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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
Texto para o item.
De mim, pessoa, vivo para a minha mulher, que tudo modo-melhor merece, e para a devoção. Bem-querer de minha mulher foi que me auxiliou, rezas dela, graças. Amor vem de amor. Digo. Em Diadorim, penso também — mas Diadorim é a minha neblina.
[...]
Diadorim e eu, nós dois. A gente dava passeios. Com assim, a gente se diferenciava dos outros — porque jagunço não é muito de conversa continuada nem de amizades estreitas: a bem eles se misturam e desmisturam, de acaso, mas cada um é feito um por si. De nós dois juntos, ninguém nada não falava. Tinham a boa prudência. Dissesse um, caçoasse, digo — podia morrer. Se acostumavam de ver a gente parmente. Que nem mais maldavam. E estávamos conversando, perto do rego — bicame de velha fazenda, onde o agrião dá flor. Desse lusfús, ia escurecendo. Diadorim acendeu um foguinho, eu fui buscar sabugos. Mariposas passavam muitas, por entre as nossas caras, e besouros graúdos esbarravam. Puxava uma brisbisa. O ianso do vento revinha com o cheiro de alguma chuva perto. E o chiim dos grilos ajuntava o campo, aos quadrados. Por mim, só, de tantas minúcias, não era o capaz de me alembrar, não sou de à parada pouca coisa; mas a saudade me alembra. Que se hoje fosse. Diadorim me pôs o rastro dele para sempre em todas essas quisquilhas da natureza. Sei como sei. Som como os sapos sorumbavam. Diadorim, duro sério, tão bonito, no relume das brasas. Quase que a gente não abria boca; mas era um delém que me tirava para ele — o irremediável extenso da vida. Por mim, não sei que tontura de vexame, com ele calado eu a ele estava obedecendo quieto.
João Guimarães Rosa. Grande sertão: veredas. 19.a ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001, p. 40-5 (com adaptações).
Tendo como referência o texto precedente, extraído da obra Grande sertão: veredas, de João Guimarães Rosa, julgue o item a seguir.
A expressividade literária do texto baseia-se, entre outros elementos, na precisão com que o mundo natural é descrito pelo autor.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
Se, na Grécia antiga, o teatro começou com os rituais para Dionísio, no Brasil, a história do teatro nasce com os rituais indígenas e suas celebrações antropofágicas. Depois chegaram os jesuítas e seus autos de catequização, os escravos e seus rituais para celebrar divindades, a Corte e o luxo das óperas estrangeiras. O teatro com grupos formados por atores brasileiros se estabeleceu a partir do século XIX, o que propiciou o desenvolvimento da comédia de costumes e do teatro burlesco. No século XX, com os grupos universitários, o teatro se modernizou; nos anos 60 e 70, viveu-se um ápice criativo urgente e penetrante.
Internet: <www.redeglobo.globo.com> (com adaptações).
Tendo o texto precedente como referência inicial, julgue o item a seguir.
A peça Eles não usam black-tie, de Gianfrancesco Guarnieri, retrata os problemas sociais da realidade brasileira dos anos 90 do século passado, de forma a privilegiar a perspectiva da ideologia política dominante na época.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
Se, na Grécia antiga, o teatro começou com os rituais para Dionísio, no Brasil, a história do teatro nasce com os rituais indígenas e suas celebrações antropofágicas. Depois chegaram os jesuítas e seus autos de catequização, os escravos e seus rituais para celebrar divindades, a Corte e o luxo das óperas estrangeiras. O teatro com grupos formados por atores brasileiros se estabeleceu a partir do século XIX, o que propiciou o desenvolvimento da comédia de costumes e do teatro burlesco. No século XX, com os grupos universitários, o teatro se modernizou; nos anos 60 e 70, viveu-se um ápice criativo urgente e penetrante.
Internet: <www.redeglobo.globo.com> (com adaptações).
Tendo o texto precedente como referência inicial, julgue o item a seguir.
Ao abordar aspectos do subconsciente e da desagregação das relações familiares, a peça Vestido de noiva, de Nelson Rodrigues, inovou por sua temática, em comparação com as produções cênicas brasileiras anteriores.
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O Deus de cada homem
Quando digo “meu Deus”,
afirmo a propriedade.
Há mil deuses pessoais
em nichos da cidade.
Quando digo “meu Deus”,
crio cumplicidade.
Mais fraco, sou mais forte
do que a desirmandade.
Quando digo “meu Deus”,
grito minha orfandade.
O rei que me ofereço
rouba-me a liberdade.
Quando digo “meu Deus”,
choro minha ansiedade.
Não sei que fazer dele
na microeternidade.
ANDRADE, Carlos Drummond de. O Deus de cada homem. Disponível em:
<http://blogs.ibahia.com/a/blogs/portugues>. Acesso em: nov. 2019.
O sujeito poético, nesses versos,
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ZAMBINI
Orgão: Câm. Embu Artes-SP
Odê ao burguês
Eu insulto o burguês! O burguês-níquel,
o burguês-burguês!
A digestão bem-feita de São Paulo!
O homem-curva! o homem-nádegas!
O homem que sendo francês, brasileiro, italiano,
é sempre um cauteloso pouco-a-pouco!
Eu insulto as aristocracias cautelosas!
(ANDRADE, Mario de. in; TELES, Gilberto de Mendonça. Vanguarda Europeia
e Modernismo Brasileiro, Rio de Janeiro. Vozes, 1972.)
Pronominais
Dê-me um cigarro
Diz a gramática
Do professor e do aluno
E do mulato sabido
Mas o bom negro e o bom branco
Da Nação Brasileira
Dizem todos os dias
Deixa disso camarada
Me dá um cigarro.
(Oswald de Andrade ANDRADE, O. Obras completas.
Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1972.)
Considerando que os dois textos pertencem a um estilo literário chamado Modernismo, observa-se que um elemento comum neles é:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-Sertão
Orgão: IF Sertão
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Ausência
Por muito tempo achei que a ausência é
[falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada
[nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações
alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
ANDRADE, C. D. Poesia completa. Rio de Janeiro:
Nova Aguilar, 2003.
Carlos Drummond de Andrade foi um dos maiores representantes do Modernismo brasileiro, também se destacando pelos seus poemas. Considerando esse aspecto, atente para o que se afirma a seguir e assinale com V o que for verdadeiro e com F o que for falso.
( ) Drummond foi um dos mais importantes representantes da Poesia de 30.
( ) O poema Ausência possui versos livres (sem métricas) e brancos (sem rimas).
( ) A linguagem impessoal era característica dos poetas modernistas da 2ª Geração.
( ) Carlos Drummond de Andrade abordava temas variados e cotidianos em sua poesia.
A sequência correta, de cima para baixo, é:
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Ausência
Por muito tempo achei que a ausência é
[falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada
[nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações
alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
ANDRADE, C. D. Poesia completa. Rio de Janeiro:
Nova Aguilar, 2003.
Atente para as seguintes afirmações sobre o poema Ausência:
I. Pode-se considerar que o eu lírico do poema, inicialmente, sentia falta de alguém ou alguma coisa. No entanto, com o passar do tempo, ele ignorou esse sentimento e não sofre mais.
II. É possível afirmar que, de tanto sentir falta de uma pessoa ou de algo que estava ausente, o eu lírico, através de sua experiência, passou a sentir que essa pessoa ou esse objeto estava presente.
III. O eu lírico sempre lastimou a ausência da pessoa amada ou a falta de algo, no entanto, após ter sido roubado, parou de lastimar a ausência, porque descobriu que a vida é para rir e para dançar.
É correto o que se declara em
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Obras de Monteiro Lobato entram para
domínio público
Saiba o que muda e quais repercussões isso poderá
ter na relação dos leitores com as obras do escritor
Ele dá nome a ruas, escolas e bibliotecas por todo o Brasil. O Dia Nacional do Livro Infantil, comemorado em 18 de abril, homenageia a data de nascimento desse escritor, autor de mais de 50 livros que mexeram, como ninguém, com o imaginário de crianças e jovens de todo o Brasil. A personalidade em destaque é Monteiro Lobato, cujas obras ingressaram em domínio público em 1º de janeiro deste ano.
“Quando a obra ingressa no domínio público, qualquer pessoa pode utilizá-la, fazer adaptações, traduzir, veicular, imprimir, ou seja, fazer qualquer tipo de uso econômico sem ter de pedir autorização prévia para o autor ou titular de direitos”, explica a diretora da Secretaria de Direitos Autorais e Propriedade Intelectual da Secretaria Especial da Cultura do Ministério da Cidadania, Carolina Panzolini. [...] A legislação brasileira estipula o prazo de 70 anos a partir de 1º de janeiro ao ano subsequente à morte do autor para que as obras dele entrem em domínio público.
Especialista na obra de Monteiro Lobato, a professora de Literatura Brasileira Milena Ribeiro Martins, da Universidade Federal do Paraná, acredita que o ingresso da obra do escritor paulista em domínio público vai aumentar a atenção do público e reaquecer o interesse pela obra de Lobato. [...] “O número de leitores de Lobato tende a aumentar porque, comercialmente, vai haver novas edições e o número de criações com base na obra de Lobato deve aumentar”, avalia.
Milena defende que, apesar de alguns terem quase 100 anos, os livros de Lobato, em especial os voltados ao público infantil, podem ser muito atraentes para os jovens leitores que vivem cercados de experiências multimídias. “Há um misto de fantasia, de ciência, de imaginação e de criatividade na obra do Lobato, que ainda é atraente para as crianças”, argumenta.
[...]
Uma das ousadias de Lobato foi, em uma época em que o conservadorismo era grande, dar voz às crianças, que não costumavam ter espaço na maioria das famílias para expor seus pensamentos. “Ele não vai pensar numa criança simplesmente obediente, mas ele vai pensar numa criança reflexiva, criativa, produzindo novos significados para o seu momento histórico. E, nesse sentido, ele muda muito a literatura nacional e discute produção literária estrangeira dentro da sua obra”, destaca a especialista.
CAMPANERUT, Camila. Obras de Monteiro Lobato entram
para domínio público. Brasília: Ministério da Cidadania,
2019. Disponível em: http://cultura.gov.br/obras-de-
monteiro-lobato-entram-para-dominio-publico/. Acesso em:
30/08/2019.
Monteiro Lobato é um importante escritor da literatura brasileira, principalmente, pelos seus livros escritos para o público infanto-juvenil. Considerando o autor e seu contexto histórico, atente para as seguintes afirmações:
I. Monteiro Lobato também criou obras que tratam de questões sociais, o que faz com que se possa enquadrá-lo no Movimento Modernista.
II. Monteiro Lobato retratou, em algumas de suas obras, questões relacionadas à Geografia, Matemática e Língua Portuguesa.
III. As obras infanto-juvenis de Monteiro Lobato revolucionaram a literatura para este público porque traziam a imagem de crianças à frente de sua época.
Está correto o que se afirma em
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