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Como comecei a escrever
Quando eu tinha 10 anos, ao narrar a um amigo uma história que havia lido, inventei para ela um fim diferente, que me parecia melhor. Resolvi então escrever as minhas próprias histórias.
Durante o meu curso de ginásio, fui estimulado pelo fato de ser sempre dos melhores em português e dos piores em matemática – o que, para mim, significava que eu tinha jeito para escritor.
Naquela época os programas de rádio faziam tanto sucesso quanto os de televisão hoje em dia , e quando eu tinha 10 anos, uma revista semanal do Rio, especializada em rádio, mantinha um concurso permanente de crônicas sob o título “O Que Pensam Os Rádio-Ouvintes”. Eu tinha 12, 13 anos, e não pensava grande coisa, mas minha irmã Berenice me animava a concorrer, passando à máquina as minhas crônicas e mandando-as para o concurso. Mandava várias por semana, e era natural que volta e meia uma fosse premiada.
Passei a escrever contos policiais, influenciado pelas minhas leituras do gênero. Meu autor predileto era Edgar Wallace. Pouco depois passaria a viver sob a influência do livro mais sensacional que já li na minha vida, que foi o Winnetou de Karl May, cujas aventuras procuravam imitar nos meus escritos.
A partir dos 14 anos comecei a escrever histórias “mais sérias”, com pretensão literária. Muito me ajudou, neste início de carreira, ter aprendido datilografia na velha máquina Remington do escritório de meu pai. E a mania que passei a ter de estudar gramática e conhecer bem a língua me foram bastante útil.
Mas nada se pode comparar à ajuda que recebi nesta primeira fase dos escritores de minha terra Guilhermino César, João Etienne filho e Murilo Rubião — e, um pouco mais tarde, de Marques Rebelo e Mário de Andrade, por ocasião da publicação do meu primeiro livro, aos 18 anos.
De tudo, o mais precioso à minha formação, todavia, talvez tenha sido a amizade que me ligou desde então e pela vida afora a Hélio Pellegrino, Otto Lara Resende e Paulo Mendes Campos, tendo como inspiração comum o culto à Literatura.
(Fernando Sabino – Para Gostar de Ler – Volume 4 – Crônicas – Editora Ática – São Paulo – pág.8)
“Passei a escrever contos policiais, influenciado pelas minhas leituras do gênero.”
A palavra destacada foi acentuada pelo mesmo motivo que
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Como comecei a escrever
Quando eu tinha 10 anos, ao narrar a um amigo uma história que havia lido, inventei para ela um fim diferente, que me parecia melhor. Resolvi então escrever as minhas próprias histórias.
Durante o meu curso de ginásio, fui estimulado pelo fato de ser sempre dos melhores em português e dos piores em matemática – o que, para mim, significava que eu tinha jeito para escritor.
Naquela época os programas de rádio faziam tanto sucesso quanto os de televisão hoje em dia , e quando eu tinha 10 anos, uma revista semanal do Rio, especializada em rádio, mantinha um concurso permanente de crônicas sob o título “O Que Pensam Os Rádio-Ouvintes”. Eu tinha 12, 13 anos, e não pensava grande coisa, mas minha irmã Berenice me animava a concorrer, passando à máquina as minhas crônicas e mandando-as para o concurso. Mandava várias por semana, e era natural que volta e meia uma fosse premiada.
Passei a escrever contos policiais, influenciado pelas minhas leituras do gênero. Meu autor predileto era Edgar Wallace. Pouco depois passaria a viver sob a influência do livro mais sensacional que já li na minha vida, que foi o Winnetou de Karl May, cujas aventuras procuravam imitar nos meus escritos.
A partir dos 14 anos comecei a escrever histórias “mais sérias”, com pretensão literária. Muito me ajudou, neste início de carreira, ter aprendido datilografia na velha máquina Remington do escritório de meu pai. E a mania que passei a ter de estudar gramática e conhecer bem a língua me foram bastante útil.
Mas nada se pode comparar à ajuda que recebi nesta primeira fase dos escritores de minha terra Guilhermino César, João Etienne filho e Murilo Rubião — e, um pouco mais tarde, de Marques Rebelo e Mário de Andrade, por ocasião da publicação do meu primeiro livro, aos 18 anos.
De tudo, o mais precioso à minha formação, todavia, talvez tenha sido a amizade que me ligou desde então e pela vida afora a Hélio Pellegrino, Otto Lara Resende e Paulo Mendes Campos, tendo como inspiração comum o culto à Literatura.
(Fernando Sabino – Para Gostar de Ler – Volume 4 – Crônicas – Editora Ática – São Paulo – pág.8)
A linguagem predominante no texto desta prova é classificada de
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A Amazon é a maior loja de comércio eletrônico do mundo e, atualmente, conta com quase 60 milhões de clientes ativos. Sua base de dados é estimada em 42 TB, mas certamente é muito maior que isso.
(Disponível em: https://www.infowester.com/blog/os-maiores-bancos-de-dados-domundo/. Acesso em 03/10/2020)
Sabe-se que 1 Byte = 8 bits, 1 KB= 1024 Bytes, 1 MB= 1024 KB, 1 GB = 1024 MB e que 1 TB = 1024 GB.
De acordo com as informações apresentadas, a base de dados da Amazon possui
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A planta de um laboratório tem o seguinte esboço:
Sabendo que:
I - !$ \overline{AB} = \overline{AE} = 2m !$ e o ângulo entre !$ \overline{AB} !$ e !$ \overline{AE} !$ mede 90°.
II - !$ \overline{ED} = \overline{BC} = 1m !$ e que !$ \overline{BC} !$ é paralelo à !$ \overline{ED} !$, assim como !$ \overline{CD} !$ é paralelo à !$ \overline{BE} !$.
Com base nos dados apresentados e considerando !$ \sqrt{2} = 1,4 !$, o valor da área ABCDE (em m²) é:
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2307690
Ano: 2020
Disciplina: Contabilidade Geral
Banca: Instituto Access
Orgão: Câm. Mangaratiba-RJ
Disciplina: Contabilidade Geral
Banca: Instituto Access
Orgão: Câm. Mangaratiba-RJ
Provas:
Uma empresa apresentou o seguinte Balanço Patrimonial referente ao exercício de 2018, em reais:
| Ativo |
AH (%) |
AV (%) |
|
| Ativo Circulante | 3.000,00 | 100 | 30 |
| Ativo Não Circulante | 7.000,00 | 100 | 70 |
| Ativo Total | 10.000,00 |
| Passivo |
AH (%) |
AV (%) |
|
| Passivo Circulante | 2.000,00 | 100 | 20 |
| Passivo Não Circulante | 3.000,00 | 100 | 30 |
| Patrimônio Líquido | 5.000,00 | 100 | 50 |
| Passivo Total | 10.000,00 |
No exercício de 2019, a empresa adquiriu Mercadorias a prazo no valor de R$ 1.000,00; efetuou um financiamento de longo prazo para aquisição de Imóvel no valor de R$ 2.500,00.
Considerando os dados da questão anterior e após as operações ocorridas em 2019, o índice de Liquidez Corrente será de
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2307689
Ano: 2020
Disciplina: Contabilidade Geral
Banca: Instituto Access
Orgão: Câm. Mangaratiba-RJ
Disciplina: Contabilidade Geral
Banca: Instituto Access
Orgão: Câm. Mangaratiba-RJ
Provas:
Uma empresa apresentou o seguinte Balanço Patrimonial referente ao exercício de 2018, em reais:
| Ativo | AH (%) | AV (%) | |
| Ativo Circulante | 3.000,00 | 100 | 30 |
| Ativo Não Circulante | 7.000,00 | 100 | 70 |
| Ativo Total | 10.000,00 |
| Passivo | AH (%) | AV (%) | |
| Passivo Circulante | 2.000,00 | 100 | 20 |
| Passivo Não Circulante | 3.000,00 | 100 | 30 |
| Patrimônio Líquido | 5.000,00 | 100 | 50 |
| Passivo Total | 10.000,00 |
No exercício de 2019, a empresa adquiriu Mercadorias a prazo no valor de R$ 1.000,00; efetuou um financiamento de longo prazo para aquisição de Imóvel no valor de R$ 2.500,00.
Considerando as informações acima, analise as afirmativas a seguir:
I. Em 2019, houve um aumento de 33% do Ativo Circulante em relação a 2018.
II. Em 2019, houve um aumento de 50% do Passivo Circulante em relação a 2018.
III. O Ativo não Circulante passou a representar 36% do Ativo Total em 2019.
IV. O Passivo não Circulante passou a representar 41% do Passivo total em 2019.
V. Houve um aumento de 13% na participação do Patrimônio Líquido no Passivo Total em 2019.
Está correto o que se afirma em:
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2307688
Ano: 2020
Disciplina: Contabilidade de Custos
Banca: Instituto Access
Orgão: Câm. Mangaratiba-RJ
Disciplina: Contabilidade de Custos
Banca: Instituto Access
Orgão: Câm. Mangaratiba-RJ
Provas:
Uma empresa fabrica três tipos de produtos: X, Y e Z. As informações de custos referentes ao mês de outubro/2020, em reais, estão apresentadas a seguir:

Sabendo que a empresa rateia os custos indiretos com base no valor total dos Custos Diretos, assinale a opção que indica o custo unitário de cada produto em reais.

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A pobreza impacta o cérebro, que impacta
a linguagem, que impacta a leitura
a linguagem, que impacta a leitura
Não é nenhuma surpresa constatar que a pobreza impacta o desempenho escolar das crianças. Inúmeros trabalhos têm comprovado essa relação, a começar pelas obras do famoso e visionário pensador soviético do século passado Lev Vygotsky (1896-1934). A questão é conhecer os mecanismos que medeiam essa influência do ambiente sobre a educação. Os aspectos socioeconômicos são considerados fatores determinantes distais. É necessário conhecer os fatores proximais, para que o enfrentamento do problema seja mais dirigido: não apenas para superar a pobreza, obra de gerações, mas também para mitigar seus efeitos imediatos, no curto prazo, beneficiando as gerações atuais que não podem esperar.
Nesse sentido, chamou-me a atenção o trabalho recém divulgado de pesquisadores norte-americanos da Universidade Columbia, que buscaram esclarecer os fatores mediadores da influência do nível socioeconômico das famílias sobre o desempenho escolar de suas crianças.
A hipótese que orientou o trabalho foi de que o nível socioeconômico determina a oferta de estímulos linguísticos no âmbito da família, que, por sua vez, influencia a plasticidade cerebral das suas crianças, e, por meio dela, o desempenho linguístico. Por consequência, a aprendizagem da leitura. Uma cadeia de fatores influentes uns sobre os outros, impactando ao final o desempenho escolar das crianças.
Os pesquisadores selecionaram crianças entre 5 e 9 anos de famílias de Nova York com diferentes níveis de renda familiar, e colocaram na roupa das crianças — com autorização das famílias, é claro — um minigravador capaz de registrar até 16 horas das conversas em casa. Gravaram em finais de semana, para avaliar por meio de um programa especialmente concebido para isso, a oferta linguística doméstica. Tratava-se de saber quanto os pais conversavam com as crianças, e, especialmente, quanto as crianças respondiam aos pais.
Além disso, as crianças foram ao laboratório para a aquisição de imagens de ressonância magnética de seus cérebros, com a finalidade de avaliar a estrutura das regiões relevantes para a linguagem e a leitura. Por fim, vários testes específicos foram aplicados para avaliar as habilidades de linguagem e de leitura dessas crianças.
(...)
O espanto com essa situação absurda me levou a investigar o quadro atual, após a Covid-19. Preparem-se. A Unesco disponibiliza em seu site um mapa interativo de atualização diária sobre a quarentena que atingiu mais da metade da população escolar em todo o mundo. Ou seja: a maior parte da parcela que frequentava a escola no final de 2019 agora está em casa. Número total de 3 de abril: 1 bilhão e 600 milhões estudantes. Número de 22 de junho: 1 bilhão e 90 milhões de estudantes parados. Atenção: números computados sobre os alunos matriculados, representando quase 70% do total! A eles se somam os 258 milhões sem escola, de antes da pandemia. O fechamento das escolas em nível nacional foi adotado em 144 países. Em outros, as escolas fecharam apenas em algumas unidades regionais. O mapa atualiza a situação do Brasil: em 22 de junho, quase 53 milhões de estudantes sem aulas.
Obviamente, estamos falando de médias, que geralmente escondem situações ainda mais pavorosas, se considerarmos os altos níveis de pobreza e desigualdade em muitos países. A África subsaariana, por exemplo, respondia por um terço dos números totais de crianças sem escola em todo o mundo em 2019, sendo a maioria composta de meninas. Outro terço vinha da Ásia meridional. A América Latina tinha “melhor” desempenho, comparada com essas regiões: 10% das crianças do mundo fora da escola.
A desigualdade social que assola os países — quase todos eles — pôde ser captada pelos dados da Unesco de 2019: 32% de crianças e jovens fora da escola nos países de baixa renda, e outros 30% nos países de renda média, contra apenas 3,5% nos países desenvolvidos.
Um dos grandes desafios após a pandemia já não será mais alcançar o Objetivo 4 da Agenda 2030. Será garantir a volta à escola dos alunos mais pobres, aqueles cujas famílias perderam emprego e renda com a crise econômica que chegou com a Covid-19. Haverá a tendência, é natural, de que muitos jovens precisem trabalhar para ajudar a família, e fiquem fora da escola. Os números da Unesco de 2019 crescerão dramaticamente em 2021. E o problema passa a ser conseguir que retornem à escola.
Pobres crianças pobres.
(Roberto Lent – http://innt.org.br/neurociencia-e-educacao-sao-temas-de-artigosde- roberto-lent-publicados-)
Na passagem: “A questão é conhecer os mecanismos que medeiam essa influência do ambiente sobre a educação. Os aspectos socioeconômicos são considerados fatores determinantes distais.”
A forma verbal destacada no fragmento do texto sinaliza
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A pobreza impacta o cérebro, que impacta
a linguagem, que impacta a leitura
a linguagem, que impacta a leitura
Não é nenhuma surpresa constatar que a pobreza impacta o desempenho escolar das crianças. Inúmeros trabalhos têm comprovado essa relação, a começar pelas obras do famoso e visionário pensador soviético do século passado Lev Vygotsky (1896-1934). A questão é conhecer os mecanismos que medeiam essa influência do ambiente sobre a educação. Os aspectos socioeconômicos são considerados fatores determinantes distais. É necessário conhecer os fatores proximais, para que o enfrentamento do problema seja mais dirigido: não apenas para superar a pobreza, obra de gerações, mas também para mitigar seus efeitos imediatos, no curto prazo, beneficiando as gerações atuais que não podem esperar.
Nesse sentido, chamou-me a atenção o trabalho recém divulgado de pesquisadores norte-americanos da Universidade Columbia, que buscaram esclarecer os fatores mediadores da influência do nível socioeconômico das famílias sobre o desempenho escolar de suas crianças.
A hipótese que orientou o trabalho foi de que o nível socioeconômico determina a oferta de estímulos linguísticos no âmbito da família, que, por sua vez, influencia a plasticidade cerebral das suas crianças, e, por meio dela, o desempenho linguístico. Por consequência, a aprendizagem da leitura. Uma cadeia de fatores influentes uns sobre os outros, impactando ao final o desempenho escolar das crianças.
Os pesquisadores selecionaram crianças entre 5 e 9 anos de famílias de Nova York com diferentes níveis de renda familiar, e colocaram na roupa das crianças — com autorização das famílias, é claro — um minigravador capaz de registrar até 16 horas das conversas em casa. Gravaram em finais de semana, para avaliar por meio de um programa especialmente concebido para isso, a oferta linguística doméstica. Tratava-se de saber quanto os pais conversavam com as crianças, e, especialmente, quanto as crianças respondiam aos pais.
Além disso, as crianças foram ao laboratório para a aquisição de imagens de ressonância magnética de seus cérebros, com a finalidade de avaliar a estrutura das regiões relevantes para a linguagem e a leitura. Por fim, vários testes específicos foram aplicados para avaliar as habilidades de linguagem e de leitura dessas crianças.
(...)
O espanto com essa situação absurda me levou a investigar o quadro atual, após a Covid-19. Preparem-se. A Unesco disponibiliza em seu site um mapa interativo de atualização diária sobre a quarentena que atingiu mais da metade da população escolar em todo o mundo. Ou seja: a maior parte da parcela que frequentava a escola no final de 2019 agora está em casa. Número total de 3 de abril: 1 bilhão e 600 milhões estudantes. Número de 22 de junho: 1 bilhão e 90 milhões de estudantes parados. Atenção: números computados sobre os alunos matriculados, representando quase 70% do total! A eles se somam os 258 milhões sem escola, de antes da pandemia. O fechamento das escolas em nível nacional foi adotado em 144 países. Em outros, as escolas fecharam apenas em algumas unidades regionais. O mapa atualiza a situação do Brasil: em 22 de junho, quase 53 milhões de estudantes sem aulas.
Obviamente, estamos falando de médias, que geralmente escondem situações ainda mais pavorosas, se considerarmos os altos níveis de pobreza e desigualdade em muitos países. A África subsaariana, por exemplo, respondia por um terço dos números totais de crianças sem escola em todo o mundo em 2019, sendo a maioria composta de meninas. Outro terço vinha da Ásia meridional. A América Latina tinha “melhor” desempenho, comparada com essas regiões: 10% das crianças do mundo fora da escola.
A desigualdade social que assola os países — quase todos eles — pôde ser captada pelos dados da Unesco de 2019: 32% de crianças e jovens fora da escola nos países de baixa renda, e outros 30% nos países de renda média, contra apenas 3,5% nos países desenvolvidos.
Um dos grandes desafios após a pandemia já não será mais alcançar o Objetivo 4 da Agenda 2030. Será garantir a volta à escola dos alunos mais pobres, aqueles cujas famílias perderam emprego e renda com a crise econômica que chegou com a Covid-19. Haverá a tendência, é natural, de que muitos jovens precisem trabalhar para ajudar a família, e fiquem fora da escola. Os números da Unesco de 2019 crescerão dramaticamente em 2021. E o problema passa a ser conseguir que retornem à escola.
Pobres crianças pobres.
(Roberto Lent – http://innt.org.br/neurociencia-e-educacao-sao-temas-de-artigosde- roberto-lent-publicados-)
Sabe-se que um artigo de opinião é um gênero textual que parte da observância de fatos cotidianos para enriquecê-los com reflexões predominantemente de caráter social.
Nesse sentido, e a partir da situação-problema presente no artigo, analise as afirmativas a seguir.
I. A utilização da primeira pessoa do singular confere uma abordagem temática evidentemente subjetiva e apelativa em muitas passagens do artigo, como se percebe em: “O espanto com essa situação absurda me levou a investigar o quadro atual, após a Covid-19. Preparem-se.”
II. O argumento a partir de dados estatísticos, como ocorre em: “O fechamento das escolas em nível nacional foi adotado em 144 países. Em outros, as escolas fecharam apenas em algumas unidades regionais. O mapa atualiza a situação do Brasil: em 22 de junho, quase 53 milhões de estudantes sem aulas.” corrobora a gravidade das situações articuladas sobre o tema.
III. A defesa do ponto de vista do autor em: “Um dos grandes desafios após a pandemia já não será mais alcançar o Objetivo 4 da Agenda 2030. Será garantir a volta à escola dos alunos mais pobres, aqueles cujas famílias perderam emprego e renda com a crise econômica que chegou com a Covid-19.” parte de um fato evidentemente comprovado para chegar a uma conclusão pertinente sobre o tema.
Assinale:
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A pobreza impacta o cérebro, que impacta
a linguagem, que impacta a leitura
a linguagem, que impacta a leitura
Não é nenhuma surpresa constatar que a pobreza impacta o desempenho escolar das crianças. Inúmeros trabalhos têm comprovado essa relação, a começar pelas obras do famoso e visionário pensador soviético do século passado Lev Vygotsky (1896-1934). A questão é conhecer os mecanismos que medeiam essa influência do ambiente sobre a educação. Os aspectos socioeconômicos são considerados fatores determinantes distais. É necessário conhecer os fatores proximais, para que o enfrentamento do problema seja mais dirigido: não apenas para superar a pobreza, obra de gerações, mas também para mitigar seus efeitos imediatos, no curto prazo, beneficiando as gerações atuais que não podem esperar.
Nesse sentido, chamou-me a atenção o trabalho recém divulgado de pesquisadores norte-americanos da Universidade Columbia, que buscaram esclarecer os fatores mediadores da influência do nível socioeconômico das famílias sobre o desempenho escolar de suas crianças.
A hipótese que orientou o trabalho foi de que o nível socioeconômico determina a oferta de estímulos linguísticos no âmbito da família, que, por sua vez, influencia a plasticidade cerebral das suas crianças, e, por meio dela, o desempenho linguístico. Por consequência, a aprendizagem da leitura. Uma cadeia de fatores influentes uns sobre os outros, impactando ao final o desempenho escolar das crianças.
Os pesquisadores selecionaram crianças entre 5 e 9 anos de famílias de Nova York com diferentes níveis de renda familiar, e colocaram na roupa das crianças — com autorização das famílias, é claro — um minigravador capaz de registrar até 16 horas das conversas em casa. Gravaram em finais de semana, para avaliar por meio de um programa especialmente concebido para isso, a oferta linguística doméstica. Tratava-se de saber quanto os pais conversavam com as crianças, e, especialmente, quanto as crianças respondiam aos pais.
Além disso, as crianças foram ao laboratório para a aquisição de imagens de ressonância magnética de seus cérebros, com a finalidade de avaliar a estrutura das regiões relevantes para a linguagem e a leitura. Por fim, vários testes específicos foram aplicados para avaliar as habilidades de linguagem e de leitura dessas crianças.
(...)
O espanto com essa situação absurda me levou a investigar o quadro atual, após a Covid-19. Preparem-se. A Unesco disponibiliza em seu site um mapa interativo de atualização diária sobre a quarentena que atingiu mais da metade da população escolar em todo o mundo. Ou seja: a maior parte da parcela que frequentava a escola no final de 2019 agora está em casa. Número total de 3 de abril: 1 bilhão e 600 milhões estudantes. Número de 22 de junho: 1 bilhão e 90 milhões de estudantes parados. Atenção: números computados sobre os alunos matriculados, representando quase 70% do total! A eles se somam os 258 milhões sem escola, de antes da pandemia. O fechamento das escolas em nível nacional foi adotado em 144 países. Em outros, as escolas fecharam apenas em algumas unidades regionais. O mapa atualiza a situação do Brasil: em 22 de junho, quase 53 milhões de estudantes sem aulas.
Obviamente, estamos falando de médias, que geralmente escondem situações ainda mais pavorosas, se considerarmos os altos níveis de pobreza e desigualdade em muitos países. A África subsaariana, por exemplo, respondia por um terço dos números totais de crianças sem escola em todo o mundo em 2019, sendo a maioria composta de meninas. Outro terço vinha da Ásia meridional. A América Latina tinha “melhor” desempenho, comparada com essas regiões: 10% das crianças do mundo fora da escola.
A desigualdade social que assola os países — quase todos eles — pôde ser captada pelos dados da Unesco de 2019: 32% de crianças e jovens fora da escola nos países de baixa renda, e outros 30% nos países de renda média, contra apenas 3,5% nos países desenvolvidos.
Um dos grandes desafios após a pandemia já não será mais alcançar o Objetivo 4 da Agenda 2030. Será garantir a volta à escola dos alunos mais pobres, aqueles cujas famílias perderam emprego e renda com a crise econômica que chegou com a Covid-19. Haverá a tendência, é natural, de que muitos jovens precisem trabalhar para ajudar a família, e fiquem fora da escola. Os números da Unesco de 2019 crescerão dramaticamente em 2021. E o problema passa a ser conseguir que retornem à escola.
Pobres crianças pobres.
(Roberto Lent – http://innt.org.br/neurociencia-e-educacao-sao-temas-de-artigosde- roberto-lent-publicados-)
Sobre o texto, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa.
( ) A oração destacada em: “A questão é conhecer os mecanismos que medeiam essa influência do ambiente sobre a educação.” funciona sintaticamente como uma subordinada substantiva, exercendo o papel sintático de aposto.
( ) A oração destacada em: “Gravaram em finais de semana, para avaliar por meio de um programa especialmente concebido para isso, a oferta linguística doméstica.” encontra-se subordinada à principal atribuindo-lhe um valor adverbial de finalidade.
( ) A oração destacada em: “Obviamente, estamos falando de médias, que geralmente escondem situações ainda mais pavorosas, se considerarmos os altos níveis de pobreza e desigualdade em muitos países.” deve ser classificada como subordinada adjetiva explicativa porque exerce a função sintática de adjunto adnominal em relação a um termo da oração principal.
( ) A oração subordinada destacada em: “É necessário conhecer os fatores proximais, para que o enfrentamento do problema seja mais dirigido” assume um papel substantivo, pois exerce a função sintática de objeto direto em relação à principal.
( ) A oração destacada em: “Haverá a tendência, é natural, de que muitos jovens precisem trabalhar para ajudar a família, e fiquem fora da escola." deve ser classificada como coordenada aditiva por imprimir um valor de adição ao período a que pertence.
As afirmativas são, respectivamente,
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