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3460301 Ano: 2008
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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1 Ouço o cantar dos astros no mar do firmamento;
No mar das matas virgens ouço o cantar do vento,
Aromas que s’elevam, raios de luz que descem,
4 Estrelas que despontam, gritos que se esvaecem,
Tudo me traz um canto de imensa poesia,
Como a primícia augusta da grande profecia;
7 Tudo me diz que o Eterno, na idade prometida,
Há de beijar na face a terra arrependida.
E, desse beijo santo, desse ósculo sublime
10 Que lava a iniqüidade, a escravidão e o crime,
Hão de nascer virentes nos campos das idades,
Amores, esperanças, glórias e liberdades!
13 Então, num santo êxtasis, escuto a terra e os céus,
O vácuo se povoa de tua sombra, ó Deus!
E, ouvindo nos espaços as louras utopias
16 Do futuro cantarem as doces melodias,
Dos povos, das idades, a nova promissão...
Me arrasta ao infinito a águia da inspiração...
19 Então me arrojo ousado das eras através,
Deixando estrelas, séculos, volverem-se a meus pés...
Porque em minh’alma sinto ferver enorme grito,
22 Ante o estupendo quadro das telas do infinito...
Que faz que, em santo êxtasis, eu veja a terra e os céus,
E o vácuo povoado de tua sombra, ó Deus!

Castro Alves. O vidente. In: Literatura comentada. São Paulo: Abril Educação, 1980, p. 54.

Julgue o item a seguir, a respeito desses versos de Castro Alves.

Por meio da conjunção “E”, é estabelecida uma relação de continuidade entre os versos da primeira estrofe e o evento expresso no verso 18.

 

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3460300 Ano: 2008
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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1 Ouço o cantar dos astros no mar do firmamento;
No mar das matas virgens ouço o cantar do vento,
Aromas que s’elevam, raios de luz que descem,
4 Estrelas que despontam, gritos que se esvaecem,
Tudo me traz um canto de imensa poesia,
Como a primícia augusta da grande profecia;
7 Tudo me diz que o Eterno, na idade prometida,
Há de beijar na face a terra arrependida.
E, desse beijo santo, desse ósculo sublime
10 Que lava a iniqüidade, a escravidão e o crime,
Hão de nascer virentes nos campos das idades,
Amores, esperanças, glórias e liberdades!
13 Então, num santo êxtasis, escuto a terra e os céus,
O vácuo se povoa de tua sombra, ó Deus!
E, ouvindo nos espaços as louras utopias
16 Do futuro cantarem as doces melodias,
Dos povos, das idades, a nova promissão...
Me arrasta ao infinito a águia da inspiração...
19 Então me arrojo ousado das eras através,
Deixando estrelas, séculos, volverem-se a meus pés...
Porque em minh’alma sinto ferver enorme grito,
22 Ante o estupendo quadro das telas do infinito...
Que faz que, em santo êxtasis, eu veja a terra e os céus,
E o vácuo povoado de tua sombra, ó Deus!

Castro Alves. O vidente. In: Literatura comentada. São Paulo: Abril Educação, 1980, p. 54.

Julgue o item a seguir, a respeito desses versos de Castro Alves.

O emprego de grande quantidade de adjetivos, marcante nesses versos, caracteriza-os como predominantemente descritivos.

 

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3460299 Ano: 2008
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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1 Ouço o cantar dos astros no mar do firmamento;
No mar das matas virgens ouço o cantar do vento,
Aromas que s’elevam, raios de luz que descem,
4 Estrelas que despontam, gritos que se esvaecem,
Tudo me traz um canto de imensa poesia,
Como a primícia augusta da grande profecia;
7 Tudo me diz que o Eterno, na idade prometida,
Há de beijar na face a terra arrependida.
E, desse beijo santo, desse ósculo sublime
10 Que lava a iniqüidade, a escravidão e o crime,
Hão de nascer virentes nos campos das idades,
Amores, esperanças, glórias e liberdades!
13 Então, num santo êxtasis, escuto a terra e os céus,
O vácuo se povoa de tua sombra, ó Deus!
E, ouvindo nos espaços as louras utopias
16 Do futuro cantarem as doces melodias,
Dos povos, das idades, a nova promissão...
Me arrasta ao infinito a águia da inspiração...
19 Então me arrojo ousado das eras através,
Deixando estrelas, séculos, volverem-se a meus pés...
Porque em minh’alma sinto ferver enorme grito,
22 Ante o estupendo quadro das telas do infinito...
Que faz que, em santo êxtasis, eu veja a terra e os céus,
E o vácuo povoado de tua sombra, ó Deus!

Castro Alves. O vidente. In: Literatura comentada. São Paulo: Abril Educação, 1980, p. 54.

Julgue o item a seguir, a respeito desses versos de Castro Alves.

Nos versos 19 e 20, é empregada a figura de linguagem denominada eufemismo.

Português

 

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3460298 Ano: 2008
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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1 Ouço o cantar dos astros no mar do firmamento;
No mar das matas virgens ouço o cantar do vento,
Aromas que s’elevam, raios de luz que descem,
4 Estrelas que despontam, gritos que se esvaecem,
Tudo me traz um canto de imensa poesia,
Como a primícia augusta da grande profecia;
7 Tudo me diz que o Eterno, na idade prometida,
Há de beijar na face a terra arrependida.
E, desse beijo santo, desse ósculo sublime
10 Que lava a iniqüidade, a escravidão e o crime,
Hão de nascer virentes nos campos das idades,
Amores, esperanças, glórias e liberdades!
13 Então, num santo êxtasis, escuto a terra e os céus,
O vácuo se povoa de tua sombra, ó Deus!
E, ouvindo nos espaços as louras utopias
16 Do futuro cantarem as doces melodias,
Dos povos, das idades, a nova promissão...
Me arrasta ao infinito a águia da inspiração...
19 Então me arrojo ousado das eras através,
Deixando estrelas, séculos, volverem-se a meus pés...
Porque em minh’alma sinto ferver enorme grito,
22 Ante o estupendo quadro das telas do infinito...
Que faz que, em santo êxtasis, eu veja a terra e os céus,
E o vácuo povoado de tua sombra, ó Deus!

Castro Alves. O vidente. In: Literatura comentada. São Paulo: Abril Educação, 1980, p. 54.

Julgue o item a seguir, a respeito desses versos de Castro Alves.

No poema, o eu lírico revela o desejo de que, no futuro, se alcance a purificação do crime da escravidão, a glória e a liberdade.

 

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3460297 Ano: 2008
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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1 Ouço o cantar dos astros no mar do firmamento;
No mar das matas virgens ouço o cantar do vento,
Aromas que s’elevam, raios de luz que descem,
4 Estrelas que despontam, gritos que se esvaecem,
Tudo me traz um canto de imensa poesia,
Como a primícia augusta da grande profecia;
7 Tudo me diz que o Eterno, na idade prometida,
Há de beijar na face a terra arrependida.
E, desse beijo santo, desse ósculo sublime
10 Que lava a iniqüidade, a escravidão e o crime,
Hão de nascer virentes nos campos das idades,
Amores, esperanças, glórias e liberdades!
13 Então, num santo êxtasis, escuto a terra e os céus,
O vácuo se povoa de tua sombra, ó Deus!
E, ouvindo nos espaços as louras utopias
16 Do futuro cantarem as doces melodias,
Dos povos, das idades, a nova promissão...
Me arrasta ao infinito a águia da inspiração...
19 Então me arrojo ousado das eras através,
Deixando estrelas, séculos, volverem-se a meus pés...
Porque em minh’alma sinto ferver enorme grito,
22 Ante o estupendo quadro das telas do infinito...
Que faz que, em santo êxtasis, eu veja a terra e os céus,
E o vácuo povoado de tua sombra, ó Deus!

Castro Alves. O vidente. In: Literatura comentada. São Paulo: Abril Educação, 1980, p. 54.

Julgue o item a seguir, a respeito desses versos de Castro Alves.

No poema, as manifestações do eu lírico são feitas na terceira pessoa do discurso.

 

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3460296 Ano: 2008
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
Provas:

1 Ouço o cantar dos astros no mar do firmamento;
No mar das matas virgens ouço o cantar do vento,
Aromas que s’elevam, raios de luz que descem,
4 Estrelas que despontam, gritos que se esvaecem,
Tudo me traz um canto de imensa poesia,
Como a primícia augusta da grande profecia;
7 Tudo me diz que o Eterno, na idade prometida,
Há de beijar na face a terra arrependida.
E, desse beijo santo, desse ósculo sublime
10 Que lava a iniqüidade, a escravidão e o crime,
Hão de nascer virentes nos campos das idades,
Amores, esperanças, glórias e liberdades!
13 Então, num santo êxtasis, escuto a terra e os céus,
O vácuo se povoa de tua sombra, ó Deus!
E, ouvindo nos espaços as louras utopias
16 Do futuro cantarem as doces melodias,
Dos povos, das idades, a nova promissão...
Me arrasta ao infinito a águia da inspiração...
19 Então me arrojo ousado das eras através,
Deixando estrelas, séculos, volverem-se a meus pés...
Porque em minh’alma sinto ferver enorme grito,
22 Ante o estupendo quadro das telas do infinito...
Que faz que, em santo êxtasis, eu veja a terra e os céus,
E o vácuo povoado de tua sombra, ó Deus!

Castro Alves. O vidente. In: Literatura comentada. São Paulo: Abril Educação, 1980, p. 54.

Julgue o item a seguir, a respeito desses versos de Castro Alves.

Na construção do poema, foi empregado o esquema de rimas emparelhadas.

 

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Questão presente nas seguintes provas
3460295 Ano: 2008
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
Provas:

1 Ouço o cantar dos astros no mar do firmamento;
No mar das matas virgens ouço o cantar do vento,
Aromas que s’elevam, raios de luz que descem,
4 Estrelas que despontam, gritos que se esvaecem,
Tudo me traz um canto de imensa poesia,
Como a primícia augusta da grande profecia;
7 Tudo me diz que o Eterno, na idade prometida,
Há de beijar na face a terra arrependida.
E, desse beijo santo, desse ósculo sublime
10 Que lava a iniqüidade, a escravidão e o crime,
Hão de nascer virentes nos campos das idades,
Amores, esperanças, glórias e liberdades!
13 Então, num santo êxtasis, escuto a terra e os céus,
O vácuo se povoa de tua sombra, ó Deus!
E, ouvindo nos espaços as louras utopias
16 Do futuro cantarem as doces melodias,
Dos povos, das idades, a nova promissão...
Me arrasta ao infinito a águia da inspiração...
19 Então me arrojo ousado das eras através,
Deixando estrelas, séculos, volverem-se a meus pés...
Porque em minh’alma sinto ferver enorme grito,
22 Ante o estupendo quadro das telas do infinito...
Que faz que, em santo êxtasis, eu veja a terra e os céus,
E o vácuo povoado de tua sombra, ó Deus!

Castro Alves. O vidente. In: Literatura comentada. São Paulo: Abril Educação, 1980, p. 54.

Julgue o item a seguir, a respeito desses versos de Castro Alves.

O tom grandiloqüente e o vigor que se constatam nos versos apresentados estão entre as características que justificam a inclusão da poesia de Castro Alves na terceira fase romântica, denominada condoreira.

 

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3460271 Ano: 2008
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Aí está a prova da intuição política do reformador. Os cidadãos, levados pelo impulso que os faz não descrer jamais da Fortuna, lançam apostas, grandes e pequenas, sobre os nomes dos candidatos. Tais apostas parece que deviam agravar a dor dos vencidos, uma vez que perdiam candidato e dinheiro; mas, em verdade, não perdem as duas coisas. Os cidadãos fizeram disto uma espécie de perdeganha; cada partidário aposta no adversário, de modo que quem perde o candidato ganha o dinheiro, e quem perde o dinheiro ganha o candidato. Assim, em vez de deixar ódios e vinganças, cada eleição estreita mais os vínculos políticos do povo. Não sei se uma grande cidade poderia adotar tal sistema: é duvidoso. Mas para cidades pequenas não creio que haja nada melhor. Tem a doçura, sem a monotonia da víspora.

Machado de Assis. A semana. In: Obra completa, vol. III. Rio de Janeiro: Aguilar, p. 758.

A partir do fragmento de texto acima, de autoria de Machado de Assis, julgue o item.

Na linha 13, o sinal de dois-pontos introduz um comentário a respeito da idéia expressa na oração imediatamente anterior.

 

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3460270 Ano: 2008
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
Provas:

Aí está a prova da intuição política do reformador. Os cidadãos, levados pelo impulso que os faz não descrer jamais da Fortuna, lançam apostas, grandes e pequenas, sobre os nomes dos candidatos. Tais apostas parece que deviam agravar a dor dos vencidos, uma vez que perdiam candidato e dinheiro; mas, em verdade, não perdem as duas coisas. Os cidadãos fizeram disto uma espécie de perdeganha; cada partidário aposta no adversário, de modo que quem perde o candidato ganha o dinheiro, e quem perde o dinheiro ganha o candidato. Assim, em vez de deixar ódios e vinganças, cada eleição estreita mais os vínculos políticos do povo. Não sei se uma grande cidade poderia adotar tal sistema: é duvidoso. Mas para cidades pequenas não creio que haja nada melhor. Tem a doçura, sem a monotonia da víspora.

Machado de Assis. A semana. In: Obra completa, vol. III. Rio de Janeiro: Aguilar, p. 758.

A partir do fragmento de texto acima, de autoria de Machado de Assis, julgue o item.

A correção gramatical e o sentido do texto seriam mantidos caso o trecho “Tais apostas parece que deviam” fosse substituído por qualquer uma das seguintes opções: Parecem que tais apostas deviam ou Tais apostas deviam parecer que.

 

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Questão presente nas seguintes provas
3460269 Ano: 2008
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Aí está a prova da intuição política do reformador. Os cidadãos, levados pelo impulso que os faz não descrer jamais da Fortuna, lançam apostas, grandes e pequenas, sobre os nomes dos candidatos. Tais apostas parece que deviam agravar a dor dos vencidos, uma vez que perdiam candidato e dinheiro; mas, em verdade, não perdem as duas coisas. Os cidadãos fizeram disto uma espécie de perdeganha; cada partidário aposta no adversário, de modo que quem perde o candidato ganha o dinheiro, e quem perde o dinheiro ganha o candidato. Assim, em vez de deixar ódios e vinganças, cada eleição estreita mais os vínculos políticos do povo. Não sei se uma grande cidade poderia adotar tal sistema: é duvidoso. Mas para cidades pequenas não creio que haja nada melhor. Tem a doçura, sem a monotonia da víspora.

Machado de Assis. A semana. In: Obra completa, vol. III. Rio de Janeiro: Aguilar, p. 758.

A partir do fragmento de texto acima, de autoria de Machado de Assis, julgue o item.

Pelo desenvolvimento das idéias do texto, depreende-se que a palavra “Fortuna” foi empregada com o sentido de destino, sorte.

 

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