As leis contra a corrupção ficaram mais duras. Os juízos estão mais rigorosos. Os procuradores têm mais meios para investigar os casos suspeitos. E a população hoje é mais bem informada e reage instantaneamente – nas redes sociais ou nas ruas – aos escândalos envolvendo pessoas públicas. Na América Latina, na Europa e em algumas regiões da Ásia, essa é a nova realidade da política. Manifestações organizadas pelo mundo, como na Romênia no início de 2017 ou na Coreia do Sul em 2016 – que levou ao impeachment da presidente Park Geun-hye –, são alguns dos exemplos desse novo cenário. É a reação de quem há muito tempo está descrente.
No mundo, a punição aos crimes de corrupção também cresceu num ritmo notável. Segundo um relatório da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), de 1999 a 2014, foram revelados mais de 400 casos de corrupção internacional, nos quais mais de 260 indivíduos e 160 empresas e órgãos públicos foram investigados, denunciados e receberam algum tipo de sanção. O país mais ativo no combate a esses crimes ainda são, de longe, os Estados Unidos – o que mostra que os demais têm um longo caminho pela frente. A boa notícia é que isso vem acontecendo. Alemanha, Coreia do Sul, Itália, Suíça, Reino Unido e França também aparecem na lista dos países que conseguiram identificar e punir os crimes.
(Felipe Serrano. “Não é só no Brasil que os corruptos ficaram sem lugar”. Exame, 02.08.2017. Adaptado)
Nas passagens “As leis contra a corrupção ficaram mais duras” (1° parágrafo), “e reage instantaneamente” (1° parágrafo), “cresceu num ritmo notável” (2°parágrafo) e “receberam algum tipo de sanção” (2° parágrafo), os termos destacados estão empregados, correta e respectivamente, com os sentidos de
A evolução do controle dos atos e ativos do Estado, desde o modelo de administração pública patrimonial até o gerencial, indica para além da busca de punições, e está muito mais relacionada à verificação, pela própria Administração, de que há garantias de atuação em conformidade com o planejado. Nesse contexto, emerge o conceito de accountability que é
A evolução na gestão de RH no setor público tem valorizado, entre outros, as competências dos funcionários públicos. Entre as diversas possibilidades de definição para competências, assinale a alternativa que corretamente define este conceito no contexto da gestão pública brasileira.
A cada dia que passa, amplia-se o cerco do sistema político sobre o aparato de Justiça. O mais recente movimento veio com a inclusão, na reforma política, de um limite de dez anos para o mandato dos ministros do Supremo Tribunal Federal. O objetivo é reduzir o poder do tribunal, tornando os ministros mais dependentes do poder político e cautelosos ao tomar decisões que afetem interesses dos poderosos.
A reação do corpo político contra o protagonismo assumido pelo sistema de Justiça nos últimos anos não deve causar surpresa. Esse é o padrão observado em países como a Rússia, África do Sul, Colômbia, ou mesmo Itália, onde a ambição da Justiça de controlar a corrupção e o arbítrio foi duramente punida pelas forças políticas.
Nesse cenário, não surpreende que muitas pessoas estejam cada vez mais céticas de que a Justiça irá levar a cabo a sua função de aplicar a lei de forma imparcial a todos. O grande desafio do sistema de Justiça neste momento é não capitular.
(Oscar Vilhena Vieira. “O desafio da Justiça é não capitular às pressões dos demais Poderes”. Em: Folha de S.Paulo, 19.08.2017. Adaptado)
A antiga imagem do serviço público pelos cidadãos brasileiros e paulistas vem sendo alterada ao longo deste século. Em oposição àquela, a nova imagem vem se caracterizando como sendo
No Brasil, as Leis podem ser federais, estaduais, municipais e distritais. No caso da União, é possível emitir Leis nacionais, com eficácia para todos os entes federativos, nos casos previstos na Constituição. Assinale a alternativa que aponta corretamente um exemplo de Lei Federal.
O relacionamento com o público via redes sociais tem vantagens importantes a partir do compartilhamento de informações com os contatos mantidos no dia a dia. A partir da ampliação de conexões, é possível, ao prestador de serviços, ser capaz de
A cada dia que passa, amplia-se o cerco do sistema político sobre o aparato de Justiça. O mais recente movimento veio com a inclusão, na reforma política, de um limite de dez anos para o mandato dos ministros do Supremo Tribunal Federal. O objetivo é reduzir o poder do tribunal, tornando os ministros mais dependentes do poder político e cautelosos ao tomar decisões que afetem interesses dos poderosos.
A reação do corpo político contra o protagonismo assumido pelo sistema de Justiça nos últimos anos não deve causar surpresa. Esse é o padrão observado em países como a Rússia, África do Sul, Colômbia, ou mesmo Itália, onde a ambição da Justiça de controlar a corrupção e o arbítrio foi duramente punida pelas forças políticas.
Nesse cenário, não surpreende que muitas pessoas estejam cada vez mais céticas de que a Justiça irá levar a cabo a sua função de aplicar a lei de forma imparcial a todos. O grande desafio do sistema de Justiça neste momento é não capitular.
(Oscar Vilhena Vieira. “O desafio da Justiça é não capitular às pressões dos demais Poderes”. Em: Folha de S.Paulo, 19.08.2017. Adaptado)
A frase final do texto “O grande desafio do sistema de Justiça neste momento é não capitular.” sugere que a Justiça deve
Vamos rebobinar a fita da história até o século 17. Na época, o Brasil e as colônias britânicas que viriam a formar os Estados Unidos já representavam polos antagônicos na economia mundial, mas na posição inversa da de hoje.
Por aqui, produzíamos a maior riqueza conhecida na época, a cana-de-açúcar, que foi capaz de tornar Recife uma das cidades mais ricas do mundo. Nas colônias da América do Norte, não havia um clima propício para a cana. A solução, então, foi improvisar. Primeiro, elas se tornaram um grande fornecedor de alimentos e animais de tração para as ilhas caribenhas que disputavam a produção de cana com o Brasil – já que nessas ilhas todo o território se destinava à produção de açúcar.
Aí que as coisas começaram a se desenhar. Enquanto nós e os caribenhos caíamos de cabeça na monocultura de cana, a América do Norte usava o ouro que recebia das Antilhas para criar variedade na agricultura, na pecuária, na pesca. Tudo num círculo virtuoso capaz de não só distribuir melhor a riqueza, como também criar mais riqueza. Da necessidade cada vez maior de barcos de pesca, por exemplo, surgiu uma indústria naval que logo passaria a vender embarcações para as potências europeias.
No Brasil, acontecia justamente o contrário. A cana enriquecia meia dúzia de senhores de engenho, e essa renda permanecia concentrada. Em vez de regar outros setores da economia, acabava reinvestida em mais monocultura. E seguimos assim até o século 20. Agora o café era a nova cana. Fora isso, pouco havia mudado.
(Superinteressante, agosto de 2017. Adaptado)
As informações articulam-se em relação de causa e consequência no trecho:
Considere o documento seguinte, criado no Microsoft Word 2007, em sua configuração padrão, com uma única linha sendo um item com marcador simbólico, e o cursor no final dessa linha.
Depois de o usuário pressionar duas teclas, o documento ficou da seguinte forma:
Assinale a alternativa que apresenta as duas teclas que foram pressionadas para se produzir o resultado da segunda imagem.