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Para responder à questão, leia o trecho do romance O guarani, do escritor José de Alencar.
Tudo era água e céu. A inundação tinha coberto as margens do rio até onde a vista podia alcançar.
— Podemos morrer, meu amigo! disse ela com uma expressão sublime.
Peri estremeceu; ainda nessa hora suprema seu espírito revoltava-se contra aquela ideia, e não podia conceber que a vida de sua senhora tivesse de perecer como a de um simples mortal.
— Não! exclamou ele. Tu não podes morrer.
A menina sorriu docemente.
— Olha! disse ela com a sua voz maviosa4, a água sobe, sobe...
— Que importa! Peri vencerá a água, como venceu a todos os teus inimigos.
— Se fosse um inimigo, tu o vencerias, Peri. Mas é Deus... É o seu poder infinito!
Cecília abriu os olhos, e vendo seu amigo junto dela, ouvindo ainda suas palavras, sentiu o enlevo que deve ser o gozo da vida eterna. Ela embebeu os olhos nos olhos de seu amigo, e lânguida7 reclinou a loura fronte. O hálito ardente de Peri bafejou-lhe a face.
¹ ilha de verdura: ilha verde.
2 palmas: folhas da palmeira.
3 mimoso: gracioso.
4 maviosa: comovente.
5 cingindo: envolvendo fortemente.
6 hirtos: fortes.
7 lânguida: debilitada.
8 castos: inocentes, puros.
A descrição idealizada da figura feminina, traço recorrente da estética romântica, está bem exemplificada no seguinte trecho:
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Parabolicamará
Gilberto Gil
Antes mundo era pequeno
Porque Terra era grande
Hoje mundo é muito grande
Porque Terra é pequena
Do tamanho da antena parabolicamará
Ê , volta do mundo, camará 1
Ê , ê , mundo dá volta, camará
Antes longe era distante
Perto, só quando dava
Quando muito, ali defronte
E o horizonte acabava
Hoje lá trás dos montes, den de casa, camará
Ê , volta do mundo, camará
Ê , ê , mundo dá volta, camará
De jangada leva uma eternidade
De saveiro 2 leva uma encarnação
Pela onda luminosa
Leva o tempo de um raio
Tempo que levava Rosa
Pra aprumar o balaio
Quando sentia que o balaio ia escorregar
Ê , volta do mundo, camará
Ê , ê , mundo dá volta, camará
Esse tempo nunca passa
Não é de ontem nem de hoje
Mora no som da cabaça
Nem tá preso nem foge
No instante que tange o berimbau, meu camará
Ê , volta do mundo, camará
Ê , ê , mundo da volta, camará
De jangada leva uma eternidade
De saveiro leva uma encarnação
De avião, o tempo de uma saudade
Esse tempo não tem rédea
Vem nas asas do vento
O momento da tragédia
Chico, Ferreira e Bento
Só souberam na hora do destino apresentar
Ê , volta do mundo, camará
Ê , ê , mundo dá volta, camará
Glossário:
1 forma reduzida como os jogadores de capoeira, luta-dança afrobrasileira, usam se chamar, enquanto dançam e cantam.
2 embarcação de pouco fundo e boca larga, um a dois mastros, usada para transporte de pessoal e carga ou para pescar.
Na canção, o tempo é concebido sob diversas perspectivas. Em quais versos nota-se a representação de tempo como metáfora para rapidez?
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Parabolicamará
Gilberto Gil
Antes mundo era pequeno
Porque Terra era grande
Hoje mundo é muito grande
Porque Terra é pequena
Do tamanho da antena parabolicamará
Ê , volta do mundo, camará 1
Ê , ê , mundo dá volta, camará
Antes longe era distante
Perto, só quando dava
Quando muito, ali defronte
E o horizonte acabava
Hoje lá trás dos montes, den de casa, camará
Ê , volta do mundo, camará
Ê , ê , mundo dá volta, camará
De jangada leva uma eternidade
De saveiro 2 leva uma encarnação
Pela onda luminosa
Leva o tempo de um raio
Tempo que levava Rosa
Pra aprumar o balaio
Quando sentia que o balaio ia escorregar
Ê , volta do mundo, camará
Ê , ê , mundo dá volta, camará
Esse tempo nunca passa
Não é de ontem nem de hoje
Mora no som da cabaça
Nem tá preso nem foge
No instante que tange o berimbau, meu camará
Ê , volta do mundo, camará
Ê , ê , mundo da volta, camará
De jangada leva uma eternidade
De saveiro leva uma encarnação
De avião, o tempo de uma saudade
Esse tempo não tem rédea
Vem nas asas do vento
O momento da tragédia
Chico, Ferreira e Bento
Só souberam na hora do destino apresentar
Ê , volta do mundo, camará
Ê , ê , mundo dá volta, camará
Glossário:
1 forma reduzida como os jogadores de capoeira, luta-dança afrobrasileira, usam se chamar, enquanto dançam e cantam.
2 embarcação de pouco fundo e boca larga, um a dois mastros, usada para transporte de pessoal e carga ou para pescar.
Sabendo que a autoria e publicação da canção se deu no início da década de 1990, considere as assertivas, que expressam leituras a partir da letra. Em seguida, assinale a alternativa CORRETA.
I. Os cinco primeiros versos evidenciam os impactos da globalização na organização do espaço geográfico mundial.
II. Como crítica social, a letra aponta para a desvalorização da cultura regional, impactada pelo processo de globalização.
III. A evolução dos meios de comunicação alterou a percepção espaço-temporal, reduzindo as distâncias e aumentando a velocidade e a fluidez das informações.
IV. A metáfora da antena parabólica representa a integração de diversas regiões do globo, atuando na diminuição das distâncias, o que tornou a Terra pequena.
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“Encarnando o espírito de resignação do eterno amor feminino, despedem-se primeiro duas mulheres: uma mãe e uma esposa, que sofrem com a ausência antecipada dos entes queridos. Elas simbolizam os sentimentos íntimos das famílias dos navegantes, o aspecto emocional do povo português. Criam a atmosfera de anseio e insegurança popular diante dos perigos da viagem. Representam a voz do sentimento, saída dos movimentos espontâneos do coração feminino. [...]As próprias montanhas se emocionam, enquanto a areia da praia se inunda com as lágrimas dos parentes.”
F
A análise acima se refere a um dos mais notáveis episódios da epopeia de Luís de Camões. Assinale o excerto que pertence a esse episódio.
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NAVIO NEGREIRO
VI
Existe um povo que a bandeira empresta
P’ra cobrir tanta infâmia e cobardia!...
E deixa-a transformar-se nessa festa
Em manto impuro de bacante fria!...
Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta,
Que impudente na gávea tripudia?
Silêncio. Musa... chora, e chora tanto
Que o pavilhão se lave no teu pranto! ...
Auriverde pendão de minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a luz do sol encerra
E as promessas divinas da esperança...
Tu que, da liberdade após a guerra,
Foste hasteado dos heróis na lança
Antes te houvessem roto na batalha,
Que servires a um povo de mortalha!...
A respeito do poema e do estilo de Castro Alves, assinale a alternativa INCORRETA.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IDESG
Orgão: Pref. Nova Venécia-ES
(Fonte: LOPEZ, Telê Porto Ancona. Macunaíma: a margem e o texto. São Paulo: HUCITEC, Secretaria de Cultura, Esportes e Turismo, 1974.)
A qual movimento literário brasileiro são associadas as obras de que tratam o trecho apresentado?
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IDESG
Orgão: Pref. Nova Venécia-ES
(Fonte: COMPAGNON, Antoine. O demônio da teoria: literatura e senso comum. Belo Horizonte: Editora UFMG, 1999.)
Em matéria de teoria literária, a qual tema o excerto apresentado se refere?
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IDESG
Orgão: Pref. Nova Venécia-ES
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Abaré-eté
Orgão: Pref. São Gabriel Cachoeira-AM
O Dia da Literatura Brasileira é uma homenagem ao aniversário de um dos mais importantes autores da nossa Literatura, José de Alencar.
José de Alencar foi um dos principais escritores brasileiros e uma figura proeminente no movimento literário do:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Abaré-eté
Orgão: Pref. São Gabriel Cachoeira-AM
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