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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFRR
Orgão: EAGRO-UFRR
“Ilustre dama, no fim de dois meses, achou-se a mais desgraçada das mulheres; caiu em profunda melancolia, ficou amarela, magra, comia pouco e suspirava a cada canto. (...) Um dia, ao jantar, como lhe perguntasse o marido o que é que tinha, respondeu tristemente que nada; depois atreveu-se um pouco, e foi ao ponto de dizer que se considerava tão viúva como dantes. E acrescentou:
—Quem diria nunca que meia dúzia de lunáticos...
(...)
—Consinto que vás dar um passeio ao Rio de Janeiro. D. Evarista sentiu faltar-lhe o chão debaixo dos pés. Nunca dos nuncas vira o Rio de Janeiro (...). Ver o Rio de Janeiro, para ela, equivalia ao sonho do hebreu cativo.
(...)
—Oh! mas o dinheiro que será preciso gastar! suspirou D. Evarista sem convicção.
—Que importa? Temos ganho muito, disse o marido. Ainda ontem o escriturário prestou-me contas. Queres ver?
E levou-a aos livros. D. Evarista ficou deslumbrada. Era uma via-láctea de algarismos. E depois levou-a às arcas, onde estava o dinheiro.
Deus! eram montes de ouro, eram mil cruzados sobre mil cruzados, dobrões sobre dobrões; era a opulência. Enquanto ela comia o ouro com os seus olhos negros, o alienista fitava-a, e dizia-lhe ao ouvido com a mais pérfida das alusões:
—Quem diria que meia dúzia de lunáticos...”
Nesse trecho da narrativa, o alienista repetiu a frase que a esposa dissera no início do diálogo. Pelo contexto e pela leitura do conto, pode-se afirmar que a frase, quando repetida pelo marido ao final da conversa, teve o sentido de:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFRR
Orgão: EAGRO-UFRR
Leitura obrigatória de “A terceira margem do rio”, de Guimarães Rosa e de “O Alienista”, de Machado de Assis:
Sobre “O Alienista”, de Machado de Assis, leia a seguinte afirmação: O protagonista da história é o Dr. , um médico psiquiatra que constrói um manicômio chamado , uma das casas mais bonitas da cidade de .
As respostas que preenchem satisfatoriamente as lacunas, de acordo com o enredo do conto de Machado de Assis, respectivamente, são:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFRR
Orgão: EAGRO-UFRR
Leitura obrigatória de “A terceira margem do rio”, de Guimarães Rosa e de “O Alienista”, de Machado de Assis:
No desfecho da narrativa de “A terceira margem do rio”, de Guimarães Rosa, o narrador, já depois de certa idade, vai até a margem do rio propor uma troca de lugar com o pai, mas nesse momento:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFRR
Orgão: EAGRO-UFRR
Leitura obrigatória de “A terceira margem do rio”, de Guimarães Rosa e de “O Alienista”, de Machado de Assis:
Dos trechos abaixo, transcritos de “A terceira margem do rio”, de Guimarães Rosa, aquele que mais se associa diretamente com o título do conto é:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFRR
Orgão: EAGRO-UFRR
Leitura obrigatória de “A terceira margem do rio”, de Guimarães Rosa e de “O Alienista”, de Machado de Assis:
Sobre o conto “A terceira margem do rio”, de Guimarães Rosa, leia o trecho para responder a questão:
“...depositei num oco de pedra do barranco, a salvo de bicho mexer e a seco de chuva e orvalho. Isso, que fiz, e refiz, sempre, tempos a fora. Surpresa que mais tarde tive: que nossa mãe sabia desse meu encargo, só se encobrindo de não saber...”
O trecho refere-se ao momento da narrativa em que:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: PUC-SP
Orgão: FICSAE
Mas ... Houve um pequeno engano, um
contratempo de última hora, que veio
pôr dois bons sujeitos, pacatíssimos e
pacíficos, num jogo dos demônios, numa
comprida complicação.
O trecho acima faz parte do conto “Duelo”, uma das narrativas de Sagarana, de João Guimarães Rosa. Essa narrativa, como um todo, apresenta
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: PUC-SP
Orgão: FICSAE
Jacinto, personagem de A Cidade e as Serras, deixa Paris e vai para Tormes, em Portugal. Lá vive em contato com o campo, em uma quinta herdada de seus ancestrais. Sua presença desperta curiosidade e suas ações contribuem para
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: PUC-SP
Orgão: FICSAE
O pior é que era coxa. Uns olhos tão lúcidos, uma boca tão fresca, uma compostura tão senhoril; e coxa! Esse contraste faria suspeitar que a natureza é às vezes um imenso escárnio. Por que bonita, se coxa? Por que coxa, se bonita? Tal era a pergunta que eu vinha fazendo a mim mesmo ao voltar para casa, de noite, sem atinar com a solução do enigma. O melhor que há, quando se não resolve um enigma, é sacudi-lo pela janela fora; foi o que eu fiz; lancei mão de uma toalha e enxotei essa outra borboleta preta, que me adejava no cérebro.
O trecho acima integra o romance Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis. Dele, e compreendendo a obra como um todo, pode-se afirmar que alude à personagem
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: PUC-SP
Orgão: FICSAE
A alegria ainda morou na cabana, todo o tempo que as espigas de milho levaram para amarelecer. Uma alvorada, caminhava o cristão pela borda do mar. Sua alma estava cansada.
O colibri sacia-se de mel e perfume; depois adormece em seu branco ninho de cotão, até que volta no outro ano a lua das flores. Como o colibri, a alma do guerreiro também satura-se de felicidade, e carece de sono e repouso. A caça e as excursões pelas montanhas em companhia do amigo, as carícias da terna esposa que o esperavam na volta, e o doce carbeto no copiar da cabana, já não acordavam nele as emoções de outrora. Seu coração ressonava.
Quando Iracema brincava pela praia, os olhos do guerreiro retiravam-se dela para se estenderem pela imensidade dos mares.
Viram umas asas brancas, que adejavam pelos campos azuis. Conheceu o cristão que era uma grande igara de muitas velas, como construíam seus irmãos; e a saudade da pátria apertou-lhe no seio.
O trecho acima integra o romance Iracema, de José de Alencar. Dele não se pode afirmar que
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: PUC-SP
Orgão: FICSAE
A MÁQUINA DO MUNDO
E como eu palmilhasse vagamente
uma estrada de Minas, pedregosa,
e no fecho da tarde um sino rouco
se misturasse ao som de meus sapatos
que era pausado e seco; e aves pairassem
no céu de chumbo, e suas formas pretas
lentamente se fossem diluindo
na escuridão maior, vinda dos montes
e de meu próprio ser desenganado,
a máquina do mundo se entreabriu
para quem de a romper já se esquivava
e só de o ter pensado se carpia.
( ... )
O trecho ao lado integra um poema maior da obra Claro Enigma, de Carlos Drummond de Andrade. Considerando o poema como um todo, NÃO É CORRETO afirmar que
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