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Texto para responder à questão.
A Constituição Federal de 1988 municiou a sociedade de garantias(a) de acesso a informações(b) públicas ou privadas, que assegurem o controle social, inclusive, dotando(b) o cidadão de meios de denunciar a existência de irregularidades de que detenha conhecimento. Tal direito encontra-se expressamente disposto no art. 74, parágrafo segundo, da Constituição:
Art. 74
§ 2.° Qualquer cidadão, partido político, associação ou sindicato é parte legítima para, na forma da lei, denunciar irregularidades perante o Tribunal de Contas da União.
Adentrando no tema controle de Administração Pública propriamente, podemos dizer que o controle interno pode ser entendido como o autocontrole (ou autotutela), ou seja, aquele exercido pelo próprio Poder Público, em sua esfera administrativa, com vistas a disciplinar(e) rotinas e evidenciar procedimentos ilegais ou ilegítimos.
O controle externo do Poder Executivo, no Brasil, é exercido pelo Poder Legislativo e tem o objetivo de comprovar a probidade na administração de bens e recursos públicos, ou seja, no exercício do controle externo, fiscaliza-se a arrecadação, a guarda e a aplicação de tais recursos, e ainda, a conservação do patrimônio. Esse é sem sombra de dúvidas um controle político. O controle técnico, sob os pontos de vista da legalidade contábil e financeira, fica a cargo dos Tribunais de Contas.
De um modo geral, o controle tem um sentido amplo, engloba a fiscalização, a programação, a alocação e o dispêndio de recursos públicos.
Controle externo, tribunais de contas e controle interno: interação para o fortalecimento da sociedade. Internet: <www.controladoria.ufpe.br> (com adaptações).
No que se refere aos aspectos linguísticos do texto, assinale a alternativa correta.
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Eleitor
Por esta época, mas há já bastante tempo, numa cidade perdida no sertão maranhense, Severino, um homem que ganha a vida plantando algodão e cebola branca, está na varanda da casa de um dos dois donos de seu município. Os dois donos – desnecessário dizer – são inimigos e Severino tem que ficar com um deles. Ficou com esse que agora, entre superior e brincalhão, pergunta-lhe:
– Está pronto para votar no dia 3?
– Disposto estou, coronel, pronto... (baixa os olhos para o chapéu velho de palha de carnaúba que segura entre os joelhos) pronto, a bem dizer, não estou não.
– Não tem problema. Na véspera vai um caminhão buscar você e o pessoal do Buriti.
– Mas não tenho chapéu, coronel. O chapéu que tenho é este aqui, de trabalho, velho como o senhor vê.
– Que chapéu, homem! Não é preciso chapéu pra votar. É preciso o título. Já tem o título?
– Já.
– E então!
– Então é que sem chapéu novo eu não voto não, coronel. E depois não tenho beca nem sapato.
– Está bem. Antes de sair mando buscar no armazém um chapéu pra você.
– E a beca, coronel? O pessoal do governo vai votar todo mundo de beca nova. O Joca Bonfim vai votar com o Dr. Teotônio. Eu disse pra ele que o senhor também tinha fortuna, que...
– Aquele Teotônio é um canalha! Gasta o dinheiro do Estado! Não tenho meios de vestir todos vocês, que diabo! Todo mundo vem aqui com essa conversa. Então votem no Teotônio, que dá roupa e chapéu!
– Coronel, estamos com o senhor. Mas como é que vou trazer a mulher e as crianças pra cá? Ninguém tem roupa, anda tudo de trapo. O senhor sabe, mulher é tudo bicho vaidoso...
O coronel entrega os pontos, o caboclo sai para receber no armazém (do coronel) o chapéu, a fazenda, os sapatos.
– A que ponto chegou a corrupção! – exclama ele à mulher, que borda na poltrona em frente.
Ela nem sequer ergue a vista. Sabe de tudo.
Ferreira Gullar. A estranha vida banal. Rio de Janeiro: José Olympio, 1989.
Infere-se das ideias expressas no texto que
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É evidente que o comportamento ético humano tem um grau de elaboração e complexidade que o torna distintamente humano e não apenas uma cópia daquilo que outras espécies têm ao seu dispor. As regras da ética criam obrigações especificamente humanas para qualquer indivíduo normal que as conheça, e, é claro, a codificação das regras é exclusivamente humana. Quanto às narrativas que se construíram em torno das situações e das regras, são também exclusivamente humanas. No fundo não é assim tão difícil conciliar a percepção de que uma parte da nossa estrutura biológica e psicológica tem raízes não humanas com a noção de que a nossa compreensão profunda da condição humana confere a essas estruturas uma dignidade única.
A construção a que chamamos ética deve ter começado como um programa geral de regulação biológica. O embrião(a) dos comportamentos éticos deve ter sido mais uma etapa na progressão que inclui os mecanismos não conscientes e automatizados que nos permitem regular o metabolismo, ter pulsões e motivações e sentimentos dos mais diversos tipos. Não é difícil imaginar a emergência(b) da justiça e da honra a partir de práticas de cooperação. Um aspecto particular das emoções sociais, aquele que se exprime sob a forma de comportamento dominante ou submisso no interior de um certo grupo, teria tido também um papel importante nos processos de negociação que definem a cooperatividade.
Para que não se pense que a evolução e a sua bagagem de genes têm tido sempre um papel maravilhoso e nos trouxeram todos esses magníficos dispositivos, é hora de salientar que todas as emoções positivas de que venho falando, e que o altruísmo(c) a que me referi, dizem respeito ao grupo. Em termos humanos, exemplos de grupos incluem a família, a tribo, a cidade e a nação. Para aqueles que estão fora do grupo, a história revolucionária das reações emocionais é bem menos amável(d). As emoções simpáticas podem muito facilmente tornar-se desagradáveis e brutais quando são dirigidas para fora do círculo a que naturalmente se destinam. O resultado é bem sabido: raiva, ressentimento, violência, todas as reações que facilmente reconhecemos como embriões possíveis dos ódios tribais, do racismo e da guerra.
Esta é também a hora de recordar que os mais recomendáveis(d) comportamentos humanos não são necessariamente impressos nos circuitos neurais sob o controle do genoma. A história de nossa civilização é, de certo modo, a história de uma tentativa de oferecer os melhores dentre os nossos sentimentos morais a círculos cada vez mais amplos da humanidade, para além das restrições do grupo, de forma a abranger, eventualmente, a humanidade inteira. É claro que estamos muito longe de atingir esse ideal(e).
António Damásio. Em busca de Espinosa. São Paulo: Companhia das Letras, 2004 (com adaptações).
No texto, a palavra
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É evidente que o comportamento ético humano tem um grau de elaboração e complexidade que o torna distintamente humano e não apenas uma cópia(a) daquilo(a) que outras espécies têm(a) ao seu dispor. As regras da ética criam obrigações especificamente humanas para qualquer indivíduo normal que as conheça, e, é claro, a codificação das regras é exclusivamente humana. Quanto às narrativas que se construíram(b) em torno das situações e das regras, são também exclusivamente humanas. No fundo não é assim tão difícil conciliar a percepção de que uma parte da nossa estrutura biológica e psicológica tem raízes não humanas com a noção de que a nossa compreensão profunda da condição humana confere a essas estruturas uma dignidade única.
A construção a que chamamos ética deve ter começado como um programa geral de regulação biológica. O embrião dos comportamentos éticos deve ter sido mais uma etapa na progressão que inclui os mecanismos não conscientes e automatizados que nos permitem regular o metabolismo, ter pulsões e motivações e sentimentos dos mais diversos tipos. Não é difícil imaginar a emergência da justiça e da honra a partir de práticas de cooperação. Um aspecto particular das emoções sociais, aquele que se exprime sob a forma de comportamento dominante ou submisso no interior de um certo grupo, teria tido também um papel importante nos processos de negociação que definem a cooperatividade.
Para que não se pense(c) que a evolução e a sua bagagem de genes têm tido sempre um papel maravilhoso e nos trouxeram todos esses magníficos dispositivos, é hora de salientar que todas as emoções positivas de que venho falando(d), e que o altruísmo a que me referi, dizem respeito ao grupo. Em termos humanos, exemplos de grupos incluem a família, a tribo, a cidade e a nação. Para aqueles que estão fora do grupo, a história revolucionária das reações emocionais é bem menos amável. As emoções simpáticas podem(e) muito facilmente tornar-se(e) desagradáveis e brutais quando são dirigidas para fora do círculo a que naturalmente se destinam. O resultado é bem sabido: raiva, ressentimento, violência, todas as reações que facilmente reconhecemos como embriões possíveis dos ódios tribais, do racismo e da guerra.
Esta é também a hora de recordar que os mais recomendáveis comportamentos humanos não são necessariamente impressos nos circuitos neurais sob o controle do genoma. A história de nossa civilização é, de certo modo, a história de uma tentativa de oferecer os melhores dentre os nossos sentimentos morais a círculos cada vez mais amplos da humanidade, para além das restrições do grupo, de forma a abranger, eventualmente, a humanidade inteira. É claro que estamos muito longe de atingir esse ideal.
António Damásio. Em busca de Espinosa. São Paulo: Companhia das Letras, 2004 (com adaptações).
Em relação aos aspectos linguísticos do texto, assinale a alternativa correta.
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Disciplina: Administração Financeira e Orçamentária
Banca: FUNIVERSA
Orgão: SEPLAG-DF
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