Foram encontradas 222 questões.
O governo não é uma entidade abstrata, um instrumento de coerção ou uma força extrínseca da comunidade nacional. Não é um agente de partidos, grupos, classes ou interesses. É a própria imagem refletida da pátria na soma das suas aspirações e no conjunto das suas afinidades. É emanação do povo e, como tal, servo da sua vontade, provedor de suas necessidades, a força humanizada e sensível que preside as relações e o desenvolvimento da sua vida social no sentido da cooperação e da harmonia das classes e dos interesses.
Getúlio Vargas. In: João Bosco Bezerra Bonfim. Palavra de presidente — Discursos de posse de Deodoro a Lula. Brasília: LGE Editora, 2004.p. 258.
Provas
Para dar o salto que se impõe no limiar do novo
milênio, não podemos mais conviver com o analfabetismo e o
semianalfabetismo em massa. É uma pobre ilusão achar que o
mero consumo de quinquilharias vai nos fazer modernos, se
nossas crianças continuarem passando pela escola sem absorver
o mínimo indispensável de conhecimento para viver no ritmo
da modernidade.
Fernando Henrique Cardoso, In: João Bosco Bezerra Bonfim, Op. cit., p. 412 (com adaptações).
Provas
Texto para as questões de 1 a 4
O governo do estado de São Paulo lançou um
programa que fechará o cerco ao consumo de álcool por
crianças e adolescentes. A medida inclui uma lei mais
severa, que punirá com multas pesadas e fechamento os
estabelecimentos comerciais que reincidirem na venda de
bebidas a individuos com menos de dezoito anos de idade,
sejam bares, supermercados, restaurantes, boates ou lojas de
conveniência. Além de apresentarem certa precocidade na
aquisição do hábito de ingerir álcool, os adolescentes
paulistas bebem frequentemente, exageram nas doses e, em
muitos casos, agem assim com anuência familiar.
Encaminhado à Assembleia Legislativa na primeira
semana de agosto, o projeto de lei está previsto para entrar em
vigor ainda em 2011. A primeira norma do gênero é federal, de
1941, e prevê prisão de dois meses a um ano a quem servir
bebida a individuo que tenha menos de dezoito anos de idade.
A outra é o Estatuto da Criança e do Adolescente, que prevê
punições mais longas, de dois a quatro anos. Em 2007, o
governo paulista determinou que os estabelecimentos infratores
deveriam fechar as portas. A lei de agora reafirma a punição
em vigor há mais de quatro anos e inova ao estabelecer multas
com valores altos, que variam de acordo com o tamanho do
negócio e vão de R$ 1.745,00 a R$ 43.625,00. Os valores serão
dobrados nocaso de reincidência, ultrapassando R.000,00.
Os efeitos do álcool no organismo de jovens são
devastadores. Um estudo do governo norte-americano,
publicado em 2009, mostrou que a probabilidade de se tornar
alcoólatra na idade adulta é de 5% para quem começa a beber
depois dos 21 anos de idade e de 25% quando a iniciação
ocorre sete anos antes. Além disso, como o processo de
amadurecimento do cérebro só se completa duas décadas
depois do nascimento, o consumo precoce de álcool pode
comprometer seriamente o desenvolvimento desse órgão vital,
ao aumentar a probabilidade de aparecimento de problemas
cognitivos, como falta de concentração, e de alterações de
humor, como depressão e ansiedade. O abuso de bebidas
alcoólicas pode, ainda, servir de porta de entrada para outras
drogas e comportamentos de risco, como fazer sexo sem
proteção.
Giuliana Bergamo. Fim da farra. In: Veja, 10/8/2011, p. 72-3 (com adaptações).
O sentido e a correção gramatical do texto seriam mantidos caso se substituísse
Provas
Texto para as questões de 1 a 4
O governo do estado de São Paulo lançou um
programa que fechará o cerco ao consumo de álcool por
crianças e adolescentes. A medida inclui uma lei mais
severa, que punirá com multas pesadas e fechamento os
estabelecimentos comerciais que reincidirem na venda de
bebidas a individuos com menos de dezoito anos de idade,
sejam bares, supermercados, restaurantes, boates ou lojas de
conveniência. Além de apresentarem certa precocidade na
aquisição do hábito de ingerir álcool, os adolescentes
paulistas bebem frequentemente, exageram nas doses e, em
muitos casos, agem assim com anuência familiar.
Encaminhado à Assembleia Legislativa na primeira
semana de agosto, o projeto de lei está previsto para entrar em
vigor ainda em 2011. A primeira norma do gênero é federal, de
1941, e prevê prisão de dois meses a um ano a quem servir
bebida a individuo que tenha menos de dezoito anos de idade.
A outra é o Estatuto da Criança e do Adolescente, que prevê
punições mais longas, de dois a quatro anos. Em 2007, o
governo paulista determinou que os estabelecimentos infratores
deveriam fechar as portas. A lei de agora reafirma a punição
em vigor há mais de quatro anos e inova ao estabelecer multas
com valores altos, que variam de acordo com o tamanho do
negócio e vão de R$ 1.745,00 a R$ 43.625,00. Os valores serão
dobrados nocaso de reincidência, ultrapassando R.000,00.
Os efeitos do álcool no organismo de jovens são
devastadores. Um estudo do governo norte-americano,
publicado em 2009, mostrou que a probabilidade de se tornar
alcoólatra na idade adulta é de 5% para quem começa a beber
depois dos 21 anos de idade e de 25% quando a iniciação
ocorre sete anos antes. Além disso, como o processo de
amadurecimento do cérebro só se completa duas décadas
depois do nascimento, o consumo precoce de álcool pode
comprometer seriamente o desenvolvimento desse órgão vital,
ao aumentar a probabilidade de aparecimento de problemas
cognitivos, como falta de concentração, e de alterações de
humor, como depressão e ansiedade. O abuso de bebidas
alcoólicas pode, ainda, servir de porta de entrada para outras
drogas e comportamentos de risco, como fazer sexo sem
proteção.
Giuliana Bergamo. Fim da farra. In: Veja, 10/8/2011, p. 72-3 (com adaptações).
Infere-se da leitura do texto que
Provas
Sucede que na publicação dos discursos há o uso de
imprimir entre parênteses a palavra “lê” quando o orador lê
alguma coisa. Para as pessoas que estão na galeria, é inútil
trazer o que o orador leu, porque essas ouviram tudo; mas
como nem todos os contribuintes estão na galeria (ao
contrário!), a consequência é que a maior parte fica sem saber
o que é que se leu, e, portanto, sem perceber a força da
argumentação, isso com prejuízo dos próprios oradores.
Não há dúvida que esse uso economiza papel de
impressão e tempo de copiar; mas eu, contribuinte e eleitor,
não gosto de economias na publicação dos debates. Uma vez
que esses se imprimem, é indispensável que saiam completos
para que eu os entenda. Posso ser paralítico, preguiçoso, morar
fora, e tenho o direito de saber o que é que se lê nas câmaras.
Se algum membro ou ex-membro do Congresso me lê, espero
que providencie de modo que, para o ano, eu possa ler o que se
ler, sem ir passar os meus dias na galeria do Congresso.
Machado de Assis. Op. cit., p. 72 -4 (com adaptações).
Provas
As pessoas aprenderam que devem ter sempre alguma
atividade — primeiro é estudar e depois, trabalhar —; o
importante é fazer alguma coisa, nem que para isso se deixe de
ver o filho nascer ou crescer. Primeiro vem o trabalho, a
produção. Outro aspecto aterrador aparece quando o indivíduo
para para ouvir o próprio discurso: boa parte do que se fala está
centrado em um futuro almejado, nunca concreto, como:
“quando eu entrar em férias...”, “quando eu ganhar na loto...”.
Na verdade, idealiza-se o que fazer (e que dificilmente
acontece), esquecendo-se do presente. Geralmente, as
expectativas centradas nesse futuro refletem uma insatisfação
com a situação presente, tanto no nível pessoal como no
profissional.
Com o advento da aposentadoria, ocorre uma série de
mudanças implicadas nesse processo, e o indivíduo adquire
novo status econômico, político e social. Em síntese, na
aposentadoria, verifica-se mudança significativa na vida do
indivíduo. Grande parte de sua identidade e de seu status social
depende do papel profissional que a pessoa exerce. A exclusão
do mundo do trabalho é, ao mesmo tempo, perda de lugar no
sistema de produção, reorganização espacial e temporal da
vida do sujeito e reestruturação de identidade pessoal.
A aposentadoria obriga o sujeito a reorganizar as identificações
habituais, que estruturam o eu.
Lúcio Ricardo Hiurko Felippe et al. Programa de preparação para a aposentadoria: uma política de desenvolvimento humano. Internet: www.ser.ufpr.br (com adaptações)
Provas
- SemânticaDenotação e Conotação
- Interpretação de TextosFiguras e Vícios de LinguagemFiguras de Linguagem
Sucede que na publicação dos discursos há o uso de
imprimir entre parênteses a palavra “lê” quando o orador lê
alguma coisa. Para as pessoas que estão na galeria, é inútil
trazer o que o orador leu, porque essas ouviram tudo; mas
como nem todos os contribuintes estão na galeria (ao
contrário!), a consequência é que a maior parte fica sem saber
o que é que se leu, e, portanto, sem perceber a força da
argumentação, isso com prejuízo dos próprios oradores.
Não há dúvida que esse uso economiza papel de
impressão e tempo de copiar; mas eu, contribuinte e eleitor,
não gosto de economias na publicação dos debates. Uma vez
que esses se imprimem, é indispensável que saiam completos
para que eu os entenda. Posso ser paralítico, preguiçoso, morar
fora, e tenho o direito de saber o que é que se lê nas câmaras.
Se algum membro ou ex-membro do Congresso me lê, espero
que providencie de modo que, para o ano, eu possa ler o que se
ler, sem ir passar os meus dias na galeria do Congresso.
Machado de Assis. Op. cit., p. 72 -4 (com adaptações).
Provas
Notas taquigráficas possibilitam ao cidadão acesso rápido ao trabalho do Senado Federal
Dia de sessão em plenário. Um senador acaba de
concluir o seu discurso de vinte minutos. Em seguida, na
página do Senado na Internet, já se pode ter acesso ao trecho
inicial do texto. Dentro de mais quinze ou vinte minutos, em
média, a transcrição integral do pronunciamento já estará
disponível. Para grande parte dos usuários, toda essa agilidade
na divulgação se justifica pelo emprego da tecnologia
disponível nos dias atuais. Poucos sabem, no entanto, que, por
trás dessa rapidez, também está o trabalho de profissionais que
utilizam um sistema criado há mais de dois mil anos: a
taquigrafia.
No Senado Federal, tudo o que ocorre no plenário e
nas comissões é registrado pelos taquígrafos. O registro do que
acontece no plenário da Casa é feito presencialmente e, dentro
de poucos minutos, o texto é publicado na Internet. Em geral,
o tempo necessário à transcrição de um pronunciamento feito
em plenário é menor, por exemplo, que o necessário para a
transcrição de um texto de um arquivo de áudio. Já a
publicação dos pronunciamentos proferidos em comissões pode
levar alguns dias, visto que muitas delas se reúnem em horários
coincidentes.
Todo esse trabalho — para se ter uma ideia, somente
em maio de 2011, foram 352 horas, o equivalente a mais de
quatorze dias inteiros, de pronunciamentos, distribuídos entre
o plenário e as comissões —, é realizado por uma equipe de
pouco mais de sessenta taquígrafos. Divididos em dois turnos,
eles cobrem o período das 8 h 30 min até o fim dos trabalhos
no plenário, que muitas vezes tem passado das 22 h.
O trabalho realizado no Senado se destaca com
relação ao dos parlamentos de outros países. Em Portugal, por
exemplo, a grande maioria das comissões não disponibiliza os
textos para o cidadão. No Japão, o uso de programas que
captam a voz e a transformam em texto está sendo implantado.
No Senado brasileiro, já foram realizadas reuniões
para discutir essa possibilidade, mas algumas dificuldades
fazem que o uso dessa tecnologia seja inviável.
Ainda assim, a inovação tecnológica tem contribuído
significativamente para a maior agilidade na oferta da nota
taquigráfica ao cidadão.
Isabela Vilar. Internet: www.senado.gov.br (com adaptações).
Provas
O que há de política? É a pergunta que naturalmente ocorre a todos, e a que me fará o meu leitor, se não é ministro. O silêncio é a resposta. Não há nada, absolutamente nada. A tela da atualidade política é uma paisagem uniforme; nada a perturba, nada a modifica. Dissera-se um país onde o povo só sabe que existe politicamente quando ouve o fisco bater-lhe à porta.
O que dá razão a este marasmo? Causas gerais e causas especiais (...)
Não se admire, portanto, o leitor se não lhe dou notícias políticas. Política, como eu e meu leitor entendemos, não há. E devia agora exigir-se de um melro o alcance do olhar da águia e o rasgado do seu voo? Além de ilógico seria crueldade. Estamos muito bem assim.
Machado de Assis. Op. cit., p. 55 e 59 (com adaptações).
Provas
Notas taquigráficas possibilitam ao cidadão acesso rápido ao trabalho do Senado Federal
Dia de sessão em plenário. Um senador acaba de
concluir o seu discurso de vinte minutos. Em seguida, na
página do Senado na Internet, já se pode ter acesso ao trecho
inicial do texto. Dentro de mais quinze ou vinte minutos, em
média, a transcrição integral do pronunciamento já estará
disponível. Para grande parte dos usuários, toda essa agilidade
na divulgação se justifica pelo emprego da tecnologia
disponível nos dias atuais. Poucos sabem, no entanto, que, por
trás dessa rapidez, também está o trabalho de profissionais que
utilizam um sistema criado há mais de dois mil anos: a
taquigrafia.
No Senado Federal, tudo o que ocorre no plenário e
nas comissões é registrado pelos taquígrafos. O registro do que
acontece no plenário da Casa é feito presencialmente e, dentro
de poucos minutos, o texto é publicado na Internet. Em geral,
o tempo necessário à transcrição de um pronunciamento feito
em plenário é menor, por exemplo, que o necessário para a
transcrição de um texto de um arquivo de áudio. Já a
publicação dos pronunciamentos proferidos em comissões pode
levar alguns dias, visto que muitas delas se reúnem em horários
coincidentes.
Todo esse trabalho — para se ter uma ideia, somente
em maio de 2011, foram 352 horas, o equivalente a mais de
quatorze dias inteiros, de pronunciamentos, distribuídos entre
o plenário e as comissões —, é realizado por uma equipe de
pouco mais de sessenta taquígrafos. Divididos em dois turnos,
eles cobrem o período das 8 h 30 min até o fim dos trabalhos
no plenário, que muitas vezes tem passado das 22 h.
O trabalho realizado no Senado se destaca com
relação ao dos parlamentos de outros países. Em Portugal, por
exemplo, a grande maioria das comissões não disponibiliza os
textos para o cidadão. No Japão, o uso de programas que
captam a voz e a transformam em texto está sendo implantado.
No Senado brasileiro, já foram realizadas reuniões
para discutir essa possibilidade, mas algumas dificuldades
fazem que o uso dessa tecnologia seja inviável.
Ainda assim, a inovação tecnológica tem contribuído
significativamente para a maior agilidade na oferta da nota
taquigráfica ao cidadão.
Isabela Vilar. Internet: www.senado.gov.br (com adaptações).
Provas
Caderno Container