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3338639 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IMAIS
Orgão: Pref. Santana Parnaíba-SP
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Texto I

Amor é um fogo que arde sem se ver,

É ferida que dói, e não se sente,

É um contentamento descontente,

É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer,

É um andar solitário entre a gente,

É nunca contentar-se de contente,

É um cuidar que ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade,

É servir a quem vence o vencedor

É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor

Nos corações humanos amizade,

Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

(Camões).

Texto II

Ainda que eu falasse a língua dos homens

E falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria.

É só o amor, é só o amor;

Que conhece o que é verdade;

O amor é bom, não quer o mal;

Não sente inveja ou se envaidece.

O amor é fogo que arde sem se ver;

É ferida que dói e não se sente;

É um contentamento descontente;

É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;

É solitário andar por entre a gente;

É um não contentar-se de contente;

É cuidar que se ganha em se perder;

É um estar-se preso por vontade;

É servir a quem vence, o vencedor;

É um ter com quem nos mata a lealdade;

Tão contrário a si é o mesmo amor.

Estou acordando e todos dormem, todos dormem, todos dormem;

Agora vejo em parte, mas então veremos face a face.

É só o amor, é só o amor;

Que conhece o que é verdade.

(RUSSO, Renato. Monte Castelo).

“É um não querer mais que bem querer;

É um andar solitário entre a gente;

É nunca contentar-se de contente;

É um cuidar que se ganha em se perder”

Cada verso acima foi introduzido pelo verbo “ser” no presente do indicativo. Pode-se afirmar que este recurso funciona como recorrência de

 

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3338638 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IMAIS
Orgão: Pref. Santana Parnaíba-SP
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Texto I

Amor é um fogo que arde sem se ver,

É ferida que dói, e não se sente,

É um contentamento descontente,

É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer,

É um andar solitário entre a gente,

É nunca contentar-se de contente,

É um cuidar que ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade,

É servir a quem vence o vencedor

É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor

Nos corações humanos amizade,

Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

(Camões).

Texto II

Ainda que eu falasse a língua dos homens

E falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria.

É só o amor, é só o amor;

Que conhece o que é verdade;

O amor é bom, não quer o mal;

Não sente inveja ou se envaidece.

O amor é fogo que arde sem se ver;

É ferida que dói e não se sente;

É um contentamento descontente;

É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;

É solitário andar por entre a gente;

É um não contentar-se de contente;

É cuidar que se ganha em se perder;

É um estar-se preso por vontade;

É servir a quem vence, o vencedor;

É um ter com quem nos mata a lealdade;

Tão contrário a si é o mesmo amor.

Estou acordando e todos dormem, todos dormem, todos dormem;

Agora vejo em parte, mas então veremos face a face.

É só o amor, é só o amor;

Que conhece o que é verdade.

(RUSSO, Renato. Monte Castelo).

Assinale a alternativa cuja frase NÃO está de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa, embora isto não comprometa o entendimento do texto.

 

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3338637 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IMAIS
Orgão: Pref. Santana Parnaíba-SP
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Texto I

Amor é um fogo que arde sem se ver,

É ferida que dói, e não se sente,

É um contentamento descontente,

É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer,

É um andar solitário entre a gente,

É nunca contentar-se de contente,

É um cuidar que ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade,

É servir a quem vence o vencedor

É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor

Nos corações humanos amizade,

Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

(Camões).

Texto II

Ainda que eu falasse a língua dos homens

E falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria.

É só o amor, é só o amor;

Que conhece o que é verdade;

O amor é bom, não quer o mal;

Não sente inveja ou se envaidece.

O amor é fogo que arde sem se ver;

É ferida que dói e não se sente;

É um contentamento descontente;

É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;

É solitário andar por entre a gente;

É um não contentar-se de contente;

É cuidar que se ganha em se perder;

É um estar-se preso por vontade;

É servir a quem vence, o vencedor;

É um ter com quem nos mata a lealdade;

Tão contrário a si é o mesmo amor.

Estou acordando e todos dormem, todos dormem, todos dormem;

Agora vejo em parte, mas então veremos face a face.

É só o amor, é só o amor;

Que conhece o que é verdade.

(RUSSO, Renato. Monte Castelo).

“‘Ainda que’ eu falasse a língua dos homens

E falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria”.

É correto afirmar que, por meio da expressão destacada, o autor

 

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3338636 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IMAIS
Orgão: Pref. Santana Parnaíba-SP
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Texto I

Amor é um fogo que arde sem se ver,

É ferida que dói, e não se sente,

É um contentamento descontente,

É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer,

É um andar solitário entre a gente,

É nunca contentar-se de contente,

É um cuidar que ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade,

É servir a quem vence o vencedor

É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor

Nos corações humanos amizade,

Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

(Camões).

Texto II

Ainda que eu falasse a língua dos homens

E falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria.

É só o amor, é só o amor;

Que conhece o que é verdade;

O amor é bom, não quer o mal;

Não sente inveja ou se envaidece.

O amor é fogo que arde sem se ver;

É ferida que dói e não se sente;

É um contentamento descontente;

É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;

É solitário andar por entre a gente;

É um não contentar-se de contente;

É cuidar que se ganha em se perder;

É um estar-se preso por vontade;

É servir a quem vence, o vencedor;

É um ter com quem nos mata a lealdade;

Tão contrário a si é o mesmo amor.

Estou acordando e todos dormem, todos dormem, todos dormem;

Agora vejo em parte, mas então veremos face a face.

É só o amor, é só o amor;

Que conhece o que é verdade.

(RUSSO, Renato. Monte Castelo).

É correto afirmar que, ao recorrer ao texto de Camões para compor sua canção, Renato Russo empregou o recurso da intertextualidade

 

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3338635 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IMAIS
Orgão: Pref. Santana Parnaíba-SP
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Texto I

Amor é um fogo que arde sem se ver,

É ferida que dói, e não se sente,

É um contentamento descontente,

É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer,

É um andar solitário entre a gente,

É nunca contentar-se de contente,

É um cuidar que ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade,

É servir a quem vence o vencedor

É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor

Nos corações humanos amizade,

Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

(Camões).

Texto II

Ainda que eu falasse a língua dos homens

E falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria.

É só o amor, é só o amor;

Que conhece o que é verdade;

O amor é bom, não quer o mal;

Não sente inveja ou se envaidece.

O amor é fogo que arde sem se ver;

É ferida que dói e não se sente;

É um contentamento descontente;

É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;

É solitário andar por entre a gente;

É um não contentar-se de contente;

É cuidar que se ganha em se perder;

É um estar-se preso por vontade;

É servir a quem vence, o vencedor;

É um ter com quem nos mata a lealdade;

Tão contrário a si é o mesmo amor.

Estou acordando e todos dormem, todos dormem, todos dormem;

Agora vejo em parte, mas então veremos face a face.

É só o amor, é só o amor;

Que conhece o que é verdade.

(RUSSO, Renato. Monte Castelo).

Ao falar sobre o “amor”, Camões empregou palavras como “fogo”, “ferida”, “contentamento” e “dor” que contribuem na construção do conceito que ele apresenta acerca do tema.

É correto afirmar que o termo “amor”, em relação a estas palavras, constitui um elemento de coesão

 

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3338634 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IMAIS
Orgão: Pref. Santana Parnaíba-SP
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Um professor que se proponha trabalhar coesão e coerência em leitura e produção textuais encontrará na linguística uma considerável fonte de apoio.

De acordo com Ingedore Koch e Luiz Travaglia, o(a)

 

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3338633 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IMAIS
Orgão: Pref. Santana Parnaíba-SP
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Poesia

Gastei uma hora pensando em um verso

que a pena não quer escrever.

No entanto ele está cá dentro

inquieto, vivo.

Ele está cá dentro

e não quer sair.

Mas a poesia deste momento

inunda minha vida inteira.

(ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma Poesia. Os livros da Fuvest, p. 31).

“No entanto ele está cá dentro inquieto, vivo”.

Em relação à frase acima, é correto afirmar que o autor empregou as palavras com sentido

 

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3338632 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IMAIS
Orgão: Pref. Santana Parnaíba-SP
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Poesia

Gastei uma hora pensando em um verso

que a pena não quer escrever.

No entanto ele está cá dentro

inquieto, vivo.

Ele está cá dentro

e não quer sair.

Mas a poesia deste momento

inunda minha vida inteira.

(ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma Poesia. Os livros da Fuvest, p. 31).

“‘No entanto’ ele está cá dentro

Mas’ a poesia deste momento

inunda minha vida inteira”.

Por meio da expressão “a poesia deste momento”, o autor

 

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3338631 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IMAIS
Orgão: Pref. Santana Parnaíba-SP
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Poesia

Gastei uma hora pensando em um verso

que a pena não quer escrever.

No entanto ele está cá dentro

inquieto, vivo.

Ele está cá dentro

e não quer sair.

Mas a poesia deste momento

inunda minha vida inteira.

(ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma Poesia. Os livros da Fuvest, p. 31).

“‘No entanto’ ele está cá dentro

Mas’ a poesia deste momento

inunda minha vida inteira”.

Assinale a alternativa cujas palavras substituam, respectivamente, os termos destacados acima, mantendo a mesma coerência textual.

 

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3338630 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IMAIS
Orgão: Pref. Santana Parnaíba-SP
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Poesia

Gastei uma hora pensando em um verso

que a pena não quer escrever.

No entanto ele está cá dentro

inquieto, vivo.

Ele está cá dentro

e não quer sair.

Mas a poesia deste momento

inunda minha vida inteira.

(ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma Poesia. Os livros da Fuvest, p. 31).

“No entanto ‘ele’ está cá dentro”

É correto afirmar que o termo destacado é uma substituição

 

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