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1009113 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IFPI
Orgão: IFPI
Romanceiro da Inconfidência
Cecília Meireles
Atrás de portas fechadas,
à luz de velas acesas,
brilham fardas e casacas,
junto com batinas pretas.
E há finas mãos pensativas,
entre galões, sedas, rendas,
e há grossas mãos vigorosas,
de unhas fortes, duras veias,
e há mãos de púlpito e altares,
de Evangelhos, cruzes, bênçãos.
Uns são reinóis, uns, mazombos;
e pensam de mil maneiras;
mas citam Vergílio e Horácio
e refletem, e argumentam,
falam de minas e impostos,
de lavras e de fazendas,
de ministros e rainhas
e das colônias inglesas.
Disponível em: https://globaleditora.com.br/wp-content/
uploads/2017 /01 /Romanceiro-da-l nconfidencia-148.pdf.
Acesso em: jul. 2019.
A descrição dos personagens, no poema, é feita pelo recurso da seguinte figura de linguagem:
 

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989449 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-Sertão
Orgão: IF Sertão
Textos V e VI para a questão.
Texto V
No dicionário está dito que 'migalhas' são apenas uns pedacinhos de nada, umas porções bem pequenas, de biscoito, bolo ou pão que às vezes caem no chão e até no prato da gente.
Mas é bom não esquecer que a palavra pode ter sentido bem diferente
Fragmento de Migalhas, J. Borges.
Texto VI
Vamos atentar para a sintaxe dos paulistas
E o falso inglês relax dos surfistas
Sejamos imperialistas! Cadê?
Sejamos imperialistas!
Vamos na velô da dicção choo-choo de Carmem Miranda
E que o Chico Buarque de Holanda nos resgate
E (xeque-mate) explique-nos Luanda
Ouçamos com atenção os deles e os delas da TV Globo
Sejamos o lobo do lobo do homem
Lobo do lobo do lobo do homem
Fragmento de Língua, Caetano Veloso
Ao relacionar os textos V e VI, é possível afirmar que:
 

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846654 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CONTEMAX
Orgão: Pref. Conceição-PB
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Leia o poema abaixo para responder a questão.

Moraliza o poeta nos ocidentes do sol a inconstância dos bens do mundo

Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,

Depois da Luz se segue a noite escura,

Em tristes sombras morre a formosura,

Em contínuas tristezas a alegria.

Porém se acaba o Sol, por que nascia?

Se formosa a Luz é, por que não dura?

Como a beleza assim se transfigura?

Como o gosto da pena assim se fia?

Mas no Sol, e na Luz, falte a firmeza,

Na formosura não se dê constância,

E na alegria sinta-se tristeza.

Começa o mundo enfim pela ignorância,

E tem qualquer dos bens por natureza

A firmeza somente na inconstância.

In: MATOS, Gregório de. Obra poética. Org. James Amado. Prep. e notas Emanuel Araújo. Apres. Jorge Amado. 3.ed. Rio de Janeiro: Record, 1992

O poema foi escrito durante o barroco brasileiro pelo escritor Gregório de Matos Guerra. Faz parte do barroco brasileiro, EXCETO:
 

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826124 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: DECEx
Orgão: EsFCEx
Eloquência Singular
Mal iniciara seu discurso, o deputado embatucou:
– Senhor Presidente: eu não sou daqueles que...
O verbo ia para o singular ou para o plural? Tudo indicava o plural. No entanto, podia perfeitamente ser o singular:
– Não sou daqueles que...
Não sou daqueles que recusam... No plural soava melhor. Mas era preciso precaver-se contra essas armadilhas da linguagem – que recusa? – ele que tão facilmente caía nelas, e era logo massacrado com um aparte. Não sou daqueles que... Resolveu ganhar tempo:
–...embora perfeitamente cônscio das minhas altas responsabilidades como representante do povo nesta Casa, não sou...
Daqueles que recusa, evidentemente. Como é que podia ter pensado em plural? Era um desses casos que os gramáticos registram nas suas questiúnculas de português: ia para o singular, não tinha dúvida. Idiotismo de linguagem, devia ser.
–...daqueles que, em momentos de extrema gravidade, como este que o Brasil atravessa...
Safara-se porque nem se lembrava do verbo que pretendia usar:
– Não sou daqueles que...
Daqueles que o quê? Qualquer coisa, contanto que atravessasse de uma vez essa traiçoeira pinguela gramatical em que sua oratória lamentavelmente se havia metido de saída. Mas a concordância? Qualquer verbo servia, desde que conjugado corretamente, no singular. Ou no plural:
– Não sou daqueles que, dizia eu – e é bom que se repita sempre, senhor Presidente, para que possamos ser dignos da confiança em nós depositada...
Intercalava orações e mais orações, voltando sempre ao ponto de partida, incapaz de se definir por esta ou aquela concordância. Ambas com aparência castiça. Ambas legítimas. Ambas gramaticalmente lídimas, segundo o vernáculo.
– Neste momento tão grave para os destinos da nossa nacionalidade.
Ambas legítimas? Não, não podia ser. Sabia bem que a expressão "daqueles que" era coisa já estudada e decidida por tudo quanto é gramaticoide por aí, qualquer um sabia que levava sempre o verbo ao plural:
–...não sou daqueles que, conforme afirmava...
Ou ao singular? Há exceções, e aquela bem podia ser uma delas. Daqueles que. Não sou UM daqueles que. Um que recusa, daqueles que recusam. Ah! o verbo era recusar:
– Senhor Presidente. Meus nobres colegas.
A concordância que fosse para o diabo. Intercalou mais uma oração e foi em frente com bravura, disposto a tudo, afirmando não ser daqueles que...
– Como?
Acolheu a interrupção com um suspiro de alívio:
– Não ouvi bem o aparte do nobre deputado.
Silêncio. Ninguém dera aparte nenhum.
– Vossa Excelência, por obséquio, queira falar mais alto, que não ouvi bem – e apontava, agoniado, um dos deputados mais próximos.
– Eu? Mas eu não disse nada...
– Terei o maior prazer em responder ao aparte do nobre colega. Qualquer aparte.
O silêncio continuava. Interessados, os demais deputados se agrupavam em torno do orador, aguardando o desfecho daquela agonia, que agora já era, como no verso de Bilac, a agonia do herói e a agonia da tarde.
– Que é que você acha? – cochichou um.
– Acho que vai para o singular.
– Pois eu não: para o plural, é lógico.
O orador seguia na sua luta:
– Como afirmava no começo de meu discurso, senhor Presidente...
Tirou o lenço do bolso e enxugou o suor da testa. Vontade de aproveitar-se do gesto e pedir ajuda ao próprio Presidente da mesa: por favor, apura aí pra mim, como é que é, me tira desta...
– Quero comunicar ao nobre orador que o seu tempo se acha esgotado.
– Apenas algumas palavras, senhor Presidente, para terminar o meu discurso: e antes de terminar, quero deixar bem claro que, a esta altura de minha existência, depois de mais de vinte anos de vida pública...
E entrava por novos desvios:
– Muito embora... sabendo perfeitamente... os imperativos de minha consciência cívica... senhor Presidente... e o declaro peremptoriamente... não sou daqueles que...
O Presidente voltou a adverti-lo que seu tempo se esgotara. Não havia mais por que fugir:
– Senhor Presidente, meus nobres colegas!
Resolveu arrematar de qualquer maneira. Encheu o peito e desfechou:
– Em suma: não sou daqueles. Tenho dito.
Houve um suspiro de alívio em todo o plenário, as palmas romperam. Muito bem! Muito bem! O orador foi vivamente cumprimentado.
(Fernando Sabino)
Assinale a alternativa que apresente o correto enquadramento do gênero e subgênero do texto II.
 

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793433 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IFPI
Orgão: IFPI
No enterro de um amigo suicida, no
cemitério iluminado por archotes (era noite),
disse o poeta no discurso fúnebre.
"Todos os anos a morte escolhe, sorrindo, os
melhores dentre nós!"
A Sorridente, que andava ali por perto,
Anotou no caderninho o nome do orador:
????????. Profissão? Poeta.
Diagnóstico? Tumor na fossa ilíaca
- coisa rara na Escola de Morrer Cedo.
(Lygia Fagundes Telles)
(FARACO, C. E; MOURA, F. M. Língua e literatura. V. 2.
São Paulo: Ática, 2003, p. 74).
A poesia romântica é dividida em três fases que congregam características diferenciadas, abordando temas sociais, individuais, ufanistas e existenciais, dentre outros. No texto de Lygia Fagundes Telles, as interrogações em sequência correspondem a um dos poetas representativos do período romântico. O poema se refere a
 

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781091 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: DECEx
Orgão: EsPCEx
Provas:

Em relação ao Classicismo, que se desenvolveu durante o século XVI, marque a alternativa correta.

 

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780645 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FUNDEP
Orgão: Pref. Mariana-MG
TEXTO I
Muitas fugiam ao me ver…
Muitas fugiam ao me ver
Pensando que eu não percebia
Outras pediam pra ler
Os versos que eu escrevia
Era papel que eu catava
Para custear o meu viver
E no lixo eu encontrava livros para ler
Quantas coisas eu quiz fazer
Fui tolhida pelo preconceito
Se eu extinguir quero renascer
Num país que predomina o preto
Adeus! Adeus, eu vou morrer!
E deixo esses versos ao meu país
Se é que temos o direito de renascer
Quero um lugar, onde o preto é feliz.
JESUS, C. M. de. Antologia pessoal. Org. José Carlos Sebe
Bom Meihy. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 1996.
O texto de Carolina Maria de Jesus é um(a)
 

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779976 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-Sertão
Orgão: IF Sertão
Texto VIII para a questão.
A definição do caráter da identidade nacional ocupou lugar de destaque nos estudos literários brasileiros, sobretudo nos períodos compreendidos entre o século XIX e XX, respectivamente com os movimentos estéticos Romantismo e Modernismo. Guardadas as devidas especificidades, foi intensa a movimentação que se estabeleceu no seio de ambos na busca da definição de um caráter que pudesse refletir a alma nacional. A literatura que, segundo Candido (2009, p. 328) representa um veículo para dar legitimidade ao conhecimento da realidade local, foi ponto de partida para o projeto nacionalista que se iniciou com o Romantismo e, de certa forma, teve seu auge no Modernismo.
OLIVEIRA; R.; FERREIRA, S. LITERATURA E IDENTIDADE NACIONAL: DESAFIOS DO ROMANTISMO E MODERNISMO BRASILEIROS. Disponível em <https://www.fsd.edu.br/site/wp-content/uploads/2014/03/Literatura-e-Identidade-Nacional.pdf>.
Tomando os pressupostos do texto VIII, selecione o fragmento que representa o projeto nacionalista do Romantismo e do Modernismo. As referências foram propositalmente suprimidas.
 

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778758 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-Sertão
Orgão: IF Sertão
Sobre o uso das tecnologias da informação e da comunicação para o ensino de Literatura e de Língua Portuguesa, assinale a alternativa correta:
 

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778619 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FCM
Orgão: Pref. Ponte Nova-MG
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João Wanderlei Geraldi (2011) elencou três concepções de linguagem.

Relacione as próximas acepções sobre o tema.

Concepções

I - Uma concepção que ilumina, basicamente, os estudos tradicionais. Se concebemos a linguagem como tal, somos levados a afirmações – correntes – de que pessoas que não conseguem se expressar não desenvolveram a capacidade de refletir.

II - Tal concepção vê a língua como código (conjunto de signos que se combinam segundo regras) capaz de transmitir ao receptor certa mensagem. Em livros didáticos, é a concepção confessada nas instruções ao professor, nas introduções, nos títulos, embora em geral seja abandonada nos exercícios gramaticais.

III - Mais do que possibilitar uma transmissão de informações de um emissor a um receptor, a linguagem é vista como um lugar de interação humana. Por meio dela, o sujeito que fala pratica ações que não conseguiria levar a cabo, a não ser falando; com ela o falante age sobre o ouvinte, constituindo compromissos e vínculos que não preexistiam à fala.

TEMA

( ) Linguagem como instrumento de comunicação.

( ) Linguagem como expressão do pensamento.

( ) Linguagem como forma de interação.

A relação correta, de cima para baixo, é

 

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