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Foram encontradas 5.028 questões.

1203012 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UECE
Orgão: UECE
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TEXTO 3

O Açúcar

Ferreira Gullar

O branco açúcar que adoçará meu café
nesta manhã de Ipanema
não foi produzido por mim
nem surgiu dentro do açucareiro por
milagre.

Vejo-o puro
e afável ao paladar
como beijo de moça, água
na pele, flor
que se dissolve na boca. Mas este açúcar
não foi feito por mim.

Este açúcar veio
da mercearia da esquina e tampouco o fez o
Oliveira,
dono da mercearia.

Este açúcar veio
de uma usina de açúcar em Pernambuco
ou no Estado do Rio
e tampouco o fez o dono da usina.

Este açúcar era cana
e veio dos canaviais extensos
que não nascem por acaso
no regaço do vale.

Em lugares distantes, onde não há hospital
nem escola,
homens que não sabem ler e morrem de
fome
aos 27 anos
plantaram e colheram a cana
que viraria açúcar.
Em usinas escuras,
homens de vida amarga
e dura
produziram este açúcar
branco e puro
com que adoço meu café esta manhã em
Ipanema.

GULLAR, Ferreira. Toda Poesia. Rio de Janeiro: Civilização
Brasileira, 1980. p.277-278.

Ferreira Gullar, autor do texto 3, é um poeta maranhense, engajado em causas militantes, e foi considerado, em 2014, imortal pela Academia Brasileira de Letras. Este poeta insere-se como importante representante na literatura brasileira

 

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1198457 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UECE
Orgão: UECE
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TEXTO 3

No Mundo das Letras

Vem à livraria nas horas de maior movimento, mas isso, já se sabe, é de propósito: facilita-lhe o trabalho.

Rouba livros. Faz isso há muitos anos, desde a infância, praticamente. Começou roubando um texto escolar que precisava para o colégio: foi tão fácil que gostou; e passou a roubar romances de aventura, livros de ficção científica, textos sobre arte, política, ciência, economia. Aperfeiçoou tanto a técnica que chegava a furtar quatro, cinco livros de uma vez. Roubou livros em todas as cidades por onde passou. Em Londres, uma vez, quase o pegaram; um incidente que recorda com divertida emoção.

No início, lia os livros que roubava. Depois, a leitura deixou de lhe interessar. A coisa era roubar por roubar, por amor à arte; dava os livros de presente ou simplesmente os jogava fora. Mas cada vez tinha menos tempo para ir às livrarias; os negócios o absorviam demais. Além disso, não podia, como empresário, correr o risco de um flagrante. Um problema – que ele resolveu

como resolve todos os problemas, com argúcia, com arrojo, com imaginação.

Zás! Acabou de surrupiar um. Nada de espetacular nessa operação: simplesmente pegou um pequeno livro e o enfiou no bolso. Olha para os lados; aparentemente ninguém notou nada. Cumprimenta-me e se vai.

Um minuto depois retorna. Como é que me saí, pergunta, não sem ansiedade. Perfeito, respondo, e ele sorri, agradecido. O que me deixa satisfeito; elogiá-lo é não apenas um ato de compaixão, é também uma medida de prudência. Afinal, ele é o dono da livraria.

SCLIAR, Moacyr. No Mundo das Letras. In: SCLIAR, Moacyr; FONSECA, Rubem; MIRANDA, Ana. Pipocas. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.

Moacyr Scliar, autor da crônica No Mundo das Letras, é gaúcho e ganhou alguns prêmios, tais como Prêmio Jabuti e Prêmio José Lins do Rego. Atente para as seguintes afirmações sobre o autor:

I. O estilo de Moacyr Scliar é leve e irônico.

II. O autor faz parte da literatura contemporânea.

III. Os textos de Moacyr Scliar são diretos e com escrita simples.

Está correto o que se afirma em

 

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1159934 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CONTEMAX
Orgão: Pref. Lucena-PB
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Leia os textos abaixo para responder as questões de 31 a 33.

Texto 1
Leitura
Era um quintal ensombrado, murado alto de pedras.
As macieiras tinham maçãs temporãs, a casca
vermelha
de escuríssimo vinho, o gosto caprichado das coisas
fora do seu tempo desejadas.
Ao longo do muro eram talhas de barro.
Eu comia maçãs, bebia a melhor água, sabendo
que lá fora o mundo havia parado de calor.
Depois encontrei meu pai, que me fez festa
e não estava doente e nem tinha morrido, por isso
ria,
os lábios de novo e a cara circulados de sangue,
caçava o que fazer pra gastar sua alegria:
onde está meu formão, minha vara de pescar,
cadê minha binga, meu vidro de café?
Eu sempre sonho que uma coisa gera,
nunca nada está morto.
O que não parece vivo, aduba.
O que parece estático, espera.
LEITURA. – In: Bagagem, de Adélia Prado, Editora Record, Rio de Janeiro.
Texto 2
Fragmento
Bem-aventurado o que pressentiu quando a manhã começou: não vai ser diferente da noite. Prolongados permanecerão o corpo sem pouso, o pensamento dividido entre deitar-se primeiro à esquerda ou à direita e mesmo assim anunciou paciente ao meio-dia: algumas horas e já anoitece, o mormaço abranda, um vento bom entra pela janela.
FRAGMENTO. – In: Bagagem, de Adélia Prado, Editora Record, Rio de Janeiro.

Marque ( V ) para Verdadeiro ou ( F ) para Falso e assinale a sequência CORRETA:

(_____) Houve um erro de concordância no termo em destaque no verso: “os lábios de novo e a cara circulados de sangue”.
(_____) No texto 1, o eu poético está descrevendo a imagem do pai ressuscitado pela lembrança.
(_____) Os dois poemas têm em si o mesmo tema.
(_____) Houve um erro de concordância no termo destacado no verso: “Prolongados permanecerão o corpo sem pouso”, pois, obrigatoriamente, ele deveria concordar com o termo “corpo sem pouso”.

 

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1159929 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CONTEMAX
Orgão: Pref. Lucena-PB
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Leia os textos abaixo para responder as questões de 31 a 33.

Texto 1
Leitura
Era um quintal ensombrado, murado alto de pedras.
As macieiras tinham maçãs temporãs, a casca
vermelha
de escuríssimo vinho, o gosto caprichado das coisas
fora do seu tempo desejadas.
Ao longo do muro eram talhas de barro.
Eu comia maçãs, bebia a melhor água, sabendo
que lá fora o mundo havia parado de calor.
Depois encontrei meu pai, que me fez festa
e não estava doente e nem tinha morrido, por isso
ria,
os lábios de novo e a cara circulados de sangue,
caçava o que fazer pra gastar sua alegria:
onde está meu formão, minha vara de pescar,
cadê minha binga, meu vidro de café?
Eu sempre sonho que uma coisa gera,
nunca nada está morto.
O que não parece vivo, aduba.
O que parece estático, espera.
LEITURA. – In: Bagagem, de Adélia Prado, Editora Record, Rio de Janeiro.
Texto 2
Fragmento
Bem-aventurado o que pressentiu quando a manhã começou: não vai ser diferente da noite. Prolongados permanecerão o corpo sem pouso, o pensamento dividido entre deitar-se primeiro à esquerda ou à direita e mesmo assim anunciou paciente ao meio-dia: algumas horas e já anoitece, o mormaço abranda, um vento bom entra pela janela.
FRAGMENTO. – In: Bagagem, de Adélia Prado, Editora Record, Rio de Janeiro.

Analise as proposições abaixo e assinale a alternativa CORRETA:

I – O eu lírico do texto 1 sofreu uma desilusão amorosa.
II – O eu poético do texto 2 sente saudades de casa.
III – Quando o autor do texto 1 fala: “maçãs temporãs”, significa que eram maçãs suculentas.

 

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1159927 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CONTEMAX
Orgão: Pref. Lucena-PB
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É autor do Romantismo Brasileiro, EXCETO:

 

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1159861 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CONTEMAX
Orgão: Pref. Lucena-PB
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Com relação ao Romantismo brasileiro faça a associação e assinale a sequência CORRETA:

( 1 ) O mal do século
( 2 ) Poesia social
( 3 ) Poesia indianista
(_____)Primeira Geração
(_____)Segunda Geração
(_____)Terceira Geração

 

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1159860 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CONTEMAX
Orgão: Pref. Lucena-PB
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Leia os poemas abaixo, para responder às questões de 21 a 28.

Texto 1
A lírica
Eu cantarei de amor tão docemente,
Por uns termos em si tão concertados,
Que dois mil acidentes namorados
Faça sentir ao peito que não sente.
Farei que amor a todos avivente,
Pintando mil segredos delicados,
Brandas iras, suspiros magoados,
Temerosa ousadia e pena ausente.
Também, Senhora, do desprezo honesto
De vossa vista branda e rigorosa,
Contentar-me-ei dizendo a menor parte.
Porém, pera cantar de vosso gesto
A composição alta e milagrosa
Aqui falta saber, engenho e arte.
Luís de Camões Camões, L. V. de. Sonetos Para Amar o Amor.
Rio de Janeiro: L&PM. 1997L&PM Pocket.
Texto 2
Transforma-se o amador na cousa amada
Transforma-se o amador na cousa amada,
por virtude do muito imaginar;
não tenho logo mais que desejar,
pois em mim tenho a parte desejada.
Se nela está minha alma transformada,
que mais deseja o corpo de alcançar?
Em si somente pode descansar,
pois consigo tal alma está liada.
Mas esta linda e pura semideia,
que, como o acidente em seu sujeito,
assim co’a alma minha se conforma,
está no pensamento como ideia;
[e] o vivo e puro amor de que sou feito,
como matéria simples busca a forma.
CAMÕES, Luís de. A lírica. Sel. Introd. e notas de Massaud
Moisés. 4. Ed. São Paulo. Cultrix, 1972. p. 109

Marque ( V ) para Verdadeiro ou ( F ) para Falso e assinale a sequência CORRETA:
(_____) A função da linguagem predominante nos dois poemas é a função conativa.
(_____) A palavra em destaque no verso: “Temerosa ousadia e pena ausente.”, foi usada em seu sentido denotativo.
(_____) Os dois poemas podem ser considerados textos essencialmente narrativos.
(_____) A palavra em destaque no verso: “Também, Senhora, do desprezo honesto”, foi acentuada pela mesma regra de “Jacaraú”.
 

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1159859 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CONTEMAX
Orgão: Pref. Lucena-PB
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Leia os poemas abaixo, para responder às questões de 21 a 28.

Texto 1
A lírica
Eu cantarei de amor tão docemente,
Por uns termos em si tão concertados,
Que dois mil acidentes namorados
Faça sentir ao peito que não sente.
Farei que amor a todos avivente,
Pintando mil segredos delicados,
Brandas iras, suspiros magoados,
Temerosa ousadia e pena ausente.
Também, Senhora, do desprezo honesto
De vossa vista branda e rigorosa,
Contentar-me-ei dizendo a menor parte.
Porém, pera cantar de vosso gesto
A composição alta e milagrosa
Aqui falta saber, engenho e arte.
Luís de Camões Camões, L. V. de. Sonetos Para Amar o Amor.
Rio de Janeiro: L&PM. 1997L&PM Pocket.
Texto 2
Transforma-se o amador na cousa amada
Transforma-se o amador na cousa amada,
por virtude do muito imaginar;
não tenho logo mais que desejar,
pois em mim tenho a parte desejada.
Se nela está minha alma transformada,
que mais deseja o corpo de alcançar?
Em si somente pode descansar,
pois consigo tal alma está liada.
Mas esta linda e pura semideia,
que, como o acidente em seu sujeito,
assim co’a alma minha se conforma,
está no pensamento como ideia;
[e] o vivo e puro amor de que sou feito,
como matéria simples busca a forma.
CAMÕES, Luís de. A lírica. Sel. Introd. e notas de Massaud
Moisés. 4. Ed. São Paulo. Cultrix, 1972. p. 109

Analise as proposições abaixo e assinale a alternativa CORRETA:

I – A palavra “liada”, presente na segunda estrofe do texto 2, significa “morta”.
II – No texto 2, o eu poético formula uma ideia de amor platônico.
III – O texto 2 marca a contradição entre o amor concreto e o amor ideal.

 

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1159850 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CONTEMAX
Orgão: Pref. Lucena-PB
Provas:

Leia os poemas abaixo, para responder às questões de 21 a 28.

Texto 1
A lírica
Eu cantarei de amor tão docemente,
Por uns termos em si tão concertados,
Que dois mil acidentes namorados
Faça sentir ao peito que não sente.
Farei que amor a todos avivente,
Pintando mil segredos delicados,
Brandas iras, suspiros magoados,
Temerosa ousadia e pena ausente.
Também, Senhora, do desprezo honesto
De vossa vista branda e rigorosa,
Contentar-me-ei dizendo a menor parte.
Porém, pera cantar de vosso gesto
A composição alta e milagrosa
Aqui falta saber, engenho e arte.
Luís de Camões Camões, L. V. de. Sonetos Para Amar o Amor.
Rio de Janeiro: L&PM. 1997L&PM Pocket.
Texto 2
Transforma-se o amador na cousa amada
Transforma-se o amador na cousa amada,
por virtude do muito imaginar;
não tenho logo mais que desejar,
pois em mim tenho a parte desejada.
Se nela está minha alma transformada,
que mais deseja o corpo de alcançar?
Em si somente pode descansar,
pois consigo tal alma está liada.
Mas esta linda e pura semideia,
que, como o acidente em seu sujeito,
assim co’a alma minha se conforma,
está no pensamento como ideia;
[e] o vivo e puro amor de que sou feito,
como matéria simples busca a forma.
CAMÕES, Luís de. A lírica. Sel. Introd. e notas de Massaud
Moisés. 4. Ed. São Paulo. Cultrix, 1972. p. 109

Analise as proposições abaixo, acerca dos textos e assinale a alternativa CORRETA:

I – Temos a presença de versos decassílabos.
II – Podemos considerar os dois textos como sonetos.
III – Apenas o texto II pode ser considerado soneto.

 

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Em concordância com GONZAGA, sobre os períodos literários, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:

( ) A Literatura Informativa se caracteriza pela expressão ideológica da Contra-Reforma e o conflito entre corpo e alma.

( ) O Naturalismo se caracteriza pela subjetividade e pela falta de cientificismo.

 

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