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Castro Alves pertence à terceira geração romântica. Sobre o período e autor é correto o que se afirma em:
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Leia o poema a seguir, de Gregório de Matos, antes de responder à questão
Aos afetos, e lágrimas derramadas na ausência da dama a quem queria bem
Ardor em firme Coração nascido;
pranto por belos olhos derramado;
incêndio em mares de água disfarçado;
rio de neve em fogo convertido:
Tu, que em um peito abrasas escondido;
tu, que em um rosto corres desatado;
quando fogo, em cristais aprisionado;
quando cristal, em chamas derretido:
Se és fogo, como passas brandamente?
Se és neve, como queimas com porfia?
Mas ai, que andou Amor em ti prudente!
Pois, para temperar a tirania,
como quis que aqui fosse a neve ardente,
permitiu parecesse a chama fria.
Ainda sobre o poema de Gregório de Matos, é INCORRETO afirmar que:
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Leia as estrofes iniciais do poema “Saudades”, de Álvares de Azevedo, para responder à questão.
Foi por ti que num sonho de ventura
A flor da mocidade consumi,
E às primaveras disse adeus tão cedo
E na idade do amor envelheci!
Vinte anos! derramei-os gota a gota
Num abismo de dor e esquecimento…
De fogosas visões nutri meu peito…
Vinte anos!… não vivi um só momento!
Contudo, no passado uma esperança!
Tanto amor e ventura prometia,
E uma virgem tão doce, tão divina
Nos sonhos junto a mim adormecia!…
Uma característica do ultrarromantismo presente no poema é
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Leia o texto para responder à questão.
E naquela terra encharcada e fumegante, naquela umidade quente e lodosa, começou a minhocar, a fervilhar, a crescer um mundo, uma coisa viva, uma geração, que parecia brotar espontânea, ali mesmo, daquele lameiro e multiplicar-se como larvas no esterco.
O trecho sugere que o grupo humano que compõe o cortiço em formação
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Alberto Caeiro “é o poeta que foge para o campo, pois, sendo poeta e nada mais, poeta por natureza, deve procurar viver simplesmente como as flores, os regatos, as fontes, os prados etc., que são felizes apenas porque, faltando- lhes a capacidade de pensar, não sabem que o são”.
Os versos de Alberto Caeiro que exemplificam a análise apresentada são:
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Leia trecho do Favelário Nacional, de Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão.
Prosopopeia
Quem sou eu para te cantar, favela,
que cantas em mim e para ninguém a noite inteira de sexta
e a noite inteira de sábado
e nos desconheces, como igualmente não te conhecemos?
Sei apenas do teu mau cheiro: baixou em mim, na viração,
direto, rápido, telegrama nasal
anunciando morte… melhor, tua vida.
Uma característica da literatura modernista que se evidencia no poema são os versos
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Leia o texto, para responder à questão.
Em pé, no meio do espaço que formava a grande abóboda de árvores, encostado a um velho tronco decepado pelo raio, via-se um índio na flor da idade. Uma simples túnica de algodão, a que os indígenas chamavam aimará, apertada à cintura por uma faixa de penas escarlates, caia-lhe dos ombros até o meio da perna, e desenhava o talhe delgado e esbelto com um junco selvagem. […] Ali, por entre a folhagem, distinguia-se as ondulações felinas de um dorso negro, brilhante, marchetado de pardo; às vezes, viam-se brilhar na sombra dos raios vítreos e pálidos, que se semelhavam a reflexos de alguma cristalização de rocha, ferida pela luz do sol.
É correto afirmar que esse texto é representativo do
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Leia o poema a seguir para responder à questão.
Profundamente
Quando ontem adormeci
Na noite de São João
Havia alegria e rumor
Estrondos de bombas luzes de Bengala
Vozes cantigas e risos
Ao pé das fogueiras acesas.
No meio da noite despertei
Não ouvi mais vozes nem risos
Apenas balões
Passavam errantes
Silenciosamente
Apenas de vez em quando
O ruído de um bonde
Cortava o silêncio
Como um túnel.
Onde estavam os que há pouco
Dançavam
Cantavam
E riam
Ao pé das fogueiras acesas?
– Estavam todos dormindo
Estavam todos deitados
Dormindo
Profundamente.
Quando eu tinha seis anos
Não pude ver o fim da festa de São João
Porque adormeci
Hoje não ouço mais as vozes daquele tempo
Minha avó
Meu avô
Totônio Rodrigues
Tomásia
Rosa
Onde estão todos eles?
— Estão todos dormindo
Estão todos deitados
Dormindo
Profundamente.
A respeito do texto “Profundamente”, do poeta modernista Manuel Bandeira, assinale a alternativa correta.
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Para responder à questão, leia o soneto do poeta árcade Silva Alvarenga (1749-1814).
Que mal te fiz, que tantas tiranias
Usas comigo, Ninfa Ingrata e dura?
Já rouca sinto a voz de te bradar
Mas tu, mais dura que ela e rigorosa,
De mim te escondes no profundo mar,
Sem te mover de um triste a voz saudosa.
Uma característica da estética árcade presente nesse soneto é
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Para responder à questão, leia o soneto do poeta árcade Silva Alvarenga (1749-1814).
Eu vi Cupido a aljava¹ vigorosa
Prostrar²-lhe aos pés e, as asas levantando,
Com leve som está-la adormentando³
E refrescar-lhe a maçã calmosa4.
“Ó quanto injusto és, cruel Cupido!”,
“A quem zomba de ti buscas repouso,
¹ Cupido: deus do amor, representado com asas e provido de arco e flechas,
para acertar os corações.
² aljava: estojo em que se guardam flechas.
3 prostrar: lançar.
4 adormentando: fazendo dormir.
5 maçã calmosa: rosto aquecido.
6 cuidadoso: angustiado.
Uma característica da estética árcade presente nesse soneto é
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