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520485 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ALES
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Histórico e contextualização da taquigrafia

A palavra taquigrafia origina-se dos termos gregos

tachys (rápido) e graphein (escrever), significando, portanto,

escrita rápida. É considerada uma técnica profissional que

exige de quem a executa determinadas condições físicas,

mentais e intelectuais, além de muita prática para o seu perfeito

domínio. Taquigrafar é escrever tão depressa quanto se fala,

por meio de sinais (taquigramas) e abreviaturas.

Os hebreus atribuem a si a invenção da taquigrafia,

alegando que, em citações feitas por Davi, no Salmo 44, há

menção à pena de um escritor veloz. Os gregos, por sua vez,

querem a primazia da invenção da taquigrafia. O filósofo e

general ateniense Xenofonte, em 300 a.C., utilizava um sistema

de escrita abreviada. Marcus Tullius Tiro, escravo liberto e

secretário de Cícero, criou, no ano 70 a.C., as Notas

Tironianas, provavelmente adaptadas de um sistema

taquigráfico grego, e as utilizou no parlamento romano. Tiro

deve ter concluído que, para uma verdadeira taquigrafia, havia

necessidade de maior brevidade dos sinais para se alcançar

maior velocidade. A ideia básica era, portanto, simplificar

para dar velocidade. Importante, também, era a posterior

legibilidade dos registros. Mas como coletar as oratórias de

forma rápida e legível? Quais eram os instrumentos de trabalho

dos taquígrafos antigos? Aqui convém lembrar que o lápis só

apareceu após a descoberta das minas de grafite na Grã-

Bretanha, na metade do século XVII. A pena de aço foi

inventada na metade do século XVIII. E a caneta esferográfica

foi inventada por Laszlo Joseph Biro somente em 1943. Além

disso, na época dos romanos não existia o papel, que só seria

fabricado séculos mais tarde.

Giulietti (1950) descreve que os romanos

taquigrafavam em tabuletas e usavam, em vez de lápis, um

ponteiro. A tabuleta era constituída de duas tábuas

retangulares, de madeira ou de marfim, com uma pequena

margem elevada ao longo dos quatro lados. A parte central,

rebaixada em relação às margens, era recoberta com cera, sobre

a qual se escrevia com um ponteiro de metal, osso ou marfim.

O ponteiro tinha, de um lado, uma ponta aguda, com a qual se

escrevia na cera, e, do outro, o formato de uma espátula, que

era usada para se apagar o que estava escrito, alisando a cera.

As tabuletas também podiam ser revestidas com cal, sobre a

qual se escrevia com uma tinta negra. Várias tabuletas podiam

ser unidas com cordazinhas, que serviam de dobradiças,

formando, dessa forma, um livreto com certo número de

páginas. Havia escravos que eram encarregados de entregar as

tabuletas aos taquígrafos. No momento em que terminava de

escrever em uma tabuleta, o taquígrafo já recebia outra tábula

rasa, tabuleta com a cera alisada. A tabuleta escrita era levada,

então, por um escravo e entregue aos librarii, que traduziam e

recopiavam tudo por extenso. O texto assim traduzido era

depois entregue aos oradores para uma revisão. Em seguida,

era passado a limpo em pergaminhos ou papiros e publicado.

Wladimir Jatobá de Menezes et al. Ambiente de trabalho em taquigrafia: tarefas, atividades, estratégias operatórias e custo humano da atividade. In: Ação Ergonômica, Rio de Janeiro, v. 3, n./ 1, p. 1-17, 2007. Internet: www.acaoergonomica.ergonomia.ufrj.br/ (com adaptações).

Com relação ao emprego da palavra “que”, assinale a opção correta.
 

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520484 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ALES
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Poucos escritores terão acompanhado com tanto interesse e tanta acuidade a vida política brasileira como Machado de Assis. Nada lhe escapou. A pena do cronista, ou a pena do romancista e do contista, esteve sempre vigilante, não propriamente para combater, como os políticos exaltados, mas para esclarecer, para opinar. Para ser um estadista só faltou a ele o exercício da política, na Câmara, no Senado, no Ministério. Ele seria brilhante como soube ser no plano das letras. Certamente teria sido um grande estadista no plano da vida política efetiva, com a sua ampla visão do mundo.

Não farei uma afirmação temerária ao escrever que a história da política nacional não pode ser escrita, no espaço compreendido pela vida de Machado de Assis, sem o testemunho do mestre de Dom Casmurro. E com esta vantagem superior: ele pôs a compreensão no lugar da paixão, sempre que analisou um problema, retratou um político ou definiu uma situação, no curso de nossa história política.

José Sarney, In: Machado de Assis. O velho Senado. Brasília: Edições do Senado Federal, vol. 37, 2004, p. 15-6 (com adaptações)

Depreende-se das informações e afirmações do texto que o propósito do autor é
 

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520483 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ALES

Evaristo de Moraes, com aautoridade de quem foi não

apenas republicano histórico, mas ativomembro da propaganda

republicana, ao relembrar as mais remotas origens do

movimento republicano no Brasil — não das ideias

republicanas, cujas primeiras manifestações são encontráveis

ainda na colônia, mas do movimento republicano organizado

—, declarou que foi a frustração que a inopinada troca de

gabinetes em 1869, com o completo desrespeito das regras

então vigentes, impôs aos membros mais radicais do partido

liberal que levou à cisão desse partido, dando origem tanto ao

partido liberal radical quanto ao partido republicano. As regras

do jogo tinham sido quebradas pelo monarca, o regime havia

perdido sua credibilidade.

José T. M. Menck. A crise política de 1868 e a gênese do Manifesto Republicano de 1870. In: Cadernos Aslegis, 37, maio/agosto 2009, p. 39-40 (com adaptações).

Depreende-se das ideias do texto que
 

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520482 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ALES

O nascimento da ética do político

Em milênios de filosofia, só dois filósofos quebraram

as fronteiras da academia para que seus nomes gerassem

adjetivos conhecidos de todos, até de quem não sabe quem eles

foram: Platão e Maquiavel. Todos ouvimos falar em amor

platônico ou em pessoas maquiavélicas. Não interessa que

os especialistas se irritem porque Maquiavel não foi

maquiavélico; o fato é que ele, como Platão, deixou uma marca

no imaginário social.

O Príncipe, que, em breve, completará 500 anos, tem

características notáveis. Primeira: é livro facílimo de ler.

Segunda: apesar disso, não há acordo sobre o que quer dizer.

Nós o lemos com facilidade e não temos certeza do que ele

pretende. Talvez porque, terceira característica, pareça

contradizer o resto da vida e obra do autor.

Maquiavel foi um dos chefes da república de Florença,

passou anos escrevendo uma grande obra republicana —

Discursos —, mas somente se tornou um dos maiores

pensadores da história devido a um livro curto que redigiu em

poucas semanas, quando estava banido da cidade, com o fim de

agradar aos novos senhores de uma Florença monárquica. Por

isso nos perguntamos o que é O Príncipe: é um livro de

apologia à monarquia ou uma sátira cáustica? Sustenta que os

fins justificam os meios ou mostra a essência da política?

Contradiz o político e pensador republicano ou nutre, com ele,

uma secreta harmonia?

Renato Janine Ribeiro. In: O Estado de S.Paulo, 7/8/2010. Internet: www.estadao.com.br (com adaptações).

A respeito da organização das ideias no texto e de elementos linguísticos nele presentes, assinale a opção correta.
 

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520481 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ALES
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A sociedade industrial gera valores materiais. Os

valores espirituais são destruídos e não se criam outros. Pouco

a pouco o povo vai perdendo sua identidade, fica à mercê da

colonização cultural, e a nação se descaracteriza. O Brasil, rico

em sua cultura de tantas facetas e influências, mescladas e

consolidadas na feição de um país que se afirma nas tradições,

no folclore, nas letras e nas artes, pouco a pouco definha,

tragado pelo abandono e pela pobreza.

Os valores espirituais têm de ser preservados, os bens

culturais têm de ser criados e protegidos. A cultura deve estar

na mesa do planejador, como a economia. Nunca os nossos

artistas e intelectuais tiveram tantas possibilidades, e nunca

essas possibilidades foram tão desprezadas. Partiremos agora

para o renascimento cultural. O crescimento não terá sentido,

se não crescerem a cultura, o teatro, a literatura, o cinema, a

música, as artes plásticas; e a memória histórica não for

preservada.

José Sarney. In: João Bosco Bezerra Bonfim, Op. cit., p. 365 (com adaptações).

A repetição sintática no trecho “Os valores espirituais têm de ser preservados, os bens culturais têm de ser criados e protegidos” (ℓ.9-10)
 

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520480 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ALES

O nascimento da ética do político

Em milênios de filosofia, só dois filósofos quebraram

as fronteiras da academia para que seus nomes gerassem

adjetivos conhecidos de todos, até de quem não sabe quem eles

foram: Platão e Maquiavel. Todos ouvimos falar em amor

platônico ou em pessoas maquiavélicas. Não interessa que

os especialistas se irritem porque Maquiavel não foi

maquiavélico; o fato é que ele, como Platão, deixou uma marca

no imaginário social.

O Príncipe, que, em breve, completará 500 anos, tem

características notáveis. Primeira: é livro facílimo de ler.

Segunda: apesar disso, não há acordo sobre o que quer dizer.

Nós o lemos com facilidade e não temos certeza do que ele

pretende. Talvez porque, terceira característica, pareça

contradizer o resto da vida e obra do autor.

Maquiavel foi um dos chefes da república de Florença,

passou anos escrevendo uma grande obra republicana —

Discursos —, mas somente se tornou um dos maiores

pensadores da história devido a um livro curto que redigiu em

poucas semanas, quando estava banido da cidade, com o fim de

agradar aos novos senhores de uma Florença monárquica. Por

isso nos perguntamos o que é O Príncipe: é um livro de

apologia à monarquia ou uma sátira cáustica? Sustenta que os

fins justificam os meios ou mostra a essência da política?

Contradiz o político e pensador republicano ou nutre, com ele,

uma secreta harmonia?

Renato Janine Ribeiro. In: O Estado de S.Paulo, 7/8/2010. Internet: www.estadao.com.br (com adaptações).

Assinale a opção correta acerca das relações coesivas estabelecidas no primeiro parágrafo do texto.
 

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520479 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ALES
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Poucos escritores terão acompanhado com tanto interesse e tanta acuidade a vida política brasileira como Machado de Assis. Nada lhe escapou. A pena do cronista, ou a pena do romancista e do contista, esteve sempre vigilante, não propriamente para combater, como os políticos exaltados, mas para esclarecer, para opinar. Para ser um estadista só faltou a ele o exercício da política, na Câmara, no Senado, no Ministério. Ele seria brilhante como soube ser no plano das letras. Certamente teria sido um grande estadista no plano da vida política efetiva, com a sua ampla visão do mundo.

Não farei uma afirmação temerária ao escrever que a história da política nacional não pode ser escrita, no espaço compreendido pela vida de Machado de Assis, sem o testemunho do mestre de Dom Casmurro. E com esta vantagem superior: ele pôs a compreensão no lugar da paixão, sempre que analisou um problema, retratou um político ou definiu uma situação, no curso de nossa história política.

José Sarney, In: Machado de Assis. O velho Senado. Brasília: Edições do Senado Federal, vol. 37, 2004, p. 15-6 (com adaptações)

A ideia principal do texto é a de que o escritor Machado de Assis
 

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520478 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ALES

Sr. Y (sem revisão do orador) — Boa tarde a todos.

Primeiramente, dizemos aos presentes que, em todo o mundo,

está sendo celebrado o Dia Internacional dos Direitos

Humanos. Em 1948, foi aprovada e proclamada a Declaração

Universal dos Direitos Humanos como o mais forte grito da

humanidade contra a intolerância, a discriminação e o

preconceito.

De lá para cá, muita coisa avançou. O Brasil tornou-se

país signatário de todos os tratados e convenções dos direitos

humanos. E, nesse avanço, há quinze anos surgiu o Conselho

Estadual de Direitos Humanos do Estado do Espírito Santo, um

“adolescente” que teve papel extremamente importante, no

Espírito Santo, em todas as lutas, estando sempre ao lado dos

humilhados e dos ofendidos. O Conselho Estadual de Direitos

Humanos foi a voz dos excluídos e dos presos, em uma época

recente.

Internacionalmente, ressoou, na Corte Interamericana

dos Direitos Humanos e na ONU, o grito dos excluídos,

extremamente importante para o Espírito Santo, para o Brasil

e para o mundo. Enquanto teimarmos e não reconhecermos que

existem problemas, discriminação, preconceito e violência,

não avançaremos. É fundamental que reconheçamos que eles

existem, pois esse é o papel do Conselho Estadual de Direitos

Humanos.

Graças ao Conselho Estadual de Direitos Humanos,

o Espírito Santo avançou muito. Com apenas quinze anos,

nosso conselho é um dos mais velhos do Brasil. Graças a esse

conselho, muitas conferências foram estimuladas. Agora ele

está empenhado na criação de um programa voltado para a

educação em direitos humanos, o enfrentamento à tortura, o

combate à homofobia e o combate a todas as formas de

preconceito e discriminação.

Esta sessão solene celebra momento muito importante

para nós, para o Espírito Santo, para o Brasil e para o mundo.

Os direitos humanos devem-nos orientar e dar-nos esperança

e disposição para remarmos contra a maré. Temos de entender

que as pessoas não podem continuar sendo discriminadas se

quisermos construir um projeto de nação. Os direitos humanos

têm de ser uma política pública — é fundamental que assim

seja — e incorporada definitivamente como projeto de nação,

pois uma nação sem direitos humanos não pode ter o nome de

nação. Nenhuma nação será forte enquanto as mulheres não

tiverem respeitados e garantidos todos os seus direitos;

nenhuma nação será forte enquanto o povo sofrer qualquer

discriminação racial ou de gênero; nenhuma nação será forte se

houver intolerância religiosa; nenhuma nação será forte se

houver homofobia, em suma, nenhuma forma de preconceito

pode existir. Os direitos humanos têm a tarefa de ser a tribo

civilizadora.

Internet: www.al.es.gov.br (com adaptações).

Em relação aos elementos linguísticos do texto, assinale a opção correta.
 

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520477 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ALES
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Histórico e contextualização da taquigrafia

A palavra taquigrafia origina-se dos termos gregos

tachys (rápido) e graphein (escrever), significando, portanto,

escrita rápida. É considerada uma técnica profissional que

exige de quem a executa determinadas condições físicas,

mentais e intelectuais, além de muita prática para o seu perfeito

domínio. Taquigrafar é escrever tão depressa quanto se fala,

por meio de sinais (taquigramas) e abreviaturas.

Os hebreus atribuem a si a invenção da taquigrafia,

alegando que, em citações feitas por Davi, no Salmo 44, há

menção à pena de um escritor veloz. Os gregos, por sua vez,

querem a primazia da invenção da taquigrafia. O filósofo e

general ateniense Xenofonte, em 300 a.C., utilizava um sistema

de escrita abreviada. Marcus Tullius Tiro, escravo liberto e

secretário de Cícero, criou, no ano 70 a.C., as Notas

Tironianas, provavelmente adaptadas de um sistema

taquigráfico grego, e as utilizou no parlamento romano. Tiro

deve ter concluído que, para uma verdadeira taquigrafia, havia

necessidade de maior brevidade dos sinais para se alcançar

maior velocidade. A ideia básica era, portanto, simplificar

para dar velocidade. Importante, também, era a posterior

legibilidade dos registros. Mas como coletar as oratórias de

forma rápida e legível? Quais eram os instrumentos de trabalho

dos taquígrafos antigos? Aqui convém lembrar que o lápis só

apareceu após a descoberta das minas de grafite na Grã-

Bretanha, na metade do século XVII. A pena de aço foi

inventada na metade do século XVIII. E a caneta esferográfica

foi inventada por Laszlo Joseph Biro somente em 1943. Além

disso, na época dos romanos não existia o papel, que só seria

fabricado séculos mais tarde.

Giulietti (1950) descreve que os romanos

taquigrafavam em tabuletas e usavam, em vez de lápis, um

ponteiro. A tabuleta era constituída de duas tábuas

retangulares, de madeira ou de marfim, com uma pequena

margem elevada ao longo dos quatro lados. A parte central,

rebaixada em relação às margens, era recoberta com cera, sobre

a qual se escrevia com um ponteiro de metal, osso ou marfim.

O ponteiro tinha, de um lado, uma ponta aguda, com a qual se

escrevia na cera, e, do outro, o formato de uma espátula, que

era usada para se apagar o que estava escrito, alisando a cera.

As tabuletas também podiam ser revestidas com cal, sobre a

qual se escrevia com uma tinta negra. Várias tabuletas podiam

ser unidas com cordazinhas, que serviam de dobradiças,

formando, dessa forma, um livreto com certo número de

páginas. Havia escravos que eram encarregados de entregar as

tabuletas aos taquígrafos. No momento em que terminava de

escrever em uma tabuleta, o taquígrafo já recebia outra tábula

rasa, tabuleta com a cera alisada. A tabuleta escrita era levada,

então, por um escravo e entregue aos librarii, que traduziam e

recopiavam tudo por extenso. O texto assim traduzido era

depois entregue aos oradores para uma revisão. Em seguida,

era passado a limpo em pergaminhos ou papiros e publicado.

Wladimir Jatobá de Menezes et al. Ambiente de trabalho em taquigrafia: tarefas, atividades, estratégias operatórias e custo humano da atividade. In: Ação Ergonômica, Rio de Janeiro, v. 3, n./ 1, p. 1-17, 2007. Internet: www.acaoergonomica.ergonomia.ufrj.br/ (com adaptações).

Considerando os processos de formação de palavras, assinale a opção correta.
 

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Texto para as questões de 5 a 8

As pessoas aprenderam que devem ter sempre alguma

atividade — primeiro é estudar e depois, trabalhar —; o

importante é fazer alguma coisa, nem que para isso se deixe de

ver o filho nascer ou crescer. Primeiro vem o trabalho, a

produção. Outro aspecto aterrador aparece quando o indivíduo

para para ouvir o próprio discurso: boa parte do que se fala está

centrado em um futuro almejado, nunca concreto, como:

“quando eu entrar em férias...”, “quando eu ganhar na loto...”.

Na verdade, idealiza-se o que fazer (e que dificilmente

acontece), esquecendo-se do presente. Geralmente, as

expectativas centradas nesse futuro refletem uma insatisfação

com a situação presente, tanto no nível pessoal como no

profissional.

Com o advento da aposentadoria, ocorre uma série de

mudanças implicadas nesse processo, e o indivíduo adquire

novo status econômico, político e social. Em síntese, na

aposentadoria, verifica-se mudança significativa na vida do

indivíduo. Grande parte de sua identidade e de seu status social

depende do papel profissional que a pessoa exerce. A exclusão

do mundo do trabalho é, ao mesmo tempo, perda de lugar no

sistema de produção, reorganização espacial e temporal da

vida do sujeito e reestruturação de identidade pessoal.

A aposentadoria obriga o sujeito a reorganizar as identificações

habituais, que estruturam o eu.

Lúcio Ricardo Hiurko Felippe et al. Programa de preparação para a aposentadoria: uma política de desenvolvimento humano. Internet: www.ser.ufpr.br (com adaptações)

Com relação à estrutura gramatical do primeiro parágrafo do texto, assinale a opção correta.
 

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