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1924959 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: QUADRIX
Orgão: SESC-DF
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Pelas precedentes considerações se manifesta que não é ofício do poeta narrar o que aconteceu; é, sim, o de representar o que poderia acontecer, quer dizer: o que é possível segundo a verossimilhança e a necessidade. Com efeito, não diferem o historiador e o poeta, por escreverem verso ou prosa (pois que bem poderiam ser postas em verso as obras de Heródoto, e nem por isso deixariam de ser histórias, se fossem em verso o que eram em prosa), — diferem, sim, em que diz um as coisas que sucederam, e outro as que poderiam suceder.

Aristóteles (tradução de Eudoro de Sousa). Poética. Porto: Casa da Moeda, 1986, p. 50.

O texto acima apresenta uma das primeiras iniciativas no sentido de formular um conceito de literatura a partir de uma das especificidades da linguagem literária que a difere das demais expressões culturais. Sendo assim, assinale a alternativa que apresenta o conceito de literatura com base em uma especificidade da linguagem literária que dialoga com a anunciada no texto de Aristóteles.

 

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1913865 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: URCA
Orgão: Pref. Porteiras-CE
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TEXTO I

José

E agora, José?

A festa acabou,

a luz apagou,

o povo sumiu,

a noite esfriou,

e agora, José?

e agora, você?

Você que é sem nome,

que zomba dos outros,

você que faz versos,

que ama, protesta?

E agora, José?


Está sem mulher,

está sem discurso,

está sem carinho,

já não pode beber,

já não pode fumar,

cuspir já não pode,

a noite esfriou,

o dia não veio,

o bonde não veio,

o riso não veio,

não veio a utopia

e tudo acabou

e tudo fugiu

e tudo mofou,

e agora, José?


E agora, José?

Sua doce palavra,

seu instante de febre,

sua gula e jejum,

sua biblioteca,

sua lavra de ouro,

seu terno de vidro,

sua incoerência,

seu ódio - e agora?


Com a chave na mão

quer abrir a porta,

não existe porta;

quer morrer no mar,

mas o mar secou;

quer ir para Minas,

Minas não há mais.

José, e agora?


Se você gritasse,

se você gemesse,

se você tocasse

a valsa vienense,

se você dormisse,

se você cansasse,

se você morresse...

Mas você não morre,

você é duro, José!


Sozinho no escuro

qual bicho-do-mato,

sem teogonia,

sem parede nua

para se encostar,

sem cavalo preto

que fuja a galope,

você marcha, José!

José, para onde?

(Carlos Drummond de Andrade; Poesias -1942. Adap)

Observe a primeira estrofe e marque a opção correta:

 

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1913859 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: URCA
Orgão: Pref. Porteiras-CE
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TEXTO I

José

E agora, José?

A festa acabou,

a luz apagou,

o povo sumiu,

a noite esfriou,

e agora, José?

e agora, você?

Você que é sem nome,

que zomba dos outros,

você que faz versos,

que ama, protesta?

E agora, José?


Está sem mulher,

está sem discurso,

está sem carinho,

já não pode beber,

já não pode fumar,

cuspir já não pode,

a noite esfriou,

o dia não veio,

o bonde não veio,

o riso não veio,

não veio a utopia

e tudo acabou

e tudo fugiu

e tudo mofou,

e agora, José?


E agora, José?

Sua doce palavra,

seu instante de febre,

sua gula e jejum,

sua biblioteca,

sua lavra de ouro,

seu terno de vidro,

sua incoerência,

seu ódio - e agora?


Com a chave na mão

quer abrir a porta,

não existe porta;

quer morrer no mar,

mas o mar secou;

quer ir para Minas,

Minas não há mais.

José, e agora?


Se você gritasse,

se você gemesse,

se você tocasse

a valsa vienense,

se você dormisse,

se você cansasse,

se você morresse...

Mas você não morre,

você é duro, José!


Sozinho no escuro

qual bicho-do-mato,

sem teogonia,

sem parede nua

para se encostar,

sem cavalo preto

que fuja a galope,

você marcha, José!

José, para onde?

(Carlos Drummond de Andrade; Poesias -1942. Adap)

De acordo com as ideias expostas pelo poeta, José poderia modificar o seu destino; tais sugestões estão expostas:

 

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1892461 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Instituto Acesso
Orgão: SEDUC-AM
Popularizada em feiras livres da Região Nordeste do Brasil, onde seus folhetos impressos em papel pardo adornados por xilogravuras ficavam expostos em varais, a literatura de cordel também pode ser acessada via internet. Uma das principais fontes para tal é a Fundação Casa de Rui Barbosa, localizada no Rio de Janeiro. Repositório de literatura popular desde 1989, o órgão disponibilizou parte do acervo de 9 mil folhetos em um site especialmente construído para facilitar o acesso remoto. Segundo Dilza Ramos Bastos, chefe de Serviço de Biblioteca da instituição, o trabalho começou em 2001. Inicialmente, a ideia era divulgar o material por meio de CDs e, depois, migrou para a rede. A digitalização foi uma medida importante para a preservação do próprio acervo, que passou a ser menos manipulado por pesquisadores. "Nós diminuímos a manipulação e facilitamos o acesso à informação visual do texto e das ilustrações", explica. "Hoje são raros os casos em que precisamos dar acesso direto ao documento."
[...]
Para o presidente da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, Gonçalo Ferreira da Silva, todos os meios de comunicação acabam se constituindo como novos espaços de produção e divulgação dos cordéis. "Muita gente pensou no início que o rádio de pilha acabaria com a literatura de cordel. Pelo contrário, ele serviu como veículo de divulgação para os cordelistas e repentistas", reflete o cordelista nascido na cidade cearense de Ipu, em 1937.
Fonte: Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/educacao/cordel-digital Acesso em: 20 maio 2018.
Enunciado 1892461-1
A preservação de um acervo cultural por meio de digitalização abre espaço para uma divulgação maior desse acervo.
Acerca de tal iniciativa, só NÃO é válido afirmar que:
 

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De acordo com BAKHTIN, analisar a sentença abaixo:
A palavra, ou seja, o signo, é interindividual. Tudo que é dito, explícito, é situado fora da “alma”, fora do emissor não lhe pertence com exclusividade (1ª parte). O autor não tem seus direitos permanentes sobre a palavra e o ouvinte tem seus direitos, e todos aqueles das quais as vozes soam na palavra não têm seus direitos (2ª parte).
 

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Segundo KOCH, analisar os itens abaixo:
I - A leitura é uma atividade de compreensão de ideias do autor, não interessando os conhecimentos e as experiências do leitor.
II - No ponto de vista de língua como código para instrumento de comunicação, o texto é considerado como mero produto de codificação de um emissor a ser decodificado pelo leitor/ouvinte.
 

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Segundo GONZAGA, assinalar a alternativa que preenche as lacunas abaixo CORRETAMENTE:
O Romantismo, reflexo da nascente ordem social, centrava-se na glorificação do particular, do singular, do íntimo, daquilo que diferencia uma pessoa da outra. O ____________ e o(a) ____________ eram as duas faces distintas da mesma moeda: o eu.
 

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Considerando-se GONZAGA, assinalar a alternativa CORRETA:
 

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Considerando-se CALVET, assinalar a alternativa que preenche as lacunas abaixo CORRETAMENTE:
Tem-se de um lado um conjunto de variáveis ___________, todas as que a análise permite descobrir, e de outro um conjunto de ___________, todas as que uma teoria sociológica permite isolar.
 

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Em relação a SAUSSURE, assinalar a alternativa que preenche as lacunas abaixo CORRETAMENTE:
Chama-se __________ a combinação do conceito e da imagem acústica. Propõe-se a conservar esse termo para designar o total, e a substituir conceito e imagem acústica, respectivamente, por __________ e __________.
 

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