Um adolescente de 16 anos de idade previamente hígido, procura uma UPA com queixa de astenia progressiva há três semanas, associada
a petéquias em membros inferiores e sangramento gengival à escovação.
Ao exame físico: hipocorado (++/4+), afebril, anictérico. Presença de equimoses e petéquias em membros inferiores. Sem
linfonodomegalias ou visceromegalias. Seu hemograma mostra uma hemoglobina de 7,8 g/dL, reticulócitos: 14.000/uL, leucócitos totais:
$1.800/uL, los segmentados: 380/uL, linfócitos: 1.320/uL, monócitos: 100/uL, plaquetas: 16.000/uL. O esfregaço de sangue periférico
indica ausência de blastos, displasias ou dacriócitos. As sorologias virais (HIV, HBV, HCV, EBV, CMV, Parvovírus B19) são não reagentes.
A biópsia de medula óssea mostra hipocelularidade acentuada para a idade (celularidade global de cerca de 10%) , com predomínio de
tecido adiposo, ausência de fibrose reticulínica, sem alterações displásicas e sem infiltração por células neoplásicas. Cariótipo de medula
óssea: 46, XY, 20 metáfases normais. O paciente tem um irmão de 21 anos, consanguíneo, hígido e com compatibilidade HLA 10/10
confirmada.
Considerando a estratificação de gravidade e as diretrizes terapêuticas atuais, assinale a conduta mais adequada para esse caso.
Uma criança de 5 anos de idade, portadora de doença Falciforme,
genótipo SS, tem uma hemoglobina basal de
8 g/dL, chega à emergência do hospital em que é acompanhada,
com palidez intensa, dispneia aos esforços e astenia. Vinha em
uso regular de hidroxiureia, e havia sido transfundida pela última
vez há 9 meses.
Seus exames de laboratório mostram os seguintes resultados:
dosagem de hemoglobina: 4,2 g/dL; 2.800 leucócitos/µL, com
linfopenia (500 linfócitos/µL) e plaquetas de 280.000/µL. A
contagem absoluta de reticulócitos era de 22.000/µL. A dosagem
de LDH era de 140 mg/dL, a bilirrubina indireta de 1,1 mg/dL e o
percentual d hemoglobina S era de 73%.
Assinale a opção que indica a hipótese que melhor explica esse
quadro e o seu respectivo tratamento.
Uma paciente de 66 anos de idade, previamente hígida e
assintomática, procura um clínico para fazer um check-up. O
exame físico da paciente era normal, e os exames de laboratório
estavam também normais, exceto o hemograma, que registrava
uma leucometria global de 38.000/µL, com 32.000 linfócitos/µL.
O R-x de tórax mostrava adenomegalias mediastinais. A paciente
foi encaminhada para um hematologista, que solicitou
imunofenotipagem do sangue periférico que confirmou o
diagnóstico de Leucemia Linfoide Crônica (LLC).
Diante desse quadro, a melhor conduta terapêutica é
Um paciente de 14 anos de idade, portador de talassemia beta
major, em programa de hipertransfusão, começa a apresentar
elevação contínua da ferritina, atualmente em 3.200 ng/mL.
Nessa situação, de acordo com o protocolo brasileiro para
talassemias, há indicação de
Um recém-nascido com 12 horas de vida apresenta um quadro de
plaquetopenia intensa (plaquetas: 7.500/µL), com petéquias e
equimoses disseminadas, e sangramento nos locais de punção. O
diagnóstico foi de Trombocitopenia Neonatal Aloimune, pela
presença de anticorpos anti-HPA-1a na mãe. A fim de mitigar o
risco hemorrágico, o neonatologista solicita uma transfusão
urgente de concentrado de plaquetas. Para ter acesso rápido a
concentrados de plaquetas compatíveis com o anticorpo antiHPA-1a, o hemoterapeuta decide coletar plaquetas da mãe, por
aférese.
A respeito dessa decisão e desse procedimento, é correto afirmar
que
Um paciente de 54 anos, portador de Leucemia Mieloide Aguda,
foi submetido a um transplante de medula óssea alogênico,
depois de receber diversos esquemas de quimioterapia. Após o
transplante, entrou em remissão, porém seis meses depois houve
recidiva da doença e a equipe médica avaliou que o paciente
precisaria receber apenas cuidados paliativos.
Houve grande discussão na equipe sobre como dar esta notícia
ao paciente.
Das opções listadas a seguir, assinale a mais adequada para o
caso.
Um paciente de 20 anos de idade, portador de Imunodeficiência
Primária – Imunodeficiência Comum Variável – faz tratamento
regular de reposição com imunoglobulina poliespecífica
intravenosa, liofilizada. Depois da última infusão, feita quando ele
estava com um quadro de gastrenterite viral caracterizado por
náuseas e vômitos, apresentou insuficiência renal aguda,
diagnosticada como nefropatia osmótica.
Diante do surgimento da nefropatia aguda, a conduta para
prevenir novas complicações desse tipo é
Uma pessoa de 54 anos, portador de doença falciforme, genótipo
SS, começa a se queixar de dispneia progressiva, dificuldade para
deambular, tontura, inchaço nas pernas e episódios de palpitação
e dor no peito. Sua hemoglobina basal é de 7,4 g/dL, seu CKD-EPI
(Colaboração Epidemiológica da Doença Renal Crônica) é de 50
mL/min/1,73 m2
, e seu NT-ProBNP de 320 pg/mL. O
hematologista solicita um ecocardiograma, que mostra uma
Velocidade de Regurgitação Tricúspide (TRV) de 3,2 m/s.
Um paciente hemofílico A, de 7 anos, iniciou, aos 2 anos de
idade, tratamento profilático contínuo, com concentrado de fator
VIII recombinante, na dose de 30 UI/kg de peso, 3 vezes por
semana. Vinha levando uma vida praticamente normal, tendo
apresentado apenas uma hemartrose de tornozelo direito, após
jogar futebol, há cerca de 3 anos. Os pais procuraram o
hematologista da criança porque essa começou a apresentar
hemartroses no joelho esquerdo (2 episódios) e no tornozelo
direito (1 episódio), nos 30 dias que antecederam a consulta. No
momento do encontro com o hematologista, o paciente já não
tinha nenhuma hemartrose (os pais eram treinados para fazer
tratamento domiciliar dos episódios hemorrágicos). Os pais
negavam falhas na aplicação da profilaxia.
Assinale a opção que oferece a explicação mais provável para o
quadro do paciente e para estratégia mais adequada para
prevenir as hemartroses.
Uma paciente de 40 anos de idade, grávida do seu terceiro filho, sendo que o segundo filho teve morte intrauterina no 7º mês de gestação, é encaminhada para um serviço de referência em Imunohematologia, porque apresentou uma pesquisa de anticorpos irregulares antieritrocitários (P.A.I. positiva). Foi realizado um estudo imunohematológico, que mostrou os seguintes resultados:
P.A.I.
Hemácias I
Hemácias II
Hemácias III
++++
++++
++++
Fenótipo eritrocitário
D
C
E
c
e
K
k
Fya
Fyb
Jka
Jkb
M
N
S
s
0
0
0
0
0
0
+
0
+
0
+
0
+
0
+
Legenda: 0=Negativo + = Positivo
Foi feito também um painel de identificação de anticorpos, mostrado no quadro abaixo.
Rh-hr
Kell
Duffy
Kidd
Lewis
MNSs
Resultados
D
C
E
c
e
Cw
K
k
Fya
Fyb
Jka
Jkb
Lea
Leb
M
N
S
s
LISS-Coombs
Enzima
1
+
+
0
0
+
+
0
+
0
+
0
+
+
0
+
+
+
+
++++
++++
2
+
+
0
0
+
0
0
+
+
+
+
0
+
0
+
0
+
0
++++
++++
3
+
0
+
+
0
0
0
+
0
0
+
0
0
+
0
+
0
+
++++
++++
4
0
+
0
+
+
0
+
+
+
0
+
+
0
+
+
0
0
+
++++
++++
5
0
0
+
+
+
0
0
+
+
0
+
+
0
+
0
+
0
+
++++
++++
6
0
0
0
+
+
0
+
+
0
+
+
+
+
0
+
0
0
+
++++
++++
7
0
0
0
+
+
0
0
+
0
+
+
0
0
0
+
0
+
0
++++
++++
8
+
0
0
+
+
0
0
+
0
0
+
+
0
+
+
+
+
0
++++
++++
9
0
0
0
+
+
0
0
+
0
0
0
+
0
+
+
0
+
+
++++
++++
10
+
0
+
+
+
0
+
+w
+
+
0
+
0
+
0
+
0
+
++++
++++
11
+
+w
+
+
0
0
0
+
0
+
+
0
+
0
0
+
0
+
++++
++++
Assinale a opção correta a respeito da hipótese mais provável para explicar o quadro da paciente e os resultados do estudo imunohematológico.