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Nervos de Aço
Lupicínio Rodrigues
Você sabe o que é ter um amor, meu senhor?
Ter loucura por uma mulher
E depois encontrar esse amor, meu senhor
Nos braços de um tipo qualquer?
Você sabe o que é ter um amor, meu senhor
E por ele quase morrer
E depois encontrá-lo em um braço
Que nem um pedaço do meu pode ser?
Há pessoas de nervos de aço
Sem sangue nas veias e sem coração
Mas não sei se passando o que eu passo
Talvez não lhes venha qualquer reação
Eu não sei se o que trago no peito
É ciúme, é despeito, amizade ou horror
Eu só sinto é que quando a vejo
Me dá um desejo de morte ou de dor
[...]
Disponível em: https://www.letras.mus.br/lupcinio-rodrigues/127284/. Acesso em: 9 fev. 2026.
A título de informação, a “Geração de 45” no Brasil, inserida na terceira fase do modernismo pós-Segunda Guerra Mundial, caracteriza-se por um retorno ao formalismo, à sondagem psicológica, à angústia existencial e, paradoxalmente, a um certo lirismo contido, distanciando-se do caráter mais agressivo da fase de 1922.
A letra da composição “Nervos de Aço”, de Lupicínio Rodrigues (composta nos anos 1940, popularizada no pós-guerra), assemelha-se à temática da geração 45, podendo assim representar essa geração porque
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Texto 1: (EM13LP15) Planejar, produzir, revisar, editar, reescrever e avaliar textos escritos e multissemióticos, considerando sua adequação às condições de produção do texto, no que diz respeito ao lugar social a ser assumido e à imagem que se pretende passar a respeito de si mesmo, ao leitor pretendido, ao veículo e mídia em que o texto ou produção cultural vai circular, ao contexto imediato e sócio-histórico mais geral, ao gênero textual em questão e suas regularidades, à variedade linguística apropriada a esse contexto e ao uso do conhecimento dos aspectos notacionais (ortografia padrão, pontuação adequada, mecanismos de concordância nominal e verbal, regência verbal etc.), sempre que o contexto o exigir.
BNCC, Língua Portuguesa no Ensino Médio, p. 509. Disponível em: https:Documents/COP_doc/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal.pdf. Acesso em: 23 fev. 2026.
Texto 2: Eu fiz assim :) Gravei e revisei as atividades
[…] Uma das atividades que realizamos foi a produção de poemas. Durante um mês, dei aulas sobre esse gênero e depois eles escreveram os próprios textos no Word. Após a correção ortográfica, publicamos as produções no blog. É ótimo porque, caso eles queiram, podem até aprimorar o que já foi publicado. Para conseguir realizar essas atividades com o uso da tecnologia, temos um professor responsável por essa área.
Depoimento da profa. de EJA Débora Niklaus. Nova Escola – Guia de Tecnologia na Educação, 2012, p. 72.
De acordo com a habilidade da BNCC apresentada no Texto 1, as atividades desenvolvidas pela professora da EJA em seu relato atendem à seguinte ordem de etapas:
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- Interpretação de TextosTipologia e Gênero TextualTipologias TextuaisTexto Dissertativo-argumentativoOperadores
As vivências das ressonâncias afetivas estão mais ligadas com a forma de se enxergar o coral e de como acontece a percepção dessas interações. Ademais, a valorização das pequenas trocas e ajudas do grupo, nos diálogos espontâneos, são exemplos de que as ressonâncias afetivas estão no cotidiano do coral. Por isso, as ressonâncias vocais-afetivas adentram esse espaço, queiramos ou não, sendo que o diferencial está em como as percebemos e trabalhamos suas potencialidades formativas. Um dos exemplos das interações que favorecem as ressonâncias afetivas é quando os cantores se dispõem a estar num coral em que seus integrantes são voluntários, e que dentro desse espaço nunca teriam coragem de cantar sozinhos, o que em nada diminui a importância da participação dessas pessoas para o coral (Lakschevitz, 2017). Essa situação mostra que a insegurança de cantar sozinho é diminuída quando se canta junto, quando se conta com os outros coralistas e o regente. Ou seja, são as trocas das ressonâncias vocais-afetivas que fazem com que esses coralistas tenham apoio para superar suas dificuldades. É através dessa confiança que talvez, no futuro, possam até mesmo cantar sozinhos (executar “solos” musicais) no coral. Ademais, essas reflexões sobre o coral “para além” dos fragmentos e em constante diálogo com a educação como um todo contribuem de alguma forma para explorar brechas que possam surgir. Queiroz (2017, p. 176) é elucidativo sobre isso, afirmando que diante de “saberes e estratégias de formação ‘prontas’, dadas pelo determinismo social e cultural, é preciso ter a convicção de que há nesses aspectos ‘brechas’ para o preenchimento de novos conhecimentos, novas conjecturas, novas relações”.
Disponível em: https://periodicos.uninove.br/cadernosdepos/article/view/28688/11989. Acesso em: 9 fev. 2026.
De acordo com os operadores argumentativos destacados nesse fragmento textual, verifica-se que
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O pássaro incubado
O pássaro preso na gaiola é um geógrafo quase alheio:
Prefere, do mundo que o cerca, não as arestas: o meio.
É isso que o diferencia dos outros pássaros: ser duro.
Habita cada momento que existe dentro do cubo.
Ao pássaro preso se nega a condição acabado.
Não é um pássaro que voa: É um pássaro incubado.
Falta a ele: não espaços nem horizontes nem casas:
Sobra-lhe uma roupa enjeitada que lhe decepa as asas.
O pássaro preso é um pássaro recortado em seu domínio:
Não é dono de onde mora, nem mora onde é inquilino.
Disponível em: https://ermiracultura.com.br/2019/05/24/cinco-poemas-de-cacaso/. Acesso em: 31 jan. 2026.
À guisa de informação, a poesia marginal (também conhecida como Geração Mimeógrafo) está intimamente ligada ao modernismo brasileiro, sendo frequentemente considerada uma extensão ou uma pós-vanguarda modernista que surgiu no contexto conturbado dos anos 1960 e 1970, durante a ditadura militar.
A poesia O pássaro incubado, de Cacaso, sintetiza
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Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=eyYb962kBXQ. Acesso em: 24 fev. 2026.
Pela estrutura linguística, contexto verbal e suporte, a imagem pode ser definida como um texto:
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Bibliotecas
[…] Os livros são também toupeiras ou minhocas, troncos caídos, maduros de uma longevidade inteira, os livros escutam e falam ininterruptamente. São estações do ano, dos anos todos, desde o princípio do mundo e já do fim do mundo. Os livros esticam e tapam furos na cabeça. Eles sabem chover e fazer escuro, casam filhos e coram, choram, imaginam que mais tarde voltam ao início, a serem crianças. Os livros têm crianças ao dependuro e giram como carrosséis para as ouvir rir e para as fazer brincar. Os livros têm olhos para todos os lados e bisbilhotam o cima e o baixo, a esquerda e a direita de cada coisa ou coisa nenhuma. Nem pestanejam de tanta curiosidade. Podemos pensar que abrir e fechar um livro é obrigá-lo a pestanejar, mas dentro de um livro nunca se faz escuro. Os livros querem sempre ver e estão sempre a contar.
MÃE, Valter Hugo. Bibliotecas. Na Ponta do Lápis, ano XIV, nº 31, p. 20.
No texto, um dos recursos utilizados na referenciação ao sintagma “Os livros” é a prosopopeia.
Assinale a alternativa que contém exemplo desse recurso.
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O Outono é a única estação civilizada. A Primavera é um descontrole glandular da Natureza. O Inverno é o preço que a gente paga para ter o Outono, e por isso está perdoado. O Verão é uma indignidade. Eu deveria ser um par de garras serrilhadas escapulindo pelo chão de mares silenciosos, ou pelo menos um falso inglês como o Eliot. Clássicos ao pé do fogo, um vago cachorro e sherry seco contra o catarro. Um gentleman não deve suar, meu caro. As frutas têm suco, não um inglês. Nas colónias, os nativos suavam por nós, e ... é sempre assim. Quando chega o Verão começo a me imaginar em Londres, estocando meus tintos para o Inverno. Mas é claro que não aguentaria duas semanas como inglês sem começar a maldizer a humidade e a sonhar com o sol.
Mas não sou uma pessoa tropical. A minha terra preferida é o Outono em qualquer lugar. No Outono, as coisas se abrandam e absorvem a luz em vez de refleti-la. É como se a Natureza, etc. (O Verão não é uma boa estação para literatura descritiva. Me peça o resto da frase no Outono.)
Sempre digo que a praia seria um lugar óptimo se não fossem a areia, o sol e a água fria. É só uma frase. Gosto do mar. O diabo é que a gente sempre tem na cabeça um banho de mar perfeito que nunca se repete. O meu aconteceu em Torres, Rio Grande do Sul, em algum ano da década de 50. Sim, crianças, em 50 já existiam Torres, o oceano Atlântico e este cronista, todos bem mais jovens. O mar de Torres estava verde como nunca mais esteve. Via-se o fundo? Via-se o fundo.
Víamos os nossos pés, embora a água estivesse pelo nosso pescoço, e como eram jovens os nossos pés. Havia algas no mar? Iodo, mães-d'água, siris, dejetos, náufragos, sereias? Não, a água estava límpida como nunca mais esteve. Os únicos objetos estranhos no mar eram os nossos pés, e como isso faz tempo. Até que horas ficamos na água? Alguns anoiteceram dentro de água e estariam lá até agora se não tivessem que voltar para a cidade, para se formar, fazer carreira, casar, envelhecer, essas coisas. [...]
VERÍSSIMO, Luís Fernando. Em algum lugar do paraíso. Rio de Janeiro: Objetiva, 2011.
Considerando-se suas características formais, sua função e seu uso, é correto afirmar que o texto pertence ao gênero
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[…] Um dia fomos almoçar num restaurante. E fiquei observando como as pessoas sempre olhavam para ela. Era como se sua cor retinta, os cabelos crespos e o corpo acima do peso fizessem dela sempre uma intrusa. Uma indesejada. […] Olhei para minha própria pele. E era mais clara que a de meu pai e minha mãe. E talvez por isso eu tivesse sido parado pela polícia duas vezes até ali. E fiquei pensando na crueldade de tudo aquilo. E tive vontade de chorar e já não sabia qual era o real motivo, se era por causa de sua morte, se era pelos olhares daquelas pessoas para minha tia, se era pela descoberta de que as mulheres mais pretas tinham de lidar com outras situações. […] Minha tia Luara pediu o cardápio e, enquanto esperávamos a comida, eu perguntei como ela suportava tudo aquilo. Tudo o quê?, ela perguntou. Tudo isso, de ser sempre julgada pela cor da pele. Minha tia me olhou com tristeza e disse que a gente se acostuma. A gente se acostuma com tudo. A gente se acostuma quando você caminha na rua e as pessoas recolhem as bolsas e mochilas, a gente se acostuma quando os próprios homens preferem as negras mais claras, a gente se acostuma a ser só. A gente se acostuma a chegar numa entrevista de emprego e fingir que não percebeu a cara desapontada do entrevistador. Mas não estou reclamando, porque com o passar dos anos eu aprendi a me defender bem. Aprendi a inventar estratégias de sobrevivência. […]
TENÓRIO, Jeferson. O avesso da pele. São Paulo, Cia das Letras, 2020. (Fragmento).
A forma verbal indicativa de discurso direto: “disse” tem como resposta ao interlocutor:
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“Em conversa ouvida na rua, a ausência de algumas sílabas me levou a conclusão falsa – e involuntariamente criei um boato. Estarei mentindo? Julgo que não. Enquanto não se reconstituírem as sílabas perdidas, o meu boato, se não for absurdo, permanece, e é possível que esses sons tenham sido eliminados por brigarem com o resto do discurso. Quem sabe se eles aí não se encaixaram com intuito de logro?”.
RAMOS, Graciliano. Memórias do cárcere. 44. ed. Rio de Janeiro: Record, 2015, p. 14.
Observando a configuração do período destacado no fragmento de texto, é correto afirmar que a fluidez na leitura se justifica porque
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Disponível em: https://sme.goiania.go.gov.br/conexaoescola/eaja/lingua-portuguesa-efeitos-visuaisem-textos/. Acesso em: 9 fev. 2026.
A título informativo, esse texto visual é resultante de uma proposta de atividade de língua portuguesa integrada com arte (Trabalhando com efeitos visuais em textos), destinada aos estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Nesse contexto, a modalidade EJA apresenta especificidades e metodologias próprias visibilizadas, com o propósito de
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