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Foram encontradas 5.028 questões.

1228620 Ano: 2013
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UNEMAT
Orgão: PM-MT

A questão é baseada no texto a seguir:

“[...] Sem alegria nem cuidado, nosso pai encalcou o chapéu e decidiu um adeus para a gente. Nem falou outras palavras, não pegou matula e trouxa, não fez a alguma recomendação. Nossa mãe, a gente achou que ela ia esbravejar, mas persistiu somente alva de pálida, mascou o beiço e bramou: - ‘Ce vai, ocê fique, você nunca volte!’. Nosso pai suspendeu a resposta. Espiou manso para mim, me acenando de vir também, por uns passos. Temi a ira de nossa mãe, mas obedeci, de vez de jeito. O rumo daquilo me animava, chega que um propósito perguntei: ‘-Pai, o senhor me leva junto, nessa sua canoa?’. Ele só retornou o olhar em mim, e me botou a bênção, com gesto me mandando para trás. Fiz que vim, mas ainda virei, na grota do mato, para saber. Nosso pai entrou na canoa e desamarrou, pelo remar. E a canoa saiu se indo – a sombra dela por igual, feito um jacaré, comprida longa [...]”.

ROSA, João Guimarães. Primeiras estórias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001. p.80.

Em Primeiras estórias, João Guimarães Rosa constrói os seus contos em uma região não especificada, porém identificável, devido à semelhança de acontecimentos inerentes à sua infância e juventude. Há presença de elementos típicos do interior do Brasil, tais como: bichos, plantas, costumes e hábitos, misteres e fainas, descritos de forma minuciosa. Têm lugar também na narrativa dos contos os altos morros, vastos horizontes, amplos rios margeados de brejos, campos extensos de pastoreios e lavouras, em fazendas enormes cheia de animais e superstições.

Identifique, abaixo, a alternativa cujos contos fazem parte de Primeiras estórias.

 

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1228619 Ano: 2013
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UNEMAT
Orgão: PM-MT

A questão é baseada no texto a seguir:

“[...] Sem alegria nem cuidado, nosso pai encalcou o chapéu e decidiu um adeus para a gente. Nem falou outras palavras, não pegou matula e trouxa, não fez a alguma recomendação. Nossa mãe, a gente achou que ela ia esbravejar, mas persistiu somente alva de pálida, mascou o beiço e bramou: - ‘Ce vai, ocê fique, você nunca volte!’. Nosso pai suspendeu a resposta. Espiou manso para mim, me acenando de vir também, por uns passos. Temi a ira de nossa mãe, mas obedeci, de vez de jeito. O rumo daquilo me animava, chega que um propósito perguntei: ‘-Pai, o senhor me leva junto, nessa sua canoa?’. Ele só retornou o olhar em mim, e me botou a bênção, com gesto me mandando para trás. Fiz que vim, mas ainda virei, na grota do mato, para saber. Nosso pai entrou na canoa e desamarrou, pelo remar. E a canoa saiu se indo – a sombra dela por igual, feito um jacaré, comprida longa [...]”.

ROSA, João Guimarães. Primeiras estórias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001. p.80.

O texto, extraído do conto “A terceira margem do rio”, do livro Primeiras estórias, de Guimarães Rosa, revela que a representação social é uma grande articuladora no interior de uma narrativa, transformando-se em um critério para se discutir a sociedade em um país de grande diversidade cultural, como é o caso do Brasil.

A propósito das obras de João Guimarães Rosa, cujo regionalismo se apresenta de forma bastante acentuada, afirma-se que:

 

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1225115 Ano: 2013
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ENEM
Orgão: ENEM
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Mal secreto
Se a cólera que espuma, a dor que mora
N’alma, e destrói cada ilusão que nasce,
Tudo o que punge, tudo o que devora
O coração, no rosto se estampasse;
Se se pudesse, o espírito que chora,
Ver através da máscara da face,
Quanta gente, talvez, que inveja agora
Nos causa, então piedade nos causasse!
Quanta gente que ri, talvez, consigo
Guarda um atroz, recôndito inimigo,
Como invisível chaga cancerosa!
Quanta gente que ri, talvez existe,
Cuja ventura única consiste
Em parecer aos outros venturosa!
CORREIA, R. In: PATRIOTA, M. Para compreender Raimundo Correia. Brasília: Alhambra, 1995.
Coerente com a proposta parnasiana de cuidado formal e racionalidade na condução temática, o soneto de Raimundo Correia reflete sobre a forma como as emoções do indivíduo são julgadas em sociedade. Na concepção do eu lírico, esse julgamento revela que
 

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1214894 Ano: 2013
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: UNESP
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A questão toma por base um fragmento de Glória moribunda, do poeta romântico brasileiro Álvares de Azevedo (1831-1852).

É uma visão medonha uma caveira?
Não tremas de pavor, ergue-a do lodo.
Foi a cabeça ardente de um poeta,
Outrora à sombra dos cabelos loiros.
Quando o reflexo do viver fogoso
Ali dentro animava o pensamento,
Esta fronte era bela. Aqui nas faces
Formosa palidez cobria o rosto;
Nessas órbitas — ocas, denegridas! —
Como era puro seu olhar sombrio!

Agora tudo é cinza. Resta apenas
A caveira que a alma em si guardava,
Como a concha no mar encerra a pérola,
Como a caçoula a mirra incandescente.

Tu outrora talvez desses-lhe um beijo;
Por que repugnas levantá-la agora?
Olha-a comigo! Que espaçosa fronte!
Quanta vida ali dentro fermentava,
Como a seiva nos ramos do arvoredo!
E a sede em fogo das ideias vivas
Onde está? onde foi? Essa alma errante
Que um dia no viver passou cantando,
Como canta na treva um vagabundo,
Perdeu-se acaso no sombrio vento,
Como noturna lâmpada apagou-se?
E a centelha da vida, o eletrismo
Que as fibras tremulantes agitava
Morreu para animar futuras vidas?

Sorris? eu sou um louco. As utopias,
Os sonhos da ciência nada valem.
A vida é um escárnio sem sentido,
Comédia infame que ensanguenta o lodo.
Há talvez um segredo que ela esconde;
Mas esse a morte o sabe e o não revela.
Os túmulos são mudos como o vácuo.
Desde a primeira dor sobre um cadáver,
Quando a primeira mãe entre soluços
Do filho morto os membros apertava
Ao ofegante seio, o peito humano
Caiu tremendo interrogando o túmulo...
E a terra sepulcral não respondia.

( Poesias completas, 1962.)

Do segundo ao último verso da primeira estrofe do poema, revelam-
se características marcantes do Romantismo:

 

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Grupo escolar
Sonhei com um general de ombros largos
que fedia
e que no sonho me apontava a poesia
enquanto um pássaro pensava suas penas
e já sem resistência resistia.
O general acordou e eu que sonhava
face a face deslizei à dura via
vi seus olhos que tremiam, ombros largos,
vi seu queixo modelado a esquadria
vi que o tempo galopando evaporava
(deu para ver qual a sua dinastia)
mas em tempo fixei no firmamento
esta imagem que rebenta em ponta fria:
poesia, esta química perversa,
este arco que desvela e me repõe
nestes tempos de alquimia.
BRITO, A. C. In: HOLLANDA, H. B. (Org.). 26 Poetas Hoje: antologia.
Rio de Janeiro: Aeroplano, 1998.
O poema de Antônio Carlos Brito está historicamente inserido no período da ditadura militar no Brasil. A forma encontrada pelo eu lírico para expressar poeticamente esse momento demonstra que
 

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1207247 Ano: 2013
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFAL
Orgão: UNCISAL
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A literatura brasileira teve um longo processo de formação. Um importante momento desse processo está relacionado a um movimento artístico-literário que ocorreu no País, após a Proclamação da Independência, e foi muito influenciado por esse fato histórico, como se pode perceber nas obras de seus primeiros autores, que visavam elaborar uma literatura genuinamente nacional e exaltavam as belezas brasileiras.

O texto evidencia o

 

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1203677 Ano: 2013
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: DECEx
Orgão: EsPCEx
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Leia os versos abaixo:

“Se não tivermos lãs e peles finas,
podem mui bem cobrir as carnes nossas
as peles dos cordeiros mal curtidas,
e os panos feitos com as lãs mais grossas.
Mas ao menos será o teu vestido
por mãos de amor, por minhas mãos cosido.”

A característica presente na poesia árcade, presente no fragmento acima, é

 

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1198164 Ano: 2013
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFAL
Orgão: UNCISAL
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Poema só para Jaime Ovalle

Quando hoje acordei, ainda fazia escuro

(Embora a manhã já estivesse avançada)

Chovia.

Chovia uma triste chuva de resignação

Como contraste e consolo ao calor tempestuoso da noite.

Então me levantei,

Bebi o café que eu mesmo preparei,

Depois me deitei novamente, acendi um cigarro e fiquei

pensando...

– Humildemente pensando na vida e nas mulheres que amei

BANDEIRA, Manuel. Bandeira de bolso: uma antologia poética. Porto Alegre, RS: L&PM, 2009. p. 113

A partir da leitura do poema, pode

 

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1191707 Ano: 2013
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: DECEx
Orgão: EsPCEx
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Quanto à poesia parnasiana, é correto afirmar que se caracteriza por

 

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1103946 Ano: 2013
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CONPASS
Orgão: Pref. Serra Negra Norte-RN
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Saudades

Tenho saudades de muitas coisas

do meu tempo de menininha:

sentar no colo do meu pai,

ninar boneca sem receios,

chorar de medo da morte da mãe,

sonhar com festa e bolo de aniversário,

cantar com os anjos na igreja,

ouvir as mágicas histórias de vovó,

brincar de pique, de corda e peteca,

acreditar em cegonhas, fadas e bruxas

e sobretudo no Papai Noel.

Será que quando for velhinha,

e já estiver caducando,

vou viver tudo de novo?

(Cantigas de adolescer. São Paulo, 1992. p. 9.)

Considerando o poema “Saudades”, todas as afirmações seguintes são verdadeiras, exceto:
 

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