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Foram encontradas 5.028 questões.

2528528 Ano: 2016
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Considerando a análise de Alfredo Bosi acerca do romance brasileiro moderno, segundo o grau crescente de tensão entre o herói e seu mundo, leia as afirmativas e, posteriormente, associe o conceito ao seu excerto correspondente.
1. Tensão mínima. Há conflito, mas este se configura em termos de oposição verbal, sentimental quando muito: as personagens não se destacam visceralmente da estrutura e da paisagem que as condicionam.
2. Tensão crítica. O herói opõe-se e resiste agonicamente às pressões da natureza e do meio social formulando ideologias explícitas ou implícitas acerca de seu mal estar permanente.
3. Tensão interiorizada. O herói não se dispõe a enfrentar a antinomia eu/mundo pela ação, evadindo-se e subjetivando o conflito.
4.Tensão transfigurada. O herói busca ultrapassar o conflito que o constitui existencialmente pela transmutação mítica ou metafísica da realidade.
(BOSI, Alfredo. História Concisa da Literatura Brasileira. São Paulo: Cultrix, 2002.)
A - (...) - Este negro está aqui?
- É, está me fazendo companhia.
- Como é que se tem um negro deste dentro de casa, meu compadre? É mesmo que morar com um porco.
- O pobre tem me ajudado muito. Sinhá me abandonou aqui sozinho, e se não fosse ele, nem sei como me aguentava.
- Compadre, eu não quero lhe dizer coisa nenhuma. Mas mulher só anda mesmo no chicote. Isto de tratar mulher a vela de libra, não é comigo. A minha me adivinha os pensamentos.
- É preciso ter paciência, é preciso ter calma.
- Que calma. Comigo é no duro. (...)
(REGO, José Lins do.Fogo Morto. Rio de Janeiro: José Olympio, 1961, p.436-437).
B - Até hoje permanece certa confusão em torno da morte de Quincas Berro Dágua. Dúvidas por explicar, detalhes absurdos, contradições no depoimento das testemunhas, lacunas diversas. Não há clareza sobre hora, local e frase derradeira. A família, apoiada por vizinhos e conhecidos, mantém-se intransigente na versão da tranquila morte matinal, sem testemunhas, sem aparato, sem frase, acontecida quase vinte horas antes daquela outra propalada e comentada morte na agonia da noite, quando a lua se desfez sobre o mar e aconteceram mistérios na orla do cais da Bahia.(...)
(AMADO, Jorge. A morte e a morte de Quincas Berro Dágua. Rio de Janeiro: Record, 1997, p.1).
C - A noite era uma possibilidade excepcional. Em plena noite fechada de um verão escaldante um galo soltou seu grito fora de hora e uma só vez para alertar o início da subida pela montanha. A multidão embaixo aguardava em silêncio. Ele-ela já estava presente no alto da montanha, e ela estava personalizada no ele e o ele estava personalizado no ela. A mistura andrógina criava um ser tão terrivelmente belo, tão horrorosamente estupefaciente que os participantes não poderiam olhá-lo de uma só vez: assim como uma pessoa vai pouco a pouco se habituando ao escuro e aos poucos enxergando.
(LISPECTOR, Clarice. Onde estivestes de noite. Rio de Janeiro: Rocco, 1999, p.43).
D - Vou contar tudo, prometo que contarei tudo, porque é preciso que alguém saiba como foi. Nem sei por onde começar, estou atordoada e neste instante tenho é vontade de dormir, dormir e só acordar depois que isto tiver passado. Mas antes quero que alguém ouça: enquanto eu estiver contando, talvez explique a mim mesma uma porção de coisas que ainda não entendo, talvez chegue a conclusões que deem um pouco mais de sossego a meu coração.(...)
(TELLES, Lygia Fagundes. Os Mortos. In O cacto vermelho. São Paulo: Editora Brasileira, 1949, p.9).
A correspondência correta entre conceitos e excertos é:
 

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2527680 Ano: 2016
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FACET Concursos
Orgão: Pref. Marcação-PB
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As sentenças abaixo se dispõem a aludir a características do Romantismo, todavia uma delas está INCORRETA. Identifique-a:
 

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2526659 Ano: 2016
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Leia o poema abaixo, para resolução da questão.
Testamento
O que não tenho e desejo
É o que melhor me enriquece.
Tive uns dinheiros - perdi-os...
Tive amores - esqueci-os.
Mas no maior desespero
Rezei: ganhei essa prece.
Vi terras de minha terra.
Por outras terras andei.
Mas o que ficou marcado
No meu olhar fatigado,
Foram terras que inventei.
Gosto muito de crianças:
Não tive um filho de meu.
Um filho!... Não foi de jeito...
Mas trago dentro do peito
Meu filho que não nasceu.
Criou-me, desde menino,
Para arquiteto meu pai.
Foi-se-me um dia a saúde...
Fiz-me arquiteto? Não pude!
Sou poeta menor, perdoai!
Não faço versos de guerra,
Não faço porque não sei.
Mas num torpedo-suicida
Darei de bom grado a vida
Na luta em que não lutei.
Considerando algumas características biográficas e temáticas, identificam-se que os versos acima são de autoria do poeta,
 

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2526181 Ano: 2016
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: STRIX
Orgão: EBMSP
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Mas, como digo, a mais engenhosa de todas as nossas experiências, foi a de Diogo Meireles. Lavrava então na cidade uma singular doença, que consistia em fazer inchar os narizes, tanto e tanto, que tomavam metade e mais da cara do paciente, e não só a punham horrenda, senão que era molesto carregar tamanho peso. Conquanto os físicos da terra propusessem extrair os narizes inchados, para alívio e melhoria dos enfermos, nenhum destes consentia em prestar-se ao curativo, preferindo o excesso à lacuna, e tendo por mais aborrecível que nenhuma outra coisa a ausência daquele órgão. Diogo Meireles, que desde algum tempo praticava a medicina, segundo ficou dito atrás, estudou a moléstia e reconheceu que não havia perigo em desnarigar os doentes, antes era vantajoso por lhes levar o mal, sem trazer fealdade, pois tanto valia um nariz disforme e pesado como nenhum; não alcançou, todavia, persuadir os infelizes ao sacrifício. Então, ocorreu-lhe uma graciosa invenção. Assim foi que, reunindo muitos físicos, filósofos, bonzos, autoridades e povo, comunicou-lhes que tinha um segredo para eliminar o órgão; e esse segredo era nada menos que substituir o nariz achacado por um nariz são, mas de pura natureza metafísica, isto é, inacessível aos sentidos humanos, e contudo tão verdadeiro ou ainda mais do que o cortado; cura esta praticada por ele em várias partes, e muito aceita aos físicos de Malabar. O assombro da assembleia foi imenso, e não menor a incredulidade de alguns, não digo de todos, sendo que a maioria não sabia em que acreditar, pois se lhe repugnava a metafísica do nariz, cedia, entretanto, à energia das palavras de Diogo Meireles, ao tom alto e convencido com que ele expôs e definiu o seu remédio.

ASSIS, Machado de. O Segredo do Bonzo. Papéis Avulsos. Disponível em: <http://www. dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000236.pdf>. Acesso em: 14 set. 2016. Adaptado.

O fragmento do conto “O Segredo do Bonzo”, de Machado de Assis, revela

 

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2526023 Ano: 2016
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: STRIX
Orgão: FBD-BA
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Enunciado 2963171-1

AMARAL, Tarsila do. Operários. 1933. 1 original de arte, óleo sobre tela. Disponível

em: <http://noticias.universia.com.br/destaque/noticia>. Acesso em:10 set. 2016.

A tela de Tarsila do Amaral, artista da primeira geração modernista do Brasil, foi pintada em 1933 e, a partir de uma temática eminentemente social, retrata

 

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2525734 Ano: 2016
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFPR
Orgão: PM-PR
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Considere o parágrafo abaixo, extraído do conto “D. Paula”, que integra a coletânea Várias Histórias, de Machado de Assis:
Já se entende que o outro Vasco, o antigo, também foi moço e amou. Amaram-se, fartaram-se um do outro, à sombra do casamento, durante alguns anos, e, como o vento que passa não guarda a palestra dos homens, não há meio de escrever aqui o que então se disse da aventura. A aventura acabou; foi uma sucessão de horas doces e amargas, de delícias, de lágrimas, de cóleras, de arroubos, drogas várias com que encheram a esta senhora a taça das paixões. D. Paula esgotou-a inteira e emborcou-a depois para não mais beber. A saciedade trouxe-lhe a abstinência, e com o tempo foi esta última fase que fez a opinião. Morreu-lhe o marido e foram vindo os anos. D. Paula era agora uma pessoa austera e pia, cheia de prestígio e consideração.
Sobre Várias Histórias, assinale a alternativa correta.
 

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2525267 Ano: 2016
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
“Lobo da Costa encarnou a boêmia literária no mais alto grau da neurose romântica e do abandono de si mesmo. Se a vida não lhe houvesse dado, desde a juventude, boa cópia de amargores, ele os teria criado, com o sentimento bovarista de que foi pródigo. Andejo como Villon, ressentido como Lord Byron, sentimental como Lamartine, pertenceu-lhes à família, talvez inconscientemente, porque a sua escassa cultura não lhe dava poderes para forçar o parentesco.”
(CESAR, Guilhermino. História da Literatura do Rio Grande do Sul (1737-1902). Porto Alegre: Editora Globo, 1956)
Dentre as características da poesia de Lobo da Costa, apontadas por Guilhermino Cesar, NÃO se encontra
 

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2524948 Ano: 2016
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FACET Concursos
Orgão: Pref. Marcação-PB
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As declarações abaixo são do crítico literário Alfredo Bosi e servirão de base para a questão.
“A poética da novidade tanto no plano das ideias (conceptismo) como no das palavras (cultismo) deságua no efeito retórico-psicológico e na exploração do bizarro. (...) É de esperar que os recursos dessa visão do mundo sejam, na poesia, as figuras: sonoras (aliteração, assonância, eco, onomatopeia...), sintáticas (elipse, inversão, anacoluto, silepse...) e sobretudo semânticas (metáfora, metonímia, sinédoque, antítese, clímax...), enfim todos os processos que reorganizam a linguagem comum em função de uma nova realidade: a obra, o texto, a composição.”
Aponte um autor representativo dessa escola literária, no Brasil:
 

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2524887 Ano: 2016
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
“Material dos mais preciosos para um acompanhamento da movimentação dos nossos críticos na ‘periferia’, ou pelo menos na maior cidade deste quintal que seria o Brasil, como diriam uns, porque mobilizam diferentes ‘funções’ da linguagem, como diriam outros, são elas Clima e Noigandres. Dois periódicos de vida relativamente breve, hoje raridades nas bibliotecas e nas coleções particulares, antes de passarem a sinalizar aqui duas correntes críticas prestigiosas, uma histórico-evolutiva, sensível à ideia de ‘formação’, a outra apoiada numa ‘história sincrônica’, ou num ‘tempo longo’ (como prefeririam os historiadores da vida privada), avessa à questão das origens primeiras, embora não à da originalidade.”
(MOTTA, Leda Tenório da. Quando é “pós-tudo”?. In Sobre a crítica literária brasileira no último meio século. Rio de Janeiro: Imago Editora Ltda, 2002)
Considere as seguintes afirmativas:
I. A revista “Clima” foi lançada em São Paulo, em maio de 1941, e reunia um grupo de rapazes de enorme pendor para a crítica e interesses dos mais diferenciados – teatro, cinema, música, literatura, sociologia, ciências, economia e direito, dentre eles o jovem Afrânio Coutinho. O fim e o programa da revista era criar aqui, e irradiar daqui, da cidade que já não era mais uma província, desde os tempos dos velhos modernistas de 1922, um clima de interesse e de ventilação intelectual.
II. Muito perto de tudo isso no tempo, já a entrada em cena do grupo ligado à revista “Noigandres” – que se lança sem respaldo empresarial nem base universitária, em editora própria, e cujo jornal de acolhida, graças à intermediação de Mario Faustino, outro forasteiro, será o Suplemento do “Jornal do Brasil”, em outra cidade – dá-se a partir de 1950. Ano em que Haroldo de Campos e Décio Pignatari estréiam em livro, numa coleção dos então chamados “Novíssimos”, sob a chancela do Clube de Poesia, domínio editorial da Geração de 45, a que Augusto de Campos já terá escapado, um ano depois, quando saiu seu “O rei menos o reino”.
III. Embora o evidente antagonismo entre as duas prestigiosas correntes críticas, identifica-se uma posição convergente, a qual aponta para um problema insistente na historiografia literária brasileira: o acercamento da origem enquanto origem primeira. Esse problema foi amplamente investigado por Haroldo de Campos, num pequeno volume publicado nos anos 90, intitulado “O Seqüestro do Barroco na Formação da Literatura Brasileira: o caso Gregório de Mattos”, dedicado, em seu ponto mais alto, ao estudo do poeta Gregório de Mattos.
Está (ão) correta (s) apenas a (s) afirmativa (s)
 

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2524735 Ano: 2016
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ITA
Orgão: ITA
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O poema abaixo é de Alcides Villaça.
Bach no céu
Para Manuel Bandeira
Imagino Johann Sebastian Bach entrando no céu:
- Com licença, São Pedro?
- Faz favor, João. Só não repare a bagunça.
(Em: Ondas curtas. São Paulo: Cosac Naify, 2014.)
Dada a explícita relação intertextual entre Bach no céu e Irene no céu, é correto afirmar que
 

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