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1243084 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Em minutos espalhara-se a notícia: uma baleia na praia do Leme e outra na praia do Leblon haviam surgido na arrebentação de onde tinham tentado sair sem no entanto poder voltar. (…)

Não fui ver a baleia que estava a bem dizer à porta de minha casa a morrer. Morte, eu te odeio.

Enquanto isso as notícias misturadas com lendas corriam pela cidade do Leme. Uns diziam que a baleia do Leblon ainda não morrera mas que sua carne retalhada em vida era vendida por quilos pois carne de baleia era ótimo de se comer, e era barato, era isso que corria pela cidade do Leme. E eu pensei: maldito seja aquele que a comerá por curiosidade, só perdoarei quem tem fome, aquela fome antiga dos pobres.

Outros, no limiar do horror, contavam que também a baleia do Leme, embora ainda viva e arfante, tinha seus quilos cortados para serem vendidos. Como acreditar que não se espera nem a morte para um ser comer outro ser? Não quero acreditar que alguém desrespeite tanto a vida e a morte, nossa criação humana, e que coma vorazmente, só por ser uma iguaria, aquilo que ainda agoniza, só porque é mais barato, só porque a fome humana é grande, só porque na verdade somos tão ferozes como um animal feroz, só porque queremos comer daquela montanha de inocência que é uma baleia, assim como comemos a inocência cantante de um pássaro. Eu ia dizer agora com horror: a viver desse modo, prefiro a morte.

Clarice Lispector. Morte de uma baleia.
In: A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.

A partir do fragmento de texto precedente, de Clarice Lispector, julgue o item seguinte, considerando as características do Modernismo brasileiro.

Por tratar de um fato do cotidiano de forma pessoal e com linguagem poética, o texto apresentado pode ser caracterizado como uma crônica.

 

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1243083 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Em minutos espalhara-se a notícia: uma baleia na praia do Leme e outra na praia do Leblon haviam surgido na arrebentação de onde tinham tentado sair sem no entanto poder voltar. (…)

Não fui ver a baleia que estava a bem dizer à porta de minha casa a morrer. Morte, eu te odeio.

Enquanto isso as notícias misturadas com lendas corriam pela cidade do Leme. Uns diziam que a baleia do Leblon ainda não morrera mas que sua carne retalhada em vida era vendida por quilos pois carne de baleia era ótimo de se comer, e era barato, era isso que corria pela cidade do Leme. E eu pensei: maldito seja aquele que a comerá por curiosidade, só perdoarei quem tem fome, aquela fome antiga dos pobres.

Outros, no limiar do horror, contavam que também a baleia do Leme, embora ainda viva e arfante, tinha seus quilos cortados para serem vendidos. Como acreditar que não se espera nem a morte para um ser comer outro ser? Não quero acreditar que alguém desrespeite tanto a vida e a morte, nossa criação humana, e que coma vorazmente, só por ser uma iguaria, aquilo que ainda agoniza, só porque é mais barato, só porque a fome humana é grande, só porque na verdade somos tão ferozes como um animal feroz, só porque queremos comer daquela montanha de inocência que é uma baleia, assim como comemos a inocência cantante de um pássaro. Eu ia dizer agora com horror: a viver desse modo, prefiro a morte.

Clarice Lispector. Morte de uma baleia.
In: A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.

A partir do fragmento de texto precedente, de Clarice Lispector, julgue o item seguinte, considerando as características do Modernismo brasileiro.

Segundo a narrativa apresentada, come-se a carne das baleias porque elas são animais ferozes.

 

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1243082 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Em minutos espalhara-se a notícia: uma baleia na praia do Leme e outra na praia do Leblon haviam surgido na arrebentação de onde tinham tentado sair sem no entanto poder voltar. (…)

Não fui ver a baleia que estava a bem dizer à porta de minha casa a morrer. Morte, eu te odeio.

Enquanto isso as notícias misturadas com lendas corriam pela cidade do Leme. Uns diziam que a baleia do Leblon ainda não morrera mas que sua carne retalhada em vida era vendida por quilos pois carne de baleia era ótimo de se comer, e era barato, era isso que corria pela cidade do Leme. E eu pensei: maldito seja aquele que a comerá por curiosidade, só perdoarei quem tem fome, aquela fome antiga dos pobres.

Outros, no limiar do horror, contavam que também a baleia do Leme, embora ainda viva e arfante, tinha seus quilos cortados para serem vendidos. Como acreditar que não se espera nem a morte para um ser comer outro ser? Não quero acreditar que alguém desrespeite tanto a vida e a morte, nossa criação humana, e que coma vorazmente, só por ser uma iguaria, aquilo que ainda agoniza, só porque é mais barato, só porque a fome humana é grande, só porque na verdade somos tão ferozes como um animal feroz, só porque queremos comer daquela montanha de inocência que é uma baleia, assim como comemos a inocência cantante de um pássaro. Eu ia dizer agora com horror: a viver desse modo, prefiro a morte.

Clarice Lispector. Morte de uma baleia.
In: A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.

A partir do fragmento de texto precedente, de Clarice Lispector, julgue o item seguinte, considerando as características do Modernismo brasileiro.

A consciência ecológica da personagem evidencia-se com sua responsabilidade quanto aos seres vivos, confirmada na caracterização dos pássaros como inocentes.

 

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1243081 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Em minutos espalhara-se a notícia: uma baleia na praia do Leme e outra na praia do Leblon haviam surgido na arrebentação de onde tinham tentado sair sem no entanto poder voltar. (…)

Não fui ver a baleia que estava a bem dizer à porta de minha casa a morrer. Morte, eu te odeio.

Enquanto isso as notícias misturadas com lendas corriam pela cidade do Leme. Uns diziam que a baleia do Leblon ainda não morrera mas que sua carne retalhada em vida era vendida por quilos pois carne de baleia era ótimo de se comer, e era barato, era isso que corria pela cidade do Leme. E eu pensei: maldito seja aquele que a comerá por curiosidade, só perdoarei quem tem fome, aquela fome antiga dos pobres.

Outros, no limiar do horror, contavam que também a baleia do Leme, embora ainda viva e arfante, tinha seus quilos cortados para serem vendidos. Como acreditar que não se espera nem a morte para um ser comer outro ser? Não quero acreditar que alguém desrespeite tanto a vida e a morte, nossa criação humana, e que coma vorazmente, só por ser uma iguaria, aquilo que ainda agoniza, só porque é mais barato, só porque a fome humana é grande, só porque na verdade somos tão ferozes como um animal feroz, só porque queremos comer daquela montanha de inocência que é uma baleia, assim como comemos a inocência cantante de um pássaro. Eu ia dizer agora com horror: a viver desse modo, prefiro a morte.

Clarice Lispector. Morte de uma baleia.
In: A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.

A partir do fragmento de texto precedente, de Clarice Lispector, julgue o item seguinte, considerando as características do Modernismo brasileiro.

A narrativa apresentada reforça a ligação de Clarice Lispector com o Modernismo brasileiro, aproximando-a especialmente do Regionalismo de 1930, que tratou de temas como a desigualdade e a fome.

 

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1243080 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Não sabeis o que o monstro procura?
Não sabeis a que vem, o que quer?
Vem matar vossos bravos guerreiros,
Vem roubar-vos a filha, a mulher!

Vem trazer-vos crueza, impiedade —
Dons cruéis do cruel Anhangá;
Vem quebrar-vos a maça valente,
Profanar Manitôs, Maracás.

Vem trazer-vos algemas pesadas,
Com que a tribo Tupi vai gemer;
Hão de os velhos servirem de escravos
Mesmo o Piaga inda escravo há de ser?

Fugireis procurando um asilo,
Triste asilo por ínvio sertão;
Anhangá de prazer há de rir-se,
Vendo os vossos quão poucos serão.

Vossos Deuses, ó Piaga, conjura,
Susta as iras do fero Anhangá.
Manitôs já fugiram da Taba,
Ó desgraça! ó ruína!! ó Tupá!

Gonçalves Dias. O canto do Piaga.
Internet: <http://www.dominiopublico.gov.br>.

Considerando esse fragmento do poema O Canto do Piaga, de Gonçalves Dias, e as características do Romantismo brasileiro, julgue o item a seguir.

O poeta anuncia, como em uma profecia, violência semelhante àquela a que os indígenas foram submetidos no Brasil durante o período colonial e nas primeiras décadas do Império.

 

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1243079 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Não sabeis o que o monstro procura?
Não sabeis a que vem, o que quer?
Vem matar vossos bravos guerreiros,
Vem roubar-vos a filha, a mulher!

Vem trazer-vos crueza, impiedade —
Dons cruéis do cruel Anhangá;
Vem quebrar-vos a maça valente,
Profanar Manitôs, Maracás.

Vem trazer-vos algemas pesadas,
Com que a tribo Tupi vai gemer;
Hão de os velhos servirem de escravos
Mesmo o Piaga inda escravo há de ser?

Fugireis procurando um asilo,
Triste asilo por ínvio sertão;
Anhangá de prazer há de rir-se,
Vendo os vossos quão poucos serão.

Vossos Deuses, ó Piaga, conjura,
Susta as iras do fero Anhangá.
Manitôs já fugiram da Taba,
Ó desgraça! ó ruína!! ó Tupá!

Gonçalves Dias. O canto do Piaga.
Internet: <http://www.dominiopublico.gov.br>.

Considerando esse fragmento do poema O Canto do Piaga, de Gonçalves Dias, e as características do Romantismo brasileiro, julgue o item a seguir.

O mito do bom selvagem é contestado na poesia de Gonçalves Dias, como se pode observar nos versos 13 e 14.

 

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1243078 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Não sabeis o que o monstro procura?
Não sabeis a que vem, o que quer?
Vem matar vossos bravos guerreiros,
Vem roubar-vos a filha, a mulher!

Vem trazer-vos crueza, impiedade —
Dons cruéis do cruel Anhangá;
Vem quebrar-vos a maça valente,
Profanar Manitôs, Maracás.

Vem trazer-vos algemas pesadas,
Com que a tribo Tupi vai gemer;
Hão de os velhos servirem de escravos
Mesmo o Piaga inda escravo há de ser?

Fugireis procurando um asilo,
Triste asilo por ínvio sertão;
Anhangá de prazer há de rir-se,
Vendo os vossos quão poucos serão.

Vossos Deuses, ó Piaga, conjura,
Susta as iras do fero Anhangá.
Manitôs já fugiram da Taba,
Ó desgraça! ó ruína!! ó Tupá!

Gonçalves Dias. O canto do Piaga.
Internet: <http://www.dominiopublico.gov.br>.

Considerando esse fragmento do poema O Canto do Piaga, de Gonçalves Dias, e as características do Romantismo brasileiro, julgue o item a seguir.

Nesse fragmento, a maldade do monstro cuja chegada é anunciada está relacionada com Anhangá.

 

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1243077 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Não sabeis o que o monstro procura?
Não sabeis a que vem, o que quer?
Vem matar vossos bravos guerreiros,
Vem roubar-vos a filha, a mulher!

Vem trazer-vos crueza, impiedade —
Dons cruéis do cruel Anhangá;
Vem quebrar-vos a maça valente,
Profanar Manitôs, Maracás.

Vem trazer-vos algemas pesadas,
Com que a tribo Tupi vai gemer;
Hão de os velhos servirem de escravos
Mesmo o Piaga inda escravo há de ser?

Fugireis procurando um asilo,
Triste asilo por ínvio sertão;
Anhangá de prazer há de rir-se,
Vendo os vossos quão poucos serão.

Vossos Deuses, ó Piaga, conjura,
Susta as iras do fero Anhangá.
Manitôs já fugiram da Taba,
Ó desgraça! ó ruína!! ó Tupá!

Gonçalves Dias. O canto do Piaga.
Internet: <http://www.dominiopublico.gov.br>.

Considerando esse fragmento do poema O Canto do Piaga, de Gonçalves Dias, e as características do Romantismo brasileiro, julgue o item a seguir.

No fragmento apresentado, o ritmo do poema é marcado pela distribuição equilibrada de versos nas estrofes e de sílabas poéticas nos versos.

 

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1243076 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Não sabeis o que o monstro procura?
Não sabeis a que vem, o que quer?
Vem matar vossos bravos guerreiros,
Vem roubar-vos a filha, a mulher!

Vem trazer-vos crueza, impiedade —
Dons cruéis do cruel Anhangá;
Vem quebrar-vos a maça valente,
Profanar Manitôs, Maracás.

Vem trazer-vos algemas pesadas,
Com que a tribo Tupi vai gemer;
Hão de os velhos servirem de escravos
Mesmo o Piaga inda escravo há de ser?

Fugireis procurando um asilo,
Triste asilo por ínvio sertão;
Anhangá de prazer há de rir-se,
Vendo os vossos quão poucos serão.

Vossos Deuses, ó Piaga, conjura,
Susta as iras do fero Anhangá.
Manitôs já fugiram da Taba,
Ó desgraça! ó ruína!! ó Tupá!

Gonçalves Dias. O canto do Piaga.
Internet: <http://www.dominiopublico.gov.br>.

Considerando esse fragmento do poema O Canto do Piaga, de Gonçalves Dias, e as características do Romantismo brasileiro, julgue o item a seguir.

No período do Romantismo brasileiro, os indígenas tiveram lugar de destaque como autores de um sistema literário que reconhecia a poesia escrita em línguas como o tupi-guarani.

 

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1242840 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Texto para o item.

Leito de folhas verdes

Por que tardas, Jatir, que tanto a custo
À voz do meu amor moves teus passos?
Da noite a viração, movendo as folhas,
Já nos cimos do bosque rumoreja.

Eu sob a copa da mangueira altiva
Nosso leito gentil cobri zelosa
Com mimoso tapiz de folhas brandas,
Onde o frouxo luar brinca entre flores.

Do tamarindo a flor abriu-se, há pouco,
Já solta o bogari mais doce aroma!
Como prece de amor, como estas preces,
No silêncio da noite o bosque exala.

Brilha a lua no céu, brilham estrelas,
Correm perfumes no correr da brisa,
A cujo influxo mágico respira-se
Um quebranto de amor, melhor que a vida!

A flor que desabrocha ao romper d’alva
Um só giro do sol, não mais, vegeta:
Eu sou aquela flor que espero ainda
Doce raio do sol que me dê vida.

Sejam vales ou montes, lago ou terra,
Onde quer que tu vás, ou dia ou noite,
Vai seguindo após ti meu pensamento;
Outro amor nunca tive: és meu, sou tua!

Meus olhos outros olhos nunca viram,
Não sentiram meus lábios outros lábios,
Nem outras mãos, Jatir, que não as tuas
A arazoia na cinta me apertaram.

Do tamarindo a flor jaz entreaberta,
Já solta o bogari mais doce aroma;
Também meu coração, como estas flores,
Melhor perfume ao pé da noite exala!

Não me escutas, Jatir! nem tardo acodes
À voz do meu amor, que em vão te chama!
Tupã! lá rompe o sol! do leito inútil
A brisa da manhã sacuda as folhas!

Gonçalves Dias. Últimos cantos. Ed. 1851, p. 11. Internet: <www.digital.bbm.usp.br> (com adaptações).

Tendo como referência o poema Leito de folhas verdes, de Gonçalves Dias, julgue o item a seguir.

Como comprova o poema, os elementos naturais no âmbito do Romantismo brasileiro não se prestaram à caracterização de aspectos formadores da identidade nacional.

 

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