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Foram encontradas 222 questões.

520475 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ALES
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Não duvidamos, mesmo nas horas mais difíceis, que o nosso país já estivesse amadurecido suficientemente para que as regras e fundamentos da moral e do direito resistissem a toda sorte de desregramentos da paixão. O ato de hoje, neste Tribunal, fortalece o princípio de que não vinga mais entre nós o arbítrio e de que a lei é forte. Só se podem incluir, aliás, no número dos países civilizados aqueles em que as regras do jogo político são invioláveis, depois de aceitas. Só se podem considerar de fato constituídos em nação os povos para os quais a lei é objeto de acatamento, de limitação de sentimentos bruscos de desgoverno.

Juscelino Kubitschek. In: João Bosco Bezerra Bonfim. Op. cit., p. 266.

Subentende-se das afirmações do texto que, segundo o autor, o país
 

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520474 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ALES
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A sociedade industrial gera valores materiais. Os

valores espirituais são destruídos e não se criam outros. Pouco

a pouco o povo vai perdendo sua identidade, fica à mercê da

colonização cultural, e a nação se descaracteriza. O Brasil, rico

em sua cultura de tantas facetas e influências, mescladas e

consolidadas na feição de um país que se afirma nas tradições,

no folclore, nas letras e nas artes, pouco a pouco definha,

tragado pelo abandono e pela pobreza.

Os valores espirituais têm de ser preservados, os bens

culturais têm de ser criados e protegidos. A cultura deve estar

na mesa do planejador, como a economia. Nunca os nossos

artistas e intelectuais tiveram tantas possibilidades, e nunca

essas possibilidades foram tão desprezadas. Partiremos agora

para o renascimento cultural. O crescimento não terá sentido,

se não crescerem a cultura, o teatro, a literatura, o cinema, a

música, as artes plásticas; e a memória histórica não for

preservada.

José Sarney. In: João Bosco Bezerra Bonfim, Op. cit., p. 365 (com adaptações).

O trecho “e a nação se descaracteriza” (.4) mantém com as afirmações anteriores do período a relação de
 

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520473 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ALES
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Histórico e contextualização da taquigrafia

A palavra taquigrafia origina-se dos termos gregos

tachys (rápido) e graphein (escrever), significando, portanto,

escrita rápida. É considerada uma técnica profissional que

exige de quem a executa determinadas condições físicas,

mentais e intelectuais, além de muita prática para o seu perfeito

domínio. Taquigrafar é escrever tão depressa quanto se fala,

por meio de sinais (taquigramas) e abreviaturas.

Os hebreus atribuem a si a invenção da taquigrafia,

alegando que, em citações feitas por Davi, no Salmo 44, há

menção à pena de um escritor veloz. Os gregos, por sua vez,

querem a primazia da invenção da taquigrafia. O filósofo e

general ateniense Xenofonte, em 300 a.C., utilizava um sistema

de escrita abreviada. Marcus Tullius Tiro, escravo liberto e

secretário de Cícero, criou, no ano 70 a.C., as Notas

Tironianas, provavelmente adaptadas de um sistema

taquigráfico grego, e as utilizou no parlamento romano. Tiro

deve ter concluído que, para uma verdadeira taquigrafia, havia

necessidade de maior brevidade dos sinais para se alcançar

maior velocidade. A ideia básica era, portanto, simplificar

para dar velocidade. Importante, também, era a posterior

legibilidade dos registros. Mas como coletar as oratórias de

forma rápida e legível? Quais eram os instrumentos de trabalho

dos taquígrafos antigos? Aqui convém lembrar que o lápis só

apareceu após a descoberta das minas de grafite na Grã-

Bretanha, na metade do século XVII. A pena de aço foi

inventada na metade do século XVIII. E a caneta esferográfica

foi inventada por Laszlo Joseph Biro somente em 1943. Além

disso, na época dos romanos não existia o papel, que só seria

fabricado séculos mais tarde.

Giulietti (1950) descreve que os romanos

taquigrafavam em tabuletas e usavam, em vez de lápis, um

ponteiro. A tabuleta era constituída de duas tábuas

retangulares, de madeira ou de marfim, com uma pequena

margem elevada ao longo dos quatro lados. A parte central,

rebaixada em relação às margens, era recoberta com cera, sobre

a qual se escrevia com um ponteiro de metal, osso ou marfim.

O ponteiro tinha, de um lado, uma ponta aguda, com a qual se

escrevia na cera, e, do outro, o formato de uma espátula, que

era usada para se apagar o que estava escrito, alisando a cera.

As tabuletas também podiam ser revestidas com cal, sobre a

qual se escrevia com uma tinta negra. Várias tabuletas podiam

ser unidas com cordazinhas, que serviam de dobradiças,

formando, dessa forma, um livreto com certo número de

páginas. Havia escravos que eram encarregados de entregar as

tabuletas aos taquígrafos. No momento em que terminava de

escrever em uma tabuleta, o taquígrafo já recebia outra tábula

rasa, tabuleta com a cera alisada. A tabuleta escrita era levada,

então, por um escravo e entregue aos librarii, que traduziam e

recopiavam tudo por extenso. O texto assim traduzido era

depois entregue aos oradores para uma revisão. Em seguida,

era passado a limpo em pergaminhos ou papiros e publicado.

Wladimir Jatobá de Menezes et al. Ambiente de trabalho em taquigrafia: tarefas, atividades, estratégias operatórias e custo humano da atividade. In: Ação Ergonômica, Rio de Janeiro, v. 3, n./ 1, p. 1-17, 2007. Internet: www.acaoergonomica.ergonomia.ufrj.br/ (com adaptações).

Assinale a opção correta com relação ao uso dos sinais de pontuação no texto.
 

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Texto para as questões de 5 a 8

As pessoas aprenderam que devem ter sempre alguma

atividade — primeiro é estudar e depois, trabalhar —; o

importante é fazer alguma coisa, nem que para isso se deixe de

ver o filho nascer ou crescer. Primeiro vem o trabalho, a

produção. Outro aspecto aterrador aparece quando o indivíduo

para para ouvir o próprio discurso: boa parte do que se fala está

centrado em um futuro almejado, nunca concreto, como:

“quando eu entrar em férias...”, “quando eu ganhar na loto...”.

Na verdade, idealiza-se o que fazer (e que dificilmente

acontece), esquecendo-se do presente. Geralmente, as

expectativas centradas nesse futuro refletem uma insatisfação

com a situação presente, tanto no nível pessoal como no

profissional.

Com o advento da aposentadoria, ocorre uma série de

mudanças implicadas nesse processo, e o indivíduo adquire

novo status econômico, político e social. Em síntese, na

aposentadoria, verifica-se mudança significativa na vida do

indivíduo. Grande parte de sua identidade e de seu status social

depende do papel profissional que a pessoa exerce. A exclusão

do mundo do trabalho é, ao mesmo tempo, perda de lugar no

sistema de produção, reorganização espacial e temporal da

vida do sujeito e reestruturação de identidade pessoal.

A aposentadoria obriga o sujeito a reorganizar as identificações

habituais, que estruturam o eu.

Lúcio Ricardo Hiurko Felippe et al. Programa de preparação para a aposentadoria: uma política de desenvolvimento humano. Internet: www.ser.ufpr.br (com adaptações)

Considerando que cada uma das opções abaixo apresenta um período do segundo parágrafo — entre aspas — seguida de uma proposta de resumo desse período, assinale a opção em que a proposta de resumo não apresenta erros em relação à língua portuguesa padrão nem distorções da ideia original do texto.
 

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520471 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ALES

Evaristo de Moraes, com aautoridade de quem foi não

apenas republicano histórico, mas ativomembro da propaganda

republicana, ao relembrar as mais remotas origens do

movimento republicano no Brasil — não das ideias

republicanas, cujas primeiras manifestações são encontráveis

ainda na colônia, mas do movimento republicano organizado

—, declarou que foi a frustração que a inopinada troca de

gabinetes em 1869, com o completo desrespeito das regras

então vigentes, impôs aos membros mais radicais do partido

liberal que levou à cisão desse partido, dando origem tanto ao

partido liberal radical quanto ao partido republicano. As regras

do jogo tinham sido quebradas pelo monarca, o regime havia

perdido sua credibilidade.

José T. M. Menck. A crise política de 1868 e a gênese do Manifesto Republicano de 1870. In: Cadernos Aslegis, 37, maio/agosto 2009, p. 39-40 (com adaptações).

Com relação ao emprego dos sinais de pontuação, seria mantida a correção gramatical do texto se
 

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Texto para as questões de 1 a 4

O governo do estado de São Paulo lançou um

programa que fechará o cerco ao consumo de álcool por

crianças e adolescentes. A medida inclui uma lei mais

severa, que punirá com multas pesadas e fechamento os

estabelecimentos comerciais que reincidirem na venda de

bebidas a individuos com menos de dezoito anos de idade,

sejam bares, supermercados, restaurantes, boates ou lojas de

conveniência. Além de apresentarem certa precocidade na

aquisição do hábito de ingerir álcool, os adolescentes

paulistas bebem frequentemente, exageram nas doses e, em

muitos casos, agem assim com anuência familiar.

Encaminhado à Assembleia Legislativa na primeira

semana de agosto, o projeto de lei está previsto para entrar em

vigor ainda em 2011. A primeira norma do gênero é federal, de

1941, e prevê prisão de dois meses a um ano a quem servir

bebida a individuo que tenha menos de dezoito anos de idade.

A outra é o Estatuto da Criança e do Adolescente, que prevê

punições mais longas, de dois a quatro anos. Em 2007, o

governo paulista determinou que os estabelecimentos infratores

deveriam fechar as portas. A lei de agora reafirma a punição

em vigor há mais de quatro anos e inova ao estabelecer multas

com valores altos, que variam de acordo com o tamanho do

negócio e vão de R$ 1.745,00 a R$ 43.625,00. Os valores serão

dobrados nocaso de reincidência, ultrapassando R.000,00.

Os efeitos do álcool no organismo de jovens são

devastadores. Um estudo do governo norte-americano,

publicado em 2009, mostrou que a probabilidade de se tornar

alcoólatra na idade adulta é de 5% para quem começa a beber

depois dos 21 anos de idade e de 25% quando a iniciação

ocorre sete anos antes. Além disso, como o processo de

amadurecimento do cérebro só se completa duas décadas

depois do nascimento, o consumo precoce de álcool pode

comprometer seriamente o desenvolvimento desse órgão vital,

ao aumentar a probabilidade de aparecimento de problemas

cognitivos, como falta de concentração, e de alterações de

humor, como depressão e ansiedade. O abuso de bebidas

alcoólicas pode, ainda, servir de porta de entrada para outras

drogas e comportamentos de risco, como fazer sexo sem

proteção.

Giuliana Bergamo. Fim da farra. In: Veja, 10/8/2011, p. 72-3 (com adaptações).

Assinale a opção que apresenta a informação central do texto.

 

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Texto para as questões de 5 a 8

As pessoas aprenderam que devem ter sempre alguma

atividade — primeiro é estudar e depois, trabalhar —; o

importante é fazer alguma coisa, nem que para isso se deixe de

ver o filho nascer ou crescer. Primeiro vem o trabalho, a

produção. Outro aspecto aterrador aparece quando o indivíduo

para para ouvir o próprio discurso: boa parte do que se fala está

centrado em um futuro almejado, nunca concreto, como:

“quando eu entrar em férias...”, “quando eu ganhar na loto...”.

Na verdade, idealiza-se o que fazer (e que dificilmente

acontece), esquecendo-se do presente. Geralmente, as

expectativas centradas nesse futuro refletem uma insatisfação

com a situação presente, tanto no nível pessoal como no

profissional.

Com o advento da aposentadoria, ocorre uma série de

mudanças implicadas nesse processo, e o indivíduo adquire

novo status econômico, político e social. Em síntese, na

aposentadoria, verifica-se mudança significativa na vida do

indivíduo. Grande parte de sua identidade e de seu status social

depende do papel profissional que a pessoa exerce. A exclusão

do mundo do trabalho é, ao mesmo tempo, perda de lugar no

sistema de produção, reorganização espacial e temporal da

vida do sujeito e reestruturação de identidade pessoal.

A aposentadoria obriga o sujeito a reorganizar as identificações

habituais, que estruturam o eu.

Lúcio Ricardo Hiurko Felippe et al. Programa de preparação para a aposentadoria: uma política de desenvolvimento humano. Internet: www.ser.ufpr.br (com adaptações)

De acordo com o texto,
 

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520466 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ALES

Sr. Y (sem revisão do orador) — Boa tarde a todos.

Primeiramente, dizemos aos presentes que, em todo o mundo,

está sendo celebrado o Dia Internacional dos Direitos

Humanos. Em 1948, foi aprovada e proclamada a Declaração

Universal dos Direitos Humanos como o mais forte grito da

humanidade contra a intolerância, a discriminação e o

preconceito.

De lá para cá, muita coisa avançou. O Brasil tornou-se

país signatário de todos os tratados e convenções dos direitos

humanos. E, nesse avanço, há quinze anos surgiu o Conselho

Estadual de Direitos Humanos do Estado do Espírito Santo, um

“adolescente” que teve papel extremamente importante, no

Espírito Santo, em todas as lutas, estando sempre ao lado dos

humilhados e dos ofendidos. O Conselho Estadual de Direitos

Humanos foi a voz dos excluídos e dos presos, em uma época

recente.

Internacionalmente, ressoou, na Corte Interamericana

dos Direitos Humanos e na ONU, o grito dos excluídos,

extremamente importante para o Espírito Santo, para o Brasil

e para o mundo. Enquanto teimarmos e não reconhecermos que

existem problemas, discriminação, preconceito e violência,

não avançaremos. É fundamental que reconheçamos que eles

existem, pois esse é o papel do Conselho Estadual de Direitos

Humanos.

Graças ao Conselho Estadual de Direitos Humanos,

o Espírito Santo avançou muito. Com apenas quinze anos,

nosso conselho é um dos mais velhos do Brasil. Graças a esse

conselho, muitas conferências foram estimuladas. Agora ele

está empenhado na criação de um programa voltado para a

educação em direitos humanos, o enfrentamento à tortura, o

combate à homofobia e o combate a todas as formas de

preconceito e discriminação.

Esta sessão solene celebra momento muito importante

para nós, para o Espírito Santo, para o Brasil e para o mundo.

Os direitos humanos devem-nos orientar e dar-nos esperança

e disposição para remarmos contra a maré. Temos de entender

que as pessoas não podem continuar sendo discriminadas se

quisermos construir um projeto de nação. Os direitos humanos

têm de ser uma política pública — é fundamental que assim

seja — e incorporada definitivamente como projeto de nação,

pois uma nação sem direitos humanos não pode ter o nome de

nação. Nenhuma nação será forte enquanto as mulheres não

tiverem respeitados e garantidos todos os seus direitos;

nenhuma nação será forte enquanto o povo sofrer qualquer

discriminação racial ou de gênero; nenhuma nação será forte se

houver intolerância religiosa; nenhuma nação será forte se

houver homofobia, em suma, nenhuma forma de preconceito

pode existir. Os direitos humanos têm a tarefa de ser a tribo

civilizadora.

Internet: www.al.es.gov.br (com adaptações).

O texto apresentado é parte de um discurso proferido, em comemoração ao Dia Internacional dos Direitos Humanos e aos 15 anos do Conselho Estadual de Direitos Humanos do Estado do Espírito Santo, em uma sessão solene da AL/ES, realizada em 10 de dezembro de 2010. Com referência a esse texto, julgue os seguintes itens.

I No que concerne à tipologia textual, esse texto apresenta segmentos com características predominantemente expositivas e trechos em que prevalece a argumentação.
II O texto segue o princípio segundo o qual o orador de discurso proferido em plenário deve iniciar sua oratória fazendo referência ao objetivo da sessão em curso.
III No parágrafo final do discurso, o orador concita os ouvintes a aderirem às ideias e convicções expressas por ele.

Assinale a opção correta.
 

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520465 Ano: 2011
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ALES
A recente Avaliação Brasileira do Final do Ciclo de Alfabetização, realizada com alunos do terceiro ano do ensino fundamental, revelou que
 

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O Oriente Médio continua sendo uma das mais tensas regiões do mundo. Uma questão que se arrasta no tempo e que foi levada formalmente à Organização das Nações Unidas (ONU), em 2011, é a que se refere à efetiva criação — e ao pleno reconhecimento como tal pela ONU — do Estado do(a)
 

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