Sofia é promissária compradora de dois apartamentos
situados em condomínio edilício de destinação exclusivamente
residencial, conforme cláusula expressa da respectiva convenção.
O contrato de promessa de compra e venda nunca foi averbado
no registro de imóveis, mas Sofia foi imitida na posse de ambas
as unidades, comunicou o fato ao condomínio e passou a pagar as
cotas condominiais. Com o objetivo de amortizar dívidas, Sofia
dividiu um dos apartamentos em cinco quartos e passou a
disponibilizá-los a pessoas distintas, por curtas temporadas,
mediante anúncio em plataforma digital de hospedagem,
oferecendo Internet e serviço de lavanderia, com alta rotatividade
de ocupantes sem vínculo entre si. O condomínio ajuizou ação de
obrigação de fazer para compeli-la a cessar a atividade. Em
defesa, Sofia sustenta, cumulativamente: (i) que, como
promissária compradora sem registro do contrato, não está
vinculada às normas da convenção condominial; (ii) que o
simples uso de plataforma digital não transforma a relação em
hospedagem comercial; (iii) que a eventual mudança de uso
somente poderia ser vedada por deliberação unânime dos
condôminos; (iv) que a cessação das atividades implicaria
violação do seu direito constitucional de propriedade.
Com base nessa situação hipotética, assinale a opção correta, no
que concerne ao direito real de propriedade.
Silvana é titular de direito real de uso registrado sobre
imóvel situado em loteamento de acesso controlado,
regularmente inscrito no registro de imóveis. Embora resida no
imóvel com sua família, Silvana não é associada à associação de
moradores. A associação exige que Silvana se identifique a cada
ingresso no loteamento, recusa-lhe o fornecimento de cartão de
acesso e impede a entrada de prestadores de serviços por ela
solicitados, sob o argumento de que esses benefícios são
exclusivos dos associados e custeados por suas mensalidades.
Silvana propõe ação, requerendo: (i) cadastro único com
fornecimento de cartão de acesso; (ii) livre entrada de prestadores
de serviços mediante identificação; e (iii) indenização por dano
moral.
Com base nessa situação hipotética, assinale a opção correta, no
que diz respeito a direitos reais de uso e a parcelamento do solo
urbano.
Carlos, 80 anos, elaborou testamento cerrado, destinando
sua parte disponível a Pedro, seu cuidador particular. Após a
morte de Carlos, seus filhos ajuizaram ação anulatória do
testamento, deduzindo três causas de pedir autônomas: (i) erro de
direito, pois Carlos acreditava que, diante da ausência de norma
expressa proibindo a deixa ao cuidador, o ato seria plenamente
válido — convicção que foi o único motivo determinante da
disposição; (ii) coação, pois Pedro reiteradamente ameaçava
abandonar Carlos, se este não o beneficiasse no testamento,
incutindo-lhe fundado temor; (iii) lesão, pois Carlos, em estado
de premente necessidade psicológica e emocional, dispôs de seus
bens de forma manifestamente desproporcional em favor de
Pedro.
Com base no ordenamento jurídico vigente e na jurisprudência
dos tribunais superiores, assinale a opção correta em relação às
três alegações apresentadas na situação hipotética precedente.
Um jornalista publicou, sem autorização prévia, a
biografia de um artista nacional vivo, retratando episódios
íntimos de sua vida pessoal, inclusive relacionamentos afetivos
não divulgados publicamente e detalhes de tratamento de saúde.
O artista ajuizou ação indenizatória, alegando violação à
intimidade e à privacidade.
Considerando essa situação hipotética, à luz dos direitos da
personalidade e da jurisprudência dos tribunais superiores,
assinale a opção correta.
Segundo entendimento do STJ, o termo inicial do prazo
prescricional para a pretensão de rescisão contratual decorrente
de promessa de compra e venda, em razão do inadimplemento do
comprador, é a data
Conforme o disposto no Código Civil e a jurisprudência do STJ,a venda de imóvel realizada entre ascendentes e descendente,sem o consentimento dos demais descendentes, é hipótese de
De acordo com o disposto no Código Civil e a jurisprudência do
STJ, a ausência de outorga uxória pode ensejar a invalidação do
negócio jurídico, sendo legitimado para pleitear sua nulidade