Foram encontradas 40 questões.
2307761
Ano: 2020
Disciplina: Informática
Banca: Instituto Access
Orgão: Câm. Mangaratiba-RJ
Disciplina: Informática
Banca: Instituto Access
Orgão: Câm. Mangaratiba-RJ
Provas:
Um texto foi digitado no editor Writer da suíte LibreOffice 7.0.0.3, em português, inic ialmente com alinhamento à esquerda. Posteriormente, para aplicar alinhamento centralizado, todo o texto deve ser selecionado e, na sequência, um ícone deve ser acionado por meio do ponteiro do mouse ou, de forma alternativa, um atalho de teclado deve ser executado.
O ícone e o atalho de teclado são, respectivamente,
Provas
Questão presente nas seguintes provas
A pobreza impacta o cérebro, que impacta
a linguagem, que impacta a leitura
a linguagem, que impacta a leitura
Não é nenhuma surpresa constatar que a pobreza impacta o desempenho escolar das crianças. Inúmeros trabalhos têm comprovado essa relação, a começar pelas obras do famoso e visionário pensador soviético do século passado Lev Vygotsky (1896-1934). A questão é conhecer os mecanismos que medeiam essa influência do ambiente sobre a educação. Os aspectos socioeconômicos são considerados fatores determinantes distais. É necessário conhecer os fatores proximais, para que o enfrentamento do problema seja mais dirigido: não apenas para superar a pobreza, obra de gerações, mas também para mitigar seus efeitos imediatos, no curto prazo, beneficiando as gerações atuais que não podem esperar.
Nesse sentido, chamou-me a atenção o trabalho recém divulgado de pesquisadores norte-americanos da Universidade Columbia, que buscaram esclarecer os fatores mediadores da influência do nível socioeconômico das famílias sobre o desempenho escolar de suas crianças.
A hipótese que orientou o trabalho foi de que o nível socioeconômico determina a oferta de estímulos linguísticos no âmbito da família, que, por sua vez, influencia a plasticidade cerebral das suas crianças, e, por meio dela, o desempenho linguístico. Por consequência, a aprendizagem da leitura. Uma cadeia de fatores influentes uns sobre os outros, impactando ao final o desempenho escolar das crianças.
Os pesquisadores selecionaram crianças entre 5 e 9 anos de famílias de Nova York com diferentes níveis de renda familiar, e colocaram na roupa das crianças — com autorização das famílias, é claro — um minigravador capaz de registrar até 16 horas das conversas em casa. Gravaram em finais de semana, para avaliar por meio de um programa especialmente concebido para isso, a oferta linguística doméstica. Tratava-se de saber quanto os pais conversavam com as crianças, e, especialmente, quanto as crianças respondiam aos pais.
Além disso, as crianças foram ao laboratório para a aquisição de imagens de ressonância magnética de seus cérebros, com a finalidade de avaliar a estrutura das regiões relevantes para a linguagem e a leitura. Por fim, vários testes específicos foram aplicados para avaliar as habilidades de linguagem e de leitura dessas crianças.
(...)
O espanto com essa situação absurda me levou a investigar o quadro atual, após a Covid-19. Preparem-se. A Unesco disponibiliza em seu site um mapa interativo de atualização diária sobre a quarentena que atingiu mais da metade da população escolar em todo o mundo. Ou seja: a maior parte da parcela que frequentava a escola no final de 2019 agora está em casa. Número total de 3 de abril: 1 bilhão e 600 milhões estudantes. Número de 22 de junho: 1 bilhão e 90 milhões de estudantes parados. Atenção: números computados sobre os alunos matriculados, representando quase 70% do total! A eles se somam os 258 milhões sem escola, de antes da pandemia. O fechamento das escolas em nível nacional foi adotado em 144 países. Em outros, as escolas fecharam apenas em algumas unidades regionais. O mapa atualiza a situação do Brasil: em 22 de junho, quase 53 milhões de estudantes sem aulas.
Obviamente, estamos falando de médias, que geralmente escondem situações ainda mais pavorosas, se considerarmos os altos níveis de pobreza e desigualdade em muitos países. A África subsaariana, por exemplo, respondia por um terço dos números totais de crianças sem escola em todo o mundo em 2019, sendo a maioria composta de meninas. Outro terço vinha da Ásia meridional. A América Latina tinha “melhor” desempenho, comparada com essas regiões: 10% das crianças do mundo fora da escola.
A desigualdade social que assola os países — quase todos eles — pôde ser captada pelos dados da Unesco de 2019: 32% de crianças e jovens fora da escola nos países de baixa renda, e outros 30% nos países de renda média, contra apenas 3,5% nos países desenvolvidos.
Um dos grandes desafios após a pandemia já não será mais alcançar o Objetivo 4 da Agenda 2030. Será garantir a volta à escola dos alunos mais pobres, aqueles cujas famílias perderam emprego e renda com a crise econômica que chegou com a Covid-19. Haverá a tendência, é natural, de que muitos jovens precisem trabalhar para ajudar a família, e fiquem fora da escola. Os números da Unesco de 2019 crescerão dramaticamente em 2021. E o problema passa a ser conseguir que retornem à escola.
Pobres crianças pobres.
(Roberto Lent – http://innt.org.br/neurociencia-e-educacao-sao-temas-de-artigosde- roberto-lent-publicados-)
Na passagem: “A questão é conhecer os mecanismos que medeiam essa influência do ambiente sobre a educação. Os aspectos socioeconômicos são considerados fatores determinantes distais.”
A forma verbal destacada no fragmento do texto sinaliza
Provas
Questão presente nas seguintes provas
A pobreza impacta o cérebro, que impacta
a linguagem, que impacta a leitura
a linguagem, que impacta a leitura
Não é nenhuma surpresa constatar que a pobreza impacta o desempenho escolar das crianças. Inúmeros trabalhos têm comprovado essa relação, a começar pelas obras do famoso e visionário pensador soviético do século passado Lev Vygotsky (1896-1934). A questão é conhecer os mecanismos que medeiam essa influência do ambiente sobre a educação. Os aspectos socioeconômicos são considerados fatores determinantes distais. É necessário conhecer os fatores proximais, para que o enfrentamento do problema seja mais dirigido: não apenas para superar a pobreza, obra de gerações, mas também para mitigar seus efeitos imediatos, no curto prazo, beneficiando as gerações atuais que não podem esperar.
Nesse sentido, chamou-me a atenção o trabalho recém divulgado de pesquisadores norte-americanos da Universidade Columbia, que buscaram esclarecer os fatores mediadores da influência do nível socioeconômico das famílias sobre o desempenho escolar de suas crianças.
A hipótese que orientou o trabalho foi de que o nível socioeconômico determina a oferta de estímulos linguísticos no âmbito da família, que, por sua vez, influencia a plasticidade cerebral das suas crianças, e, por meio dela, o desempenho linguístico. Por consequência, a aprendizagem da leitura. Uma cadeia de fatores influentes uns sobre os outros, impactando ao final o desempenho escolar das crianças.
Os pesquisadores selecionaram crianças entre 5 e 9 anos de famílias de Nova York com diferentes níveis de renda familiar, e colocaram na roupa das crianças — com autorização das famílias, é claro — um minigravador capaz de registrar até 16 horas das conversas em casa. Gravaram em finais de semana, para avaliar por meio de um programa especialmente concebido para isso, a oferta linguística doméstica. Tratava-se de saber quanto os pais conversavam com as crianças, e, especialmente, quanto as crianças respondiam aos pais.
Além disso, as crianças foram ao laboratório para a aquisição de imagens de ressonância magnética de seus cérebros, com a finalidade de avaliar a estrutura das regiões relevantes para a linguagem e a leitura. Por fim, vários testes específicos foram aplicados para avaliar as habilidades de linguagem e de leitura dessas crianças.
(...)
O espanto com essa situação absurda me levou a investigar o quadro atual, após a Covid-19. Preparem-se. A Unesco disponibiliza em seu site um mapa interativo de atualização diária sobre a quarentena que atingiu mais da metade da população escolar em todo o mundo. Ou seja: a maior parte da parcela que frequentava a escola no final de 2019 agora está em casa. Número total de 3 de abril: 1 bilhão e 600 milhões estudantes. Número de 22 de junho: 1 bilhão e 90 milhões de estudantes parados. Atenção: números computados sobre os alunos matriculados, representando quase 70% do total! A eles se somam os 258 milhões sem escola, de antes da pandemia. O fechamento das escolas em nível nacional foi adotado em 144 países. Em outros, as escolas fecharam apenas em algumas unidades regionais. O mapa atualiza a situação do Brasil: em 22 de junho, quase 53 milhões de estudantes sem aulas.
Obviamente, estamos falando de médias, que geralmente escondem situações ainda mais pavorosas, se considerarmos os altos níveis de pobreza e desigualdade em muitos países. A África subsaariana, por exemplo, respondia por um terço dos números totais de crianças sem escola em todo o mundo em 2019, sendo a maioria composta de meninas. Outro terço vinha da Ásia meridional. A América Latina tinha “melhor” desempenho, comparada com essas regiões: 10% das crianças do mundo fora da escola.
A desigualdade social que assola os países — quase todos eles — pôde ser captada pelos dados da Unesco de 2019: 32% de crianças e jovens fora da escola nos países de baixa renda, e outros 30% nos países de renda média, contra apenas 3,5% nos países desenvolvidos.
Um dos grandes desafios após a pandemia já não será mais alcançar o Objetivo 4 da Agenda 2030. Será garantir a volta à escola dos alunos mais pobres, aqueles cujas famílias perderam emprego e renda com a crise econômica que chegou com a Covid-19. Haverá a tendência, é natural, de que muitos jovens precisem trabalhar para ajudar a família, e fiquem fora da escola. Os números da Unesco de 2019 crescerão dramaticamente em 2021. E o problema passa a ser conseguir que retornem à escola.
Pobres crianças pobres.
(Roberto Lent – http://innt.org.br/neurociencia-e-educacao-sao-temas-de-artigosde- roberto-lent-publicados-)
Sabe-se que um artigo de opinião é um gênero textual que parte da observância de fatos cotidianos para enriquecê-los com reflexões predominantemente de caráter social.
Nesse sentido, e a partir da situação-problema presente no artigo, analise as afirmativas a seguir.
I. A utilização da primeira pessoa do singular confere uma abordagem temática evidentemente subjetiva e apelativa em muitas passagens do artigo, como se percebe em: “O espanto com essa situação absurda me levou a investigar o quadro atual, após a Covid-19. Preparem-se.”
II. O argumento a partir de dados estatísticos, como ocorre em: “O fechamento das escolas em nível nacional foi adotado em 144 países. Em outros, as escolas fecharam apenas em algumas unidades regionais. O mapa atualiza a situação do Brasil: em 22 de junho, quase 53 milhões de estudantes sem aulas.” corrobora a gravidade das situações articuladas sobre o tema.
III. A defesa do ponto de vista do autor em: “Um dos grandes desafios após a pandemia já não será mais alcançar o Objetivo 4 da Agenda 2030. Será garantir a volta à escola dos alunos mais pobres, aqueles cujas famílias perderam emprego e renda com a crise econômica que chegou com a Covid-19.” parte de um fato evidentemente comprovado para chegar a uma conclusão pertinente sobre o tema.
Assinale:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
A pobreza impacta o cérebro, que impacta
a linguagem, que impacta a leitura
a linguagem, que impacta a leitura
Não é nenhuma surpresa constatar que a pobreza impacta o desempenho escolar das crianças. Inúmeros trabalhos têm comprovado essa relação, a começar pelas obras do famoso e visionário pensador soviético do século passado Lev Vygotsky (1896-1934). A questão é conhecer os mecanismos que medeiam essa influência do ambiente sobre a educação. Os aspectos socioeconômicos são considerados fatores determinantes distais. É necessário conhecer os fatores proximais, para que o enfrentamento do problema seja mais dirigido: não apenas para superar a pobreza, obra de gerações, mas também para mitigar seus efeitos imediatos, no curto prazo, beneficiando as gerações atuais que não podem esperar.
Nesse sentido, chamou-me a atenção o trabalho recém divulgado de pesquisadores norte-americanos da Universidade Columbia, que buscaram esclarecer os fatores mediadores da influência do nível socioeconômico das famílias sobre o desempenho escolar de suas crianças.
A hipótese que orientou o trabalho foi de que o nível socioeconômico determina a oferta de estímulos linguísticos no âmbito da família, que, por sua vez, influencia a plasticidade cerebral das suas crianças, e, por meio dela, o desempenho linguístico. Por consequência, a aprendizagem da leitura. Uma cadeia de fatores influentes uns sobre os outros, impactando ao final o desempenho escolar das crianças.
Os pesquisadores selecionaram crianças entre 5 e 9 anos de famílias de Nova York com diferentes níveis de renda familiar, e colocaram na roupa das crianças — com autorização das famílias, é claro — um minigravador capaz de registrar até 16 horas das conversas em casa. Gravaram em finais de semana, para avaliar por meio de um programa especialmente concebido para isso, a oferta linguística doméstica. Tratava-se de saber quanto os pais conversavam com as crianças, e, especialmente, quanto as crianças respondiam aos pais.
Além disso, as crianças foram ao laboratório para a aquisição de imagens de ressonância magnética de seus cérebros, com a finalidade de avaliar a estrutura das regiões relevantes para a linguagem e a leitura. Por fim, vários testes específicos foram aplicados para avaliar as habilidades de linguagem e de leitura dessas crianças.
(...)
O espanto com essa situação absurda me levou a investigar o quadro atual, após a Covid-19. Preparem-se. A Unesco disponibiliza em seu site um mapa interativo de atualização diária sobre a quarentena que atingiu mais da metade da população escolar em todo o mundo. Ou seja: a maior parte da parcela que frequentava a escola no final de 2019 agora está em casa. Número total de 3 de abril: 1 bilhão e 600 milhões estudantes. Número de 22 de junho: 1 bilhão e 90 milhões de estudantes parados. Atenção: números computados sobre os alunos matriculados, representando quase 70% do total! A eles se somam os 258 milhões sem escola, de antes da pandemia. O fechamento das escolas em nível nacional foi adotado em 144 países. Em outros, as escolas fecharam apenas em algumas unidades regionais. O mapa atualiza a situação do Brasil: em 22 de junho, quase 53 milhões de estudantes sem aulas.
Obviamente, estamos falando de médias, que geralmente escondem situações ainda mais pavorosas, se considerarmos os altos níveis de pobreza e desigualdade em muitos países. A África subsaariana, por exemplo, respondia por um terço dos números totais de crianças sem escola em todo o mundo em 2019, sendo a maioria composta de meninas. Outro terço vinha da Ásia meridional. A América Latina tinha “melhor” desempenho, comparada com essas regiões: 10% das crianças do mundo fora da escola.
A desigualdade social que assola os países — quase todos eles — pôde ser captada pelos dados da Unesco de 2019: 32% de crianças e jovens fora da escola nos países de baixa renda, e outros 30% nos países de renda média, contra apenas 3,5% nos países desenvolvidos.
Um dos grandes desafios após a pandemia já não será mais alcançar o Objetivo 4 da Agenda 2030. Será garantir a volta à escola dos alunos mais pobres, aqueles cujas famílias perderam emprego e renda com a crise econômica que chegou com a Covid-19. Haverá a tendência, é natural, de que muitos jovens precisem trabalhar para ajudar a família, e fiquem fora da escola. Os números da Unesco de 2019 crescerão dramaticamente em 2021. E o problema passa a ser conseguir que retornem à escola.
Pobres crianças pobres.
(Roberto Lent – http://innt.org.br/neurociencia-e-educacao-sao-temas-de-artigosde- roberto-lent-publicados-)
Sobre o texto, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa.
( ) A oração destacada em: “A questão é conhecer os mecanismos que medeiam essa influência do ambiente sobre a educação.” funciona sintaticamente como uma subordinada substantiva, exercendo o papel sintático de aposto.
( ) A oração destacada em: “Gravaram em finais de semana, para avaliar por meio de um programa especialmente concebido para isso, a oferta linguística doméstica.” encontra-se subordinada à principal atribuindo-lhe um valor adverbial de finalidade.
( ) A oração destacada em: “Obviamente, estamos falando de médias, que geralmente escondem situações ainda mais pavorosas, se considerarmos os altos níveis de pobreza e desigualdade em muitos países.” deve ser classificada como subordinada adjetiva explicativa porque exerce a função sintática de adjunto adnominal em relação a um termo da oração principal.
( ) A oração subordinada destacada em: “É necessário conhecer os fatores proximais, para que o enfrentamento do problema seja mais dirigido” assume um papel substantivo, pois exerce a função sintática de objeto direto em relação à principal.
( ) A oração destacada em: “Haverá a tendência, é natural, de que muitos jovens precisem trabalhar para ajudar a família, e fiquem fora da escola." deve ser classificada como coordenada aditiva por imprimir um valor de adição ao período a que pertence.
As afirmativas são, respectivamente,
Provas
Questão presente nas seguintes provas
A pobreza impacta o cérebro, que impacta
a linguagem, que impacta a leitura
a linguagem, que impacta a leitura
Não é nenhuma surpresa constatar que a pobreza impacta o desempenho escolar das crianças. Inúmeros trabalhos têm comprovado essa relação, a começar pelas obras do famoso e visionário pensador soviético do século passado Lev Vygotsky (1896-1934). A questão é conhecer os mecanismos que medeiam essa influência do ambiente sobre a educação. Os aspectos socioeconômicos são considerados fatores determinantes distais. É necessário conhecer os fatores proximais, para que o enfrentamento do problema seja mais dirigido: não apenas para superar a pobreza, obra de gerações, mas também para mitigar seus efeitos imediatos, no curto prazo, beneficiando as gerações atuais que não podem esperar.
Nesse sentido, chamou-me a atenção o trabalho recém divulgado de pesquisadores norte-americanos da Universidade Columbia, que buscaram esclarecer os fatores mediadores da influência do nível socioeconômico das famílias sobre o desempenho escolar de suas crianças.
A hipótese que orientou o trabalho foi de que o nível socioeconômico determina a oferta de estímulos linguísticos no âmbito da família, que, por sua vez, influencia a plasticidade cerebral das suas crianças, e, por meio dela, o desempenho linguístico. Por consequência, a aprendizagem da leitura. Uma cadeia de fatores influentes uns sobre os outros, impactando ao final o desempenho escolar das crianças.
Os pesquisadores selecionaram crianças entre 5 e 9 anos de famílias de Nova York com diferentes níveis de renda familiar, e colocaram na roupa das crianças — com autorização das famílias, é claro — um minigravador capaz de registrar até 16 horas das conversas em casa. Gravaram em finais de semana, para avaliar por meio de um programa especialmente concebido para isso, a oferta linguística doméstica. Tratava-se de saber quanto os pais conversavam com as crianças, e, especialmente, quanto as crianças respondiam aos pais.
Além disso, as crianças foram ao laboratório para a aquisição de imagens de ressonância magnética de seus cérebros, com a finalidade de avaliar a estrutura das regiões relevantes para a linguagem e a leitura. Por fim, vários testes específicos foram aplicados para avaliar as habilidades de linguagem e de leitura dessas crianças.
(...)
O espanto com essa situação absurda me levou a investigar o quadro atual, após a Covid-19. Preparem-se. A Unesco disponibiliza em seu site um mapa interativo de atualização diária sobre a quarentena que atingiu mais da metade da população escolar em todo o mundo. Ou seja: a maior parte da parcela que frequentava a escola no final de 2019 agora está em casa. Número total de 3 de abril: 1 bilhão e 600 milhões estudantes. Número de 22 de junho: 1 bilhão e 90 milhões de estudantes parados. Atenção: números computados sobre os alunos matriculados, representando quase 70% do total! A eles se somam os 258 milhões sem escola, de antes da pandemia. O fechamento das escolas em nível nacional foi adotado em 144 países. Em outros, as escolas fecharam apenas em algumas unidades regionais. O mapa atualiza a situação do Brasil: em 22 de junho, quase 53 milhões de estudantes sem aulas.
Obviamente, estamos falando de médias, que geralmente escondem situações ainda mais pavorosas, se considerarmos os altos níveis de pobreza e desigualdade em muitos países. A África subsaariana, por exemplo, respondia por um terço dos números totais de crianças sem escola em todo o mundo em 2019, sendo a maioria composta de meninas. Outro terço vinha da Ásia meridional. A América Latina tinha “melhor” desempenho, comparada com essas regiões: 10% das crianças do mundo fora da escola.
A desigualdade social que assola os países — quase todos eles — pôde ser captada pelos dados da Unesco de 2019: 32% de crianças e jovens fora da escola nos países de baixa renda, e outros 30% nos países de renda média, contra apenas 3,5% nos países desenvolvidos.
Um dos grandes desafios após a pandemia já não será mais alcançar o Objetivo 4 da Agenda 2030. Será garantir a volta à escola dos alunos mais pobres, aqueles cujas famílias perderam emprego e renda com a crise econômica que chegou com a Covid-19. Haverá a tendência, é natural, de que muitos jovens precisem trabalhar para ajudar a família, e fiquem fora da escola. Os números da Unesco de 2019 crescerão dramaticamente em 2021. E o problema passa a ser conseguir que retornem à escola.
Pobres crianças pobres.
(Roberto Lent – http://innt.org.br/neurociencia-e-educacao-sao-temas-de-artigosde- roberto-lent-publicados-)
Analise o fragmento de texto a seguir.
“Os números da Unesco de 2019 crescerão dramaticamente em 2021. E o problema passa a ser conseguir que retornem à escola.”
A utilização do acento grave (crase) no trecho destacado é recomendada porque
Provas
Questão presente nas seguintes provas
A pobreza impacta o cérebro, que impacta
a linguagem, que impacta a leitura
a linguagem, que impacta a leitura
Não é nenhuma surpresa constatar que a pobreza impacta o desempenho escolar das crianças. Inúmeros trabalhos têm comprovado essa relação, a começar pelas obras do famoso e visionário pensador soviético do século passado Lev Vygotsky (1896-1934). A questão é conhecer os mecanismos que medeiam essa influência do ambiente sobre a educação. Os aspectos socioeconômicos são considerados fatores determinantes distais. É necessário conhecer os fatores proximais, para que o enfrentamento do problema seja mais dirigido: não apenas para superar a pobreza, obra de gerações, mas também para mitigar seus efeitos imediatos, no curto prazo, beneficiando as gerações atuais que não podem esperar.
Nesse sentido, chamou-me a atenção o trabalho recém divulgado de pesquisadores norte-americanos da Universidade Columbia, que buscaram esclarecer os fatores mediadores da influência do nível socioeconômico das famílias sobre o desempenho escolar de suas crianças.
A hipótese que orientou o trabalho foi de que o nível socioeconômico determina a oferta de estímulos linguísticos no âmbito da família, que, por sua vez, influencia a plasticidade cerebral das suas crianças, e, por meio dela, o desempenho linguístico. Por consequência, a aprendizagem da leitura. Uma cadeia de fatores influentes uns sobre os outros, impactando ao final o desempenho escolar das crianças.
Os pesquisadores selecionaram crianças entre 5 e 9 anos de famílias de Nova York com diferentes níveis de renda familiar, e colocaram na roupa das crianças — com autorização das famílias, é claro — um minigravador capaz de registrar até 16 horas das conversas em casa. Gravaram em finais de semana, para avaliar por meio de um programa especialmente concebido para isso, a oferta linguística doméstica. Tratava-se de saber quanto os pais conversavam com as crianças, e, especialmente, quanto as crianças respondiam aos pais.
Além disso, as crianças foram ao laboratório para a aquisição de imagens de ressonância magnética de seus cérebros, com a finalidade de avaliar a estrutura das regiões relevantes para a linguagem e a leitura. Por fim, vários testes específicos foram aplicados para avaliar as habilidades de linguagem e de leitura dessas crianças.
(...)
O espanto com essa situação absurda me levou a investigar o quadro atual, após a Covid-19. Preparem-se. A Unesco disponibiliza em seu site um mapa interativo de atualização diária sobre a quarentena que atingiu mais da metade da população escolar em todo o mundo. Ou seja: a maior parte da parcela que frequentava a escola no final de 2019 agora está em casa. Número total de 3 de abril: 1 bilhão e 600 milhões estudantes. Número de 22 de junho: 1 bilhão e 90 milhões de estudantes parados. Atenção: números computados sobre os alunos matriculados, representando quase 70% do total! A eles se somam os 258 milhões sem escola, de antes da pandemia. O fechamento das escolas em nível nacional foi adotado em 144 países. Em outros, as escolas fecharam apenas em algumas unidades regionais. O mapa atualiza a situação do Brasil: em 22 de junho, quase 53 milhões de estudantes sem aulas.
Obviamente, estamos falando de médias, que geralmente escondem situações ainda mais pavorosas, se considerarmos os altos níveis de pobreza e desigualdade em muitos países. A África subsaariana, por exemplo, respondia por um terço dos números totais de crianças sem escola em todo o mundo em 2019, sendo a maioria composta de meninas. Outro terço vinha da Ásia meridional. A América Latina tinha “melhor” desempenho, comparada com essas regiões: 10% das crianças do mundo fora da escola.
A desigualdade social que assola os países — quase todos eles — pôde ser captada pelos dados da Unesco de 2019: 32% de crianças e jovens fora da escola nos países de baixa renda, e outros 30% nos países de renda média, contra apenas 3,5% nos países desenvolvidos.
Um dos grandes desafios após a pandemia já não será mais alcançar o Objetivo 4 da Agenda 2030. Será garantir a volta à escola dos alunos mais pobres, aqueles cujas famílias perderam emprego e renda com a crise econômica que chegou com a Covid-19. Haverá a tendência, é natural, de que muitos jovens precisem trabalhar para ajudar a família, e fiquem fora da escola. Os números da Unesco de 2019 crescerão dramaticamente em 2021. E o problema passa a ser conseguir que retornem à escola.
Pobres crianças pobres.
(Roberto Lent – http://innt.org.br/neurociencia-e-educacao-sao-temas-de-artigosde- roberto-lent-publicados-)
Em algumas passagens do artigo de opinião, há a presença do travessão, pontuação específica para determinadas estruturas. No caso da seguinte passagem: “Os pesquisadores selecionaram crianças entre 5 e 9 anos de famílias de Nova York com diferentes níveis de renda familiar, e colocaram na roupa das crianças — com autorização das famílias, é claro — um minigravador capaz de registrar até 16 horas das conversas em casa.”, os travessões
Provas
Questão presente nas seguintes provas
A pobreza impacta o cérebro, que impacta
a linguagem, que impacta a leitura
a linguagem, que impacta a leitura
Não é nenhuma surpresa constatar que a pobreza impacta o desempenho escolar das crianças. Inúmeros trabalhos têm comprovado essa relação, a começar pelas obras do famoso e visionário pensador soviético do século passado Lev Vygotsky (1896-1934). A questão é conhecer os mecanismos que medeiam essa influência do ambiente sobre a educação!$ ^{a)} !$. Os aspectos socioeconômicos são considerados fatores determinantes distais. É necessário conhecer os fatores proximais, para que o enfrentamento do problema seja mais dirigido: não apenas para superar a pobreza, obra de gerações, mas também para mitigar seus efeitos imediatos, no curto prazo, beneficiando as gerações atuais que não podem esperar.
Nesse sentido, chamou-me a atenção o trabalho recém divulgado de pesquisadores norte-americanos da Universidade Columbia, que buscaram esclarecer os fatores mediadores da influência do nível socioeconômico das famílias sobre o desempenho escolar de suas crianças.
A hipótese que orientou o trabalho foi de que o nível socioeconômico determina a oferta de estímulos linguísticos no âmbito da família, que, por sua vez, influencia a plasticidade cerebral das suas crianças, e, por meio dela, o desempenho linguístico. Por consequência, a aprendizagem da leitura. Uma cadeia de fatores influentes uns sobre os outros, impactando ao final o desempenho escolar das crianças.
Os pesquisadores selecionaram crianças entre 5 e 9 anos de famílias de Nova York com diferentes níveis de renda familiar, e colocaram na roupa das crianças — com autorização das famílias, é claro — um minigravador capaz de registrar até 16 horas das conversas em casa. Gravaram em finais de semana, para avaliar por meio de um programa especialmente concebido para isso, a oferta linguística doméstica. Tratava-se de saber quanto os pais conversavam com as crianças, e, especialmente, quanto as crianças respondiam aos pais.
Além disso, as crianças foram ao laboratório para a aquisição de imagens de ressonância magnética de seus cérebros, com a finalidade de avaliar a estrutura das regiões relevantes para a linguagem e a leitura. Por fim, vários testes específicos foram aplicados para avaliar as habilidades de linguagem e de leitura dessas crianças!$ ^{e)} !$.
(...)
O espanto com essa situação absurda me levou a investigar o quadro atual, após a Covid-19. Preparem-se. A Unesco disponibiliza em seu site um mapa interativo de atualização diária sobre a quarentena que atingiu mais da metade da população escolar em todo o mundo. Ou seja: a maior parte da parcela que frequentava a escola no final de 2019 agora está em casa. Número total de 3 de abril: 1 bilhão e 600 milhões estudantes. Número de 22 de junho: 1 bilhão e 90 milhões de estudantes parados. Atenção: números computados sobre os alunos matriculados, representando quase 70% do total! A eles se somam os 258 milhões sem escola, de antes da pandemia. O fechamento das escolas em nível nacional foi adotado em 144 países!$ ^{c)} !$. Em outros, as escolas fecharam apenas em algumas unidades regionais. O mapa atualiza a situação do Brasil: em 22 de junho, quase 53 milhões de estudantes sem aulas.
Obviamente, estamos falando de médias, que geralmente escondem situações ainda mais pavorosas, se considerarmos os altos níveis de pobreza e desigualdade em muitos países. A África subsaariana, por exemplo, respondia por um terço dos números totais de crianças sem escola em todo o mundo em 2019, sendo a maioria composta de meninas. Outro terço vinha da Ásia meridional. A América Latina tinha “melhor” desempenho, comparada com essas regiões: 10% das crianças do mundo fora da escola.
A desigualdade social que assola os países — quase todos eles — pôde ser captada pelos dados da Unesco de 2019!$ ^{d)} !$: 32% de crianças e jovens fora da escola nos países de baixa renda, e outros 30% nos países de renda média, contra apenas 3,5% nos países desenvolvidos.
Um dos grandes desafios após a pandemia já não será mais alcançar o Objetivo 4 da Agenda 2030. Será garantir a volta à escola dos alunos mais pobres, aqueles cujas famílias perderam emprego e renda com a crise econômica que chegou com a Covid-19. Haverá a tendência, é natural, de que muitos jovens precisem trabalhar para ajudar a família, e fiquem fora da escola. Os números da Unesco de 2019 crescerão dramaticamente em 2021. E o problema passa a ser conseguir que retornem à escola.
Pobres crianças pobres!$ ^{b)} !$.
(Roberto Lent – http://innt.org.br/neurociencia-e-educacao-sao-temas-de-artigosde- roberto-lent-publicados-)
“A pobreza impacta o cérebro, que impacta a linguagem, que impacta a leitura” – o título do artigo possibilita estabelecermos uma circularidade coesiva com o seguinte fragmento do texto:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
1979482
Ano: 2020
Disciplina: Informática
Banca: Instituto Access
Orgão: Câm. Mangaratiba-RJ
Disciplina: Informática
Banca: Instituto Access
Orgão: Câm. Mangaratiba-RJ
Provas:
Um funcionário de nível superior da Câmara Municipal de Mangaratiba precisa conectar uma impressora a um microcomputador e, para isso, precisa usar um cabo com dois conectores USB, dos tipos A e B, um em cada extremidade.
Assinale a opção que indica esses conectores.
Provas
Questão presente nas seguintes provas
1979474
Ano: 2020
Disciplina: Informática
Banca: Instituto Access
Orgão: Câm. Mangaratiba-RJ
Disciplina: Informática
Banca: Instituto Access
Orgão: Câm. Mangaratiba-RJ
Provas:
A planilha da figura abaixo foi criada no Excel 2019 BR.

Nessa planilha, foram executados os seguintes procedimentos:
I. Em D8, foi inserida uma expressão que determina a média aritmética entre todos os números mostrados nas células A6, B6, C6 e D6.
II. Em D8, foi inserida uma expressão para determinar o maior número dentre todos nas células A6, B6, C6 e D6, podendo ser utilizadas as funções MAIOR e MÁXIMO.
As expressões inseridas, em D8 e em D10, neste caso usando MAIOR / MÁXIMO são, respectivamente
Provas
Questão presente nas seguintes provas
1979468
Ano: 2020
Disciplina: Informática
Banca: Instituto Access
Orgão: Câm. Mangaratiba-RJ
Disciplina: Informática
Banca: Instituto Access
Orgão: Câm. Mangaratiba-RJ
Provas:
O sistema de processamento de dados da Câmara Municipal de Mangaratiba opera com base nas premissas listadas a seguir.
I. De forma análoga ao sistema de cartão de crédito, as informações são processadas e as transações alimentam a base de dados no momento em que ocorrem.
II. De forma semelhante aos sistemas de reserva de passagens aéreas e de GPS, o dado é processado no momento em que é informado, onde o tempo de resposta é pré-requisito básico a ser atendido, as informações são processadas no momento em que são registradas, gerando um novo processamento subsequente.
Nessas condições, a modalidade de processamento desse sistema é:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Cadernos
Caderno Container