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3093919 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: UNIFESP
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Leia o poema “Sou um evadido”, do escritor português Fernando Pessoa, para responder à questão:

Sou um evadido.

Logo que nasci

Fecharam-me em mim,

Ah, mas eu fugi.

Se a gente se cansa

Do mesmo lugar,

Do mesmo ser

Por que não se cansar?

Minha alma procura-me

Mas eu ando a monte1,

Oxalá que ela

Nunca me encontre.

Ser um é cadeia,

Ser eu é não ser.

Viverei fugindo

Mas vivo a valer.

(Obra poética, 1997.)

1 “andar a monte”: andar fugido das autoridades.

“Rima rica” é aquela que ocorre entre palavras de classes gramaticais diferentes, a exemplo do que se verifica

 

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3093918 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: UNIFESP
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Leia o poema “Sou um evadido”, do escritor português Fernando Pessoa, para responder à questão:

Sou um evadido.

Logo que nasci

Fecharam-me em mim,

Ah, mas eu fugi.

Se a gente se cansa

Do mesmo lugar,

Do mesmo ser

Por que não se cansar?

Minha alma procura-me

Mas eu ando a monte1,

Oxalá que ela

Nunca me encontre.

Ser um é cadeia,

Ser eu é não ser.

Viverei fugindo

Mas vivo a valer.

(Obra poética, 1997.)

1 “andar a monte”: andar fugido das autoridades.

Decorre da evasão empreendida pelo eu lírico

 

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3093917 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: UNIFESP
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Leia o poema “Sou um evadido”, do escritor português Fernando Pessoa, para responder à questão:

Sou um evadido.

Logo que nasci

Fecharam-me em mim,

Ah, mas eu fugi.

Se a gente se cansa

Do mesmo lugar,

Do mesmo ser

Por que não se cansar?

Minha alma procura-me

Mas eu ando a monte1,

Oxalá que ela

Nunca me encontre.

Ser um é cadeia,

Ser eu é não ser.

Viverei fugindo

Mas vivo a valer.

(Obra poética, 1997.)

1 “andar a monte”: andar fugido das autoridades.

O eu lírico inclui o leitor em sua argumentação

 

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3093916 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: UNIFESP
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Leia o poema “Sou um evadido”, do escritor português Fernando Pessoa, para responder à questão:

Sou um evadido.

Logo que nasci

Fecharam-me em mim,

Ah, mas eu fugi.

Se a gente se cansa

Do mesmo lugar,

Do mesmo ser

Por que não se cansar?

Minha alma procura-me

Mas eu ando a monte1,

Oxalá que ela

Nunca me encontre.

Ser um é cadeia,

Ser eu é não ser.

Viverei fugindo

Mas vivo a valer.

(Obra poética, 1997.)

1 “andar a monte”: andar fugido das autoridades.

O eu lírico expressa um desejo em:

 

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3093915 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: UNIFESP
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Leia o poema “Sou um evadido”, do escritor português Fernando Pessoa, para responder à questão:

Sou um evadido.

Logo que nasci

Fecharam-me em mim,

Ah, mas eu fugi.

Se a gente se cansa

Do mesmo lugar,

Do mesmo ser

Por que não se cansar?

Minha alma procura-me

Mas eu ando a monte1,

Oxalá que ela

Nunca me encontre.

Ser um é cadeia,

Ser eu é não ser.

Viverei fugindo

Mas vivo a valer.

(Obra poética, 1997.)

1 “andar a monte”: andar fugido das autoridades.

A fuga retratada no poema é uma fuga

 

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3093914 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: UNIFESP
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É com base no mito da Arcádia que erguem suas doutrinas: destruindo a “hidra do mau gosto”, os árcades procuram realizar obra semelhante à dos clássicos antigos. Daí a imitação dos modelos greco-latinos ser a primeira característica a considerar na configuração da estética arcádica.

(Massaud Moisés. A literatura portuguesa, 1992. Adaptado.)

A “hidra do mau gosto” mencionada no texto refere-se ao estilo

 

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3056399 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IBGP
Orgão: UNIPAC
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SONETO DE FIDELIDADE

De tudo ao meu amor serei atento

Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto

Que mesmo em face do maior encanto

Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento

E em seu louvor hei de espalhar meu canto

E rir meu riso e derramar meu pranto

Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure

Quem sabe a morte, angústia de quem vive

Quem sabe a solidão, fim de quem ama.

Eu possa me dizer do amor (que tive):

Que não seja imortal, posto que é chama

Mas que seja infinito enquanto dure.

MORAES, Vinicius de. Antologia Poética. Rio de Janeiro: Editora do Autor,1960, p.96.

Disponível em: <http://www.releituras.com/viniciusm_fidelidade.asp>. Acesso: 12 abril 2018.

Em relação aos recursos sonoros, lexicais e às figuras de linguagem presentes nos textos 2 e 3, assinale a alternativa INCORRETA.

 

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3056398 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IBGP
Orgão: UNIPAC
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SONETO DE FIDELIDADE

De tudo ao meu amor serei atento

Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto

Que mesmo em face do maior encanto

Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento

E em seu louvor hei de espalhar meu canto

E rir meu riso e derramar meu pranto

Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure

Quem sabe a morte, angústia de quem vive

Quem sabe a solidão, fim de quem ama.

Eu possa me dizer do amor (que tive):

Que não seja imortal, posto que é chama

Mas que seja infinito enquanto dure.

MORAES, Vinicius de. Antologia Poética. Rio de Janeiro: Editora do Autor,1960, p.96.

Disponível em: <http://www.releituras.com/viniciusm_fidelidade.asp>. Acesso: 12 abril 2018.

Ao se observar a textualização do discurso poético dos Textos 2 e 3, verifica-se que os dois poemas:

 

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3056397 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IBGP
Orgão: UNIPAC
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Leia este trecho do livro “Dom Casmurro” de Machado de Assis.

Capítulo CXXIII – Olhos de ressaca

Enfim, chegou a hora da encomendação e da partida. Sancha quis despedir-se do marido, e o desespero daquele lance consternou a todos. Muitos homens choravam também, as mulheres todas. Só Capitu, amparando a viúva, parecia vencer-se a si mesma. Consolava a outra, queria arrancá-la dali. A confusão era geral. No meio dela, Capitu olhou alguns instantes para o cadáver tão fixa, tão apaixonadamente fixa, que não admira lhe saltassem algumas lágrimas poucas e caladas...

As minhas cessaram logo. Fiquei a ver as dela; Capitu enxugou-as depressa, olhando a furto para a gente que estava na sala. Redobrou de carícias para a amiga, e quis levá-la; mas o cadáver parece que a retinha também. Momento houve em que os olhos de Capitu fitaram o defunto, quais os da viúva, sem o pranto nem palavras desta, mas grandes e abertos, como a vaga do mar lá fora como se quisesse tragar também o nadador da manhã.

ASSIS, Machado de. Dom Casmurro. São Paulo: Ática, 1994, p.160-161.

Nesse trecho, Machado de Assis:

I. Revela ao leitor a sensação de que a despedida de Sancha do marido foi enternecedora e tocante.

II. Transmite uma impressão pessoal do narrador, ao citar o modo pelo qual Capitu amparava Sancha, a viúva.

III. Emprega o termo “enfim” no início do capítulo para introduzir ideia de intensidade ao trecho.

IV. Utiliza, no título, o termo “ressaca” para fazer alusão ao abatimento demonstrado no semblante da viúva.

Estão CORRETAS as afirmativas:

 

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3052509 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: PUC-SP
Orgão: FICSAE
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Meu coração está apertado de ver tantas marcas no teu rosto, meu filho; essa é a colheita de quem abandona a casa por uma vida pródiga.

– A prodigalidade também existia em nossa casa.

– Como, meu filho?

– A prodigalidade sempre existiu em nossa mesa.

– Nossa mesa é comedida, é austera, não existe desperdício nela, salvo nos dias de festa.

– Mas comemos sempre com apetite.

– O apetite é permitido, não agrava nossa dignidade, desde que seja moderado.

– Mas comemos até que ele desapareça; é assim que cada um em casa sempre se levantou da mesa.

– É para satisfazer nosso apetite que a natureza é generosa, pondo seus frutos ao nosso alcance, desde que trabalhemos por merecê-los. Não fosse o apetite, não teríamos forças para buscar o alimento que torna possível a sobrevivência. O apetite é sagrado, meu filho.

– Eu não disse o contrário, acontece que muitos trabalham, gemem o tempo todo, esgotam suas forças, fazem tudo que é possível, mas não conseguem apaziguar a fome.

– Você diz coisas estranhas, meu filho.

(Lavoura arcaica, 2001.)

“– É para satisfazer nosso apetite que a natureza é generosa, pondo seus frutos ao nosso alcance, desde que trabalhemos por merecê-los.” (9º parágrafo)

Considerado no contexto, o trecho sublinhado expressa ideia de

 

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