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Por que existem dois Congos na África?
Por Luiza Lopes
A campanha da seleção da República Democrática do Congo na Copa do Mundo de 20
voltou a levantar uma pergunta frequente. Afinal, por que o país divide o nome com seu vizinho,
a República do Congo?
Fundado por povos bantos por volta do século 14, seu território abrangia áreas que hoje
pertencem à República Democrática do Congo, à República do Congo, à Angola e ao Gabão,
enquanto sua capital, Mbanza Congo, ficava próxima à foz do rio Congo.
O reino possuía uma estrutura política organizada, com um rei, autoridades regionais,
sistema de cobrança de tributos e intensa atividade comercial.
A partir do fim do século 15, navegadores portugueses chegaram à costa da África Central
e estabeleceram relações diplomáticas e comerciais com o Reino do Congo. Em um primeiro
momento, houve alianças entre as duas partes. A elite congolesa adotou eleme....tos da cultura
europeia, incluindo o cristianismo, por exe....plo.
Com o tempo, porém, a expansão do tráfico transatlântico de pessoas escravizadas
alterou profundamente essa relação. A crescente demanda por mão de obra nas colônias
americanas estimulou guerras, disputas internas e o comércio de pessoas escravizadas na
região.
Ao longo dos séculos 16 ao 19, milhões de africanos foram traficados para as Américas,
muitos deles oriundos de territórios que hoje correspondem aos dois Congos e à Angola.
Enfraquecido, o antigo Reino do Congo perdeu boa parte de sua influência e poder. Foi
nesse contexto que ocorreu a chamada Partilha da África. No final do século 19, as principais
potências europeias iniciaram uma corrida para ocupar territórios africanos e explorar seus
recursos naturais.
Entre 1884 e 1885, representantes dessas nações se reuniram na Conferência de Berlim
para dividir grande parte do continente em zonas de influência, sem consultar os povos que já
viviam ali.
Na região do rio Congo, a margem oeste foi incorporada pela França e passou a formar o
Congo Francês. Já a margem leste ficou sob domínio do rei Leopoldo II, da Bélgica. Em vez de
transformar a área em uma colônia do Estado belga, ele registrou o território como uma
propriedade particular. Nascia o Estado Livre do Congo.
Na prática, tratava-se de um imenso empreendimento privado voltado para a extração
de marfim e, principalmente, de borracha, cuja demanda crescia rapidamente com a expansão
da indústria mundial.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/por-que-existem-dois-congos-na-africa-e-um-e-mais-democratico-que-o-outro/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
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Por que existem dois Congos na África?
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A campanha da seleção da República Democrática do Congo na Copa do Mundo de 20
voltou a levantar uma pergunta frequente. Afinal, por que o país divide o nome com seu vizinho,
a República do Congo?
Fundado por povos bantos por volta do século 14, seu território abrangia áreas que hoje
pertencem à República Democrática do Congo, à República do Congo, à Angola e ao Gabão,
enquanto sua capital, Mbanza Congo, ficava próxima à foz do rio Congo.
O reino possuía uma estrutura política organizada, com um rei, autoridades regionais,
sistema de cobrança de tributos e intensa atividade comercial.
A partir do fim do século 15, navegadores portugueses chegaram à costa da África Central
e estabeleceram relações diplomáticas e comerciais com o Reino do Congo. Em um primeiro
momento, houve alianças entre as duas partes. A elite congolesa adotou eleme....tos da cultura
europeia, incluindo o cristianismo, por exe....plo.
Com o tempo, porém, a expansão do tráfico transatlântico de pessoas escravizadas
alterou profundamente essa relação. A crescente demanda por mão de obra nas colônias
americanas estimulou guerras, disputas internas e o comércio de pessoas escravizadas na
região.
Ao longo dos séculos 16 ao 19, milhões de africanos foram traficados para as Américas,
muitos deles oriundos de territórios que hoje correspondem aos dois Congos e à Angola.
Enfraquecido, o antigo Reino do Congo perdeu boa parte de sua influência e poder. Foi
nesse contexto que ocorreu a chamada Partilha da África. No final do século 19, as principais
potências europeias iniciaram uma corrida para ocupar territórios africanos e explorar seus
recursos naturais.
Entre 1884 e 1885, representantes dessas nações se reuniram na Conferência de Berlim
para dividir grande parte do continente em zonas de influência, sem consultar os povos que já
viviam ali.
Na região do rio Congo, a margem oeste foi incorporada pela França e passou a formar o
Congo Francês. Já a margem leste ficou sob domínio do rei Leopoldo II, da Bélgica. Em vez de
transformar a área em uma colônia do Estado belga, ele registrou o território como uma
propriedade particular. Nascia o Estado Livre do Congo.
Na prática, tratava-se de um imenso empreendimento privado voltado para a extração
de marfim e, principalmente, de borracha, cuja demanda crescia rapidamente com a expansão
da indústria mundial.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/por-que-existem-dois-congos-na-africa-e-um-e-mais-democratico-que-o-outro/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
“cuja demanda crescia rapidamente com a expansão da indústria mundial”.
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Por que existem dois Congos na África?
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A campanha da seleção da República Democrática do Congo na Copa do Mundo de 20
voltou a levantar uma pergunta frequente. Afinal, por que o país divide o nome com seu vizinho,
a República do Congo?
Fundado por povos bantos por volta do século 14, seu território abrangia áreas que hoje
pertencem à República Democrática do Congo, à República do Congo, à Angola e ao Gabão,
enquanto sua capital, Mbanza Congo, ficava próxima à foz do rio Congo.
O reino possuía uma estrutura política organizada, com um rei, autoridades regionais,
sistema de cobrança de tributos e intensa atividade comercial.
A partir do fim do século 15, navegadores portugueses chegaram à costa da África Central
e estabeleceram relações diplomáticas e comerciais com o Reino do Congo. Em um primeiro
momento, houve alianças entre as duas partes. A elite congolesa adotou eleme....tos da cultura
europeia, incluindo o cristianismo, por exe....plo.
Com o tempo, porém, a expansão do tráfico transatlântico de pessoas escravizadas
alterou profundamente essa relação. A crescente demanda por mão de obra nas colônias
americanas estimulou guerras, disputas internas e o comércio de pessoas escravizadas na
região.
Ao longo dos séculos 16 ao 19, milhões de africanos foram traficados para as Américas,
muitos deles oriundos de territórios que hoje correspondem aos dois Congos e à Angola.
Enfraquecido, o antigo Reino do Congo perdeu boa parte de sua influência e poder. Foi
nesse contexto que ocorreu a chamada Partilha da África. No final do século 19, as principais
potências europeias iniciaram uma corrida para ocupar territórios africanos e explorar seus
recursos naturais.
Entre 1884 e 1885, representantes dessas nações se reuniram na Conferência de Berlim
para dividir grande parte do continente em zonas de influência, sem consultar os povos que já
viviam ali.
Na região do rio Congo, a margem oeste foi incorporada pela França e passou a formar o
Congo Francês. Já a margem leste ficou sob domínio do rei Leopoldo II, da Bélgica. Em vez de
transformar a área em uma colônia do Estado belga, ele registrou o território como uma
propriedade particular. Nascia o Estado Livre do Congo.
Na prática, tratava-se de um imenso empreendimento privado voltado para a extração
de marfim e, principalmente, de borracha, cuja demanda crescia rapidamente com a expansão
da indústria mundial.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/por-que-existem-dois-congos-na-africa-e-um-e-mais-democratico-que-o-outro/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
“Enfraquecido, o antigo Reino do Congo perdeu boa parte de sua influência e poder”.
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A campanha da seleção da República Democrática do Congo na Copa do Mundo de 20
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a República do Congo?
Fundado por povos bantos por volta do século 14, seu território abrangia áreas que hoje
pertencem à República Democrática do Congo, à República do Congo, à Angola e ao Gabão,
enquanto sua capital, Mbanza Congo, ficava próxima à foz do rio Congo.
O reino possuía uma estrutura política organizada, com um rei, autoridades regionais,
sistema de cobrança de tributos e intensa atividade comercial.
A partir do fim do século 15, navegadores portugueses chegaram à costa da África Central
e estabeleceram relações diplomáticas e comerciais com o Reino do Congo. Em um primeiro
momento, houve alianças entre as duas partes. A elite congolesa adotou eleme....tos da cultura
europeia, incluindo o cristianismo, por exe....plo.
Com o tempo, porém, a expansão do tráfico transatlântico de pessoas escravizadas
alterou profundamente essa relação. A crescente demanda por mão de obra nas colônias
americanas estimulou guerras, disputas internas e o comércio de pessoas escravizadas na
região.
Ao longo dos séculos 16 ao 19, milhões de africanos foram traficados para as Américas,
muitos deles oriundos de territórios que hoje correspondem aos dois Congos e à Angola.
Enfraquecido, o antigo Reino do Congo perdeu boa parte de sua influência e poder. Foi
nesse contexto que ocorreu a chamada Partilha da África. No final do século 19, as principais
potências europeias iniciaram uma corrida para ocupar territórios africanos e explorar seus
recursos naturais.
Entre 1884 e 1885, representantes dessas nações se reuniram na Conferência de Berlim
para dividir grande parte do continente em zonas de influência, sem consultar os povos que já
viviam ali.
Na região do rio Congo, a margem oeste foi incorporada pela França e passou a formar o
Congo Francês. Já a margem leste ficou sob domínio do rei Leopoldo II, da Bélgica. Em vez de
transformar a área em uma colônia do Estado belga, ele registrou o território como uma
propriedade particular. Nascia o Estado Livre do Congo.
Na prática, tratava-se de um imenso empreendimento privado voltado para a extração
de marfim e, principalmente, de borracha, cuja demanda crescia rapidamente com a expansão
da indústria mundial.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/por-que-existem-dois-congos-na-africa-e-um-e-mais-democratico-que-o-outro/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
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A campanha da seleção da República Democrática do Congo na Copa do Mundo de 20
voltou a levantar uma pergunta frequente. Afinal, por que o país divide o nome com seu vizinho,
a República do Congo?
Fundado por povos bantos por volta do século 14, seu território abrangia áreas que hoje
pertencem à República Democrática do Congo, à República do Congo, à Angola e ao Gabão,
enquanto sua capital, Mbanza Congo, ficava próxima à foz do rio Congo.
O reino possuía uma estrutura política organizada, com um rei, autoridades regionais,
sistema de cobrança de tributos e intensa atividade comercial.
A partir do fim do século 15, navegadores portugueses chegaram à costa da África Central
e estabeleceram relações diplomáticas e comerciais com o Reino do Congo. Em um primeiro
momento, houve alianças entre as duas partes. A elite congolesa adotou eleme....tos da cultura
europeia, incluindo o cristianismo, por exe....plo.
Com o tempo, porém, a expansão do tráfico transatlântico de pessoas escravizadas
alterou profundamente essa relação. A crescente demanda por mão de obra nas colônias
americanas estimulou guerras, disputas internas e o comércio de pessoas escravizadas na
região.
Ao longo dos séculos 16 ao 19, milhões de africanos foram traficados para as Américas,
muitos deles oriundos de territórios que hoje correspondem aos dois Congos e à Angola.
Enfraquecido, o antigo Reino do Congo perdeu boa parte de sua influência e poder. Foi
nesse contexto que ocorreu a chamada Partilha da África. No final do século 19, as principais
potências europeias iniciaram uma corrida para ocupar territórios africanos e explorar seus
recursos naturais.
Entre 1884 e 1885, representantes dessas nações se reuniram na Conferência de Berlim
para dividir grande parte do continente em zonas de influência, sem consultar os povos que já
viviam ali.
Na região do rio Congo, a margem oeste foi incorporada pela França e passou a formar o
Congo Francês. Já a margem leste ficou sob domínio do rei Leopoldo II, da Bélgica. Em vez de
transformar a área em uma colônia do Estado belga, ele registrou o território como uma
propriedade particular. Nascia o Estado Livre do Congo.
Na prática, tratava-se de um imenso empreendimento privado voltado para a extração
de marfim e, principalmente, de borracha, cuja demanda crescia rapidamente com a expansão
da indústria mundial.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/por-que-existem-dois-congos-na-africa-e-um-e-mais-democratico-que-o-outro/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
“Já a margem leste ficou sob domínio do rei Leopoldo II, da Bélgica. Em vez de transformar a área em uma colônia do Estado belga, ele registrou o território como uma propriedade particular”.
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A campanha da seleção da República Democrática do Congo na Copa do Mundo de 20
voltou a levantar uma pergunta frequente. Afinal, por que o país divide o nome com seu vizinho,
a República do Congo?
Fundado por povos bantos por volta do século 14, seu território abrangia áreas que hoje
pertencem à República Democrática do Congo, à República do Congo, à Angola e ao Gabão,
enquanto sua capital, Mbanza Congo, ficava próxima à foz do rio Congo.
O reino possuía uma estrutura política organizada, com um rei, autoridades regionais,
sistema de cobrança de tributos e intensa atividade comercial.
A partir do fim do século 15, navegadores portugueses chegaram à costa da África Central
e estabeleceram relações diplomáticas e comerciais com o Reino do Congo. Em um primeiro
momento, houve alianças entre as duas partes. A elite congolesa adotou eleme....tos da cultura
europeia, incluindo o cristianismo, por exe....plo.
Com o tempo, porém, a expansão do tráfico transatlântico de pessoas escravizadas
alterou profundamente essa relação. A crescente demanda por mão de obra nas colônias
americanas estimulou guerras, disputas internas e o comércio de pessoas escravizadas na
região.
Ao longo dos séculos 16 ao 19, milhões de africanos foram traficados para as Américas,
muitos deles oriundos de territórios que hoje correspondem aos dois Congos e à Angola.
Enfraquecido, o antigo Reino do Congo perdeu boa parte de sua influência e poder. Foi
nesse contexto que ocorreu a chamada Partilha da África. No final do século 19, as principais
potências europeias iniciaram uma corrida para ocupar territórios africanos e explorar seus
recursos naturais.
Entre 1884 e 1885, representantes dessas nações se reuniram na Conferência de Berlim
para dividir grande parte do continente em zonas de influência, sem consultar os povos que já
viviam ali.
Na região do rio Congo, a margem oeste foi incorporada pela França e passou a formar o
Congo Francês. Já a margem leste ficou sob domínio do rei Leopoldo II, da Bélgica. Em vez de
transformar a área em uma colônia do Estado belga, ele registrou o território como uma
propriedade particular. Nascia o Estado Livre do Congo.
Na prática, tratava-se de um imenso empreendimento privado voltado para a extração
de marfim e, principalmente, de borracha, cuja demanda crescia rapidamente com a expansão
da indústria mundial.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/por-que-existem-dois-congos-na-africa-e-um-e-mais-democratico-que-o-outro/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
“Ao longo dos séculos 16 ao 19, milhões de africanos foram traficados para as Américas, muitos deles oriundos de territórios que hoje correspondem aos dois Congos e à Angola”.
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Por Luiza Lopes
A campanha da seleção da República Democrática do Congo na Copa do Mundo de 20
voltou a levantar uma pergunta frequente. Afinal, por que o país divide o nome com seu vizinho,
a República do Congo?
Fundado por povos bantos por volta do século 14, seu território abrangia áreas que hoje
pertencem à República Democrática do Congo, à República do Congo, à Angola e ao Gabão,
enquanto sua capital, Mbanza Congo, ficava próxima à foz do rio Congo.
O reino possuía uma estrutura política organizada, com um rei, autoridades regionais,
sistema de cobrança de tributos e intensa atividade comercial.
A partir do fim do século 15, navegadores portugueses chegaram à costa da África Central
e estabeleceram relações diplomáticas e comerciais com o Reino do Congo. Em um primeiro
momento, houve alianças entre as duas partes. A elite congolesa adotou eleme....tos da cultura
europeia, incluindo o cristianismo, por exe....plo.
Com o tempo, porém, a expansão do tráfico transatlântico de pessoas escravizadas
alterou profundamente essa relação. A crescente demanda por mão de obra nas colônias
americanas estimulou guerras, disputas internas e o comércio de pessoas escravizadas na
região.
Ao longo dos séculos 16 ao 19, milhões de africanos foram traficados para as Américas,
muitos deles oriundos de territórios que hoje correspondem aos dois Congos e à Angola.
Enfraquecido, o antigo Reino do Congo perdeu boa parte de sua influência e poder. Foi
nesse contexto que ocorreu a chamada Partilha da África. No final do século 19, as principais
potências europeias iniciaram uma corrida para ocupar territórios africanos e explorar seus
recursos naturais.
Entre 1884 e 1885, representantes dessas nações se reuniram na Conferência de Berlim
para dividir grande parte do continente em zonas de influência, sem consultar os povos que já
viviam ali.
Na região do rio Congo, a margem oeste foi incorporada pela França e passou a formar o
Congo Francês. Já a margem leste ficou sob domínio do rei Leopoldo II, da Bélgica. Em vez de
transformar a área em uma colônia do Estado belga, ele registrou o território como uma
propriedade particular. Nascia o Estado Livre do Congo.
Na prática, tratava-se de um imenso empreendimento privado voltado para a extração
de marfim e, principalmente, de borracha, cuja demanda crescia rapidamente com a expansão
da indústria mundial.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/por-que-existem-dois-congos-na-africa-e-um-e-mais-democratico-que-o-outro/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
“A crescente demanda por mão de obra nas colônias americanas estimulou guerras, disputas internas e o comércio de pessoas escravizadas na região”.
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Por que existem dois Congos na África?
Por Luiza Lopes
A campanha da seleção da República Democrática do Congo na Copa do Mundo de 20
voltou a levantar uma pergunta frequente. Afinal, por que o país divide o nome com seu vizinho,
a República do Congo?
Fundado por povos bantos por volta do século 14, seu território abrangia áreas que hoje
pertencem à República Democrática do Congo, à República do Congo, à Angola e ao Gabão,
enquanto sua capital, Mbanza Congo, ficava próxima à foz do rio Congo.
O reino possuía uma estrutura política organizada, com um rei, autoridades regionais,
sistema de cobrança de tributos e intensa atividade comercial.
A partir do fim do século 15, navegadores portugueses chegaram à costa da África Central
e estabeleceram relações diplomáticas e comerciais com o Reino do Congo. Em um primeiro
momento, houve alianças entre as duas partes. A elite congolesa adotou eleme....tos da cultura
europeia, incluindo o cristianismo, por exe....plo.
Com o tempo, porém, a expansão do tráfico transatlântico de pessoas escravizadas
alterou profundamente essa relação. A crescente demanda por mão de obra nas colônias
americanas estimulou guerras, disputas internas e o comércio de pessoas escravizadas na
região.
Ao longo dos séculos 16 ao 19, milhões de africanos foram traficados para as Américas,
muitos deles oriundos de territórios que hoje correspondem aos dois Congos e à Angola.
Enfraquecido, o antigo Reino do Congo perdeu boa parte de sua influência e poder. Foi
nesse contexto que ocorreu a chamada Partilha da África. No final do século 19, as principais
potências europeias iniciaram uma corrida para ocupar territórios africanos e explorar seus
recursos naturais.
Entre 1884 e 1885, representantes dessas nações se reuniram na Conferência de Berlim
para dividir grande parte do continente em zonas de influência, sem consultar os povos que já
viviam ali.
Na região do rio Congo, a margem oeste foi incorporada pela França e passou a formar o
Congo Francês. Já a margem leste ficou sob domínio do rei Leopoldo II, da Bélgica. Em vez de
transformar a área em uma colônia do Estado belga, ele registrou o território como uma
propriedade particular. Nascia o Estado Livre do Congo.
Na prática, tratava-se de um imenso empreendimento privado voltado para a extração
de marfim e, principalmente, de borracha, cuja demanda crescia rapidamente com a expansão
da indústria mundial.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/por-que-existem-dois-congos-na-africa-e-um-e-mais-democratico-que-o-outro/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
“Em um primeiro momento, houve alianças entre as duas partes. A elite congolesa adotou eleme....tos da cultura europeia, incluindo o cristianismo, por exe....plo”.
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Por Luiza Lopes
A campanha da seleção da República Democrática do Congo na Copa do Mundo de 20
voltou a levantar uma pergunta frequente. Afinal, por que o país divide o nome com seu vizinho,
a República do Congo?
Fundado por povos bantos por volta do século 14, seu território abrangia áreas que hoje
pertencem à República Democrática do Congo, à República do Congo, à Angola e ao Gabão,
enquanto sua capital, Mbanza Congo, ficava próxima à foz do rio Congo.
O reino possuía uma estrutura política organizada, com um rei, autoridades regionais,
sistema de cobrança de tributos e intensa atividade comercial.
A partir do fim do século 15, navegadores portugueses chegaram à costa da África Central
e estabeleceram relações diplomáticas e comerciais com o Reino do Congo. Em um primeiro
momento, houve alianças entre as duas partes. A elite congolesa adotou eleme....tos da cultura
europeia, incluindo o cristianismo, por exe....plo.
Com o tempo, porém, a expansão do tráfico transatlântico de pessoas escravizadas
alterou profundamente essa relação. A crescente demanda por mão de obra nas colônias
americanas estimulou guerras, disputas internas e o comércio de pessoas escravizadas na
região.
Ao longo dos séculos 16 ao 19, milhões de africanos foram traficados para as Américas,
muitos deles oriundos de territórios que hoje correspondem aos dois Congos e à Angola.
Enfraquecido, o antigo Reino do Congo perdeu boa parte de sua influência e poder. Foi
nesse contexto que ocorreu a chamada Partilha da África. No final do século 19, as principais
potências europeias iniciaram uma corrida para ocupar territórios africanos e explorar seus
recursos naturais.
Entre 1884 e 1885, representantes dessas nações se reuniram na Conferência de Berlim
para dividir grande parte do continente em zonas de influência, sem consultar os povos que já
viviam ali.
Na região do rio Congo, a margem oeste foi incorporada pela França e passou a formar o
Congo Francês. Já a margem leste ficou sob domínio do rei Leopoldo II, da Bélgica. Em vez de
transformar a área em uma colônia do Estado belga, ele registrou o território como uma
propriedade particular. Nascia o Estado Livre do Congo.
Na prática, tratava-se de um imenso empreendimento privado voltado para a extração
de marfim e, principalmente, de borracha, cuja demanda crescia rapidamente com a expansão
da indústria mundial.
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Toy Story 5 e a tecnologia
Por Ana Clara Caielli Barreiro
A Pixar não seria nada sem tecnologia, e as suas inovações revolucionaram o mercado.
Mas agora, mais de 30 anos depois, já se sabe que a moeda dos computadores, dos celulares
e de toda essa conectividade tem um outro lado. Chegou a hora de discutir esse assunto. E a
Pixar fez isso na telona.
Toy Story 5 estreou nos cinemas e no longa, o público reencontra os brinquedos icônicos
da franquia, como o cowboy Woody, a cowgirl Jessie e seu cavalo Bala no Alvo, além do
patrulheiro espacial Buzz Lightyear. Desta vez, a turma enfrenta um desafio muito mais
próximo da realidade: a tecnologia.
O “vilão” do filme é Lilypad, um tablet em formato de sapo que rouba toda a atenção das
crianças e faz com que os brinquedos sejam deixados de lado. Os personagens também se
deparam com alguns aparelhos tecnológicos um pouco mais retrôs, como câmeras e até um
dispositivo em formato de rolo de papel higiênico, chamado Amigo Rolinho, usado para ensinar
crianças a ir ao banheiro.
Em todos os filmes anteriores, o foco era claro: a relação entre as crianças e seus
brinquedos, um ótimo gancho para se conectar com o público. Mas e quando as crianças do
mundo real não brincam mais?
Quando Toy Story 4 foi produzido (o lançamento aconteceu em 2019, mas o filme
começou a ser desenvolvido anos antes), o uso da tecnologia na infância ainda não estava em
seu auge. Hoje, muitas crianças já cre....em com tablets e outros dispositivos eletrônicos para
jogar, assistir a vídeos e conversar com os amigos na palma da mão.
Por isso, um novo Toy Story focado apenas nos brinquedos tradicionais dificilmente
conseguiria se conectar com o público infantil atual da mesma forma. Era preciso dialogar com
a realidade.
Foi assim que surgiu Lilypad. No filme, Bonnie é uma das poucas crianças de seu bairro
que ainda brinca com brinquedos “raiz”, sem ace....o a aparelhos tecnológicos. Por isso, fica
isolada e com dificuldade de fazer amigos – e, por isso, acaba ganhando um tablet de presente
dos pais.
Preocupados com a solidão da menina, os brinquedos e o tablet tentam ajudá-la, cada
um à sua maneira: de um lado, os brinquedos procuram um amigo para brincar com Bonnie;
do outro, Lilypad cria conexões virtuais.
(Disponível em: https://super.abril.com.br/cultura/em-toy-story-5-pixar-confronta-a-sua-aliada-de-sempre-a-tecnologia/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
“Em todos os filmes anteriores, o foco era claro”.
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