Foram encontradas 354.957 questões.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Os temas mais importantes de 2026 para a educação
Com o início do ano letivo, o planejamento escolar se
renova. Para além dos conteúdos previstos nos
currículos, acontecimentos do cenário nacional e
internacional passam a integrar debates e experiências
de aprendizagem. Em 2026, grandes eventos globais e
mudanças nas políticas educacionais oferecem
oportunidades de reflexão articuladas à formação cidadã.
A Copa do Mundo, realizada nos Estados Unidos, no
Canadá e no México, inaugura novo formato, com
ampliação do número de seleções e três países-sede. O
evento mobiliza investimentos em infraestrutura e
logística, ao mesmo tempo que expõe desafios
relacionados à segurança, ao impacto ambiental, às
políticas migratórias e às tensões geopolíticas. A
competição permite abordar questões de território, clima,
identidade cultural, racismo, estatística e história do
esporte.
No plano ambiental, a Conferência do Clima das Nações
Unidas mantém as mudanças climáticas no centro das
discussões globais. As negociações sobre redução do
uso de combustíveis fósseis e compromissos
internacionais criam condições para debates sobre
justiça climática, sustentabilidade e políticas públicas, favorecendo projetos interdisciplinares que integrem
ciência, geografia e cidadania.
As eleições nacionais, previstas para outubro, ampliam o
campo de discussão sobre democracia, representação e
funcionamento do Estado. Em um contexto marcado por
desinformação e polarização, compreender os
mecanismos de votação, apuração e organização dos
poderes públicos fortalece a educação para a
participação social e o exercício crítico da cidadania.
Outro eixo central é a regulação da inteligência artificial.
A expansão das tecnologias generativas intensifica
debates sobre ética, autoria, segurança e impactos no
trabalho e na cultura. Cabe à escola promover
letramento digital e pensamento crítico, preparando
estudantes para analisar como essas ferramentas
interferem na produção de conhecimento e nas relações
sociais.
No campo das políticas públicas, o novo Plano Nacional
de Educação, vigente de 2024 a 2034, redefine metas e
estratégias para a educação básica na próxima década.
O documento amplia diretrizes, detalha mecanismos de
acompanhamento e reforça a valorização docente,
inclusive quanto à formação em nível superior e à
estruturação de carreiras.
Também a partir de 2026, o componente de Computação
previsto na Base Nacional Comum Curricular torna-se
obrigatório em toda a educação básica. Organizado em
torno do pensamento computacional, do mundo digital e
da cultura digital, o currículo busca desenvolver
resolução de problemas, raciocínio lógico e reflexão ética
sobre os usos da tecnologia.
A saúde mental consolida-se como pauta permanente.
Pesquisas apontam que sete em cada dez professores
apresentam sinais de ansiedade ou depressão, e parcela
significativa declara esgotamento emocional diante de
jornadas intensas e múltiplas demandas. O cuidado deve
alcançar também os estudantes, sobretudo diante de
situações de sofrimento psíquico, exigindo investimento
contínuo em clima escolar saudável.
A atualização do Estatuto da Criança e do Adolescente
para o ambiente digital responde à realidade de uma
infância amplamente conectada. O crescimento do
acesso à internet entre crianças e adolescentes amplia
riscos de exposição e violência online, o que reforça a
responsabilidade das plataformas e da escola na
promoção do uso seguro das tecnologias.
A educação antirracista permanece como compromisso
legal e ético. O ensino de história e cultura afro-brasileira
e indígena deve ocorrer de forma transversal, integrando
diferentes áreas do conhecimento e contribuindo para o
enfrentamento do racismo estrutural.
Por fim, a nova Política Nacional de Educação Especial
Inclusiva reafirma o direito à educação para pessoas
com deficiência, transtorno do espectro autista, altas
habilidades e superdotação. O crescimento das
matrículas na educação especial nos últimos anos
evidencia a necessidade de formação continuada e
fortalecimento do atendimento educacional
especializado.
Em 2026, decisões políticas, transformações
tecnológicas e eventos globais dialogam diretamente
com o cotidiano escolar. Ao integrar esses temas ao
currículo, a escola amplia a capacidade crítica dos
estudantes e reforça seu compromisso com a formação
integral e democrática.
https://porvir.org/temas-2026-educacao/.adaptado.
Analise os termos acessórios presentes na oração e assinale a alternativa CORRETA.
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Questão presente nas seguintes provas
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Os temas mais importantes de 2026 para a educação
Com o início do ano letivo, o planejamento escolar se
renova. Para além dos conteúdos previstos nos
currículos, acontecimentos do cenário nacional e
internacional passam a integrar debates e experiências
de aprendizagem. Em 2026, grandes eventos globais e
mudanças nas políticas educacionais oferecem
oportunidades de reflexão articuladas à formação cidadã.
A Copa do Mundo, realizada nos Estados Unidos, no
Canadá e no México, inaugura novo formato, com
ampliação do número de seleções e três países-sede. O
evento mobiliza investimentos em infraestrutura e
logística, ao mesmo tempo que expõe desafios
relacionados à segurança, ao impacto ambiental, às
políticas migratórias e às tensões geopolíticas. A
competição permite abordar questões de território, clima,
identidade cultural, racismo, estatística e história do
esporte.
No plano ambiental, a Conferência do Clima das Nações
Unidas mantém as mudanças climáticas no centro das
discussões globais. As negociações sobre redução do
uso de combustíveis fósseis e compromissos
internacionais criam condições para debates sobre
justiça climática, sustentabilidade e políticas públicas, favorecendo projetos interdisciplinares que integrem
ciência, geografia e cidadania.
As eleições nacionais, previstas para outubro, ampliam o
campo de discussão sobre democracia, representação e
funcionamento do Estado. Em um contexto marcado por
desinformação e polarização, compreender os
mecanismos de votação, apuração e organização dos
poderes públicos fortalece a educação para a
participação social e o exercício crítico da cidadania.
Outro eixo central é a regulação da inteligência artificial.
A expansão das tecnologias generativas intensifica
debates sobre ética, autoria, segurança e impactos no
trabalho e na cultura. Cabe à escola promover
letramento digital e pensamento crítico, preparando
estudantes para analisar como essas ferramentas
interferem na produção de conhecimento e nas relações
sociais.
No campo das políticas públicas, o novo Plano Nacional
de Educação, vigente de 2024 a 2034, redefine metas e
estratégias para a educação básica na próxima década.
O documento amplia diretrizes, detalha mecanismos de
acompanhamento e reforça a valorização docente,
inclusive quanto à formação em nível superior e à
estruturação de carreiras.
Também a partir de 2026, o componente de Computação
previsto na Base Nacional Comum Curricular torna-se
obrigatório em toda a educação básica. Organizado em
torno do pensamento computacional, do mundo digital e
da cultura digital, o currículo busca desenvolver
resolução de problemas, raciocínio lógico e reflexão ética
sobre os usos da tecnologia.
A saúde mental consolida-se como pauta permanente.
Pesquisas apontam que sete em cada dez professores
apresentam sinais de ansiedade ou depressão, e parcela
significativa declara esgotamento emocional diante de
jornadas intensas e múltiplas demandas. O cuidado deve
alcançar também os estudantes, sobretudo diante de
situações de sofrimento psíquico, exigindo investimento
contínuo em clima escolar saudável.
A atualização do Estatuto da Criança e do Adolescente
para o ambiente digital responde à realidade de uma
infância amplamente conectada. O crescimento do
acesso à internet entre crianças e adolescentes amplia
riscos de exposição e violência online, o que reforça a
responsabilidade das plataformas e da escola na
promoção do uso seguro das tecnologias.
A educação antirracista permanece como compromisso
legal e ético. O ensino de história e cultura afro-brasileira
e indígena deve ocorrer de forma transversal, integrando
diferentes áreas do conhecimento e contribuindo para o
enfrentamento do racismo estrutural.
Por fim, a nova Política Nacional de Educação Especial
Inclusiva reafirma o direito à educação para pessoas
com deficiência, transtorno do espectro autista, altas
habilidades e superdotação. O crescimento das
matrículas na educação especial nos últimos anos
evidencia a necessidade de formação continuada e
fortalecimento do atendimento educacional
especializado.
Em 2026, decisões políticas, transformações
tecnológicas e eventos globais dialogam diretamente
com o cotidiano escolar. Ao integrar esses temas ao
currículo, a escola amplia a capacidade crítica dos
estudantes e reforça seu compromisso com a formação
integral e democrática.
https://porvir.org/temas-2026-educacao/.adaptado.
Analise a organização sintática do período e assinale a alternativa CORRETA.
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Os temas mais importantes de 2026 para a educação
Com o início do ano letivo, o planejamento escolar se
renova. Para além dos conteúdos previstos nos
currículos, acontecimentos do cenário nacional e
internacional passam a integrar debates e experiências
de aprendizagem. Em 2026, grandes eventos globais e
mudanças nas políticas educacionais oferecem
oportunidades de reflexão articuladas à formação cidadã.
A Copa do Mundo, realizada nos Estados Unidos, no
Canadá e no México, inaugura novo formato, com
ampliação do número de seleções e três países-sede. O
evento mobiliza investimentos em infraestrutura e
logística, ao mesmo tempo que expõe desafios
relacionados à segurança, ao impacto ambiental, às
políticas migratórias e às tensões geopolíticas. A
competição permite abordar questões de território, clima,
identidade cultural, racismo, estatística e história do
esporte.
No plano ambiental, a Conferência do Clima das Nações
Unidas mantém as mudanças climáticas no centro das
discussões globais. As negociações sobre redução do
uso de combustíveis fósseis e compromissos
internacionais criam condições para debates sobre
justiça climática, sustentabilidade e políticas públicas, favorecendo projetos interdisciplinares que integrem
ciência, geografia e cidadania.
As eleições nacionais, previstas para outubro, ampliam o
campo de discussão sobre democracia, representação e
funcionamento do Estado. Em um contexto marcado por
desinformação e polarização, compreender os
mecanismos de votação, apuração e organização dos
poderes públicos fortalece a educação para a
participação social e o exercício crítico da cidadania.
Outro eixo central é a regulação da inteligência artificial.
A expansão das tecnologias generativas intensifica
debates sobre ética, autoria, segurança e impactos no
trabalho e na cultura. Cabe à escola promover
letramento digital e pensamento crítico, preparando
estudantes para analisar como essas ferramentas
interferem na produção de conhecimento e nas relações
sociais.
No campo das políticas públicas, o novo Plano Nacional
de Educação, vigente de 2024 a 2034, redefine metas e
estratégias para a educação básica na próxima década.
O documento amplia diretrizes, detalha mecanismos de
acompanhamento e reforça a valorização docente,
inclusive quanto à formação em nível superior e à
estruturação de carreiras.
Também a partir de 2026, o componente de Computação
previsto na Base Nacional Comum Curricular torna-se
obrigatório em toda a educação básica. Organizado em
torno do pensamento computacional, do mundo digital e
da cultura digital, o currículo busca desenvolver
resolução de problemas, raciocínio lógico e reflexão ética
sobre os usos da tecnologia.
A saúde mental consolida-se como pauta permanente.
Pesquisas apontam que sete em cada dez professores
apresentam sinais de ansiedade ou depressão, e parcela
significativa declara esgotamento emocional diante de
jornadas intensas e múltiplas demandas. O cuidado deve
alcançar também os estudantes, sobretudo diante de
situações de sofrimento psíquico, exigindo investimento
contínuo em clima escolar saudável.
A atualização do Estatuto da Criança e do Adolescente
para o ambiente digital responde à realidade de uma
infância amplamente conectada. O crescimento do
acesso à internet entre crianças e adolescentes amplia
riscos de exposição e violência online, o que reforça a
responsabilidade das plataformas e da escola na
promoção do uso seguro das tecnologias.
A educação antirracista permanece como compromisso
legal e ético. O ensino de história e cultura afro-brasileira
e indígena deve ocorrer de forma transversal, integrando
diferentes áreas do conhecimento e contribuindo para o
enfrentamento do racismo estrutural.
Por fim, a nova Política Nacional de Educação Especial
Inclusiva reafirma o direito à educação para pessoas
com deficiência, transtorno do espectro autista, altas
habilidades e superdotação. O crescimento das
matrículas na educação especial nos últimos anos
evidencia a necessidade de formação continuada e
fortalecimento do atendimento educacional
especializado.
Em 2026, decisões políticas, transformações
tecnológicas e eventos globais dialogam diretamente
com o cotidiano escolar. Ao integrar esses temas ao
currículo, a escola amplia a capacidade crítica dos
estudantes e reforça seu compromisso com a formação
integral e democrática.
https://porvir.org/temas-2026-educacao/.adaptado.
Analise os termos que compõem a oração e assinale a alternativa CORRETA.
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Os temas mais importantes de 2026 para a educação
Com o início do ano letivo, o planejamento escolar se
renova. Para além dos conteúdos previstos nos
currículos, acontecimentos do cenário nacional e
internacional passam a integrar debates e experiências
de aprendizagem. Em 2026, grandes eventos globais e
mudanças nas políticas educacionais oferecem
oportunidades de reflexão articuladas à formação cidadã.
A Copa do Mundo, realizada nos Estados Unidos, no
Canadá e no México, inaugura novo formato, com
ampliação do número de seleções e três países-sede. O
evento mobiliza investimentos em infraestrutura e
logística, ao mesmo tempo que expõe desafios
relacionados à segurança, ao impacto ambiental, às
políticas migratórias e às tensões geopolíticas. A
competição permite abordar questões de território, clima,
identidade cultural, racismo, estatística e história do
esporte.
No plano ambiental, a Conferência do Clima das Nações
Unidas mantém as mudanças climáticas no centro das
discussões globais. As negociações sobre redução do
uso de combustíveis fósseis e compromissos
internacionais criam condições para debates sobre
justiça climática, sustentabilidade e políticas públicas, favorecendo projetos interdisciplinares que integrem
ciência, geografia e cidadania.
As eleições nacionais, previstas para outubro, ampliam o
campo de discussão sobre democracia, representação e
funcionamento do Estado. Em um contexto marcado por
desinformação e polarização, compreender os
mecanismos de votação, apuração e organização dos
poderes públicos fortalece a educação para a
participação social e o exercício crítico da cidadania.
Outro eixo central é a regulação da inteligência artificial.
A expansão das tecnologias generativas intensifica
debates sobre ética, autoria, segurança e impactos no
trabalho e na cultura. Cabe à escola promover
letramento digital e pensamento crítico, preparando
estudantes para analisar como essas ferramentas
interferem na produção de conhecimento e nas relações
sociais.
No campo das políticas públicas, o novo Plano Nacional
de Educação, vigente de 2024 a 2034, redefine metas e
estratégias para a educação básica na próxima década.
O documento amplia diretrizes, detalha mecanismos de
acompanhamento e reforça a valorização docente,
inclusive quanto à formação em nível superior e à
estruturação de carreiras.
Também a partir de 2026, o componente de Computação
previsto na Base Nacional Comum Curricular torna-se
obrigatório em toda a educação básica. Organizado em
torno do pensamento computacional, do mundo digital e
da cultura digital, o currículo busca desenvolver
resolução de problemas, raciocínio lógico e reflexão ética
sobre os usos da tecnologia.
A saúde mental consolida-se como pauta permanente.
Pesquisas apontam que sete em cada dez professores
apresentam sinais de ansiedade ou depressão, e parcela
significativa declara esgotamento emocional diante de
jornadas intensas e múltiplas demandas. O cuidado deve
alcançar também os estudantes, sobretudo diante de
situações de sofrimento psíquico, exigindo investimento
contínuo em clima escolar saudável.
A atualização do Estatuto da Criança e do Adolescente
para o ambiente digital responde à realidade de uma
infância amplamente conectada. O crescimento do
acesso à internet entre crianças e adolescentes amplia
riscos de exposição e violência online, o que reforça a
responsabilidade das plataformas e da escola na
promoção do uso seguro das tecnologias.
A educação antirracista permanece como compromisso
legal e ético. O ensino de história e cultura afro-brasileira
e indígena deve ocorrer de forma transversal, integrando
diferentes áreas do conhecimento e contribuindo para o
enfrentamento do racismo estrutural.
Por fim, a nova Política Nacional de Educação Especial
Inclusiva reafirma o direito à educação para pessoas
com deficiência, transtorno do espectro autista, altas
habilidades e superdotação. O crescimento das
matrículas na educação especial nos últimos anos
evidencia a necessidade de formação continuada e
fortalecimento do atendimento educacional
especializado.
Em 2026, decisões políticas, transformações
tecnológicas e eventos globais dialogam diretamente
com o cotidiano escolar. Ao integrar esses temas ao
currículo, a escola amplia a capacidade crítica dos
estudantes e reforça seu compromisso com a formação
integral e democrática.
https://porvir.org/temas-2026-educacao/.adaptado.
Assinale a alternativa CORRETA quanto ao emprego do sinal indicativo de crase nos trechos destacados.
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Questão presente nas seguintes provas
Lexico-grammar emphasizes the interdependence of
vocabulary and syntax, particularly in the study of
colligation and semantic preference within specific
corpora. Analyze the following statements regarding
lexico-grammatical patterns in contemporary English:
I. Colligation refers to the grammatical company a word keeps, such as a verb's preference for a specific clause pattern or part of speech.
II. Delexicalized verbs like "take," "make," and "do" function as semantic shells that carry grammatical weight in fixed phrases.
III. Semantic prosody is a neutral linguistic phenomenon that describes how words combine based solely on their phonological properties.
Which of the following are CORRECT:
I. Colligation refers to the grammatical company a word keeps, such as a verb's preference for a specific clause pattern or part of speech.
II. Delexicalized verbs like "take," "make," and "do" function as semantic shells that carry grammatical weight in fixed phrases.
III. Semantic prosody is a neutral linguistic phenomenon that describes how words combine based solely on their phonological properties.
Which of the following are CORRECT:
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Os 'espelhos com IA' que estão mudando como
cegos se veem
Lucy Edwards, criadora de conteúdo cega conhecida por
falar sobre beleza e estilo, afirma que, durante muito
tempo, pessoas cegas ouviram que não podiam se ver e
que bastava serem bonitas por dentro. "De repente,
temos acesso a informações sobre nós mesmas e sobre
o mundo. Isso muda nossas vidas." A inteligência
artificial, por meio de reconhecimento de imagens e
processamento avançado, não apenas descreve
ambientes, como também avalia, compara e sugere
ajustes na aparência. Essa possibilidade altera a forma
como pessoas cegas se percebem.
"Certa manhã, após enviar uma foto, recebi a resposta
de que minha pele estava hidratada, mas distante do
padrão de perfeição exibido em anúncios de beleza",
disse uma entrevistada. "Pela primeira vez em muito
tempo, senti minha insatisfação com a aparência de
forma concreta." Helena Lewis-Smith, pesquisadora da
Universidade de Bristol, explica que pessoas que
buscam constantemente retorno sobre o corpo tendem a
apresentar menor satisfação com a própria imagem. A IA
agora amplia essa prática entre pessoas cegas.
A evolução é recente. Em 2017, segundo Karthik
Mahadevan, CEO da Envision, as descrições geradas
eram curtas e básicas. A empresa começou oferecendo
leitura de textos impressos e passou a integrar modelos
de IA em óculos inteligentes e assistentes digitais.
Embora muitos usuários recorram à tecnologia para
tarefas como ler cartas ou fazer compras, um número
significativo a utiliza para se maquiar ou combinar
roupas. A pergunta frequente é simples: "Como eu
aparento?"
Hoje, diversos aplicativos avaliam usuários com base em
padrões tradicionais de beleza, comparando-os a outras
pessoas e sugerindo mudanças. Para Lucy Edwards,
essa experiência é libertadora: depois de doze anos sem
enxergar, ela passou a pedir detalhes ou até uma nota
sobre sua aparência. No entanto, especialistas alertam
que os impactos podem ser ambíguos. Sistemas de IA
frequentemente reproduzem padrões de beleza
ocidentais, refletindo os dados com que foram treinados.
Lewis-Smith observa que a comparação constante
aumenta a pressão sobre o corpo e pode elevar os
índices de ansiedade, depressão e busca por
intervenções estéticas. Para pessoas cegas, o desafio é
maior, pois as descrições recebidas tornam-se referência
central, sem a possibilidade de conferência visual direta.
Além disso, o algoritmo não considera subjetividade nem
individualidade.
Em busca de respostas, uma entrevistada enviou
diversas fotos à versão mais recente do ChatGPT, na
tentativa de compreender como o aplicativo analisava os padrões de beleza. As respostas, porém, revelaram
limites: conceitos como "maxilar longo" permaneciam
difíceis de interpretar sem contexto.
Meryl Alper, pesquisadora da Northeastern University,
lembra que a imagem corporal envolve múltiplos fatores,
como contexto, experiências e capacidades do corpo,
elementos que a IA não capta de forma plena.
Historicamente, modelos de inteligência artificial
privilegiaram corpos magros, hipersexualizados e
eurocêntricos, reforçando padrões restritos. Como
descrevem tudo em termos estritamente visuais, podem
gerar insatisfação quando falta contextualização.
Há, contudo, certo grau de controle. O modo como a
pergunta é formulada altera a resposta. Mahadevan
afirma que a IA aprende preferências e ajusta
informações conforme o que a pessoa deseja receber.
Edwards reconhece que descrições poéticas ou breves
transformam sentimentos sobre si mesma, mas também
admite que a ferramenta pode reforçar inseguranças ao
sugerir mudanças específicas.
Outro risco são as chamadas "alucinações", quando a IA
apresenta informações imprecisas como verdadeiras.
Usuários relatam descrições equivocadas sobre cor de
cabelo ou expressões faciais, o que pode gerar
insegurança. Alguns serviços, como o Aira Explorer,
oferecem verificação por agentes humanos, mas, na
maioria dos casos, o "espelho textual" continua sendo
produzido exclusivamente pela máquina.
Pesquisadores ressaltam que ainda há poucas
investigações de grande escala sobre os impactos
emocionais dessas tecnologias. Para muitas pessoas
cegas, a experiência é simultaneamente empoderadora
e desorientadora. Ainda assim, os ganhos são claros: a
possibilidade de obter descrições detalhadas de fotos
pessoais ou da internet amplia a autonomia e a
sensação de pertencimento.
Para o bem ou para o mal, o espelho chegou. Agora,
pessoas cegas precisam aprender a conviver com aquilo
que ele revela e com as implicações de ver a si mesmas
por meio da inteligência artificial.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgxpe0z4nwo.adaptado.
Considerando a regência dos verbos destacados no trecho acima, é CORRETO afirmar que:
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Os 'espelhos com IA' que estão mudando como
cegos se veem
Lucy Edwards, criadora de conteúdo cega conhecida por
falar sobre beleza e estilo, afirma que, durante muito
tempo, pessoas cegas ouviram que não podiam se ver e
que bastava serem bonitas por dentro. "De repente,
temos acesso a informações sobre nós mesmas e sobre
o mundo. Isso muda nossas vidas." A inteligência
artificial, por meio de reconhecimento de imagens e
processamento avançado, não apenas descreve
ambientes, como também avalia, compara e sugere
ajustes na aparência. Essa possibilidade altera a forma
como pessoas cegas se percebem.
"Certa manhã, após enviar uma foto, recebi a resposta
de que minha pele estava hidratada, mas distante do
padrão de perfeição exibido em anúncios de beleza",
disse uma entrevistada. "Pela primeira vez em muito
tempo, senti minha insatisfação com a aparência de
forma concreta." Helena Lewis-Smith, pesquisadora da
Universidade de Bristol, explica que pessoas que
buscam constantemente retorno sobre o corpo tendem a
apresentar menor satisfação com a própria imagem. A IA
agora amplia essa prática entre pessoas cegas.
A evolução é recente. Em 2017, segundo Karthik
Mahadevan, CEO da Envision, as descrições geradas
eram curtas e básicas. A empresa começou oferecendo
leitura de textos impressos e passou a integrar modelos
de IA em óculos inteligentes e assistentes digitais.
Embora muitos usuários recorram à tecnologia para
tarefas como ler cartas ou fazer compras, um número
significativo a utiliza para se maquiar ou combinar
roupas. A pergunta frequente é simples: "Como eu
aparento?"
Hoje, diversos aplicativos avaliam usuários com base em
padrões tradicionais de beleza, comparando-os a outras
pessoas e sugerindo mudanças. Para Lucy Edwards,
essa experiência é libertadora: depois de doze anos sem
enxergar, ela passou a pedir detalhes ou até uma nota
sobre sua aparência. No entanto, especialistas alertam
que os impactos podem ser ambíguos. Sistemas de IA
frequentemente reproduzem padrões de beleza
ocidentais, refletindo os dados com que foram treinados.
Lewis-Smith observa que a comparação constante
aumenta a pressão sobre o corpo e pode elevar os
índices de ansiedade, depressão e busca por
intervenções estéticas. Para pessoas cegas, o desafio é
maior, pois as descrições recebidas tornam-se referência
central, sem a possibilidade de conferência visual direta.
Além disso, o algoritmo não considera subjetividade nem
individualidade.
Em busca de respostas, uma entrevistada enviou
diversas fotos à versão mais recente do ChatGPT, na
tentativa de compreender como o aplicativo analisava os padrões de beleza. As respostas, porém, revelaram
limites: conceitos como "maxilar longo" permaneciam
difíceis de interpretar sem contexto.
Meryl Alper, pesquisadora da Northeastern University,
lembra que a imagem corporal envolve múltiplos fatores,
como contexto, experiências e capacidades do corpo,
elementos que a IA não capta de forma plena.
Historicamente, modelos de inteligência artificial
privilegiaram corpos magros, hipersexualizados e
eurocêntricos, reforçando padrões restritos. Como
descrevem tudo em termos estritamente visuais, podem
gerar insatisfação quando falta contextualização.
Há, contudo, certo grau de controle. O modo como a
pergunta é formulada altera a resposta. Mahadevan
afirma que a IA aprende preferências e ajusta
informações conforme o que a pessoa deseja receber.
Edwards reconhece que descrições poéticas ou breves
transformam sentimentos sobre si mesma, mas também
admite que a ferramenta pode reforçar inseguranças ao
sugerir mudanças específicas.
Outro risco são as chamadas "alucinações", quando a IA
apresenta informações imprecisas como verdadeiras.
Usuários relatam descrições equivocadas sobre cor de
cabelo ou expressões faciais, o que pode gerar
insegurança. Alguns serviços, como o Aira Explorer,
oferecem verificação por agentes humanos, mas, na
maioria dos casos, o "espelho textual" continua sendo
produzido exclusivamente pela máquina.
Pesquisadores ressaltam que ainda há poucas
investigações de grande escala sobre os impactos
emocionais dessas tecnologias. Para muitas pessoas
cegas, a experiência é simultaneamente empoderadora
e desorientadora. Ainda assim, os ganhos são claros: a
possibilidade de obter descrições detalhadas de fotos
pessoais ou da internet amplia a autonomia e a
sensação de pertencimento.
Para o bem ou para o mal, o espelho chegou. Agora,
pessoas cegas precisam aprender a conviver com aquilo
que ele revela e com as implicações de ver a si mesmas
por meio da inteligência artificial.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgxpe0z4nwo.adaptado.
De acordo com o texto-base, é CORRETO afirmar que:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Os 'espelhos com IA' que estão mudando como
cegos se veem
Lucy Edwards, criadora de conteúdo cega conhecida por
falar sobre beleza e estilo, afirma que, durante muito
tempo, pessoas cegas ouviram que não podiam se ver e
que bastava serem bonitas por dentro. "De repente,
temos acesso a informações sobre nós mesmas e sobre
o mundo. Isso muda nossas vidas." A inteligência
artificial, por meio de reconhecimento de imagens e
processamento avançado, não apenas descreve
ambientes, como também avalia, compara e sugere
ajustes na aparência. Essa possibilidade altera a forma
como pessoas cegas se percebem.
"Certa manhã, após enviar uma foto, recebi a resposta
de que minha pele estava hidratada, mas distante do
padrão de perfeição exibido em anúncios de beleza",
disse uma entrevistada. "Pela primeira vez em muito
tempo, senti minha insatisfação com a aparência de
forma concreta." Helena Lewis-Smith, pesquisadora da
Universidade de Bristol, explica que pessoas que
buscam constantemente retorno sobre o corpo tendem a
apresentar menor satisfação com a própria imagem. A IA
agora amplia essa prática entre pessoas cegas.
A evolução é recente. Em 2017, segundo Karthik
Mahadevan, CEO da Envision, as descrições geradas
eram curtas e básicas. A empresa começou oferecendo
leitura de textos impressos e passou a integrar modelos
de IA em óculos inteligentes e assistentes digitais.
Embora muitos usuários recorram à tecnologia para
tarefas como ler cartas ou fazer compras, um número
significativo a utiliza para se maquiar ou combinar
roupas. A pergunta frequente é simples: "Como eu
aparento?"
Hoje, diversos aplicativos avaliam usuários com base em
padrões tradicionais de beleza, comparando-os a outras
pessoas e sugerindo mudanças. Para Lucy Edwards,
essa experiência é libertadora: depois de doze anos sem
enxergar, ela passou a pedir detalhes ou até uma nota
sobre sua aparência. No entanto, especialistas alertam
que os impactos podem ser ambíguos. Sistemas de IA
frequentemente reproduzem padrões de beleza
ocidentais, refletindo os dados com que foram treinados.
Lewis-Smith observa que a comparação constante
aumenta a pressão sobre o corpo e pode elevar os
índices de ansiedade, depressão e busca por
intervenções estéticas. Para pessoas cegas, o desafio é
maior, pois as descrições recebidas tornam-se referência
central, sem a possibilidade de conferência visual direta.
Além disso, o algoritmo não considera subjetividade nem
individualidade.
Em busca de respostas, uma entrevistada enviou
diversas fotos à versão mais recente do ChatGPT, na
tentativa de compreender como o aplicativo analisava os padrões de beleza. As respostas, porém, revelaram
limites: conceitos como "maxilar longo" permaneciam
difíceis de interpretar sem contexto.
Meryl Alper, pesquisadora da Northeastern University,
lembra que a imagem corporal envolve múltiplos fatores,
como contexto, experiências e capacidades do corpo,
elementos que a IA não capta de forma plena.
Historicamente, modelos de inteligência artificial
privilegiaram corpos magros, hipersexualizados e
eurocêntricos, reforçando padrões restritos. Como
descrevem tudo em termos estritamente visuais, podem
gerar insatisfação quando falta contextualização.
Há, contudo, certo grau de controle. O modo como a
pergunta é formulada altera a resposta. Mahadevan
afirma que a IA aprende preferências e ajusta
informações conforme o que a pessoa deseja receber.
Edwards reconhece que descrições poéticas ou breves
transformam sentimentos sobre si mesma, mas também
admite que a ferramenta pode reforçar inseguranças ao
sugerir mudanças específicas.
Outro risco são as chamadas "alucinações", quando a IA
apresenta informações imprecisas como verdadeiras.
Usuários relatam descrições equivocadas sobre cor de
cabelo ou expressões faciais, o que pode gerar
insegurança. Alguns serviços, como o Aira Explorer,
oferecem verificação por agentes humanos, mas, na
maioria dos casos, o "espelho textual" continua sendo
produzido exclusivamente pela máquina.
Pesquisadores ressaltam que ainda há poucas
investigações de grande escala sobre os impactos
emocionais dessas tecnologias. Para muitas pessoas
cegas, a experiência é simultaneamente empoderadora
e desorientadora. Ainda assim, os ganhos são claros: a
possibilidade de obter descrições detalhadas de fotos
pessoais ou da internet amplia a autonomia e a
sensação de pertencimento.
Para o bem ou para o mal, o espelho chegou. Agora,
pessoas cegas precisam aprender a conviver com aquilo
que ele revela e com as implicações de ver a si mesmas
por meio da inteligência artificial.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgxpe0z4nwo.adaptado.
Considerando a organização sintática do período acima, é CORRETO afirmar que:
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Os 'espelhos com IA' que estão mudando como
cegos se veem
Lucy Edwards, criadora de conteúdo cega conhecida por
falar sobre beleza e estilo, afirma que, durante muito
tempo, pessoas cegas ouviram que não podiam se ver e
que bastava serem bonitas por dentro. "De repente,
temos acesso a informações sobre nós mesmas e sobre
o mundo. Isso muda nossas vidas." A inteligência
artificial, por meio de reconhecimento de imagens e
processamento avançado, não apenas descreve
ambientes, como também avalia, compara e sugere
ajustes na aparência. Essa possibilidade altera a forma
como pessoas cegas se percebem.
"Certa manhã, após enviar uma foto, recebi a resposta
de que minha pele estava hidratada, mas distante do
padrão de perfeição exibido em anúncios de beleza",
disse uma entrevistada. "Pela primeira vez em muito
tempo, senti minha insatisfação com a aparência de
forma concreta." Helena Lewis-Smith, pesquisadora da
Universidade de Bristol, explica que pessoas que
buscam constantemente retorno sobre o corpo tendem a
apresentar menor satisfação com a própria imagem. A IA
agora amplia essa prática entre pessoas cegas.
A evolução é recente. Em 2017, segundo Karthik
Mahadevan, CEO da Envision, as descrições geradas
eram curtas e básicas. A empresa começou oferecendo
leitura de textos impressos e passou a integrar modelos
de IA em óculos inteligentes e assistentes digitais.
Embora muitos usuários recorram à tecnologia para
tarefas como ler cartas ou fazer compras, um número
significativo a utiliza para se maquiar ou combinar
roupas. A pergunta frequente é simples: "Como eu
aparento?"
Hoje, diversos aplicativos avaliam usuários com base em
padrões tradicionais de beleza, comparando-os a outras
pessoas e sugerindo mudanças. Para Lucy Edwards,
essa experiência é libertadora: depois de doze anos sem
enxergar, ela passou a pedir detalhes ou até uma nota
sobre sua aparência. No entanto, especialistas alertam
que os impactos podem ser ambíguos. Sistemas de IA
frequentemente reproduzem padrões de beleza
ocidentais, refletindo os dados com que foram treinados.
Lewis-Smith observa que a comparação constante
aumenta a pressão sobre o corpo e pode elevar os
índices de ansiedade, depressão e busca por
intervenções estéticas. Para pessoas cegas, o desafio é
maior, pois as descrições recebidas tornam-se referência
central, sem a possibilidade de conferência visual direta.
Além disso, o algoritmo não considera subjetividade nem
individualidade.
Em busca de respostas, uma entrevistada enviou
diversas fotos à versão mais recente do ChatGPT, na
tentativa de compreender como o aplicativo analisava os padrões de beleza. As respostas, porém, revelaram
limites: conceitos como "maxilar longo" permaneciam
difíceis de interpretar sem contexto.
Meryl Alper, pesquisadora da Northeastern University,
lembra que a imagem corporal envolve múltiplos fatores,
como contexto, experiências e capacidades do corpo,
elementos que a IA não capta de forma plena.
Historicamente, modelos de inteligência artificial
privilegiaram corpos magros, hipersexualizados e
eurocêntricos, reforçando padrões restritos. Como
descrevem tudo em termos estritamente visuais, podem
gerar insatisfação quando falta contextualização.
Há, contudo, certo grau de controle. O modo como a
pergunta é formulada altera a resposta. Mahadevan
afirma que a IA aprende preferências e ajusta
informações conforme o que a pessoa deseja receber.
Edwards reconhece que descrições poéticas ou breves
transformam sentimentos sobre si mesma, mas também
admite que a ferramenta pode reforçar inseguranças ao
sugerir mudanças específicas.
Outro risco são as chamadas "alucinações", quando a IA
apresenta informações imprecisas como verdadeiras.
Usuários relatam descrições equivocadas sobre cor de
cabelo ou expressões faciais, o que pode gerar
insegurança. Alguns serviços, como o Aira Explorer,
oferecem verificação por agentes humanos, mas, na
maioria dos casos, o "espelho textual" continua sendo
produzido exclusivamente pela máquina.
Pesquisadores ressaltam que ainda há poucas
investigações de grande escala sobre os impactos
emocionais dessas tecnologias. Para muitas pessoas
cegas, a experiência é simultaneamente empoderadora
e desorientadora. Ainda assim, os ganhos são claros: a
possibilidade de obter descrições detalhadas de fotos
pessoais ou da internet amplia a autonomia e a
sensação de pertencimento.
Para o bem ou para o mal, o espelho chegou. Agora,
pessoas cegas precisam aprender a conviver com aquilo
que ele revela e com as implicações de ver a si mesmas
por meio da inteligência artificial.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgxpe0z4nwo.adaptado.
Assinale a alternativa correta quanto à nova pontuação, sem alteração do sentido original da frase.
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Os 'espelhos com IA' que estão mudando como
cegos se veem
Lucy Edwards, criadora de conteúdo cega conhecida por
falar sobre beleza e estilo, afirma que, durante muito
tempo, pessoas cegas ouviram que não podiam se ver e
que bastava serem bonitas por dentro. "De repente,
temos acesso a informações sobre nós mesmas e sobre
o mundo. Isso muda nossas vidas." A inteligência
artificial, por meio de reconhecimento de imagens e
processamento avançado, não apenas descreve
ambientes, como também avalia, compara e sugere
ajustes na aparência. Essa possibilidade altera a forma
como pessoas cegas se percebem.
"Certa manhã, após enviar uma foto, recebi a resposta
de que minha pele estava hidratada, mas distante do
padrão de perfeição exibido em anúncios de beleza",
disse uma entrevistada. "Pela primeira vez em muito
tempo, senti minha insatisfação com a aparência de
forma concreta." Helena Lewis-Smith, pesquisadora da
Universidade de Bristol, explica que pessoas que
buscam constantemente retorno sobre o corpo tendem a
apresentar menor satisfação com a própria imagem. A IA
agora amplia essa prática entre pessoas cegas.
A evolução é recente. Em 2017, segundo Karthik
Mahadevan, CEO da Envision, as descrições geradas
eram curtas e básicas. A empresa começou oferecendo
leitura de textos impressos e passou a integrar modelos
de IA em óculos inteligentes e assistentes digitais.
Embora muitos usuários recorram à tecnologia para
tarefas como ler cartas ou fazer compras, um número
significativo a utiliza para se maquiar ou combinar
roupas. A pergunta frequente é simples: "Como eu
aparento?"
Hoje, diversos aplicativos avaliam usuários com base em
padrões tradicionais de beleza, comparando-os a outras
pessoas e sugerindo mudanças. Para Lucy Edwards,
essa experiência é libertadora: depois de doze anos sem
enxergar, ela passou a pedir detalhes ou até uma nota
sobre sua aparência. No entanto, especialistas alertam
que os impactos podem ser ambíguos. Sistemas de IA
frequentemente reproduzem padrões de beleza
ocidentais, refletindo os dados com que foram treinados.
Lewis-Smith observa que a comparação constante
aumenta a pressão sobre o corpo e pode elevar os
índices de ansiedade, depressão e busca por
intervenções estéticas. Para pessoas cegas, o desafio é
maior, pois as descrições recebidas tornam-se referência
central, sem a possibilidade de conferência visual direta.
Além disso, o algoritmo não considera subjetividade nem
individualidade.
Em busca de respostas, uma entrevistada enviou
diversas fotos à versão mais recente do ChatGPT, na
tentativa de compreender como o aplicativo analisava os padrões de beleza. As respostas, porém, revelaram
limites: conceitos como "maxilar longo" permaneciam
difíceis de interpretar sem contexto.
Meryl Alper, pesquisadora da Northeastern University,
lembra que a imagem corporal envolve múltiplos fatores,
como contexto, experiências e capacidades do corpo,
elementos que a IA não capta de forma plena.
Historicamente, modelos de inteligência artificial
privilegiaram corpos magros, hipersexualizados e
eurocêntricos, reforçando padrões restritos. Como
descrevem tudo em termos estritamente visuais, podem
gerar insatisfação quando falta contextualização.
Há, contudo, certo grau de controle. O modo como a
pergunta é formulada altera a resposta. Mahadevan
afirma que a IA aprende preferências e ajusta
informações conforme o que a pessoa deseja receber.
Edwards reconhece que descrições poéticas ou breves
transformam sentimentos sobre si mesma, mas também
admite que a ferramenta pode reforçar inseguranças ao
sugerir mudanças específicas.
Outro risco são as chamadas "alucinações", quando a IA
apresenta informações imprecisas como verdadeiras.
Usuários relatam descrições equivocadas sobre cor de
cabelo ou expressões faciais, o que pode gerar
insegurança. Alguns serviços, como o Aira Explorer,
oferecem verificação por agentes humanos, mas, na
maioria dos casos, o "espelho textual" continua sendo
produzido exclusivamente pela máquina.
Pesquisadores ressaltam que ainda há poucas
investigações de grande escala sobre os impactos
emocionais dessas tecnologias. Para muitas pessoas
cegas, a experiência é simultaneamente empoderadora
e desorientadora. Ainda assim, os ganhos são claros: a
possibilidade de obter descrições detalhadas de fotos
pessoais ou da internet amplia a autonomia e a
sensação de pertencimento.
Para o bem ou para o mal, o espelho chegou. Agora,
pessoas cegas precisam aprender a conviver com aquilo
que ele revela e com as implicações de ver a si mesmas
por meio da inteligência artificial.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckgxpe0z4nwo.adaptado.
Considerando o emprego do sinal indicativo de crase no trecho destacado, é CORRETO afirmar que:
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