Considere o seguinte depoimento de uma aluna de
estágio do curso de licenciatura em teatro de um
Instituto Federal: “No 9º ano, minha tentativa de
trabalhar os jogos teatrais da Spolin para chegar à
farsa não fluiu e foi um fracasso! A turma se
fechou! Parecia que o medo de passar vergonha na
frente dos outros era maior que qualquer vontade
de criar. Tentei mudar a aula e puxar o TeatroFórum do Boal para cutucar o bullying que eu vi
ocorrendo ali no fundo, mas não funcionou. Um
aluno soltou: ‘Ah, professora, para com essa
terapia de grupo aí... a gente quer fazer teatro de
verdade, com ensaio, luz e roupa de personagem’.
Fiquei sem saída: como garantir o protagonismo
que a sociologia da infância prega se eles mesmos
pedem o modelo tradicional e a BNCC cobra essa
autonomia o tempo todo?”.
A partir da fricção entre a prática de estágio
narrada e os fundamentos que orientam o teatro no
ensino fundamental, assinale a alternativa que
equaciona esse impasse metodológico.
É fundamental que os docentes compreendam as
diferenças entre as etapas da educação básica,
sobretudo aqueles que atuarão na formação inicial
de professores. Nos anos iniciais do ensino
fundamental, as crianças passam por uma fase de
transição e intensa expansão de suas capacidades
de abstração e interação social. Acerca dessa faixa
etária, de acordo com a Base Nacional Comum
Curricular e as pedagogias do teatro, assinale a
alternativa correta.
Um professor implementa um projeto de teatro em
comunidades com alunos do ensino médio
integrado e moradores locais, no contexto de
atividades de extensão e pesquisa aplicada de um
Instituto Federal. Nesse contexto, surge um
impasse ético sobre a transferência de narrativas
locais para o palco: “Como não correr o risco de
que a perspectiva acadêmica do IF transforme a
experiência do outro em um “objeto exótico” ou
um “simulacro de falta?” Considerando o campo
do teatro e(m) comunidades nessa situação,
assinale a alternativa correta.
Um professor do curso de licenciatura em teatro
em um Instituto Federal, em uma aula de estágio
supervisionado, precisa orientar um estagiário que
relata: “Os meus alunos da 1ª série do ensino
médio se recusam a participar de jogos teatrais
porque veem a proposta como infantil”. Em defesa
do jogo como fundamento das pedagogias do
teatro, o professor se inspira na obra clássica
Homo Ludens, de Johan Huizinga. Quanto à
natureza do jogo e sua função sociopolítica,
assinale a alternativa correta.
No âmbito da educação integrada do ensino médio,
em um Instituto Federal, o professor de teatro
deseja construir uma unidade didática focada em
questionar as relações de poder e opressões
sistêmicas no território. Para isso, planeja
fundamentar sua prática em pedagogias póscríticas, articulando as matrizes do Teatro do
Oprimido com discussões contemporâneas sobre
de(s)colonialidade. Assinale a alternativa que
apresenta o suporte teórico e metodológico
correto para cumprir esse objetivo.
Ao coordenar um PIBID vinculado à licenciatura em
teatro em um Instituto Federal, um docente
acompanha as ações dos bolsistas em uma região
periférica da cidade, junto ao professor supervisor.
Os bolsistas darão continuidade ao trabalho
iniciado por ele, que iria entrar na Unidade Didática
em que trabalharia o Teatro Experimental do Negro
(TEN). Discute-se, em orientação, a necessidade de
abordar o tema sem dicotomizar forma e conteúdo
e a necessidade de provocar vivências contrárias à
hegemonia eurocêntrica. A respeito dessa práxis,
assinale a alternativa correta.
Um professor coordena um projeto de extensão do
curso de licenciatura em teatro em um Instituto
Federal, trabalhando com alunos para criar
oficinas dentro de uma ONG que acolhe crianças
refugiadas. Na orientação, os extensionistas
apontam que as crianças estão utilizando o espaço
de brincadeira para narrar eventos de seus
caminhos de deslocamento, muitas vezes em sua
língua materna misturada com o português,
desenvolvendo cenas que são mais do que
dramáticas e que as crianças acham difícil
descrever. Em relação a essa práxis, assinale a
alternativa correta.
O GT Etnocenologia da ABRACE (Associação
Brasileira de Pesquisa e Pós-graduação em Artes
Cênicas) existe desde 2007 e investiga o fenômeno
espetacular. É um dos grupos com maior volume
de publicações nos anais dessa associação e
contribui com reflexões pós-críticas do GT
Pedagogias do Teatro, à medida que tensiona o
status quo. Acerca dessas contribuições para a
docência no Instituto Federal, assinale a alternativa
correta.
Mesmo após o falecimento de Augusto Boal, em
2009, o Teatro do Oprimido (TO) continua sendo
praticado e estudado no mundo inteiro.
Atualizações e releituras dessa pedagogia vêm
sendo amplamente investigadas, em perspectivas
pedagógicas pós-críticas que a defendem não mais
como veículo de conscientização, mas como
estética de resistência. Nesse contexto, assinale a
alternativa que articula uma posição atualizada do
Coringa.
Em um passado recente, a abordagem triangular
para a arte-educação no Brasil fundamentou os
Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) – Arte e
demarcou um importante território de conquistas
na luta contra a polivalência do ensino de arte nas
escolas. Contudo essa abordagem foi proposta por
uma pesquisadora do campo das artes visuais, e,
com o avanço nas pesquisas em artes cênicas,
esse paradigma foi tensionado. À luz das críticas a
essa abordagem para o ensino de teatro, assinale
a alternativa correta.