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Schubert(2015, p. 116) diz que “A presença de intérprete, na mediação entre surdos e ouvintes é tão antiga quanto a existência das pessoas surdas pelo mundo”. As primeiras menções oficiais de intérpretes para Surdos no Brasil datam do final do século XIX geralmente função desempenhada por familiares (filhos ou pais) de indivíduos Surdos. Já no século XX as demandas por intérpretes levaram a FENEIS a promover, nas décadas de 80 e 90, cursos de curta duração. Entre tantos perfis e competências, leis e teóricos que tratam deste profissional, Roberts (1992) apud Quadros (2004) apresenta 6 (seis) categorias de análise do tradutor- intérprete. Leia as duas descrições abaixo e indique quais categorias correspondem os trechos destacados:
1) “Habilidade em usar diferentes modos de interpretação (simultâneo, consecutivo, etc.), habilidade para escolher o modo apropriado diante das circunstâncias, habilidade para encontrar o item lexical e a terminologia adequada avaliando e usando-os com bom senso, habilidade para recordar itens lexicais e terminologias para uso no futuro”.
2) “Habilidade em manipular com as línguas envolvidas no processo de interpretação (habilidades em entender o objetivo da linguagem usada em todas as suas nuanças e habilidade em expressar corretamente, fluentemente e claramente a mesma informação na língua alvo), os intérpretes precisam ter um excelente conhecimento de ambas as línguas envolvidas na interpretação (ter habilidade para distinguir as idéias principais das idéias secundárias e determinar os elos que determinam a coesão do discurso.”
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Harrison (2013, p. 32), ao tratar da Libras e algumas de suas características, afirma que os estudos linguísticos demonstram que “as línguas de sinais, possuem as mesmas características e habilidades de qualquer outra língua”. Leia, abaixo, os conceitos descritos pela autora que retratam essas características.
I. As línguas podem expressar qualquer sentimento, emoção, fazer indagações, fazer referência ao passado, presente ou futuro, ou até mesmo falar de coisas que não existem.
II. A forma da palavra (seja falada, escrita ou sinalizada) não tem relação direta com seu significado. Se ouvirmos uma palavra em língua estrangeira, o som dela não nos ajudará a saber seu significado. Da mesma maneira, ver um sinal não nos ajudará a conhecer o que significa, a não ser que conheçamos a língua.
III. As línguas podem produzir infinitos enunciados a partir de um número finito de fonemas ou quiremas.
IV. As línguas possuem um número finito de unidades (fonema ou quirema) que isoladamente não têm significado. Apenas se forem combinadas a outros fonemas/quiremas adquirem significado.
Relacione os conceitos com seus respectivos nomes, conforme a ordem em que aparecem e aponte a alternativa CORRETA:
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De acordo com Lacerda (2009): “A atuação do IE, ainda que presente em alguns espaços educacionais há alguns anos, só recentemente foi regulamentada por lei (Decreto nº 5.626) e a partir dessa regulamentação o direito profissional, aspectos relativos à formação, o que se espera da atuação desse profissional começam a ficar mais claros, mais bem delineados”. (p. 67).
Assim, em relação ao intérprete educacional, a autora acima citada faz vários apontamentos. Leia as alternativas abaixo para fazer o que se pede:
I. Tanto na educação infantil quanto na etapa inicial do ensino fundamental a tarefa do intérprete se mostra muito complexa, pois ele precisa se desdobrar, atuando mais na construção da língua e na construção de conceitos do que propriamente como intérprete. Apesar disso, Lacerda defende que essa é a melhor abordagem para a real construção de um ensino bilíngue para surdos, pois a presença do ILS é melhor que aquela inserção da criança sem a presença da Libras no espaço educacional.
II. Afirma que a formação do ILS em serviço mostrou-se eficiente em alguma medida, principalmente no que atuará no espaço educacional. Entretanto, identificou: a necessidade de conhecimentos pontuais, da participação e organização do planejamento escolar, que fazem com que se torne urgente a capacitação de intérpretes para atuarem nesse espaço, atentos às especificidades e demandas de cada um dos níveis de ensino.
III. Aponta, por meio de suas pesquisas, que quanto mais fluente em Libras for o professor que ministra aulas para o aluno surdo em escola inclusiva, menos sobrecarga há para o intérprete de Libras e se consolida a possibilidade da construção de uma relação com muito mais parceria. De outro modo, quando os docentes são menos fluentes, parecem intimidados pelos alunos surdos, delegam muito mais tarefas aos ILS, distorcendo o que seria esperado em sua função.
IV. Destaca a questão do envolvimento do ISL na aprendizagem do aluno surdo. Aponta que é preciso criar parcerias e um projeto educacional para que, na educação infantil e na primeira etapa do ensino fundamental, a avaliação dos alunos surdos possa ser diferenciada, já que os mesmos não alcançarão os mesmos resultados que a criança ouvinte. Defende que a avaliação não pode ser um empecilho para que os alunos surdos participem das atividades escolares e por isso essa deve ser permeada por conteúdos menos complexos, que considerem as especificidades bilíngues dos sujeitos surdos.
Assinale as alternativas CORRETAS.
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A oferta de Educação Bilíngue no Brasil, conforme a Lei nº 13.146/15, capítulo IV, reconhece o desenvolvimento da língua brasileira de sinais (Libras) como a primeira língua (L1) e a Língua Portuguesa, em sua modalidade escrita, como segunda língua (L2). Configura-se educação bilíngue aquela que, utilizando-se de duas (ou mais) línguas, ensina por meio das línguas e não apenas as línguas. Sendo assim, o documento que garante o bilinguismo (Libras e a modalidade escrita da Língua Portuguesa) é a Lei nº 10.436/02, em seu 1º e 4º artigos. Sabe- se que a Libras tornou-se disciplina curricular obrigatória nos cursos de formação de professores, entretanto, existe também no Decreto nº 5.626/05, artigo 13, o apontamento da disciplina de Ensino da Modalidade Escrita da Língua Portuguesa como Segunda Língua (L2) para Pessoas Surdas e, apesar dela não ser usual, está prevista. Sendo assim, os professores que irão trabalhar com as crianças, jovens e adultos Surdos precisam entender as singularidades linguísticas desses indivíduos enquanto L1 e L2. Considerando o artigo 13 do Decreto supracitado essa matéria deve ser incluída como disciplina curricular em quais cursos?
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Silva (2001) ao analisar a escrita de estudantes Surdos e como se dá a construção de sentidos, no que cerne a interferência da sintaxe da Libras na Língua Portuguesa escrita, conclui que, na maioria das vezes, ocorre(m):
I. não correspondência direta entre itens lexicais das duas línguas;
II. falta de oportunidades para vivenciar exercícios que permitam que os surdos se apropriem da estrutura da Língua Portuguesa escrita, marcada por sujeito, verbo e objeto;
III. estruturas lexicais diferentes, visto na demanda de duas ou mais palavras em português que em libras podem vir expressas em apenas um sinal;
IV. limitações do código escrito que trazem dificuldades porque não recobrem a riqueza de elementos prosódicos da Libras.
Assinale somente as alternativas CORRETAS:
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De acordo com Quadros & Karnopp (2004) “A língua de sinais brasileira apresenta certa flexibilidade na ordem das palavras. Portanto, determinar a sua ordem básica não é tão trivial” (p.135). Dessa forma, as autoras afirmam que existem sentenças que obedecem a ordenação SVO, mas também, outras, que podem obedecer às ordens OSV e SOV, dentre outras possibilidades. Alguns parâmetros fonológicos da Libras estabelecem tipos de sentenças. Assim, observe as sentenças abaixo para responder à questão:






Qual é a sequência das sentenças apresentadas acima?
I. 1- negativa; 2- afirmativa; 3- interrogativa.
II. 1- interrogativa; 2- exclamativa;3- negativa.
III.4- exclamativa; 5- negativa; 6- interrogativa.
IV.4- afirmativa; 5- negativa; 6- exclamativa.
V. 1- exclamativa; 2- afirmativa; 3- negativa.
Agora, aponte a alternativa CORRETA:
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A sintaxe espacial da Língua Brasileira de Sinais configura-se como um campo de investigação da Teoria da Gramática no que se refere a capacidade da linguagem humana (Quadros e Karnopp, 2004), assim, é ela que estuda a estrutura da frase na língua. Na Libras é possível encontrarmos alguns tipos de construções, mas “[...] parece haver uma ordenação mais básica que as demais, ou seja, a ordem Sujeito-Verbo-Objeto” (p. 139). As autoras determinam que uma dessas construções é gramatical, desta forma, observe as frases abaixo e escolha as alternativas que NÃO obedecem a ordem mais básica na língua brasileira de sinais.

Imagens in: QUADROS, R. M. de & KARNOPP, L. Língua de sinais brasileira: estudos linguísticos. ArtMed: Porto Alegre, 2004. p. 139,140, 141.
Assinale a alternativa CORRETA:
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Vieira (2014, p. 38), apoiada em alguns conceitos desenvolvidos por Bakhtin, afirma que “os processos de comunicação verbal somente podem ser plenamente compreendidos pela perspectiva discursiva e enunciativa”. Nesse contexto, ressalta a necessidade de que crianças e jovens Surdos apropriem-se da Língua de Sinais desde mais tenra idade. Para que isso ocorra, existem aspectos importantes que devem ser considerados. A partir das afirmações acima, assinale com V as alternativas verdadeiras e com F as alternativas falsas, de acordo com as ideias da autora.
( ) Como sujeitos nos formamos por diversas vozes, ou seja, somos seres polifônicos. Isso significa que o que falamos, escrevemos ou pensamos é composto de outras falas, pensamentos ou vozes.
( ) Para se apropriar da língua as crianças e jovens surdos devem estar imersos no fluxo discursivo, com diferentes interlocutores, que se comuniquem em Libras, preferencialmente surdos.
( ) Os sujeitos são constituídos nas ações sociais concretas. Dessa forma, um sujeito dialógico é ativo-responsivo, participante do diálogo, que carrega uma infinidade de vozes que intervêm na sua relação com os outros e na formação da sua consciência.
( ) É pelos signos criados nos grupos socialmente organizados que a consciência adquire forma e existência, uma vez que são os signos que lhe conferem sentido, o alimento e a matéria de seu desenvolvimento.
( ) A língua é transmitida aos indivíduos, sob uma forma pronta para uso. Dessa forma, os itens lexicais ou unidades linguísticas devem ser priorizados, para que a aquisição linguística ocorra gradativamente, respeitando a faixa etária da criança,que deve ter a oportunidade de compreender tudo que é dito a ela.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
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Segundo Quadros e Karnopp (2004) na sintaxe espacial da Língua Brasileira de Sinais os verbos são divididos em pelo menos duas categorias: os com concordância e os sem concordância. Observe os verbos abaixo:








Cargo: Tradutor e Intérprete de Linguagem de Sinais - Edital nº 118/2018
Agora os classifique conforme a concordância.
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Campos (2013) afirma que: “A cultura surda, uma das características do ser surdo, vem tentando representar, na teoria cultural contemporânea, a possibilidade de fazer parte do povo surdo em diferentes trajetórias na história cultural, comunidades, língua de sinais, arte surda, identidade e subjetividade surda. Política surda, presença de intérpretes de língua de sinais, pedagogia surda, escola de surdos, experiências visuais, enfim a diferença como sujeito e forma de cultura”. (p. 48)
A autora remete-se a Perlin (2004) e Quadros (2005) para relacionar a identidade, a cultura e a subjetividade. Nesse contexto cita que existem diferentes formas de inclusão. Uma delas é:
“Aquela que os surdos estão inseridos dentro da escola com colegas ouvintes, mas tem-se naquele espaço a cultura surda com metodologias/currículos adaptados à experiência visual. As aulas são ministradas por professores surdos, professores bilíngues. Também há professores ouvintes que precisam do acompanhamento dos ILS para interpretação dos conteúdos e mediação entre os alunos surdos”. (p. 49)
Escolha a alternativa CORRETA, que denomina, segundo Campos (2013), o tipo de inclusão acima descrita:
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