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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: FUB
A Universidade esperava-me com as suas matérias árduas; estudei-as muito mediocremente, e nem por isso perdi o grau de bacharel; deram-mo com a solenidade do estilo, após os anos da lei; uma bela festa que me encheu de orgulho e de saudades, — principalmente de saudades. Tinha eu conquistado em Coimbra uma grande nomeada de folião; era um acadêmico estróina, superficial, tumultuário e petulante, dado às aventuras, fazendo romantismo prático e liberalismo teórico, vivendo na pura fé dos olhos pretos e das constituições escritas. No dia em que a Universidade me atestou, em pergaminho, uma ciência que eu estava longe de trazer arraigada no cérebro, confesso que me achei de algum modo logrado, ainda que orgulhoso. Explico-me: o diploma era uma carta de alforria; se me dava a liberdade, davame a responsabilidade. Guardei-o, deixei as margens do Mondego, e vim por ali fora assaz desconsolado, mas sentindo já uns ímpetos, uma curiosidade, um desejo de acotovelar os outros, de influir, de gozar, de viver, — de prolongar a Universidade pela vida adiante. Machado de Assis. Memórias póstumas de Brás Cubas. São Paulo: Livraria Editora Iracema Ltda., 1975, cap. XX, p. 56.
Com base na compreensão dos sentidos e na análise da estrutura lingüística do texto acima, que constitui um excerto da fala do narrador-personagem Brás Cubas, julgue os itens de 76 a 86.
Os binômios “romantismo prático” versus “liberalismo teórico” e “logrado” versus “orgulhoso” são antíteses e permitem ao leitor formar a imagem de Brás Cubas como um acadêmico contraditório e confuso.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: FUB
A Universidade esperava-me com as suas matérias árduas; estudei-as muito mediocremente, e nem por isso perdi o grau de bacharel; deram-mo com a solenidade do estilo, após os anos da lei; uma bela festa que me encheu de orgulho e de saudades, — principalmente de saudades. Tinha eu conquistado em Coimbra uma grande nomeada de folião; era um acadêmico estróina, superficial, tumultuário e petulante, dado às aventuras, fazendo romantismo prático e liberalismo teórico, vivendo na pura fé dos olhos pretos e das constituições escritas. No dia em que a Universidade me atestou, em pergaminho, uma ciência que eu estava longe de trazer arraigada no cérebro, confesso que me achei de algum modo logrado, ainda que orgulhoso. Explico-me: o diploma era uma carta de alforria; se me dava a liberdade, davame a responsabilidade. Guardei-o, deixei as margens do Mondego, e vim por ali fora assaz desconsolado, mas sentindo já uns ímpetos, uma curiosidade, um desejo de acotovelar os outros, de influir, de gozar, de viver, — de prolongar a Universidade pela vida adiante. Machado de Assis. Memórias póstumas de Brás Cubas. São Paulo: Livraria Editora Iracema Ltda., 1975, cap. XX, p. 56.
Com base na compreensão dos sentidos e na análise da estrutura lingüística do texto acima, que constitui um excerto da fala do narrador-personagem Brás Cubas, julgue os itens de 76 a 86.
Ter recebido um diploma que sabia não merecer trouxe a Brás Cubas um sentimento de logro, de burla, de fraude, como se tivesse enganado alguém.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: FUB
A Universidade esperava-me com as suas matérias árduas; estudei-as muito mediocremente, e nem por isso perdi o grau de bacharel; deram-mo com a solenidade do estilo, após os anos da lei; uma bela festa que me encheu de orgulho e de saudades, — principalmente de saudades. Tinha eu conquistado em Coimbra uma grande nomeada de folião; era um acadêmico estróina, superficial, tumultuário e petulante, dado às aventuras, fazendo romantismo prático e liberalismo teórico, vivendo na pura fé dos olhos pretos e das constituições escritas. No dia em que a Universidade me atestou, em pergaminho, uma ciência que eu estava longe de trazer arraigada no cérebro, confesso que me achei de algum modo logrado, ainda que orgulhoso. Explico-me: o diploma era uma carta de alforria; se me dava a liberdade, davame a responsabilidade. Guardei-o, deixei as margens do Mondego, e vim por ali fora assaz desconsolado, mas sentindo já uns ímpetos, uma curiosidade, um desejo de acotovelar os outros, de influir, de gozar, de viver, — de prolongar a Universidade pela vida adiante. Machado de Assis. Memórias póstumas de Brás Cubas. São Paulo: Livraria Editora Iracema Ltda., 1975, cap. XX, p. 56.
Com base na compreensão dos sentidos e na análise da estrutura lingüística do texto acima, que constitui um excerto da fala do narrador-personagem Brás Cubas, julgue os itens de 76 a 86.
O desconsolo que se apodera de Brás Cubas, após a formatura, se deve à vida de estudante estróina que levou em Coimbra.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Moura Melo
Orgão: Câm. Santo André-SP
O poema “Sentimental”, de Carlos Drummond de Andrade, retrata seu estilo literário. Trata-se de:

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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Moura Melo
Orgão: Câm. Santo André-SP
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Banca: Moura Melo
Orgão: Câm. Santo André-SP
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Leia atentamente o texto IV para responder às questões de 21 a 25
Leia as afirmações abaixo.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
Dos curvos arcos, açoitando os ares,
Voa a seta veloz do índio adusto;
O horror, a confusão, o espanto, o susto
Passam da terra e vão gelar os mares.
Ferindo a vista os trêmulos cocares
Animoso esquadrão de chefe augusto
Rompe as cadeias do espanhol injusto
E torna a vindicar os pátrios lares.
Inca valente, generoso indiano!
Ao real sangue que te alenta as veias
Une a memória do paterno dano.
Honra as cinzas de dor e injúrias cheias,
Qu’inda fumando a morte, o roubo, o engano,
Clamam vingança as tépidas areias.
José Basílio da Gama. In:
Heitor Martins. Neoclassicismo. Brasília: Academia Brasiliense de Letras, 1982, p. 89.
Julgue o item seguinte, relativo ao soneto apresentado acima, escrito no século XVIII, e ao período do arcadismo brasileiro, em que se situa o texto.
O poeta árcade apresenta a figura heroica de Tupac Amaru de forma realista.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
Dos curvos arcos, açoitando os ares,
Voa a seta veloz do índio adusto;
O horror, a confusão, o espanto, o susto
Passam da terra e vão gelar os mares.
Ferindo a vista os trêmulos cocares
Animoso esquadrão de chefe augusto
Rompe as cadeias do espanhol injusto
E torna a vindicar os pátrios lares.
Inca valente, generoso indiano!
Ao real sangue que te alenta as veias
Une a memória do paterno dano.
Honra as cinzas de dor e injúrias cheias,
Qu’inda fumando a morte, o roubo, o engano,
Clamam vingança as tépidas areias.
José Basílio da Gama. In:
Heitor Martins. Neoclassicismo. Brasília: Academia Brasiliense de Letras, 1982, p. 89.
Julgue o item seguinte, relativo ao soneto apresentado acima, escrito no século XVIII, e ao período do arcadismo brasileiro, em que se situa o texto.
Estão presentes no poema tanto a exaltação da cultura indígena, pelo tema tratado, quanto a adoção da cultura européia, pela forma erudita adotada: o soneto.
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