
concentração e a um processamento mental mais lento, mesmo entre pessoas que, no geral,
tinham uma alimentação saudável e de qualidade. Essa relação foi observada até em
participantes que seguiam a dieta mediterrânea, considerada uma das referências mundiais em
alimentação saudável e frequentemente associada a benefícios cognitivos.
Além disso, a pesquisa sugere que o consumo excessivo de ultraprocessados contribui para
fatores de risco ligados à demência, como obesidade e hipertensão, provocando queda nítida e
mensurável na capacidade de concentração das pessoas. Um aumento de 10% no consumo de
alimentos ultraprocessados equivale a cerca de 150 gramas de comida. Na prática, seria como
adicionar um pacote de salgadinho à alimentação diária – um hábito aparentemente comum,
mas que o estudo associou a prejuízos cognitivos.
O trabalho mostra que o impacto da alimentação na cognição vai muito além dos
indicadores tradicionais de qualidade da dieta ou do simples consumo de alimentos nutritivos.
Para os autores, o estudo reforça a necessidade de aprimorar as diretrizes alimentares,
mostrando que o grau de processamento dos alimentos deve ser considerado juntamente com a
composição nutricional da dieta.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/saude/ultraprocessados-podem-afetar-a-atencao-mesmo-com-dieta-saudavel/ – texto adaptado especialmente para esta prova)
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