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405686 Ano: 2017
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IFB
Orgão: IFB
A seguir, há dois poemas de épocas diferentes: o primeiro, do final do século XIX e o segundo, em meados do século XX. Leia-os, para responder à questão:
Texto 1
A UM POETA
Longe do estéril turbilhão da rua,
Beneditino, escreve! No aconchego
Do claustro, na paciência e no sossego,
Trabalha, e teima, e lima, e sofre, e sua!
Mas que na forma de disfarce o emprego D
o esforço; e a trama viva se construa
De tal modo, que a imagem fique nua,
Rica mas sóbria, como um templo grego.
Não se mostre na fábrica o suplício
Do mestre. E, natural, o efeito agrade,
Sem lembrar os andaimes do edifício:
Porque a Beleza, gêmea da Verdade,
Arte pura, inimiga do artifício,
É a força e a graça na simplicidade.
(BILAC, Olavo. A um poeta. In: CANDIDO, Antonio; CASTELLO, José Aderaldo. Presença da literatura brasileira: do Romantismo ao Realismo. v. II. São Paulo: Difusão Europeia do Livro,1972. p. 254.)
Texto 2
OFICINA IRRITADA
Eu quero compor um soneto duro
como poeta algum ousara escrever.
Eu quero pintar um soneto escuro,
seco, abafado, difícil de ler.
Quero que meu soneto, no futuro,
não desperte em ninguém nenhum prazer.
E que, no seu maligno ar imaturo,
ao mesmo tempo saiba ser, não ser.
Esse meu verbo antipático e impuro
há de pungir, há de fazer sofrer,
tendão de Vênus sob o pedicuro.
Ninguém o lembrará: tiro no muro,
cão mijando no caos, enquanto Arcturo,
claro enigma, se deixa surpreender.
(ANDRADE, Carlos Drummond. Antologia poética. Organizada pelo autor. Rio de Janeiro: José Olímpio, 1983. p. 178.)
Na última estrofe do texto 2, o poeta utiliza-se de duas imagens para expressar o soneto pretendido: “tiro no muro” e “cão mijando no caos”. Indique a alternativa CORRETA quanto ao emprego desse recurso.
 

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405685 Ano: 2017
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IFB
Orgão: IFB

Leia o texto para responder à questão.

“- Não! exclamou ele. Tu não podes morrer.

A menina sorriu docemente.

- Olha! Disse ela com a sua voz maviosa, a água sobe, sobe...

- Que importa! Peri vencerá a água, como venceu a todos os teus inimigos.

- Se fosse um inimigo, tu o vencerias, Peri. Mas é Deus... É o seu poder infinito!

- Tu não sabes? Disse o índio como inspirado pelo seu amor ardente, o Senhor do céu manda, às vezes, àqueles a quem ama um bom pensamento.”

Com base em conhecimentos sobre a ficção literária produzida na primeira metade do século XIX, assinale “V” (VERDADEIRO) ou “F” (FALSO) em cada afirmação referente ao excerto acima.
( ) Trata-se de um fragmento da obra O Guarani, escrito por José de Alencar, que apresenta marcas do passadismo colonial e da figura idealizadora de herói. ( ) A idealização do índio como figura nacional segue um modelo europeizado, materializando-se em Peri, o destemido índio, que faz o possível e o impossível para proteger Cecília. ( ) Peri, protagonista do romance Ubirajara, de José de Alencar, apresenta características morais e comportamentos que se assemelham a um herói medieval europeu. ( ) Peri, herói romântico, expressa uma ruptura com a figura do herói Árcade, pois aquele se assemelha a guerreiros medievais e este se inspira em heróis clássicos. ( ) Peri seria não só representante da grande nação tupi-guarani, como também o símbolo do autóctone brasileiro, mas é apresentado pelo autor de forma aculturada e submissa à moça que salva.
Marque a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo:
 

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405684 Ano: 2017
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IFB
Orgão: IFB
CATAR FEIJÃO
Catar feijão se limita com escrever:
jogam-se os grãos na água do alguidar
e as palavras na da folha de papel;
e depois, joga-se fora o que boiar.
Certo, toda palavra boiará no papel,
água congelada, por chumbo seu verbo:
pois para catar esse feijão, soprar nele,
e jogar fora o leve e oco, palha e eco.
2
Ora, nesse catar feijão entra um risco:
o de que entre os grãos pesados entre
um grão qualquer, pedra ou indigesto,
um grão imastigável, de quebrar dente.
Certo não, quando ao catar palavras:
a pedra dá à frase seu grão mais vivo:
obstrui a leitura fluviante, flutual,
açula a atenção, isca-a com o risco.
(MELO NETO, João Cabral de. A educação pela pedra e depois. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997.)
Analise o poema “Catar feijão”, de João Cabral de Melo Neto, para, em seguida, marcar a opção CORRETA:
 

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405683 Ano: 2017
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IFB
Orgão: IFB
Todas as afirmações, a seguir, fazem referência a aspectos da poesia parnasiana, exceto uma. Assinale-a.
 

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405682 Ano: 2017
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IFB
Orgão: IFB

Leia o texto e responda à questão.

FIM DE PAPO

Na milésima segunda noite,

Sherazade degolou o sultão.

(SECCHIN, Antônio Carlos. Fim de papo. In: FREIRE, Marcelino (Org.). Os cem menores contos brasileiros do século. São Paulo: Ateliê Editorial, 2004.)

Julgue as afirmações referentes à estrutura oracional que constitui o texto “Fim de papo”: I) Trata-se de um período simples com oração em ordem inversa, havendo deslocamento do termo de valor circunstancial em relação ao fato expresso pelo verbo. II) O processo verbal exige uma atitude de atividade do sujeito e o predicado apresenta como núcleo um verbo significativo que se transmite a outro elemento da oração indiretamente. III) Ao considerar a ordem sintagmática da oração, pode-se observar, na sequência, sintagma nominal (SN¹), sintagma nominal (SN²), sintagma verbal (SV), sintagma nominal (SN³). IV) Na oração, ao assumir a forma passiva, o verbo passa à forma analítica de mesmo tempo e modo, o complemento verbal passa a sujeito e este em agente da passiva.
Assinale a alternativa que contém as afirmativas CORRETAS:
 

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368675 Ano: 2017
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Excelência
Orgão: Pref. Guaratinguetá-SP
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Texto 1
Meus oito anos
“Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!”
(Casimiro de Abreu, “Meus oito anos”)
Texto 2
Meus oito anos
“Oh que saudades que eu tenho
Da aurora de minha vida
Das horas
De minha infância
Que os anos não trazem mais
Naquele quintal de terra!
Da rua de Santo Antônio
Debaixo da bananeira
Sem nenhum laranjais”
(Oswald de Andrade)
Os dois poemas são classificados como:
 

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240758 Ano: 2017
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Excelência
Orgão: Pref. Porto Feliz-SP
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Amor é fogo que arde sem se ver Amor é fogo que arde sem se ver; É ferida que dói e não se sente; É um contentamento descontente; É dor que desatina sem doer;
É um não querer mais que bem querer; É solitário andar por entre a gente; É nunca contentar-se de contente; É cuidar que se ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade; É servir a quem vence o vencedor; É ter com quem nos mata lealdade. Mas como causar pode seu favor Nos corações humanos amizade, Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
Este poeta do classicismo português possui obras que o coloca a altura dos grandes poetas do mundo. Seu poema épico Os Lusíadas divide-se em dez cantos repartidos em oitavas. Esta epopeia tem como tema os feitos dos portugueses: suas guerras e navegações. Dono de um estilo de vida boêmio, este escritor lusitano foi frequentador da Corte, viajou para o Oriente, esteve preso, passou por um naufrágio, foi também processado e terminou em miséria. Seus últimos anos de vida foram na mais completa pobreza. A bagagem literária deixada por ele é de inestimável valor literário. Ele escreveu poesias líricas e épicas, peças teatrais, sonetos que em sua maior parte são verdadeiras.
Assinale a alternativa CORRETA, quanto ao autor citado:
 

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3480840 Ano: 2017
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFRR
Orgão: UFRR
Provas:

Sobre a obra de Raquel de Queiroz – O Quinze – é INCORRETO afirmar que:

Questão Anulada

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2544602 Ano: 2017
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Paisagem

Dorme sob o silêncio o parque. Com descanso,
Aos haustos, aspirando o finíssimo extrato
Que evapora a verdura e que deleita o olfato,
Pelas alas sem fim das árvores avanço.
Ao fundo do pomar, entre as folhas, abstrato
Em cismas, tristemente, um alvíssimo ganso
Escorrega de manso, escorrega de manso
Pelo claro cristal do límpido regato.
Nenhuma ave sequer sobre a macia alfombra
Pousa. Tudo deserto. Aos poucos escurece
A campina, a rechã sob a noturna sombra.
E enquanto o ganso vai, abstrato em cismas, pelas
Selvas adentro entrando, a noite desce, desce...
E espalham-se no céu camândulas* de estrelas...

* rosário de contas grossas

Francisca Júlia. Paisagem. Internet: <www.dominiopublico.org.br> (com adaptações).

Considerando o poema Paisagem, da poeta brasileira Francisca Júlia, publicado em 1895, julgue o item a seguir.

No poema, a representação do anoitecer indica a passagem do tempo, como comprova a estrofe final, na qual versos primordialmente narrativos sobressaem à meditação sobre o espaço do parque.

Questão Anulada

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1884200 Ano: 2017
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IF-SUL
Orgão: IF-SUL
Provas:
Em Versos, sons e ritmos, Norma Goldstein (2006) efetua uma exposição didática dos principais recursos sonoros e figurativos empregados no processo de composição poemática. Para exemplificar diferentes possibilidades associadas ao uso da rima, a autora analisa as estrofes a seguir, retiradas de poemas elaborados por autores canônicos da literatura brasileira:
A instabilidade das cousas do mundo
Gregório de Matos
Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,
Depois da Luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.
Um Beijo
Olavo Bilac
Foste o beijo melhor da minha vida,
ou talvez o pior...Glória e tormento,
contigo à luz subi do firmamento,
contigo fui pela infernal descida!
Poemeto irônico
Manuel Bandeira
O que tu chamas tua paixão,
É tão somente curiosidade
E os teus desejos ferventes vão
Batendo asas na irrealidade.
Examinando os excertos acima à luz das considerações da autora, é INCORRETO afirmar:
Questão Anulada e Desatualizada

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