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Foram encontradas 5.028 questões.

1358104 Ano: 2013
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FUVEST
Orgão: USP
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Considere as seguintes comparações entre Vidas secas, de Graciliano Ramos, e Capitães da areia, de Jorge Amado:
I. Quanto à relação desses livros com o contexto histórico em que foram produzidos, verifica-se que ambos são tributários da radicalização político-ideológica subsequente, no Brasil, à Revolução de 1930.
II. Embora os dois livros comportem uma consciência crítica do valor da linguagem no processo de dominação social, em Vidas secas, essa consciência relaciona-se ao emprego de um estilo conciso e até ascético, o que já não ocorre na composição de Capitães da areia.
III. Por diferentes que sejam essas obras, uma e outra conduzem a um final em que se anuncia a redenção social das personagens oprimidas, em um futuro mundo reconciliado, de felicidade coletiva.
Está correto o que se afirma em
 

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1343903 Ano: 2013
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ITA
Orgão: ITA
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Em uma passagem do romance Lucíola, de José de Alencar, Lúcia e Paulo vão a uma praia em Niterói, local onde ela passou a infância. Podemos afirmar que esta cena
 

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1341150 Ano: 2013
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB

Acocorada junto às pedras que serviam de trempe, a saia de ramagens entalada entre as coxas, sinha Vitória soprava o fogo. Uma nuvem de cinza voou dos tições e cobriu-lhe a cara, a fumaça inundou-lhe os olhos, o rosário de contas brancas e azuis desprendeu-se do cabeção e bateu na panela. Sinha Vitória limpou as lágrimas com as costas das mãos, encarquilhou as pálpebras, meteu o rosário no seio e continuou a soprar com vontade, enchendo muito as bochechas. Labaredas lamberam as achas de angico, esmoreceram, tornaram a levantar-se e espalharam-se entre as pedras. Sinha Vitória aprumou o espinhaço e agitou o abano. Uma chuva de faíscas mergulhou num banho luminoso a cachorra Baleia, que se enroscava no calor e cochilava embalada pelas emanações da comida. Sentindo a deslocação do ar e a crepitação dos gravetos, Baleia despertou, retirou-se prudentemente, receosa de sapecar o pêlo, e ficou observando maravilhada as estrelinhas vermelhas que se apagavam antes de tocar o chão. Aprovou com um movimento de cauda aquele fenômeno e desejou expressar a sua admiração à dona. Chegou-se a ela em saltos curtos, ofegando ergueu-se nas pernas traseiras, imitando gente. Mas sinha Vitória não queria saber de elogios.
– Arreda!
Deu um pontapé na cachorra, que se afastou humilhada e com sentimentos revolucionários.

Graciliano Ramos. Vidas Secas. Rio de Janeiro: Record, 2003.

Considerando a obra Vidas Secas, de Graciliano Ramos, e o fragmento acima, julgue os item seguinte.

O texto pode ser dividido em três partes, tendo em vista a ação dos personagens, conforme a ordem a seguir:

I) apresentação de ações de Baleia;

II) apresentação de ações de sinha Vitória;

III) conflito entre sinha Vitória e Baleia.

 

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1341149 Ano: 2013
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB

Acocorada junto às pedras que serviam de trempe, a saia de ramagens entalada entre as coxas, sinha Vitória soprava o fogo. Uma nuvem de cinza voou dos tições e cobriu-lhe a cara, a fumaça inundou-lhe os olhos, o rosário de contas brancas e azuis desprendeu-se do cabeção e bateu na panela. Sinha Vitória limpou as lágrimas com as costas das mãos, encarquilhou as pálpebras, meteu o rosário no seio e continuou a soprar com vontade, enchendo muito as bochechas. Labaredas lamberam as achas de angico, esmoreceram, tornaram a levantar-se e espalharam-se entre as pedras. Sinha Vitória aprumou o espinhaço e agitou o abano. Uma chuva de faíscas mergulhou num banho luminoso a cachorra Baleia, que se enroscava no calor e cochilava embalada pelas emanações da comida. Sentindo a deslocação do ar e a crepitação dos gravetos, Baleia despertou, retirou-se prudentemente, receosa de sapecar o pêlo, e ficou observando maravilhada as estrelinhas vermelhas que se apagavam antes de tocar o chão. Aprovou com um movimento de cauda aquele fenômeno e desejou expressar a sua admiração à dona. Chegou-se a ela em saltos curtos, ofegando ergueu-se nas pernas traseiras, imitando gente. Mas sinha Vitória não queria saber de elogios.
– Arreda!
Deu um pontapé na cachorra, que se afastou humilhada e com sentimentos revolucionários.

Graciliano Ramos. Vidas Secas. Rio de Janeiro: Record, 2003.

Considerando a obra Vidas Secas, de Graciliano Ramos, e o fragmento acima, julgue os item seguinte.

Como autor do regionalismo, Graciliano Ramos preocupa-se em empregar no seu texto uma linguagem literária sempre muito próxima da fala do sertanejo.

 

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1334315 Ano: 2013
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Leia os seguintes fragmentos.
Texto 1
Afora este malandro, tinham a Zilda, então nos dezessete, menina galante, porém sentimental mais do que manda a razão e pede o sossego dos pais. Era um ler Escrich, a rapariga, e um cismar amores de Espanha... [...]
Pobres castelos! Nada há mais triste que estes repentinos desmoronamentos de ilusões. [...] Quanto a Zilda, o desastre operou como um pé de vento através da paineira florida. Caiu de cama, febricitante. Encovaram-se-lhe as faces. Todas as passagens trágicas dos romances lidos desfilaram-lhe na memória; reviu-se na vítima de todos eles. E dias a fio pensou no suicídio. Por fim, habituou-se a essa ideia e continuou a viver. Teve azo de verificar que isso de morrer de amores, só em Escrich.
Monteiro Lobato. O comprador de fazendas. In: _____. Urupês. 13. ed. São Paulo: Brasiliense, 1966.
Texto 2
Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão.
[...]
Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de o ter. Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo, fui passear pela casa, adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não sabia onde guardara o livro, achava-o, abria-o por alguns instantes. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre iria ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar… Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada.
[...]
Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante.
Clarice Lispector. Felicidade clandestina. In: _____. O primeiro beijo e outros contos. São Paulo: Ática, 1996.
Sobre os efeitos da leitura retratados nos fragmentos, afirma-se que
 

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1330283 Ano: 2013
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
A pesquisa e o tratamento estético do folclore também são característicos da obra dos autores gaúchos
 

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1329495 Ano: 2013
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Ao contrastar a literatura árcade e a romântica, é possível observar a permanência da seguinte característica:
 

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1327593 Ano: 2013
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Leia os versos a seguir.
[...]
Se os nobres d’esta terra, empanturrados,
Em Guiné têm parentes enterrados;
E, cedendo a prosápia, ou duros vícios,
Esquecem os negrinhos seus patrícios;
Se mulatos de cor esbranquiçada,
Já se julgam de origem refinada,
E, curvos à mania que os domina,
Desprezam a vovó que é preta-mina:
Não te espantes, ó leitor da novidade,
Pois que tudo no Brasil é raridade! [...]
Luiz Gama. In: DUARTE, Eduardo de Assis (org.). Literatura e afrodescendência no Brasil: antologia crítica. v. 1. Belo Horizonte: UFMG, 2011. p. 141.
Sobre o poema de Luiz Gama, NÃO é correto afirmar que
 

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1327505 Ano: 2013
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Leia o poema que segue.
Drumundana
e agora maria?
o amor acabou
a filha casou
o filho mudou
teu homem foi pra vida
que tudo cria
a fantasia
que você sonhou
apagou
à luz do dia
e agora maria
vai com as outras
vai viver
com a hipocondria
Alice Ruiz. Disponível em: < http://www.releituras.com/aruiz_menu.asp>. Acesso em: 10 set. 2013.
Sobre o poema, é correto afirmar que
 

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1326463 Ano: 2013
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Segundo Koch (2006), “O conceito de texto depende das concepções que se tenha de língua e de sujeito”. Com base nesse postulado, são feitas as seguintes afirmações:
I. Na concepção de língua como representação do pensamento e de sujeito como senhor de seu dizer, o texto é visto como uma representação mental do produtor, que deve ser captada pelo leitor/ouvinte.
II. Na concepção de língua como mero instrumento de comunicação e de sujeito como (pré) determinado pelo sistema, o texto é visto não só como produto da codificação, mas também como espaço de atuação do leitor/ouvinte.
III. Na concepção interacional dialógica de língua, em que os sujeitos são vistos como atores sociais, o texto é considerado lugar de atuação dos interlocutores, sendo o sentido algo (pré) existente à interação.
Está (ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa (s)
 

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