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Foram encontradas 5.028 questões.

1284875 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: URCA
Orgão: URCA
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Observe os versos, parte de um poema de Carlos Drummond de Andrade, intitulado de RECEITA DE ANO NOVO. Uma leitura da estrofe nos permite inferir:
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
 

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1284697 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Consulplan
Orgão: UNIFAGOC
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Consoada
Quando a Indesejada das gentes chegar
(Não sei se dura ou caroável),
Talvez eu tenha medo.
Talvez sorria, ou diga:
– Alô, iniludível!
O meu dia foi bom, pode a noite descer.
(A noite com seus sortilégios.)
Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,
A mesa posta,
Com cada coisa em seu lugar.
(BANDEIRA, Manuel. Os Melhores Poemas. São Paulo: Global.)
Manuel Bandeira teve seu nome entre os responsáveis pela consolidação da primeira fase modernista no Brasil. Em seu poema “Consoada” observa-se em sua temática:
 

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1284414 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FADURPE
Orgão: CESMAC
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Publicada em 1952, a Invenção de Orfeu, de Jorge de Lima, é um poema épico dividido em dez Cantos. No seu Primeiro Canto lemos estes versos: “Um barão assinalado/ sem brasão, sem gume e fama/ cumpre apenas o seu fado:/ amar, louvar sua dama,/ dia e noite navegar,/ que é de aquém e de além-mar/ a ilha que busca e o amor que ama.” O que podemos afirmar desses versos?
 

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1284397 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FAUSCS
Orgão: USCS
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Considere o seguinte texto:

Tabacaria

Não sou nada.

Nunca serei nada.

Não posso querer ser nada.

À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Janelas do meu quarto,

Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é

(E se soubessem quem é, o que saberiam?),

Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,

Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,

Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,

Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,

Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,

Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada. (...).

Disponível em: https://www.infoescola.com/literatura/. Acesso em: 18/10/2019.

Considerando o poeta Fernando Pessoa, as características de sua poesia e de seus heterônimos, é possível afirmar que o texto “Tabacaria” pertence a:

 

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1284390 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Consulplan
Orgão: UNIFAGOC
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“Seu conceito de nacionalismo era diferente daquele pregado pelos românticos e mesmo por certos grupos modernistas, como o Verde-Amarelismo e o Anta. Sem ser ingênuo e ufanista, defendia a valorização de nossas origens, de nosso passado histórico e cultural, mas de forma crítica, isto é, recuperando, parodiando, ironizando e atualizando nossa história de colonização.” A afirmação anterior faz referência a um dos grandes nomes do Modernismo da Literatura Brasileira; indique-o a seguir.
 

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1284297 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Consulplan
Orgão: UNIFAGOC
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No século XVIII, o Arcadismo no Brasil acaba por apresentar características próprias que tornam os escritores brasileiros peculiares em determinados aspectos. Dentre as proposições a seguir, assinale a correta.
 

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1284242 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FUVEST
Orgão: USP
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A certa personagem desvanecida
Um soneto começo em vosso gabo*:
Contemos esta regra por primeira,
Já lá vão duas, e esta é a terceira,
Já este quartetinho está no cabo.
Na quinta torce agora a porca o rabo;
A sexta vá também desta maneira:
Na sétima entro já com grã** canseira,
E saio dos quartetos muito brabo.
Agora nos tercetos que direi?
Direi que vós, Senhor, a mim me honrais
Gabando-vos a vós, e eu fico um rei.
Nesta vida um soneto já ditei;
Se desta agora escapo, nunca mais:
Louvado seja Deus, que o acabei.
Gregório de Matos
*louvor **grande
Tipo zero
Você é um tipo que não tem tipo
Com todo tipo você se parece
E sendo um tipo que assimila tanto tipo
Passou a ser um tipo que ninguém esquece
Quando você penetra num salão
E se mistura com a multidão
Você se torna um tipo destacado
Desconfiado todo mundo fica
Que o seu tipo não se classifica
Você passa a ser um tipo desclassificado
Eu até hoje nunca vi nenhum
Tipo vulgar tão fora do comum
Que fosse um tipo tão observado
Você ficou agora convencido
Que o seu tipo já está batido
Mas o seu tipo é o tipo do tipo esgotado
Noel Rosa
O soneto de Gregório de Matos e o samba de Noel Rosa, embora distantes na forma e no tempo, aproximam-se por ironizarem
 

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1284058 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Consulplan
Orgão: UNIFAGOC
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A estética literária de uma época é fortemente influenciada por questões contextuais. Em relação à segunda fase modernista, observa-se que:
 

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1284051 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Tailândia-PA
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Leia o texto e responda o que se pede no comando da questão.

Somos Todos Estrangeiros.

Estrangeiro é o bairro em que moramos, estrangeira é a mulher que encoxamos no elevador, estrangeiros são nossos pais, nossos filhos. Nunca me senti em casa no Brasil, ninguém está em casa no Brasil: todo mundo foi até a esquina, todo mundo foi tomar um cafezinho. Achava que, de uma maneira ou de outra, eu estava embromando ou sendo embromado por alguém. Que viver não era nada daquilo, que eu não tinha nada com o peixe, que os verdadeiros brasileiros estavam misteriosamente ocupados com seus sofrimentos, ou então atarefados criando um Brasil melhor: gente andando rapidamente nas ruas da cidade, ou cavando uma terra dura e Ingrata. Os brasileiros eram abstratos, distantes, mais calados do que comumente se supõe. Conheço algumas vozes brasileiras: gostaria de saber escrever na tonal1dade do Jorge Veiga, ou do Moreira da Silva, misturada a uma retórica aborrecida e és avessas semelhante à de Ruy Barbosa - como o Hino à Bandeira acompanhado de caixinha de f6sforos. Os sambinhas. claro, eram brasileiros, o pessoal que sentava ao meu lado no Maracanê era brasileiro. as piadas de papagaio eram brasileiras. Mas tudo era de mentirinha, beirando sempre o pitoresco ou se precipitando na tragédia policial ou no editorial dos jornais.A vida a sério, os seis quarteirões em que me locomovia, as seis pessoas com quem convivia não eram, digamos assim, bem brasileiros - assim como eu, tinham máquina fotográfica a tiracolo e camisas com palmeiras.

Em tudo que eu engolia ficava uma ponta de tradução atravessada em minha garganta: os filmes com legendas em português as histórias em quadrinhos, os livros, as noticias; os foxes. Éramos uma versão pobre do que a vida deveria ser - e a vida vinha sempre em inglês, em francês, em alemão. Mesmo quando dizia Meu te amo·, ou "não me chateia", eu me sentia vagamente ridículo, apropriador - feito um homem de série da televisão mal dublado: minha boca fechada e as palavras ainda saindo, um ventríloquo com descontroIe psicomotor.

Reconheci, pelo paladar, pelos olhos, certos molhos, certas bossas tipicamente brasileiras (o problema é que eram tlpicos): feijoada, dendê, folha seca de Didi, Noel Rosa, escola de samba. Masa essência, a parte que tratava de mim (nos meus seis quarteirões, na cidade no sul do pais) e de minha relação com os severinos todos, essa parte era sempre tratada em outra língua; eu pertencia aos estrangeiros, foram eles que me disseram como vim a fazer parte ou como nunca fiz parte. Eu era, como todo brasileiro, um improvisador, um adaptador, um tradutor, consequentemente um traidor - porque eu olhava para a cara de meu semelhante e não sabia como poderíamos nos entender, o que ele Unha a me dizer, o que eu poderia lhe dizer, como Juntos conseguiriamos nos salvar. No entanto, o tempo todo, eu era, eu sou, apenas mais um Joilo, só que em russo.

Não consegui, como tanta gente de minha geração ou mais moça do que eu, me interessar pelo folclore caboclo. A própria palavra folclore Já leva embutido um desaforo urbano. No entanto, achava que o setor, devidamente estudado por profissionais competentes. me seria útil, me forneceria, por exemplo, dados para escrever com justeza para um público moço que vive de cinema, disco e que sabe, curiosamente. que há uma tremenda safadeza, uma violência no ar. Não tia, portanto, O Negrinho do Pastoreio - o que já preparava o terreno até para eu deixar de ler Machado de Assis ou Dalton Trevisan. Comprava pocketbooks, que eram mais baratos. mais engraçados, e, de certa forma. sobre mim, a meu respeito. Preocupado comigo mesmo, com esse "meu respeito", descobri-me sozinho no melo da avenida repetindo eu ... eu ... eu ... como um pronome enguiçado que não consegue engatara segunda e a terceira do singular. Perdi os joões, os Josés, os severinos, vim para o originai, o estrangeiro, dando inicio a uma certa paz, tranquilidade, a noção de ordem: as legendas acabaram, sou finalmente, completamente, um estrangeiro. Posso agora conjugar-me no plural, dizer nós. Somos todos estrangeiros, sds todos estrangeiros, são todos estrangeiros. Não há nada a fazer a não ser descobrir esse estrangeiro que há na gente. Daí então a gente começa a falar brasileiro, coça o saco, conta como é que é. Daí então o papo, aquele papo, pode começar. 56 que agora pra valer.

Londres, 7 de setembro, 1910. (LESSA. Nan. As Cem Melhores Crônicas Brasileiras. p. 227/229)

Sobre os três últimos períodos do texto não se pode afirmar:

 

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1283964 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: AOCP
Orgão: FCN
Provas:
A partir da leitura do seguinte excerto do primeiro ato de Invasão, de Dias Gomes, assinale a alternativa que apresenta, na fala de Malú, uma das temáticas encontradas na obra.
MALÚ
"Vocês aqui xingam a chuva. Lá no Norte, a gente reza pra ela vir. E a peste não vem. Acaba a gente tendo que vender os teréns, comprar uma passagem num pau-de-arara e vir pra cá. Pra não morrer de sede... pra vir morrer aqui de fome, de desabamento ou outra coisa qualquer." (p.22).
 

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