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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
Acocorada junto às pedras que serviam de trempe, a saia de ramagens entalada entre as coxas, sinha Vitória soprava o fogo. Uma nuvem de cinza voou dos tições e cobriu-lhe a cara, a fumaça inundou-lhe os olhos, o rosário de contas brancas e azuis desprendeu-se do cabeção e bateu na panela. Sinha Vitória limpou as lágrimas com as costas das mãos, encarquilhou as pálpebras, meteu o rosário no seio e continuou a soprar com vontade, enchendo muito as bochechas. Labaredas lamberam as achas de angico, esmoreceram, tornaram a levantar-se e espalharam-se entre as pedras. Sinha Vitória aprumou o espinhaço e agitou o abano. Uma chuva de faíscas mergulhou num banho luminoso a cachorra Baleia, que se enroscava no calor e cochilava embalada pelas emanações da comida. Sentindo a deslocação do ar e a crepitação dos gravetos, Baleia despertou, retirou-se prudentemente, receosa de sapecar o pêlo, e ficou observando maravilhada as estrelinhas vermelhas que se apagavam antes de tocar o chão. Aprovou com um movimento de cauda aquele fenômeno e desejou expressar a sua admiração à dona. Chegou-se a ela em saltos curtos, ofegando ergueu-se nas pernas traseiras, imitando gente. Mas sinha Vitória não queria saber de elogios.
– Arreda!
Deu um pontapé na cachorra, que se afastou humilhada e com sentimentos revolucionários.
Graciliano Ramos. Vidas Secas. Rio de Janeiro: Record, 2003.
Considerando a obra Vidas Secas, de Graciliano Ramos, e o fragmento acima, julgue os item seguinte.
O texto pode ser dividido em três partes, tendo em vista a ação dos personagens, conforme a ordem a seguir:
I) apresentação de ações de Baleia;
II) apresentação de ações de sinha Vitória;
III) conflito entre sinha Vitória e Baleia.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
Acocorada junto às pedras que serviam de trempe, a saia de ramagens entalada entre as coxas, sinha Vitória soprava o fogo. Uma nuvem de cinza voou dos tições e cobriu-lhe a cara, a fumaça inundou-lhe os olhos, o rosário de contas brancas e azuis desprendeu-se do cabeção e bateu na panela. Sinha Vitória limpou as lágrimas com as costas das mãos, encarquilhou as pálpebras, meteu o rosário no seio e continuou a soprar com vontade, enchendo muito as bochechas. Labaredas lamberam as achas de angico, esmoreceram, tornaram a levantar-se e espalharam-se entre as pedras. Sinha Vitória aprumou o espinhaço e agitou o abano. Uma chuva de faíscas mergulhou num banho luminoso a cachorra Baleia, que se enroscava no calor e cochilava embalada pelas emanações da comida. Sentindo a deslocação do ar e a crepitação dos gravetos, Baleia despertou, retirou-se prudentemente, receosa de sapecar o pêlo, e ficou observando maravilhada as estrelinhas vermelhas que se apagavam antes de tocar o chão. Aprovou com um movimento de cauda aquele fenômeno e desejou expressar a sua admiração à dona. Chegou-se a ela em saltos curtos, ofegando ergueu-se nas pernas traseiras, imitando gente. Mas sinha Vitória não queria saber de elogios.
– Arreda!
Deu um pontapé na cachorra, que se afastou humilhada e com sentimentos revolucionários.
Graciliano Ramos. Vidas Secas. Rio de Janeiro: Record, 2003.
Considerando a obra Vidas Secas, de Graciliano Ramos, e o fragmento acima, julgue os item seguinte.
Como autor do regionalismo, Graciliano Ramos preocupa-se em empregar no seu texto uma linguagem literária sempre muito próxima da fala do sertanejo.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Se os nobres d’esta terra, empanturrados,
Em Guiné têm parentes enterrados;
E, cedendo a prosápia, ou duros vícios,
Esquecem os negrinhos seus patrícios;
Se mulatos de cor esbranquiçada,
Já se julgam de origem refinada,
E, curvos à mania que os domina,
Desprezam a vovó que é preta-mina:
Não te espantes, ó leitor da novidade,
Pois que tudo no Brasil é raridade! [...]
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
a filha casou
o filho mudou
teu homem foi pra vida
que tudo cria
a fantasia
que você sonhou
apagou
à luz do dia
vai com as outras
vai viver
com a hipocondria
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFAL
Orgão: UNCISAL
O poema épico é um dos mais antigos dos gêneros literários. Foi largamente elaborado na Antiguidade greco-latina tendo sido também produzido em momentos posteriores, a partir do modelo dos poemas homéricos, a Ilíada e a Odisséia, e do poema épico latino A Eneida, de Virgílio. Esse gênero tem como principal objetivo exaltar os feitos dos heróis de um povo, preservando a sua memória e revela que
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Ave Musa incandescente
Do deserto do Sertão!
Forje, no Sol do meu Sangue,
O Trono do meu clarão:
Cante as Pedras encantadas
E a Catedral Soterrada
Castelo deste meu Chão! [...]
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