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3525116 Ano: 2008
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Pneumotórax

Febre, hemoptise, dispnéia e suores noturnos.

A vida inteira que podia ter sido e que não foi.

Tosse, tosse, tosse.

Mandou chamar o médico:

— Diga trinta e três.

— Trinta e três... trinta e três... trinta e três...

— Respire.
.................................................................................................

— O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.

— Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?

— Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.

Manuel Bandeira. In: O melhor da poesia brasileira. Rio de Janeiro: José Olympio, 2004, p. 101.

Julgue os itens seguintes, considerando as idéias e características da linguagem do texto Pneumotórax, bem como o momento de sua produção na literatura brasileira e o contexto histórico a ele associado.

O emprego de vocábulos apoéticos e antilíricos associa esse texto de Manuel Bandeira à estética do Modernismo, que buscava a renovação da linguagem literária pela ruptura com o subjetivismo intenso e transcendente do lirismo simbolista.

 

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3525115 Ano: 2008
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Pneumotórax

Febre, hemoptise, dispnéia e suores noturnos.

A vida inteira que podia ter sido e que não foi.

Tosse, tosse, tosse.

Mandou chamar o médico:

— Diga trinta e três.

— Trinta e três... trinta e três... trinta e três...

— Respire.
.................................................................................................

— O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.

— Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?

— Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.

Manuel Bandeira. In: O melhor da poesia brasileira. Rio de Janeiro: José Olympio, 2004, p. 101.

Julgue os itens seguintes, considerando as idéias e características da linguagem do texto Pneumotórax, bem como o momento de sua produção na literatura brasileira e o contexto histórico a ele associado.

No último verso, a resposta do médico ao doente — “A única coisa a fazer é tocar um tango argentino” — é uma solução literária para um problema não-literário.

 

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3525111 Ano: 2008
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Pneumotórax

Febre, hemoptise, dispnéia e suores noturnos.

A vida inteira que podia ter sido e que não foi.

Tosse, tosse, tosse.

Mandou chamar o médico:

— Diga trinta e três.

— Trinta e três... trinta e três... trinta e três...

— Respire.
.................................................................................................

— O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.

— Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?

— Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.

Manuel Bandeira. In: O melhor da poesia brasileira. Rio de Janeiro: José Olympio, 2004, p. 101.

Julgue os itens seguintes, considerando as idéias e características da linguagem do texto Pneumotórax, bem como o momento de sua produção na literatura brasileira e o contexto histórico a ele associado.

Em “Tosse, tosse, tosse” (v.3), a repetição do vocábulo é uma figuração literária que, em três palavras, consegue associar o ritmo do texto ao ritmo agudo do sintoma físico e patológico que acomete o paciente.

 

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3525027 Ano: 2008
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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O assombro de Itaguaí

E agora prepare-se o leitor para o mesmo assombro em que ficou a vila, ao saber um dia que os loucos da Casa Verde iam todos ser postos na rua.

4 — Todos?

— Todos.

É impossível; alguns, sim, mas todos...

— Todos. Assim o disse ele no ofício que mandou hoje de manhã à câmara. De fato, o alienista oficiara à câmara expondo: 1.º, que verificara das estatísticas da vila e da Casa Verde que quatro quintos da população estavam aposentados naquele estabelecimento; 2.º, que esta deslocação de população levara-o a examinar os fundamentos da sua teoria das moléstias cerebrais, teoria que excluía do domínio da razão todos os casos em que o equilíbrio das faculdades não fosse perfeito e absoluto; 3.º, que desse exame e do fato estatístico resultara para ele a convicção de que a verdadeira doutrina não era aquela, mas a oposta, e, portanto, que se devia admitir como normal e exemplar o desequilíbrio das faculdades, e como hipóteses patológicas todos os casos em que aquele equilíbrio fosse ininterrupto; 4.º, que, à vista disso, declarava à câmara que ia dar liberdade aos reclusos da Casa Verde e agasalhar nela as pessoas que se achassem nas condições agora expostas; 5.º, que, tratando de descobrir a verdade científica, não se pouparia a esforços de toda a natureza, esperando da câmara igual dedicação; 6.º, que restituía à câmara e aos particulares a soma do estipêndio recebido pelo alojamento dos supostos loucos, descontada a parte efetivamente gasta com a alimentação, roupa etc.; o que a câmara mandaria verificar nos livros e arcas da Casa Verde.

O assombro de Itaguaí foi grande; não foi menor a alegria dos parentes e amigos dos reclusos. Jantares, danças, luminárias, músicas, tudo houve para celebrar tão fausto acontecimento. Não descrevo as festas por não interessarem ao nosso propósito; mas foram esplêndidas, tocantes e prolongadas.

E vão assim as coisas humanas! No meio do regozijo produzido pelo ofício de Simão Bacamarte, ninguém advertia na frase final do § 4.º, uma frase cheia de experiências futuras.

Machado de Assis. O alienista. In: 50 contos. São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 71-2.

No que concerne ao fragmento do conto de Machado de Assis apresentado, ao conjunto de sua obra e à sua relação com os elementos constitutivos da literatura brasileira, assim como às suas estruturas lingüísticas e ao contexto histórico de sua produção, julgue os itens a seguir.

Os habitantes de Itaguaí, ao aprovarem o ofício na câmara e se alegrarem com a libertação dos reclusos, confirmam, sem o saberem, a teoria do alienista de que as pessoas equilibradas é que deveriam ocupar o lugar dos loucos na Casa Verde.

 

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3525025 Ano: 2008
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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O assombro de Itaguaí

E agora prepare-se o leitor para o mesmo assombro em que ficou a vila, ao saber um dia que os loucos da Casa Verde iam todos ser postos na rua.

4 — Todos?

— Todos.

É impossível; alguns, sim, mas todos...

— Todos. Assim o disse ele no ofício que mandou hoje de manhã à câmara. De fato, o alienista oficiara à câmara expondo: 1.º, que verificara das estatísticas da vila e da Casa Verde que quatro quintos da população estavam aposentados naquele estabelecimento; 2.º, que esta deslocação de população levara-o a examinar os fundamentos da sua teoria das moléstias cerebrais, teoria que excluía do domínio da razão todos os casos em que o equilíbrio das faculdades não fosse perfeito e absoluto; 3.º, que desse exame e do fato estatístico resultara para ele a convicção de que a verdadeira doutrina não era aquela, mas a oposta, e, portanto, que se devia admitir como normal e exemplar o desequilíbrio das faculdades, e como hipóteses patológicas todos os casos em que aquele equilíbrio fosse ininterrupto; 4.º, que, à vista disso, declarava à câmara que ia dar liberdade aos reclusos da Casa Verde e agasalhar nela as pessoas que se achassem nas condições agora expostas; 5.º, que, tratando de descobrir a verdade científica, não se pouparia a esforços de toda a natureza, esperando da câmara igual dedicação; 6.º, que restituía à câmara e aos particulares a soma do estipêndio recebido pelo alojamento dos supostos loucos, descontada a parte efetivamente gasta com a alimentação, roupa etc.; o que a câmara mandaria verificar nos livros e arcas da Casa Verde.

O assombro de Itaguaí foi grande; não foi menor a alegria dos parentes e amigos dos reclusos. Jantares, danças, luminárias, músicas, tudo houve para celebrar tão fausto acontecimento. Não descrevo as festas por não interessarem ao nosso propósito; mas foram esplêndidas, tocantes e prolongadas.

E vão assim as coisas humanas! No meio do regozijo produzido pelo ofício de Simão Bacamarte, ninguém advertia na frase final do § 4.º, uma frase cheia de experiências futuras.

Machado de Assis. O alienista. In: 50 contos. São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 71-2.

No que concerne ao fragmento do conto de Machado de Assis apresentado, ao conjunto de sua obra e à sua relação com os elementos constitutivos da literatura brasileira, assim como às suas estruturas lingüísticas e ao contexto histórico de sua produção, julgue os itens a seguir.

O uso do discurso científico, jurídico e legal, entremeado ao literário, é recurso estético de que se vale o autor para pôr em xeque, por meio da ficção, a realidade social, política e histórica.

 

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3525024 Ano: 2008
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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O assombro de Itaguaí

E agora prepare-se o leitor para o mesmo assombro em que ficou a vila, ao saber um dia que os loucos da Casa Verde iam todos ser postos na rua.

4 — Todos?

— Todos.

É impossível; alguns, sim, mas todos...

— Todos. Assim o disse ele no ofício que mandou hoje de manhã à câmara. De fato, o alienista oficiara à câmara expondo: 1.º, que verificara das estatísticas da vila e da Casa Verde que quatro quintos da população estavam aposentados naquele estabelecimento; 2.º, que esta deslocação de população levara-o a examinar os fundamentos da sua teoria das moléstias cerebrais, teoria que excluía do domínio da razão todos os casos em que o equilíbrio das faculdades não fosse perfeito e absoluto; 3.º, que desse exame e do fato estatístico resultara para ele a convicção de que a verdadeira doutrina não era aquela, mas a oposta, e, portanto, que se devia admitir como normal e exemplar o desequilíbrio das faculdades, e como hipóteses patológicas todos os casos em que aquele equilíbrio fosse ininterrupto; 4.º, que, à vista disso, declarava à câmara que ia dar liberdade aos reclusos da Casa Verde e agasalhar nela as pessoas que se achassem nas condições agora expostas; 5.º, que, tratando de descobrir a verdade científica, não se pouparia a esforços de toda a natureza, esperando da câmara igual dedicação; 6.º, que restituía à câmara e aos particulares a soma do estipêndio recebido pelo alojamento dos supostos loucos, descontada a parte efetivamente gasta com a alimentação, roupa etc.; o que a câmara mandaria verificar nos livros e arcas da Casa Verde.

O assombro de Itaguaí foi grande; não foi menor a alegria dos parentes e amigos dos reclusos. Jantares, danças, luminárias, músicas, tudo houve para celebrar tão fausto acontecimento. Não descrevo as festas por não interessarem ao nosso propósito; mas foram esplêndidas, tocantes e prolongadas.

E vão assim as coisas humanas! No meio do regozijo produzido pelo ofício de Simão Bacamarte, ninguém advertia na frase final do § 4.º, uma frase cheia de experiências futuras.

Machado de Assis. O alienista. In: 50 contos. São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 71-2.

No que concerne ao fragmento do conto de Machado de Assis apresentado, ao conjunto de sua obra e à sua relação com os elementos constitutivos da literatura brasileira, assim como às suas estruturas lingüísticas e ao contexto histórico de sua produção, julgue os itens a seguir.

A figura do alienista e a discussão acerca de doenças constituíram temática inédita na literatura brasileira do século XIX, pois as teorias filosóficas e científicas do positivismo europeu só se fizeram sensíveis, na produção literária nacional, a partir do século XX, com o Modernismo.

 

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3525023 Ano: 2008
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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O assombro de Itaguaí

E agora prepare-se o leitor para o mesmo assombro em que ficou a vila, ao saber um dia que os loucos da Casa Verde iam todos ser postos na rua.

4 — Todos?

— Todos.

É impossível; alguns, sim, mas todos...

— Todos. Assim o disse ele no ofício que mandou hoje de manhã à câmara. De fato, o alienista oficiara à câmara expondo: 1.º, que verificara das estatísticas da vila e da Casa Verde que quatro quintos da população estavam aposentados naquele estabelecimento; 2.º, que esta deslocação de população levara-o a examinar os fundamentos da sua teoria das moléstias cerebrais, teoria que excluía do domínio da razão todos os casos em que o equilíbrio das faculdades não fosse perfeito e absoluto; 3.º, que desse exame e do fato estatístico resultara para ele a convicção de que a verdadeira doutrina não era aquela, mas a oposta, e, portanto, que se devia admitir como normal e exemplar o desequilíbrio das faculdades, e como hipóteses patológicas todos os casos em que aquele equilíbrio fosse ininterrupto; 4.º, que, à vista disso, declarava à câmara que ia dar liberdade aos reclusos da Casa Verde e agasalhar nela as pessoas que se achassem nas condições agora expostas; 5.º, que, tratando de descobrir a verdade científica, não se pouparia a esforços de toda a natureza, esperando da câmara igual dedicação; 6.º, que restituía à câmara e aos particulares a soma do estipêndio recebido pelo alojamento dos supostos loucos, descontada a parte efetivamente gasta com a alimentação, roupa etc.; o que a câmara mandaria verificar nos livros e arcas da Casa Verde.

O assombro de Itaguaí foi grande; não foi menor a alegria dos parentes e amigos dos reclusos. Jantares, danças, luminárias, músicas, tudo houve para celebrar tão fausto acontecimento. Não descrevo as festas por não interessarem ao nosso propósito; mas foram esplêndidas, tocantes e prolongadas.

E vão assim as coisas humanas! No meio do regozijo produzido pelo ofício de Simão Bacamarte, ninguém advertia na frase final do § 4.º, uma frase cheia de experiências futuras.

Machado de Assis. O alienista. In: 50 contos. São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 71-2.

No que concerne ao fragmento do conto de Machado de Assis apresentado, ao conjunto de sua obra e à sua relação com os elementos constitutivos da literatura brasileira, assim como às suas estruturas lingüísticas e ao contexto histórico de sua produção, julgue os itens a seguir.

A mudança de opinião do alienista em relação à validade de sua teoria das moléstias cerebrais indica um traço estético marcante da narrativa machadiana, isto é, a facilidade com que uma verdade pode ser substituída pelo seu oposto quando isso for conveniente.

 

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3525021 Ano: 2008
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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O assombro de Itaguaí

E agora prepare-se o leitor para o mesmo assombro em que ficou a vila, ao saber um dia que os loucos da Casa Verde iam todos ser postos na rua.

4 — Todos?

— Todos.

É impossível; alguns, sim, mas todos...

— Todos. Assim o disse ele no ofício que mandou hoje de manhã à câmara. De fato, o alienista oficiara à câmara expondo: 1.º, que verificara das estatísticas da vila e da Casa Verde que quatro quintos da população estavam aposentados naquele estabelecimento; 2.º, que esta deslocação de população levara-o a examinar os fundamentos da sua teoria das moléstias cerebrais, teoria que excluía do domínio da razão todos os casos em que o equilíbrio das faculdades não fosse perfeito e absoluto; 3.º, que desse exame e do fato estatístico resultara para ele a convicção de que a verdadeira doutrina não era aquela, mas a oposta, e, portanto, que se devia admitir como normal e exemplar o desequilíbrio das faculdades, e como hipóteses patológicas todos os casos em que aquele equilíbrio fosse ininterrupto; 4.º, que, à vista disso, declarava à câmara que ia dar liberdade aos reclusos da Casa Verde e agasalhar nela as pessoas que se achassem nas condições agora expostas; 5.º, que, tratando de descobrir a verdade científica, não se pouparia a esforços de toda a natureza, esperando da câmara igual dedicação; 6.º, que restituía à câmara e aos particulares a soma do estipêndio recebido pelo alojamento dos supostos loucos, descontada a parte efetivamente gasta com a alimentação, roupa etc.; o que a câmara mandaria verificar nos livros e arcas da Casa Verde.

O assombro de Itaguaí foi grande; não foi menor a alegria dos parentes e amigos dos reclusos. Jantares, danças, luminárias, músicas, tudo houve para celebrar tão fausto acontecimento. Não descrevo as festas por não interessarem ao nosso propósito; mas foram esplêndidas, tocantes e prolongadas.

E vão assim as coisas humanas! No meio do regozijo produzido pelo ofício de Simão Bacamarte, ninguém advertia na frase final do § 4.º, uma frase cheia de experiências futuras.

Machado de Assis. O alienista. In: 50 contos. São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 71-2.

No que concerne ao fragmento do conto de Machado de Assis apresentado, ao conjunto de sua obra e à sua relação com os elementos constitutivos da literatura brasileira, assim como às suas estruturas lingüísticas e ao contexto histórico de sua produção, julgue os itens a seguir.

Ao se dirigir ao leitor, o narrador em primeira pessoa, ou seja, o alienista, procura estabelecer contato com o leitor para envolvê-lo na trama da narrativa, o que é um recurso estilístico incomum no realismo de Machado de Assis e ausente também nas obras do Romantismo brasileiro.

 

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3508230 Ano: 2008
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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A vida muda como a cor dos frutos lentamente
e para sempre
A vida muda como a flor em fruto
velozmente
A vida muda como a água em folhas
o sonho em luz elétrica
a rosa desembrulha do carbono
o pássaro, da boca mas
quando for tempo
E é tempo todo tempo mas
não basta um século para fazer a pétala
que um só minuto faz
ou não
mas
a vida muda
a vida muda o morto em multidão

Ferreira Gullar. Toda poesia – Dentro da noite veloz. Rio de Janeiro: José Olympio, 2000, p. 202.

Considerando o poema acima, escrito por Ferreira Gullar, e a amplitude do tema que ele aborda, julgue os itens a seguir.

A poesia de Ferreira Gullar apresenta as mesmas características formais e a mesma temática da poesia de João Cabral de Melo Neto.

 

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3508229 Ano: 2008
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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A vida muda como a cor dos frutos lentamente
e para sempre
A vida muda como a flor em fruto
velozmente
A vida muda como a água em folhas
o sonho em luz elétrica
a rosa desembrulha do carbono
o pássaro, da boca mas
quando for tempo
E é tempo todo tempo mas
não basta um século para fazer a pétala
que um só minuto faz
ou não
mas
a vida muda
a vida muda o morto em multidão

Ferreira Gullar. Toda poesia – Dentro da noite veloz. Rio de Janeiro: José Olympio, 2000, p. 202.

Considerando o poema acima, escrito por Ferreira Gullar, e a amplitude do tema que ele aborda, julgue os itens a seguir.

A poesia brasileira do século XX e do início do século XXI constitui um bloco único de características semelhantes, aglutinado em torno de preceitos rígidos de versificação.

 

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