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Foram encontradas 393 questões.

727447 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
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Caça
Martha Medeiros
Por que é importante ler? Pergunta recorrente em qualquer encontro de escritores com estudantes. E a gente acaba desfiando um rosário de respostas prontas, um blá blá blá repetitivo, apesar de necessário. Mas hoje vou dar um exemplo prático. Estava lendo uma revista − nem era um livro − quando me deparei com uma entrevista feita com o chef Philippe Legendre, estrela da gastronomia francesa de quem nunca provei um ovo frito. Ignorante sobre quem era o cara, li. Lá pelas tantas, o repórter: "É verdade que o senhor adora caçar?". O chef: "Eu caço o silêncio. Atiro no barulho."
Bum!
Perdizes, faisões, coelhos, sei lá o que o tal homem caça todo final de semana − e nem me interessa. O importante foi o impacto causado por aquelas duas frasezinhas curtas que pareciam um poema e que empurraram meu pensamento para além daquelas páginas, me puseram a pensar sobre minhas próprias perseguições. Caço o silêncio. Atiro no barulho. Eu idem, monsieur.
Eu caço o sossego. Atiro na tevê.
Eu caço afeto. Atiro em gente rude.
Eu caço liberdade. Atiro na patrulha.
Eu caço amigos. Atiro em fantasmas.
Eu caço o amanhã. Atiro no ontem.
Eu caço prazeres. Atiro no tédio.
Eu caço o sono. Atiro no sol.
E quando caço o sol, atiro em relógios. Acho que é isto que a leitura faz. Nos solta na floresta com uma arma na mão. Nos dá munição para atirar em tudo o que nos distrai de nós mesmos, no que nos desconcentra. O livro não permite que fiquemos sem nos escutar. A leitura faz eu mirar em mim e acertar no que eu nem sabia que também sentia e pensava. E, por outro lado, me ajuda a matar tudo o que pode haver em mim de limitante: preconceitos, ideias fixas, hipocrisias, solenidades, dores cultuadas.
Lendo, eu caço a mim e atiro em mim.
Disponível em: <http://pensador.uol.com.br/frase/NTIwMDcz/> Acesso em: 2 jun. 2015.
Vocabulário:
Chef - Abreviação do termo francês "chef de cuisine" – chefe de cozinha.
Monsieur - Forma de tratamento francesa equivalente a senhor
Sobre os sinais de pontuação, são feitas as seguintes afirmações:
I. As aspas, em “É verdade que o senhor adora caçar?”, poderiam ser substituídas por um único travessão, o qual antecederia esse período.
II. Os travessões, em “ − nem era um livro − “, poderiam, sem causar prejuízo gramatical e semântico, ser substituídos por vírgulas.
III. Os dois-pontos após a palavra “limitante” antecedem uma enumeração explicativa.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
 

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727265 Ano: 2015
Disciplina: Pedagogia
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Silva (2009) diz que, mesmo não sendo uma teoria, a noção de “currículo oculto” exerceu uma grande atração na maioria das perspectivas críticas iniciais sobre currículo. Isso porque o currículo oculto ensina valores e atitudes que são próprias de outra classe social, contribuindo para o processo de dominação.
O que o autor entende por currículo oculto?
 

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726909 Ano: 2015
Disciplina: Pedagogia
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
João Barroso, no seu texto “O reforço da autonomia das escolas e a flexibilização da gestão escolar em Portugal”, publicado no livro “Gestão Democrática da Educação: atuais tendências, novos desafios (2006)” organizado por Naura S. Carapeto Ferreira, propõe estratégia para o processo de reforço da autonomia das escolas com as seguintes categorias:
 

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726760 Ano: 2015
Disciplina: Pedagogia
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
O plano de disciplina é um instrumento que tem por finalidade sistematizar a ação concreta do professor, a fim de que os objetivos da disciplina sejam atingidos, podendo ser caracterizado pela descrição específica do que o professor realizará durante as aulas de um período específico. Para tal, de acordo com Menegolla e Sant’Anna (2008), ao elaborá-lo, o professor deve atentar para suas as suas características, que segundo os autores são
 

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726739 Ano: 2015
Disciplina: Direito Administrativo
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Nos termos da Lei n.º 8.112, de 1990, tratando-se do direito de petição, qual é o prazo para interposição de pedido de reconsideração ?
 

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726733 Ano: 2015
Disciplina: Engenharia Mecânica
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
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Qual a função do processo de retificação?
 

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726584 Ano: 2015
Disciplina: TI - Banco de Dados
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
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Em relação ao Grau de relacionamento em um Banco de Dados, afirma-se que representa
 

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726388 Ano: 2015
Disciplina: Biblioteconomia
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
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A estrutura de trabalhos acadêmicos compreende as partes externas e internas.
Quanto à parte interna, afirma-se que
 

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726366 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
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Em qual das frases a seguir o pronome relativo “que” NÃO deve vir antecedido de preposição?
 

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726354 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Agora, já, imediatamente
Ao contrário daqueles que deixam tudo para depois, o precrastinador quer resolver tudo antes da hora, o que pode trazer vantagens, mas também alguns transtornos.
Existem pessoas que deixam tudo para depois, também chamadas de procrastinadoras, e há aquelas que querem resolver tudo de imediato. Deveriam ser chamadas de precrastinadoras, mas não são, pois o termo ainda não foi incluso nos dicionários de língua portuguesa. No entanto, já consta em vários artigos científicos e em discursos acadêmicos.
Identificado por pesquisadores da Universidade Estadual da Pensilvânia, o precrastinador tem um comportamento considerado normal e até positivo, em princípio, mas com alguns senões. Adiantar tarefas pode levar à perda de prazos e compromissos, ou seja, à medida que ele realiza trabalhos menores, os mais complexos são colocados de lado.
[...]
Para o psicólogo e psicoterapeuta Antonio Carlos Amador Pereira, professor no curso de Psicologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), o comportamento dos precrastinadores e procrastinadores se caracteriza pela presença da ansiedade, o que difere é a maneira de como eles reagem a ela. Enquanto os primeiros querem resolver tudo o mais rápido possível, os últimos postergam.
“O procrastinador pode ser cuca-fresca, uma pessoa que não se preocupa com prazos e deixa para fazer as tarefas próximo do prazo de entrega, ou essa pode ser uma forma de não lidar com o estresse, o que é desagradável. Mas à medida que o prazo final se aproxima, ele conclui o trabalho ou entra em pânico, pois o desconforto aumenta brutalmente”, explica Pereira.
De acordo com o psicólogo, toda tarefa tem um nível de ansiedade. Ela só se configura em um problema quando é muito intensa. Nesse caso, pode bloquear, paralisar o indivíduo. Caso a pessoa não sinta um mínimo de ansiedade, ela não sai da cama de manhã para trabalhar.
Independentemente da situação, a resolução das pendências elimina o estresse. O sintoma muitas vezes é caracterizado por sensações de desconforto, preocupação, irritação, frustração, entre outras; envolve a necessidade de adaptação a uma nova situação. “Quando a pessoa tem uma tarefa ou prazo a cumprir, de alguma forma essa condição gera ansiedade. Há pessoas aparentemente disciplinadas que vivem no controle das situações. Ficam ansiosas quando não conseguem resolvê-las rapidamente. São ultrametódicas, aparentemente disciplinadas, e até controladoras, porque para elas baixar a ansiedade implica entrar no campo dos outros”, relata Pereira.
Há quem acredite que dar conta de pequenas tarefas seja dispersão e pode ainda desfocar a atenção de objetivos maiores. Como esse estudo visa à compreensão do comportamento dos precrastinadores, em comparação com o procrastinador, os primeiros saem à frente, pois não concluem coisa alguma.
Cumprir check-list pode ser uma metodologia que alguns desenvolvem para evitar que as suas vidas se transformem em um caos. “Os disciplinados precisam dessa organização, caso contrário, também se confundem. Eles resolvem tudo o que vem pela frente a ponto de isso se tornar um hábito. Esse tipo de comportamento pode inclusive ser útil em algumas funções que exigem rigor”, observa o psicólogo.
No dia a dia, quando a pessoa é pressionada por resultados que visam sempre à produtividade, a quantidade nem sempre é sinônimo de eficiência e pontualidade. Na ânsia de se ver livre das tarefinhas, é necessário cuidado para concluir o que realmente necessita ser feito. Por exemplo, se um relatório precisa ser entregue hoje, é importante concentrar toda atenção nele; as tarefas que chegaram depois não podem virar prioridade. Tentar reproduzir um comportamento ágil com o uso de ferramentas tecnológicas também não é adequado. Apesar disso, há quem goste da agilidade delas e de estar “conectado” 24 horas, a ponto de manter os seus celulares ligados mesmo enquanto dorme.
Quer ver o precrastinador em ação? Ele não hesita em interromper um encontro social para atender prontamente a uma demanda de trabalho, que poderia ser resolvida depois, sem prejuízos. “É saudável ter repouso. Alguns parecem gostar dessa procura fora do ambiente e hora de trabalho; acreditam que isso dá status; se sentem importantes vivendo assim. Isso tem um custo alto”, finaliza Pereira.
Revista Kalunga - 18/2/2015 – Disponível em: <http://www.revistakalunga.com.br/page/4/ >Acesso em 20 mai. 2015. (adaptado)
Em “Na ânsia de se ver livre das tarefinhas,...”, a palavra “tarefinhas” está empregada em sentido
 

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