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Instruções: A questão baseia-se no texto apresentado abaixo.
O poder do mercado e o dever do Estado
A grave crise econômica que, de um modo ou de outro, todos os países vêm atravessando pôs a nu a fragilidade desse deus moderno, o todo-poderoso Mercado – até então incensado como o centro ativo e exclusivo de todas as operações econômicas. Atribuíram-lhe não apenas “racionalidade própria” como um temperamento sensível: quantas vezes não se ouviu dizer que “o mercado anda nervoso”? Pois essa entidade divinizada, deixada a saciar livremente seu apetite, acabou devorando as próprias entranhas.
E o mocinho, quem diria, teve de ser socorrido pelo vilão dos mercadólatras, o Estado. Governos de vários países viram-se obrigados a abrir os cofres públicos e injetar somas astronômicas em bancos e empresas privadas, para evitar que o grande desastre chegasse a hecatombe. A lição é dura, mas pode ser proveitosa: se é essencial a função do mercado no desenvolvimento da economia, não menos essencial é o papel do Estado na definição dos rumos e das prioridades a que devem atender os investimentos financeiros e a produção de riquezas. O equacionamento entre os interesses do capital e as necessidades sociais é um desafio permanente. Mercado e Estado, num sistema capitalista civilizado, devem assumir a responsabilidade de satisfazerem, em conjunto, as demandas da ordem social.
A gestão desse equacionamento, no regime democrático, é delegada ao poder político, a quem cabe formular as metas de desenvolvimento. Em alguns países desenvolvidos, como a França, em que é historicamente viva a consciência dos direitos da sociedade, as reivindicações e os protestos são enérgicos, multidões saem à rua tão logo se configure uma crise, para chamar o Estado à responsabilidade de gestor maior das políticas públicas.
A presente crise global tornou urgente uma nova arquitetura das macropolíticas econômicas, para cuja formulação e controle o poder público deve atuar como agente decisivo. Ficou claro, sobretudo com o exemplo da situação norteamericana, que capitais voláteis e ganhos fictícios envenenam o próprio mercado, cujas “leis” não podem obstar a busca de justiça social.
(Domício Menezes, inédito)
No primeiro parágrafo, a expressão acabou devorando as próprias entranhas aponta para o fato de que o mercado
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Instruções: A questão baseia-se no texto apresentado abaixo.
O poder do mercado e o dever do Estado
A grave crise econômica que, de um modo ou de outro, todos os países vêm atravessando pôs a nu a fragilidade desse deus moderno, o todo-poderoso Mercado – até então incensado como o centro ativo e exclusivo de todas as operações econômicas. Atribuíram-lhe não apenas “racionalidade própria” como um temperamento sensível: quantas vezes não se ouviu dizer que “o mercado anda nervoso”? Pois essa entidade divinizada, deixada a saciar livremente seu apetite, acabou devorando as próprias entranhas.
E o mocinho, quem diria, teve de ser socorrido pelo vilão dos mercadólatras, o Estado. Governos de vários países viram-se obrigados a abrir os cofres públicos e injetar somas astronômicas em bancos e empresas privadas, para evitar que o grande desastre chegasse a hecatombe. A lição é dura, mas pode ser proveitosa: se é essencial a função do mercado no desenvolvimento da economia, não menos essencial é o papel do Estado na definição dos rumos e das prioridades a que devem atender os investimentos financeiros e a produção de riquezas. O equacionamento entre os interesses do capital e as necessidades sociais é um desafio permanente. Mercado e Estado, num sistema capitalista civilizado, devem assumir a responsabilidade de satisfazerem, em conjunto, as demandas da ordem social.
A gestão desse equacionamento, no regime democrático, é delegada ao poder político, a quem cabe formular as metas de desenvolvimento. Em alguns países desenvolvidos, como a França, em que é historicamente viva a consciência dos direitos da sociedade, as reivindicações e os protestos são enérgicos, multidões saem à rua tão logo se configure uma crise, para chamar o Estado à responsabilidade de gestor maior das políticas públicas.
A presente crise global tornou urgente uma nova arquitetura das macropolíticas econômicas, para cuja formulação e controle o poder público deve atuar como agente decisivo. Ficou claro, sobretudo com o exemplo da situação norteamericana, que capitais voláteis e ganhos fictícios envenenam o próprio mercado, cujas “leis” não podem obstar a busca de justiça social.
(Domício Menezes, inédito)
Considerando-se o contexto, traduz-se INADEQUADAMENTE o sentido de um segmento do texto em:
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II. um dispositivo eletrônico que compõe um computador do tipo processador ou memória.
III. uma ferramenta ou serviço agregado a um navegador da Internet.
IV. um módulo de software pequeno agregado a um sistema operacional.
Está correto o que consta APENAS em
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A Administração pública o tem adotado como prática de contratualização de resultados com terceiros e com suas próprias entidades públicas, na execução de serviços públicos. É o instrumento pelo qual se concretiza a contratualização entre entidades da própria Administração pública. Trata-se
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II. Essa abordagem parte do pressuposto de que as reações e expectativas das pessoas afetadas por medidas políticas são decisivas para a configuração do processo político. Os custos e ganhos que as pessoas esperam de tais medidas são incorporados pelo processo político de decisão e de implementação.
III. Políticas regulatórias trabalham com ordens e proibições, decretos e portarias. Os efeitos referentes aos custos e benefícios não são determináveis de antemão, dependem da configuração concreta das políticas.
IV. Políticas redistributivas são caracterizadas por um baixo grau de conflito político, visto que não acarretam custos pelo menos diretamente perceptíveis para outros grupos.
V. Políticas distributivas são orientadas para o conflito, pois o objetivo é o deslocamento consciente de recursos financeiros, direitos ou outros valores, entre camadas sociais e nações.
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Instruções: A questão baseia-se no texto apresentado abaixo.
A tirania da experiência
Um jovem amigo meu, buscando trabalho, esbarrou em recusas que só os jovens recebem. Sentia-se num círculo vicioso: era rechaçado por falta de uma experiência que nunca poderia adquirir, pois não conseguia emprego justamente porque lhe faltava experiência.
Nossa cultura, em princípio, venera a experiência. Salvo em momentos nostálgicos, duvidamos das sabedorias sagradas ou ancestrais. A autoridade, em suma, desertou a tradição e veio para a experiência, o que permitiu, entre outras coisas, o nascimento da ciência moderna: a Terra não é chata porque Ptolomeu disse, é redonda porque a gente pode dar a volta.
Essa mudança cultural alterou as hierarquias sociais, mas não as aboliu – ao contrário –, pois a experiência é cumulativa, há sujeitos que têm mais experiência e que, portanto, gozam de uma autoridade comparável à dos sábios tradicionais. Ou seja, acabaram as hierarquias fundadas nas diferenças de castas, nas inspirações divinas ou nos saberes esotéricos, mas foi promovida uma outra hierarquia, fundada na autoridade conferida pela experiência.
A hierarquia da experiência é perfeitamente adaptada à sociedade moderna. Uma das mais antigas instituições prospera até hoje: a família. Ora, para manter a hierarquia no núcleo familiar, o critério da experiência é perfeito. Ele justifica, de maneira aparentemente racional, a autoridade dos pais sobre os filhos. Os adultos sabem e podem dizer o que se deve fazer, porque eles já viveram mais, já estiveram na mesma situação etc.
Se sou um adolescente, como afirmo minha liberdade? Sou obrigado a me aventurar em terrenos completamente novos. Para me esquivar da autoridade dos pais e dos adultos, tento fazer algo que não esteja no campo de experiências dos que me precedem. A novidade, a originalidade tornam-se verdadeiros valores, porque prometem libertar-me da tirania da experiência dos outros. Se fizesse algo que ninguém nunca fez, quem poderia ditar minha conduta, dizendo-se sábio e experiente?
(Adaptado de Contardo Calligaris, Terra de ninguém)
Na frase a Terra não é chata porque Ptolomeu disse, é redonda porque a gente pode dar a volta, tal comprovação histórica sustenta, precisamente, a afirmação de que
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