Magna Concursos
520480 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: ALES

O nascimento da ética do político

Em milênios de filosofia, só dois filósofos quebraram

as fronteiras da academia para que seus nomes gerassem

adjetivos conhecidos de todos, até de quem não sabe quem eles

foram: Platão e Maquiavel. Todos ouvimos falar em amor

platônico ou em pessoas maquiavélicas. Não interessa que

os especialistas se irritem porque Maquiavel não foi

maquiavélico; o fato é que ele, como Platão, deixou uma marca

no imaginário social.

O Príncipe, que, em breve, completará 500 anos, tem

características notáveis. Primeira: é livro facílimo de ler.

Segunda: apesar disso, não há acordo sobre o que quer dizer.

Nós o lemos com facilidade e não temos certeza do que ele

pretende. Talvez porque, terceira característica, pareça

contradizer o resto da vida e obra do autor.

Maquiavel foi um dos chefes da república de Florença,

passou anos escrevendo uma grande obra republicana —

Discursos —, mas somente se tornou um dos maiores

pensadores da história devido a um livro curto que redigiu em

poucas semanas, quando estava banido da cidade, com o fim de

agradar aos novos senhores de uma Florença monárquica. Por

isso nos perguntamos o que é O Príncipe: é um livro de

apologia à monarquia ou uma sátira cáustica? Sustenta que os

fins justificam os meios ou mostra a essência da política?

Contradiz o político e pensador republicano ou nutre, com ele,

uma secreta harmonia?

Renato Janine Ribeiro. In: O Estado de S.Paulo, 7/8/2010. Internet: www.estadao.com.br (com adaptações).

Assinale a opção correta acerca das relações coesivas estabelecidas no primeiro parágrafo do texto.
 

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