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Homem de 38 anos procura atendimento no ambulatório de
cirurgia devido a dor anal intensa há quatro semanas. Refere
início após evacuação de fezes endurecidas, seguida de
sangramento vivo em pequena quantidade no papel higiênico.
Desde então passou a evitar evacuar devido à dor, evoluindo com
piora da constipação.
Relata que a dor inicia durante a evacuação e persiste por várias
horas após o ato evacuatório. Nega febre, perda ponderal ou
drenagem purulenta.
Ao exame físico: Estado geral preservado; Sinais vitais normais;
Inspeção anal evidenciando plicoma sentinela posterior; Espasmo
importante do esfíncter anal interno; Dor intensa à tentativa de
afastamento das nádegas; Toque retal prejudicado pela dor;
Anuscopia não tolerada adequadamente.
A melhor interpretação diagnóstica, propedêutica e tratamento
para o caso, será:
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Na sessão clínica do seu Serviço de Cirurgia, discutiu-se o caso de
um paciente de 67 anos, que procurou atendimento por
alteração progressiva do hábito intestinal há oito meses. Ele
relata episódios alternados de constipação e evacuações em
pequeno volume, associadas a sensação de evacuação
incompleta. Nos últimos três meses observou exteriorização de
sangue misturado às fezes e perda ponderal de 9 kg. Refere ainda
distensão abdominal intermitente e cólicas em flanco esquerdo.
Ao exame físico: Estado geral regular; IMC: 22 kg/m²; Frequência
cardíaca: 94 bpm; Pressão arterial: 118/70 mmHg; Abdome
discretamente distendido; Dor leve à palpação profunda do
quadrante inferior esquerdo; Sem sinais de irritação peritoneal;
Toque retal sem lesão palpável.
Exames laboratoriais: Hemoglobina: 9,9 g/dL; Ferritina reduzida;
CEA: 12 ng/mL.
Uma colonoscopia identifica lesão estenosante e ulcerada
localizada no cólon descendente distal, cuja biópsia demonstra
adenocarcinoma moderadamente diferenciado. A tomografia
computadorizada de tórax, abdome e pelve não evidencia
metástases à distância nem invasão de órgãos adjacentes.
Considerando os princípios atuais da prática cirúrgica, a melhor
interpretação diagnóstica, propedêutica e tratamento para o
caso, será:
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Seu paciente é um homem de 23 anos, que procurou
atendimento especializado por episódios recorrentes de
sangramento retal de pequeno volume há aproximadamente um
ano. Refere alteração do hábito intestinal, com períodos
alternados de diarreia e evacuações normais. Nega dor
abdominal intensa, mas relata fadiga progressiva. Informa que
seu pai faleceu aos 38 anos por câncer colorretal e que um tio
paterno foi submetido a cirurgia intestinal extensa ainda jovem.
Ao exame físico: Estado geral bom; Frequência cardíaca: 88 bpm;
Pressão arterial: 118/72 mmHg; Abdome flácido e indolor; Sem
massas palpáveis; Toque retal sem lesões palpáveis; Sem sinais
de irritação peritoneal.
Exames laboratoriais: Hemoglobina: 10,8 g/dL; Ferritina reduzida;
Função hepática normal; CEA normal.
Uma colonoscopia mostra mais de 400 pólipos adenomatosos
distribuídos por todo o cólon e reto. A endoscopia digestiva alta
evidencia
múltiplos adenomas duodenais pequenos. A
tomografia de abdome não demonstra metástases ou lesões
invasivas.
Considerando os conhecimentos atuais, a melhor interpretação
diagnóstica, propedêutica complementar e de tratamento para o
caso, é
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Você é chamado ao Serviço de Obstetrícia para responder a um
parecer de uma paciente de 31 anos, gestante de 26 semanas,
com história de dor contínua em hipocôndrio direito há 24 horas,
iniciada após refeição rica em gordura. Relata náuseas, vômitos e
febre nas últimas 12 horas. Refere episódios semelhantes de
menor intensidade durante os primeiros meses da gestação, com
melhora espontânea.
Nega contrações uterinas, sangramento vaginal ou perda de
líquido amniótico.
Ao exame físico: Temperatura: 38,2°C; Frequência cardíaca:
104 bpm; Pressão arterial: 116/70 mmHg; Útero compatível com
a idade gestacional; Dor importante à palpação do hipocôndrio
direito; Interrupção inspiratória dolorosa à palpação profunda
subcostal direita; Sem sinais de irritação peritoneal; Ausência de
sofrimento fetal na avaliação obstétrica inicial.
Exames laboratoriais: Leucócitos: 15.200/mm³; PCR elevada;
Bilirrubina total: 1,0 mg/dL; Fosfatase alcalina discretamente
elevada; Lipase normal.
Considerando os princípios e as diretrizes atuais para doenças
biliares durante a gestação, a melhor sequência de propedêutica
e tratamento para esta paciente é
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Seu paciente é um homem de 54 anos, que procurou
atendimento devido a episódios recorrentes de dor abdominal
vaga na região periumbilical há aproximadamente 10 meses,
associados a anemia ferropriva progressiva e dois episódios de
melena de pequeno volume nos últimos quatro meses. Refere
discreta perda ponderal de 4 kg no período, atribuída à redução
do apetite. Nega febre, sudorese noturna ou antecedentes
familiares de neoplasias gastrointestinais.
Quando do exame físico observou-se: Estado geral preservado;
Pressão arterial: 122/78 mmHg; Frequência cardíaca: 84 bpm;
Abdome flácido e indolor; Sem massas palpáveis; Sem
visceromegalias; Toque retal sem alterações.
Os exames laboratoriais mostram: Hemoglobina: 9,8 g/dL;
Ferritina reduzida; Leucograma normal; Função hepática normal.
Uma endoscopia digestiva alta e a colonoscopia não identificam a
origem do sangramento. É realizada enterografia por tomografia
computadorizada, que demonstra lesão submucosa bem
delimitada de 3,8 cm no jejuno proximal, sem adenomegalias
regionais, invasão mesentérica ou metástases. Realizou-se uma
enteroscopia que evidencia lesão subepitelial ulcerada, e a
ecoendoscopia demonstra tumor originado da camada muscular
própria.
Considerando os princípios descritos, a melhor sequência de
hipótese diagnóstica, propedêutica complementar e tratamento,
será:
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Homem de 65 anos apresenta icterícia progressiva, colúria,
hipocolia fecal e perda ponderal de 10 kg nos últimos três meses.
A tomografia
computadorizada
trifásica
demonstra
adenocarcinoma da cabeça do pâncreas sem invasão vascular
significativa e sem metástases à distância. Após discussão
multidisciplinar, o paciente é considerado candidato à
duodenopancreatectomia cefálica com intenção curativa.
Durante a cirurgia, um residente é questionado pelo cirurgião
chefe sobre a sequência técnica fundamental da operação de
Whipple clássica, segundo os princípios descritos nos tratados
médicos.
Os principais tempos operatórios da duodenopancreatectomia
cefálica são
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Na sua enfermaria está um homem de 47 anos, trabalhador rural,
residente em região de criação de ovinos e cães. Ele procura
atendimento por desconforto progressivo em hipocôndrio direito
há aproximadamente 8 meses. Refere sensação de peso
abdominal, plenitude pós-prandial e fadiga inespecífica. Nega
febre, icterícia ou perda ponderal importante.
Relata contato frequente com cães de pastoreio e participação
habitual em atividades pecuárias. Nega hepatopatias prévias.
Ao exame físico: Estado geral preservado; Afebril; Pressão
arterial: 126/78 mmHg; Frequência cardíaca: 76 bpm; Abdome
flácido; Fígado palpável a 3 cm do rebordo costal direito; Discreta
dor à palpação profunda do hipocôndrio direito; Ausência de
sinais de irritação peritoneal.
Exames laboratoriais: Hemoglobina: 13,8 g/dL; Leucócitos:
8.200/mm³;
Eosinofilia
discreta;
Bilirrubinas
normais;
Transaminases normais.
Uma ultrassonografia evidencia lesão cística hepática de 11 cm
localizada nos segmentos V e VI, contendo múltiplas vesículas
internas e membranas destacadas. Não há dilatação das vias
biliares.
Considerando a principal hipótese diagnóstica, a melhor
sequência de propedêutica diagnóstica e tratamento, será
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Homem de 68 anos procura atendimento por icterícia progressiva
há três meses. Relata colúria intensa, hipocolia fecal, prurido
generalizado incapacitante e perda ponderal de 12 kg. Nega
episódios prévios de colelitíase ou pancreatite. Refere fadiga
importante, porém pouca dor abdominal.
Ao exame físico: Estado geral regular; Icterícia cutaneomucosa
(+++/4+); Escoriações cutâneas difusas pelo prurido; Frequência
cardíaca: 86 bpm; Pressão arterial: 128/78 mmHg; Abdome
flácido e indolor; Ausência de massa palpável; Vesícula biliar não
palpável.
Exames laboratoriais: Bilirrubina total: 18,4 mg/dL; Bilirrubina
direta: 15,7 mg/dL; Fosfatase alcalina de 1.120 U/L; Gama-GT:
1.380 U/L; CA 19-9 elevado; Alfafetoproteína normal.
Uma ultrassonografia evidencia dilatação importante das vias
biliares intra-hepáticas, sem dilatação significativa do colédoco
distal.
A melhor sequência de propedêutica diagnóstica, para
classificação anatômica e tratamento potencialmente curativo,
será:
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No seu ambulatório, dá entrada uma paciente de 36 anos, que foi
encaminhada após achado incidental de lesão hepática durante
investigação de nefrolitíase. Refere apenas discreto desconforto
intermitente em hipocôndrio direito, sem relação com
alimentação. Não há história de perda ponderal, febre, icterícia
ou de hepatites.
Como antecedentes, relata uso contínuo de anticoncepcional oral
combinado há 18 anos. Nega etilismo e não apresenta história
familiar de neoplasias hepáticas.
Ao exame físico: Bom estado geral; IMC: 25 kg/m²; afebril; sem
icterícia; abdome flácido e indolor; fígado não é palpável e não
tem ascite.
Os exames laboratoriais apresentam bilirrubinas, transaminases,
fosfatase alcalina e alfafetoproteínas normais, assim como
sorologias para hepatites negativas.
Realizou-se a pesquisa por imagem com: ultrassonografia que
mostra lesão hepática sólida de 6 cm no segmento VI; A
tomografia
computadorizada
trifásica
evidencia
lesão
hipervascular bem delimitada e a ressonância magnética mostra
captação arterial intensa, sem cicatriz central evidente, em
paciente usuária crônica de estrogênios.
Considerando os principais tumores benignos hepáticos e seus
respectivos métodos diagnósticos e tratamentos, a melhor
interpretação do caso e a conduta mais apropriada são
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No Serviço de Emergência de seu hospital dá entrada um homem
de 24 anos, com dor abdominal iniciada há 22 horas, que, em
princípio, era na região periumbilical, migrando posteriormente
para a fossa ilíaca direita. Relata anorexia, náuseas e um episódio
de vômito. Não há história de cirurgias prévias.
Ao exame físico, encontra-se afebril, com frequência cardíaca de
98 bpm e pressão arterial de 120/70 mmHg. O abdome apresenta
dor localizada em fossa ilíaca direita, defesa muscular localizada e
sinal de Blumberg positivo no ponto de McBurney. Os exames
laboratoriais demonstram leucocitose de 15.600/mm³ com
desvio à esquerda. Realizou-se uma tomografia computadorizada
evidencia apendicite aguda supurativa sem perfuração.
Durante uma apendicectomia aberta, após a ligadura do
mesoapêndice e secção do apêndice, o cirurgião solicita ao
residente que identifique qual técnica corresponde ao tempo
cirúrgico de síntese do coto apendicular, após a realização da
exérese.
Uma técnica clássica de síntese utilizada nesse momento da
operação é a de
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