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Entre as obras sugeridas, está a de Milton Hatoum, como se verifica na imagem a seguir:

Considerando a leitura da obra, assinale a única alternativa em que as informações NÃO são verdadeiras.
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Assinale a alternativa que NÃO se aplica ao movimento realista, sua história, suas características, seus autores e obras.
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TEXTO I
“Meia Pata” inicia um movimento literário criado pelo autor, Ricardo Dantas, denominado de Bioarte. A Bioarte louva os verdadeiros artistas. Os indígenas, que mesmo diante do preconceito, da dor de presenciarem suas terras sendo devastadas, seguem firme na luta pela autenticidade de seus direitos. Os extrativistas, como os seringueiros, massacrados, porém resistentes, que com sangue escorrendo das bandeiras, venceram a opressão e conquistaram uma vida digna. O sertanejo agricultor, que não desiste de rachar o solo cristalizado pela seca, e com mãos e orgulho calejado, segue em frente sem fraquejar. E por fim a Natureza, que compadecida, presencia árvores frondosas, literalmente milagres que fornecem o suporte para milhares de formas de vidas, serem ceifadas, levando para a tumba toda a rede ecológica. A Bioarte exalta a biodiversidade, a pluralidade social e principalmente as interações ecossistêmicas entre cultura e arte [...]
Esse caráter regional ressaltado pelo romance incorpora questões de formação de identidade e raízes históricas de tradições na formação de um povo. A leitura reflexiva dessa obra desenvolve a capacidade de análise e interpretação de textos. Também estimula a identificação das características dos gêneros literários e da estilística. Ao levar o leitor a acompanhar a narrativa de outra pessoa, portanto a partir de outra perspectiva, valoriza a formação dos próprios critérios no leitor.
Disponível em: http://eusouderoraima.com.br/. (Acesso em: 25/07/2016).
Sobre a obra “Meia Pata”, de Ricardo Dantas, avalie:
I - Daniel Silva, protagonista, com uma equipe de trabalhadores formada com mão de obra local, dentre a qual está o velho caçador Xereta e seu filho Ronaldo, um experiente rastreador florestal, adentram a mata fechada, muito traiçoeira e perigosa, visando estudar a biodiversidade amazônica;
II - É um romance autobiográfico que retrata a saga de Daniel Silva e as conquistas entre os povos indígenas de Roraima, consagradas após o casamento com a indígena Iara Parente, uma linda indígena da etnia Wapixana;
III - A obra descreve minuciosamente a experiência vivida por Daniel Silva, na região mais isolada e peculiar da Amazônia, e as vivências de um romance inusitado e místico com Iara Parente, uma linda indígena da etnia Macuxi, além de um embate por luta de território e respeito com a maior predadora da floresta, a onça-pintada;
IV - O argumento do romance “Meia Pata” se passa em Roraima, no final da década de oitenta e conta a saga do biólogo Daniel Silva, que objetiva estudar a maior diversidade ecológica do planeta.
São VERDADEIRAS:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: UNIFESP
Nesta obra, o observador é atraído por uma ideia poética: a de um objeto que assume a substância do material em que se sente à vontade.
(Marcel Paquet. René Magritte: o pensamento tornado visível, 2000. Adaptado.)
Tal comentário aplica-se à seguinte obra do pintor belga René Magritte (1898-1967):
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: UNIFESP
Nesta obra, o autor optou por uma situação narrativa que se define pelo movimento de aproximação e distanciamento da substância sensível da realidade retratada, como forma de solidarizar-se com seus personagens e, ao mesmo tempo, sustentar uma posição crítica rigorosa ante a “desgraça irremediável que os açoita”. Relativiza, assim, a onisciência da terceira pessoa e reconstitui, pela via literária, o hiato entre seu saber de intelectual e a indigência dos retirantes – alteridade que buscou compreender pelo exercício artístico da palavra enxuta e medida. Com a cautela de quem não se permite explicitar significados ou avançar conclusões, o narrador condiciona a narração à expectativa dos personagens, através do uso intensivo do discurso indireto livre, que dá forma à sondagem interior pretendida e singulariza os destinos representados.
(Wander Melo Miranda. “Texto introdutório”. In: Silviano Santiago (org). Intérpretes do Brasil, vol 2, 2000. Adaptado.)
Tal comentário aplica-se à obra
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: UNIFESP
Leia um trecho do “Manifesto do Futurismo” publicado por Filippo Tommaso Marinetti (1876-1944) no ano de 1909.
Nós cantaremos as grandes multidões movimentadas pelo trabalho, pelo prazer ou pela revolta; as marés multicoloridas e polifônicas das revoluções nas capitais modernas; a vibração noturna dos arsenais e dos estaleiros sob suas luas elétricas; as estações glutonas comedoras de serpentes que fumam; as usinas suspensas nas nuvens pelos barbantes de suas fumaças; os navios aventureiros farejando o horizonte; as locomotivas de grande peito, que escoucinham os trilhos, como enormes cavalos de aço freados por longos tubos, e o voo deslizante dos aeroplanos, cuja hélice tem os estalos da bandeira e os aplausos da multidão entusiasta.
(Apud Gilberto Mendonça Teles. Vanguarda europeia e modernismo brasileiro, 1992. Adaptado.)
Em consonância com este preceito do Futurismo estão os seguintes versos, extraídos da produção poética de Fernando Pessoa (1888-1935):
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: UNIFESP
Caracterizou-o sempre um sincero amor pelas coisas de sua terra, pela sua gente, e se existe obra que possa ser chamada de brasileira, é a dele. Se seus assuntos eram o homem e a terra do Brasil, apanhados no Norte, no Sul, no Centro, a forma por que os explorava era também brasileira, pela sintaxe que empregava e pelos modismos que introduzia. O Brasil do campo e o das cidades está presente em sua obra, assim como o homem da sociedade, o homem da rua e o trabalhador rural. Abarcou os aspectos mais variados da nossa sensibilidade e da nossa formação, constituindo sua obra um painel a que nada falta, inclusive o índio, que nela tem participação considerável.
(José Paulo Paes e Massaud Moisés (orgs). Pequeno dicionário de literatura brasileira, 1980. Adaptado.)
Tal comentário refere-se ao escritor
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: UNIFESP
Predomina neste movimento uma tônica mais cosmopolita, intimamente ligada às modas literárias da Europa, desejando pertencer ao mesmo passado cultural e seguir os mesmos modelos, o que permitiu incorporar os produtos intelectuais da colônia inculta ao universo das formas superiores de expressão. Ao lado disso, tal movimento continuou os esboços particularistas que vinham do passado local, dando importância relevante tanto ao índio e ao contato de culturas, quanto à descrição da natureza, mesmo que fosse em termos clássicos.
(Antonio Candido. Iniciação à literatura brasileira, 2010. Adaptado.)
Tal comentário refere-se ao seguinte movimento literário brasileiro:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: UNIFESP
Leia o soneto “A uma dama dormindo junto a uma fonte”, do poeta barroco Gregório de Matos (1636-1696).
À margem de uma fonte, que corria,
Lira doce dos pássaros cantores
A bela ocasião das minhas dores
Dormindo estava ao despertar do dia.
Mas como dorme Sílvia, não vestia
O céu seus horizontes de mil cores;
Dominava o silêncio entre as flores,
Calava o mar, e rio não se ouvia.
Não dão o parabém à nova Aurora
Flores canoras, pássaros fragrantes,
Nem seu âmbar respira a rica Flora.
Porém abrindo Sílvia os dois diamantes,
Tudo a Sílvia festeja, tudo adora
Aves cheirosas, flores ressonantes.
(Poemas escolhidos, 2010.)
No soneto, a seguinte expressão é empregada pelo eu lírico em lugar de sua musa Sílvia:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: UNIFESP
Leia o soneto “A uma dama dormindo junto a uma fonte”, do poeta barroco Gregório de Matos (1636-1696).
À margem de uma fonte, que corria,
Lira doce dos pássaros cantores
A bela ocasião das minhas dores
Dormindo estava ao despertar do dia.
Mas como dorme Sílvia, não vestia
O céu seus horizontes de mil cores;
Dominava o silêncio entre as flores,
Calava o mar, e rio não se ouvia.
Não dão o parabém à nova Aurora
Flores canoras, pássaros fragrantes,
Nem seu âmbar respira a rica Flora.
Porém abrindo Sílvia os dois diamantes,
Tudo a Sílvia festeja, tudo adora
Aves cheirosas, flores ressonantes.
(Poemas escolhidos, 2010.)
Mais recorrente na poesia arcádica, verifica-se neste soneto barroco o recurso, sobretudo, ao seguinte lema latino:
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