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Foram encontradas 378 questões.

1813978 Ano: 2015
Disciplina: Direito Educacional e Tecnológico
Banca: INAZ do Pará
Orgão: Pref. Cristiano Otoni-MG
Dos princípios relacionados a seguir, exceto um não converge como princípio norteador do Projeto Político Pedagógico:
 

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1813937 Ano: 2015
Disciplina: Odontologia
Banca: INAZ do Pará
Orgão: Pref. Cristiano Otoni-MG
Em relação ao Ionômetro de vidro, é correto afirmar que:
 

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Texto para a questão.
Uma conversa inicial
Todos nós somos pesquisadores desde pequenininhos. Na língua nativa, por exemplo, intuitivamente reproduzimos palavras que nos são apresentadas por nossa família, primeiro, e vamos conpreendendo que, ao pronunciar aquilo, temos um resultado e que, ao dizermos outra palavra, temos outra reação dos nossos próximos. E começamos a (re)produzir nossas primeiras frases, testando o resultado do que dizemos no lugar em que dizemos e para quem o dizemos. Presenciando esses atos de fala, vamos construindo o nosso repertório de palavras e de frases as quais vão passando a serem característicos de nós mesmos. Com isso, vamos formando uma consciência linguística por meio de hipóteses que se dão normalmente entre 0 e 3 anos e vão se firmando de 4 a 6 anos. Nessas fases, somos aprendizes da língua, autênticos pesquisadores da linguagem e do próprio mundo. Mas, vamos sair da área da Linguagem...; afinal, não é esse o propósito deste texto.
Ainda pequenos, vemos cores, formas, coisas estranhas que não compreendemos e pomo-nos a tentar compreender aquilo que vemos, comparando, testando, concluindo. Por exemplo, quantos entre vocês não pegaram uma descarga elétrica ao pôr o dedo na tomada? Quantos entre nós não descobrimos que temos sexos diferentes quando tivemos a oportunidade de ver o sexo oposto ao nosso?
Viu como somos pesquisadores?!! Não? Observe como em tudo o que foi dito acima há um pouco de testagem, de levantamento de dados, de reflexão sobre o resultado da pesquisa, de conclusões mais evidentes e palpáveis dos resultados de suas observações. Assim é que se faz pesquisa e é-se pesquisador.
Se pensarmos, então, por esse caminho, veremos que nossas mães são perfeitas pesquisadoras, pois sabem muito bem onde comprar com qualidade sem gastar muito; nossos pais também, pois sabem que, às vezes, mesmo você estudando numa escola mais cara, há uma série de variáveis que contribuem para sair mais barato. Eles comparam, avaliam, testam, ponderam, chegam a resultados os quais você fica sabendo logo, logo. Às vezes não concorda com a tomada de decisão deles, mas acredita que seja para o seu bem. E assim vai passando a vida. Eles praticamente fazem isso o tempo todo, mas você normalmente acha que seu pai ou sua mãe é um avarento, não é mesmo? Não são não! São excelentes pesquisadores, sim.
(...)
Na escola, a pesquisa nos é jogada nos peitos por muitos professores. Quase nenhum professor nos ensina como fazer a pesquisa que ele/ela acabou de passar. Os pais de vocês que o digam! Coitados! Quantas e quantas vezes não se veem obrigados a deixar seus afazeres para ajudá-lo(a) a pesquisar? Do contrário, vão amargar junto com você uma nota, uma média, um conceito não muito agradável. Aliás, existem situações em que a tal pesquisa vale a nota total da prova, ou a maior parte na avaliação sumativa. E aí? Como garantir uma boa nota na pesquisa? Não tem jeito: você tem que aprender a pesquisar, e isso só é possível fazendo. Quanto mais o seu professor for um estudioso daquilo que ele ensina, mais ele sabe sobre o ato de pesquisar e o papel que a pesquisa tem no processo de ensino e aprendizagem. E mais ainda ele será exigente nas pesquisas solicitadas a você e/ou à sua turma. Se não, qualquer “coisa” que você produzir vai satisfazê-lo.
Gostaria ainda de dizer que bem mais como uma nota a mais ou a única, a pesquisa deve ser encarada como um ato de estudo, de reflexão, de doação. E este material que ora chega às suas mãos quer promover isso. A pesquisa constitui – ainda que nem todos os professores tenham vislumbrado isto – a base de todo o conhecimento humano; afinal, o homem aprende quando ele próprio constrói o seu saber mediatizado pelo professor que passa a ser um direcionador, um encaminhador de suas leituras, um orientador de suas produções. Quando isso acontece, ambos saem ganhando, porque o ato educacional só se efetiva quando ele é coparticipativo, coprodutivo, coconstrutivo. E a pesquisa contribui para isso se ambos compreenderem os propósitos dela.
Boa leitura e excelentes pesquisas!
LISBÔA, Wandré G de C. O que é PESQUISAR? – Material didático produzido para o Ensino Fundamental. Belém/PA, 2009.
No trecho: “Na língua nativa, por exemplo, intuitivamente reproduzimos palavras que nos são apresentadas por nossa família, primeiro...”, a palavra primeiro é:
 

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Texto para a questão.
QUANDO O NEGÓCIO É TORTURAR A LÍNGUA
Enunciado 1813877-1
Se duas empresas pertencentes a um mesmo grupo resolvem trabalhar em colaboração para vender melhor seus produtos, esse será apenas um fato trivial no mundo dos negócios. Uma palavra, porém, pode fazer toda a diferença. No lugar de “colaboração”, diga “sinergia”. As portas do mercado global parecem se abrir. Daí em diante, o céu é o limite: o empresário pode “ajustar seus processos para potencializar um clima organizacional que propicie o ciclo sinergístico”. Isso não quer dizer rigorosamente nada – mas impressiona. Tal estilo pernóstico e vazio permeia grande parte da cultura corporativa. Bobagens palavrosas garantem a boa vida de muito guru empresarial, do tipo que adora fazer palestras com PowerPoint – programa do Windows para apresentações de texto e imagem. Os consultores americanos Brian Fugere, Chelsea Hardaway e Jon Warshawsky cansaram de tanta besteira. Um livro escrito pelos três pretende por fim à embromação e restituir a clareza aos ambientes de negócios. Na busca por uma linguagem transparente, não poderiam ter encontrado um título melhor: Por que as Pessoas de Negócios Falam como Idiotas (tradução de Alice Xavier; Best Seller; 192 páginas; 24,90 reais).
Os autores identificam um mecanismo de compensação psicológica no gosto dos executivos por esse palavreado que recheia reuniões e reuniões: ele confere uma aura de importância e inovação às realizações mais comezinhas. A empresa passou a trabalhar com um software mais avançado? Será mais emocionante afirmar que houve uma “mudança de paradigma tecnológico”. O recurso à linguagem empolada, porém, nem sempre é tão inocente. Com frequência, a verborragia está lá para encobrir a negligência, a incompetência e até a fraude. Um exemplo expressivo é a seguinte frase perfeitamente vazia de sentido: “Temos redes robustas de ativos estratégicos dos quais detemos a propriedade ou o acesso contratual, o que nos dá mais flexibilidade e velocidade para, de modo confiável, fornecer soluções logísticas abrangentes”. Essa pérola faz parte do relatório anual de 2000 da empresa americana Enron. No ano seguinte, a companhia declarou falência depois que se descobriu que sua contabilidade era toda falsificada. Não por acaso, a tendência à linguagem estupefaciente é maior entre as empresas desonestas. Isso é demonstrável na análise das cartas aos acionistas que acompanham os relatórios anuais de grandes corporações. Os autores de Por que as Pessoas de Negócios... pontuaram esses textos com o índice Flesch, criado nos anos 40 pelo educador de origem austríaca Rudolf Flesch, que indica a clareza da linguagem em inglês. Quanto mais elevada à nota na escala, maior a clareza. Empresas admiradas como o Google, a General Electric e a Amazon pontuaram acima de 40. A Enron ficou com apenas 18.
Maus resultados financeiros, demissões, produtos que falham – a embromação tenta obscurecer qualquer fato desagradável. Veja por exemplo um memorando de Edgar Bronfman Jr., presidente da Warner Music: “Estamos anunciando hoje uma série de passos necessários à reestruturação e cruciais para o futuro do Warner Music Group. (...) É da máxima importância fazermos, tão logo possível, as mudanças necessárias para que o WMG possa continuar a progredir, com redobrada força e confiança, como uma organização mais competitiva, ágil e eficiente”. O objetivo de todo esse papo-furado era anunciar um corte de 20% do pessoal. Medidas drásticas como essa são muitas vezes necessárias, especialmente em indústria em crise. Mas encobri-las com eufemismos como “reestruturação” ou “reengenharia” insulta os demitidos.
Talvez o maior vilão de Por que as Pessoas de Negócios Falam como Idiotas seja um programa de computador: o já citado PowerPoint. Muito usado em palestras corporativas, ele é a versão informatizada dos obsoletos projetores de slides e transparências. Com seus modelos padronizados e as facilidades que oferece para o desenho de diagramas e organogramas, tornou-se também o veículo ideal para os clichês empresariais. Em 2003, uma equipe de técnicos da Nasa, a agência espacial americana, fez uma apresentação em PowerPoint sobre defeitos estruturais no ônibus espacial Columbia. A exposição alertava para a possibilidade de que pedaços do revestimento dos tanques de combustível, se se desprendessem e atingissem a nave, causariam danos graves. Só que a informação estava perdida no meio de uma tela do PowerPoint, entre outras frases irrelevantes e expressões vazias como “dano significativo” (“significativo” compete com “estratégico” pelo lugar de adjetivo mais vago do jargão corporativo). Uma semana depois, o Columbia explodiu ao reentrar na atmosfera terrestre, matando os sete tripulantes. A causa do acidente: pedaços do revestimento que se soltaram. O jargão obscuro, como se vê, não tortura apenas a língua. Pode também fazer vítimas fatais.
Jerônimo Teixeira
Veja. 18 de julho, 2007.
Entre os expedientes linguísticos de argumentação usados no texto, não se inclui:
 

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1813799 Ano: 2015
Disciplina: Pedagogia
Banca: INAZ do Pará
Orgão: Pref. Cristiano Otoni-MG
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O Papel do Coordenador Pedagógico. É preciso profissionalizar cada vez mais o papel deste importante ator nos processos educacionais para que ele atue de fato mobilizando o grupo para a melhoria das práticas pedagógicas na escola. O que acontece em muitos casos é que o coordenador não consegue organizar sua rotina de modo a focar nas ações pedagógicas e prioritárias e acaba se perdendo no dia a dia da escola, envolvido principalmente em problemas de indisciplina, como comenta a especialista em Educação Infantil e Séries Iniciais, Lidiane Cristina da Silva. Nós, Coordenadores Escolares, passamos a ser reconhecidos como “faz tudo”, pois além de auxiliar o professor na construção e aplicação de seu planejamento, propor avaliações paralelas periódicas, desenvolver os projetos na escola, precisamos assumir outras funções, como preencher registro de ocorrência de alunos e professores, enviar bilhetes, dar advertência, redigir atas, cuidar da entrada tardia e saída antecipada dos alunos, cobrar o uso do uniforme e vestimentas adequadas ao ambiente escolar, e, com tudo isso, o trabalho pedagógico na sua essência fica adormecido.
Disponível: http://blog.qedu.org.br/blog/2015/04/28/o-papel-a-formacao-e-os-desafios-do-coordenador-pedagogico. Acessado: 17/03/2016
Quanto ao desempenho do Coordenador Pedagógico, marque a alternativa correta:
 

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1813790 Ano: 2015
Disciplina: Direito Educacional e Tecnológico
Banca: INAZ do Pará
Orgão: Pref. Cristiano Otoni-MG
Gestão e Aprendizagem são duas palavras que instauram conexões interessantes estabelecendo diálogos entre elas e abrindo possibilidades com interlocutores diversos no contexto da educação brasileira. O denominador comum a ambas é com certeza, a vida humana processo vivo, dinâmico, concreto e não uma abstração metafórica. Vida de cada pessoa e de pessoas em interação, em contínuo exercício de múltiplas aprendizagens e “ensinagens” Vida de pessoa e pessoas que precisam ser gestadas em muitas dimensões e à luz de valores que conferem significado. “Todo ser humano é inconcluso e é aí que se funda a educação como processo permanente”, diz Paulo Freire e é nesta perspectiva que Gestão e Aprendizagem inauguram contornos para que a vida aconteça. Aprendizagem entendida como processo ativo e interativo contemplando o ensino como dimensão implícita ao conceito. “Mestre, não é aquele que ensina, mas o que de repente, aprende” já anunciava Guimarães Rosa em Grandes Sertões/Veredas. Gestão como processo igualmente dinâmico: planeja, organiza e avalia o processo de educação e de vida, oportunizando tempos e espaços, imprimindo rumo e operacionalizando intenções. Gestão e Aprendizagem no cenário concreto da educação brasileira: Possibilidade? Desafio?
Disponível em: http://www.pmf.sc.gov.br/arquivos/pdf/13_02_2012_10.54.30.cd8b69c7158084c6e88f747450b0221e.pdf. Acessado em: 28/03/2016
Em se tratando de Gestão e Aprendizagem de acordo com o texto acima, marque a alternativa correta:
 

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1812693 Ano: 2015
Disciplina: Biologia
Banca: INAZ do Pará
Orgão: Pref. Cristiano Otoni-MG
A cor das flores nas plantas do gênero mirabilis é um caso típico de dominância incompleta. Do cruzamento de uma planta de flor vermelha com uma planta de flor branca, ambas homozigotas. A proporção fenotípica esperada em F2, é:
 

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Texto para a questão.
Uma conversa inicial
Todos nós somos pesquisadores desde pequenininhos. Na língua nativa, por exemplo, intuitivamente reproduzimos palavras que nos são apresentadas por nossa família, primeiro, e vamos conpreendendo que, ao pronunciar aquilo, temos um resultado e que, ao dizermos outra palavra, temos outra reação dos nossos próximos. E começamos a (re)produzir nossas primeiras frases, testando o resultado do que dizemos no lugar em que dizemos e para quem o dizemos. Presenciando esses atos de fala, vamos construindo o nosso repertório de palavras e de frases as quais vão passando a serem característicos de nós mesmos. Com isso, vamos formando uma consciência linguística por meio de hipóteses que se dão normalmente entre 0 e 3 anos e vão se firmando de 4 a 6 anos. Nessas fases, somos aprendizes da língua, autênticos pesquisadores da linguagem e do próprio mundo. Mas, vamos sair da área da Linguagem...; afinal, não é esse o propósito deste texto.
Ainda pequenos, vemos cores, formas, coisas estranhas que não compreendemos e pomo-nos a tentar compreender aquilo que vemos, comparando, testando, concluindo. Por exemplo, quantos entre vocês não pegaram uma descarga elétrica ao pôr o dedo na tomada? Quantos entre nós não descobrimos que temos sexos diferentes quando tivemos a oportunidade de ver o sexo oposto ao nosso?
Viu como somos pesquisadores?!! Não? Observe como em tudo o que foi dito acima há um pouco de testagem, de levantamento de dados, de reflexão sobre o resultado da pesquisa, de conclusões mais evidentes e palpáveis dos resultados de suas observações. Assim é que se faz pesquisa e é-se pesquisador.
Se pensarmos, então, por esse caminho, veremos que nossas mães são perfeitas pesquisadoras, pois sabem muito bem onde comprar com qualidade sem gastar muito; nossos pais também, pois sabem que, às vezes, mesmo você estudando numa escola mais cara, há uma série de variáveis que contribuem para sair mais barato. Eles comparam, avaliam, testam, ponderam, chegam a resultados os quais você fica sabendo logo, logo. Às vezes não concorda com a tomada de decisão deles, mas acredita que seja para o seu bem. E assim vai passando a vida. Eles praticamente fazem isso o tempo todo, mas você normalmente acha que seu pai ou sua mãe é um avarento, não é mesmo? Não são não! São excelentes pesquisadores, sim.
(...)
Na escola, a pesquisa nos é jogada nos peitos por muitos professores. Quase nenhum professor nos ensina como fazer a pesquisa que ele/ela acabou de passar. Os pais de vocês que o digam! Coitados! Quantas e quantas vezes não se veem obrigados a deixar seus afazeres para ajudá-lo(a) a pesquisar? Do contrário, vão amargar junto com você uma nota, uma média, um conceito não muito agradável. Aliás, existem situações em que a tal pesquisa vale a nota total da prova, ou a maior parte na avaliação sumativa. E aí? Como garantir uma boa nota na pesquisa? Não tem jeito: você tem que aprender a pesquisar, e isso só é possível fazendo. Quanto mais o seu professor for um estudioso daquilo que ele ensina, mais ele sabe sobre o ato de pesquisar e o papel que a pesquisa tem no processo de ensino e aprendizagem. E mais ainda ele será exigente nas pesquisas solicitadas a você e/ou à sua turma. Se não, qualquer “coisa” que você produzir vai satisfazê-lo.
Gostaria ainda de dizer que bem mais como uma nota a mais ou a única, a pesquisa deve ser encarada como um ato de estudo, de reflexão, de doação. E este material que ora chega às suas mãos quer promover isso. A pesquisa constitui – ainda que nem todos os professores tenham vislumbrado isto – a base de todo o conhecimento humano; afinal, o homem aprende quando ele próprio constrói o seu saber mediatizado pelo professor que passa a ser um direcionador, um encaminhador de suas leituras, um orientador de suas produções. Quando isso acontece, ambos saem ganhando, porque o ato educacional só se efetiva quando ele é coparticipativo, coprodutivo, coconstrutivo. E a pesquisa contribui para isso se ambos compreenderem os propósitos dela.
Boa leitura e excelentes pesquisas!
LISBÔA, Wandré G de C. O que é PESQUISAR? – Material didático produzido para o Ensino Fundamental. Belém/PA, 2009.
Conforme o texto, somente um dos atos, nos pares de ações abaixo, não foi apontado como um ato do pesquisador. Qual?
 

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Sobre a Educação Básica, a Lei 9.394/96 em seu Capítulo II, afirma que:
 

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Texto para a questão.
A aprendizagem e as multilinguagens
O mundo, na Pós-Modernidade, é um mundo de palavras associadas a imagens. Ora sozinhas, ora misturadas, as palavras se consorcia(ra)m a mais outras linguagens numa proporção tal que a verdade é que o mundo hoje é constituído por mais linguagens múltiplas e intersectadas, que estimulam e encetam os jogos de forças sociais, do que quando nossos olhos sequer podiam ver isso.
Não há sequer um evento neste mundo que não se valha ou não se deixe permear pela(s) linguagem(ens). A cultura, as crenças religiosas, a sexualidade, as relações de namoro, a culinária, a educação, a política, a cognição; enfim, tudo, absolutamente tudo, tem na linguagem e em muitas delas a matéria-prima das inúmeras relações humanas, cujo objetivo maior sempre foi, desde os tempos ulteriores, mais exatamente a partir do momento em que o homem compreendeu o poder da linguagem e das demais, a aderência do Outro: a aceitabilidade do Outro. A aderente compreensão de que o que se diz/disse é crucial na sociocomunicação; é a magia que toda aula precisa realizar.
Em se tratando de Educação, evento central que será ao longo deste texto refletido, vou tratar focalmente da aula como gênero textual sociointerativo, sob a hipótese de que muitos professores não compartilham o saber de que aula é aderência; ou se o conhecem, não têm sabido como proceder para ativar a sociointeração em sala de aula. Comungaremos ao longo do texto que a aula precisa ser um processo interativo além de o ser comunicativo, buscando a aderência do Outro a partir da compreensão revelada desse Outro – e aqui entram inclusive os mercados linguísticos além da sala de aula – justo porque é intrínseco a toda aula que ela tenha a refinada inteligibilidade a que só as linguagens podem dar acesso; a difusa conexão que só as várias áreas do conhecimento humano podem propor, se vistas em forma de rede; e a necessária promoção do conhecimento humano posto e interposto que as investigações das ciências cognitivas, das ciências da educação e das ciências da linguagem têm buscado incessantemente reconstituir, de forma compreensível, como a aprendizagem se dá, na tentativa de tornar compreensível, imediato e razoado o maior de todo os bens do mundo: a sociocomunicação.
Se é certo que o trabalho docente mudou muito nas últimas décadas, não só no que se refere aos avanços significativos das ciências per si e das tecnologias a serviço da didatização dos inúmeros objetos das áreas, mas principalmente no que se refere ao olhar crítico-reflexivo, significativo e metacognitivo que subjaz as ações docentes, é certo também que continuamos vendo as áreas unicamente sob um único território que insiste em não dialogar com outras áreas; que insiste em enclausurar os objetos de ensino a áreas historicamente condicionadas, em ver esses objetos sob uma única ótica; ou ainda, em limitar que outras áreas vejam aqueles objetos de ensino sob suas óticas. Essas têm sido ainda as nossas “epistèmes”.
A necessidade de vincular todo o ensino formal a uma epistemologia que não isole, mas amplie; que não singularize, mas pluralize, sem perder o eixo da cientificidade junto com o da criatividade, é o que se espera das novas teorizações educacionais destes novos tempos.
O encaixotamento que se previu para a língua, por exemplo, como objeto de estudo somente da Linguística, não foi totalmente processado pela Sociedade do Conhecimento, porque se viu que nem tudo a Linguística poderia explicar sobre as línguas, porque há muitos outros elementos envolvidos na arena comunicativa do que somente o código. Há, entre outros, as relações de poder, as subjetividades nas escolhas lexicais, como há também questões emocionais. Todas questões fugidias do formato da caixa, porque não eram e porque não há dados inalteráveis: são-no, por conta da própria essência do objeto, voláteis, volúveis, indisciplinares.
Incorporar toda a Educação aos planos da linguagem não é colocar aquela sob os ditames desta, é na verdade ver as cenas de educação escolar por meio dos veios da linguagem, como cenas que devam ser autênticas de forma que deem autonomia aos alunos e resgatem suas criatividades cerceadas por escolas e por professores.
A verdade é que é preciso pensar a Educação como objeto da própria linguagem, reconstituindo, assim, a forma como devemos ver todas as aulas em uma escola, em uma academia. E mais: é necessário reconstituir também todas as cenas de aula que ministramos como fontes reobserváveis para que alcancemos a leitura de que só refletir sobre o se fez ou o que não se faz não é ainda o pós-moderno; é o moderno. O pós-moderno é refletir sobre a própria reflexão anteriormente feita, a ponto de retroalimentar outros novos direcionamentos disponíveis à construção de saberes sociossemióticos.
Não se pode crer que a Linguística, a Semiótica, a Pedagogia, a Psicanálise, a Psicologia ou qualquer outra forma de isolar o mundo com objetivos pré-determinados vá responder a todos os problemas educacionais do mundo e do Brasil. Não é isso! Aliás, isso seria reducionista até mesmo, sem dizer que tem caráter de uma receita, a partir de um diagnóstico, como sempre o foi durante todos os séculos, amém!
Em outras palavras, sabido qual era o problema educacional, bastaria acionar o especialista da área para que este resolvesse a questão. Até hoje algumas escolas, algumas gestões pensam assim. Os problemas são de todas as áreas e podem e devem ser analisados à luz de muitas delas. Contudo, é a linguagem o começo, o meio e o fim por que deve passar qualquer análise que busque compreender questões relativas ao mundo do saber, à aprendizagem e ao ensino.
Outro exemplo é o da Pedagogia que sozinha, legalmente instituída e institucionalizada, não consegue responder às demandas dos processos ensino e aprendizagem porque há uma complexidade a que só tem acesso se primeiro se acessarem as linguagens que subjazem as práticas discursivas escolares e escolarizadas pela própria Pedagogia. Essa possibilidade de não ser disciplinar, mas indisciplinar e/ou transdisciplinar, dá à linguagem o caráter de estar e de ver-se em outras áreas para além da Linguística, e põe todos os professores como professores de linguagem e, portanto, como negociadores de sentido (s).
A Linguística Aplicada (LA), ao que parece, tem-se espraiado muito mais naquilo que ficou à margem. Como ciência, ela consegue, por conta de não ver de forma disciplinar, mas indisciplinar, o que sozinhas outras áreas continuam a não vislumbrar; afinal, por que ver sob um único viés o que na verdade é um todo? Se se olha com apenas um olho, perde-se a possibilidade de ver as conexões da grande rede de elementos que constituem a complexidade da Educação Formal Humana.
Sem a intenção de ser a resposta a todas as questões de Educação, tampouco a “salvadora da pátria” para um ensino de línguas maternas e estrangeiras que promova de fato uma aprendizagem para o longo da vida, a LA tem como um dos objetivos provocar a reflexão a partir das reflexões já feitas por outras áreas, como uma forma de verticalizar horizontalmente questões educacionais à luz das linguagens.
A Educação de pessoas não pode ser mais enxergada como algo esvaído de propósitos políticos e desconexo das contingências e vicissitudes sociais e históricas do grupo a que as práticas discursivas didáticas são expostas. São necessários a ouvidoria e o compartilhamento de vozes até mesmo não construção de currículos, mormente se os currículos tiverem, como objeto e ação, os textos em suas multimodalidades e multissemioses.
(...).
LISBÔA, Wandré G de C. TEXTUATIVIDADE – Todo o ensino à luz das linguagens. ALVES: Belém/PA, 2016, no prelo.
O significado da palavra encetam, no excerto: “que estimulam e encetam os jogos de forças sociais, do que quando nossos olhos sequer podiam ver isso”, é o de?
 

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