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2159067 Ano: 2022
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: AMEOSC
Orgão: Pref. Princesa-SC
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O texto seguinte servirá de base para responder a questão.
Amizade é uma palavra pequenininha
Amizade é uma palavra pequenininha, mas que nunca vem sozinha. Ela dá sempre a mão com o conta comigo, estou aqui, se precisar, me chame, desejo-lhe muita saúde, estou feliz por você, torço por você, se precisar de um ombro, tenho dois, penso em você, gosto de você estou te ouvindo, não te esqueço, mesmo se não nos falamos todos os dias...
Amizade é esse amor misterioso e gostoso do coração dividido e unificado ao mesmo tempo. Quem pode entender que o coração possa amar tanto e tantos?
O coração de um amigo é como um mapa-múndi onde cada um se encontra em algum lugar, mas todos fazem parte do mesmo globo. O coração de um amigo é um bombardeio de sentimentos bons. Diferentes, especiais e importantes, cada um à sua maneira. É como diz a música "Amigo é coisa para se guardar no lado esquerdo do peito."
E são nas diferenças que nos completamos, nas desavenças que aprendemos o perdão, a paciência e a humildade. Ser amigo é saber aceitar que os outros não sejam iguais à gente, mas que os seus valores podem enriquecer ainda mais os que temos e amá-los apesar das diferenças, como se ama uma rosa com espinhos, mas não menos bela.
Sozinho não é quem não tem ninguém; sozinho é quem não tem um amigo. Pouco importa saber em que parte do mundo nossos amigos se encontram se podemos sentir na alma que dentro de nós e dentro deles há um espaço reservado que nada mais poderá preencher. Amizade, doce amizade... se somos dois, unidos seremos um elo forte; se somos muitos, seremos uma corrente que nada poderá vencer.
Autora Letícia Thompson.
http://www.leticiathompson.net/amizade_e_uma _palavra_pequenininha.htm.Adaptado
No trecho: "O coração de um amigo é como um mapa-múndi onde cada um se encontra em algum lugar, mas todos fazem parte do mesmo globo", está presente o sentido figurado que pode ser caracterizado como uma figura de linguagem presente, conhecida como:
 

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2156116 Ano: 2022
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Lajedo-PE
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Analise as afirmativas a seguir:

I. A sinestesia acontece pela associação de sensações por órgãos de sentidos diferentes, como, por exemplo: “Com aqueles olhos frios, disse que não gostava mais da namorada” (a frieza está associada ao tato e não à visão).
II. A hipérbole corresponde ao exagero de uma ideia feito de maneira intencional, como, por exemplo: quase morri de estudar.
III. A metonímia é a omissão de significados de palavras compostas, feita através da substantivação de um verbo no infinitivo. Um exemplo de metonímia pode ser visto em: costumava ler Shakespeare / aprecio a sua voz.

Marque a alternativa CORRETA:
 

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2156115 Ano: 2022
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Lajedo-PE
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Texto para a questão
Grande Sertão: Veredas


Disponível em https://bit.ly/3o5wGdj, consultado em janeiro de 2022. Com adaptações.
A obra “Grande Sertão: Veredas” é um grande romance escrito por Guimarães Rosa, no qual Riobaldo, um exjagunço que, já envelhecido e afastado das funções, põe-se em prosa com um visitante, letrado e urbano, cuja voz não aparece, e que deseja conhecer o sertão mineiro. A obra é narrada em primeira pessoa e Riobaldo é aquele que conta a sua história e a trajetória dos seus pensamentos, refazendo as lembranças dos caminhos percorridos e trazendo à luz novas reminiscências.
De maneira não linear, como no fluxo da memória e das conversas ao pé da fogueira, o narrador conta a história da vingança contra Hermógenes, jagunço traidor, e envereda-se pelo labirinto dos sendeiros que o levaram à jagunçagem, aos recônditos do sertão e a espaços pouco conhecidos do Brasil.
As paisagens por onde transitou Riobaldo apontam marcadamente para os lugares geográficos correspondentes aos estados de Minas Gerais, Goiás e Bahia. Não obstante, o sertão de Rosa, ao mesmo tempo, é e não é real. Não é só sertão geográfico, mas projeção da alma: Grande Sertão: Veredas é a alma de Riobaldo.
Esse sertão é do tamanho do mundo — ali estão os problemas locais, o coronelismo, o jaguncismo, as diferenças sociais. A eles acoplam-se os problemas universais. O sertão de Riobaldo é o palco de sua vida e suas inquietações; todos os episódios que relata são permeados de reflexões sobre o bem e o mal, a guerra e a paz, a alegria e a tristeza, a liberdade e o medo — os paradoxos de que é composta sua própria história e, também, a história de toda a humanidade.
Como nomear e identificar o bem e o mal no sistema jagunço, em que impera a violência e a luta pelo poder? Pelas memórias de Riobaldo, surgem centenas de personagens e informações, inúmeras falas sertanejas, vozes do povo perante uma estrutura de heranças coloniais que não se soluciona.
Também central é o tema do amor, encarnado na personagem de Diadorim, que interpola as lembranças de Riobaldo e que também não se soluciona. Diadorim é colega jagunço de Riobaldo, e em meio a esse universo viril e estruturalmente machista, a homossexualidade não é tolerável. Assim, ao passo em que suscita o desejo de Riobaldo, levanta também o incômodo e a não aceitação do personagem com aquilo que sente. É o conflito, novamente, entre o bem e o mal, em que Diadorim representa o diabólico, aquilo que Riobaldo rejeita, e ao mesmo tempo deseja.
Leia o texto 'Grande Sertão: Veredas' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:

I. A obra “Grande Sertão: Veredas” apresenta ao leitor problemas locais vivenciados por Riobaldo, como o jaguncismo, o coronelismo e as diferenças sociais, de acordo com as informações presentes no texto.
II. O texto em análise afirma que na obra “Grande Sertão: Veredas”, Riobaldo narra a sua história e a trajetória dos seus pensamentos em primeira pessoa. Ainda de acordo com o texto, esse personagem refaz as lembranças dos caminhos percorridos e traz à luz novas reminiscências.
III. O narrador de “Grande Sertão: Veredas” é um ex-jagunço já envelhecido e afastado das suas funções, de acordo com o texto. Na obra, ele se põe em prosa com um visitante que deseja conhecer o sertão mineiro, como fica claro na análise do texto.

Marque a alternativa CORRETA:
 

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2156114 Ano: 2022
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Lajedo-PE
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Texto para a questão

O GUARANI

Disponível em https://bit.ly/3g1TNB1, acesso em 26/01/2022. Trecho adaptado.
A obra “O Guarani” reúne os ingredientes românticos com os quais José de Alencar sabia lidar muito bem. A trama segue duas linhas: a dimensão épica das aventuras e a dimensão lírica das relações amorosas. No primeiro, ganha destaque a construção da nacionalidade, a partir do mito da integração entre colonizado e colonizador. Essa integração é problematizada na história, já que existem os que são permeáveis a ela, como Peri e Ceci, e os que a rejeitam decisivamente, como os aimorés e D. Lauriana.
No plano lírico, há o jogo sentimental das personagens Peri e Ceci, Álvaro e Isabel. Nessas relações, o amor mostra a sua força ao superar todas as barreiras que se opõem à sua realização. Alvos de paixões avassaladoras, Cecília e Isabel se comportam de formas distintas; à pureza da primeira, opõe-se o poder de sedução da segunda. De qualquer maneira, sabe-se que o amor vencerá no final. E sua vitória representa, acima de tudo, o êxito do bem em sua disputa contra o mal.
O maniqueísmo está presente em todas as dimensões do romance. As duas personagens que melhor o encarnam são Peri e Loredano. O primeiro corresponde à típica idealização romântica, concebida nos termos palatáveis para o leitor da época. D. Antônio considera Peri um “cavalheiro português no corpo de um selvagem”, conferindo, dessa forma, um estatuto superior ao índio que se comporta como amigo. De fato, Peri age como um verdadeiro cavaleiro medieval, valorizando a fidalguia, a honradez, a hierarquia e até mesmo a religião, que acaba por abraçar para obter permissão de salvar a amada Ceci. A esses traços, ele acrescenta outro, de fundamental importância para o projeto nacionalista romântico: a ligação com a terra.
Leia o texto 'O GUARANI' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:

I. Cecília e Isabel protagonizam uma paixão avassaladora em “O Guarani”, afirma o texto. Ambas se conhecem na aldeia dos índios Tupinambás e demonstram um elevado poder de sedução em todos os seus encontros, como se pode perceber após a leitura do texto em análise.
II. Na obra “O Guarani”, é possível perceber, no plano lírico, o jogo sentimental das personagens Peri e Ceci, Álvaro e Isabel, de acordo com o texto em análise. Nessas relações, afirma o texto, o amor supera todas as barreiras que se opõem à sua realização.

Marque a alternativa CORRETA:
 

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2156113 Ano: 2022
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Lajedo-PE
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Texto para a questão
Monteiro Lobato

Por Daniela Diana, disponível em https://bit.ly/3IJUqM8. Trecho adaptado.
Como escritor literário, Monteiro Lobato situa-se entre os autores regionalistas do Pré-Modernismo e destaca-se nos gêneros conto e fábula.
Geralmente, o universo retratado pelo escritor são os vilarejos decadentes e as populações do Vale do Paraíba, no momento da crise do plantio do café.
Monteiro Lobato foi um contador de histórias, preso ainda a certos modelos realistas. Dono de um estilo cuidadoso, não perdeu a oportunidade para criticar certos hábitos brasileiros, como a cópia de modelos estrangeiros, nossa submissão ao capitalismo internacional etc. Sua ação, além do círculo literário, como intelectual polêmico, estende-se também ao plano da luta política e social. Moralista e doutrinador, aspirava o progresso material e mental do povo brasileiro.
Com a publicação de “O Escândalo do Petróleo” (1936), Lobato denunciou o jogo de interesses motivados pela extração do petróleo. Com isso, promoveu uma crítica às autoridades brasileiras.
Jeca Tatu
Jeca Tatu, personagem do livro Urupês, é um tipo caipira acomodado e miserável. Com esse personagem, Lobato realizou uma crítica ao Brasil agrário, atrasado, cheio de vícios e vermes.
Com barba por fazer, Jeca Tatu é um homem bastante pobre, desanimado e aparentemente preguiçoso. Ele vive com sua mulher, dois filhos e é sempre acompanhado pelo seu cão. Mais tarde, se descobriu que Jeca Tatu tinha amarelão e, assim, que vivia sem vontade de trabalhar e desanimado em consequência da doença.
Leia o texto 'Monteiro Lobato' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:

I. O texto alega que Monteiro Lobato foi um escritor que cultivou um estilo cuidadoso nas suas obras e, ao mesmo tempo, exerceu a crítica a certos hábitos brasileiros, como a nossa submissão ao capitalismo internacional e a cópia de modelos estrangeiros.
II. Jeca Tatu, de acordo com o texto, é um personagem caracterizado por ser um tipo caipira, muito pobre e acomodado. Esse personagem representa uma crítica de Monteiro Lobato ao Brasil escravagista e dependente da exploração de minerais de baixo valor, afirma a autora.
III. A autora do texto em análise afirma claramente que Monteiro Lobato é um autor regionalista do Pré-Modernismo, com produções de destaque nos gêneros fábula e conto.

Marque a alternativa CORRETA:
 

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2156112 Ano: 2022
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Lajedo-PE
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Texto para a questão
Monteiro Lobato

Por Daniela Diana, disponível em https://bit.ly/3IJUqM8. Trecho adaptado.
Como escritor literário, Monteiro Lobato situa-se entre os autores regionalistas do Pré-Modernismo e destaca-se nos gêneros conto e fábula.
Geralmente, o universo retratado pelo escritor são os vilarejos decadentes e as populações do Vale do Paraíba, no momento da crise do plantio do café.
Monteiro Lobato foi um contador de histórias, preso ainda a certos modelos realistas. Dono de um estilo cuidadoso, não perdeu a oportunidade para criticar certos hábitos brasileiros, como a cópia de modelos estrangeiros, nossa submissão ao capitalismo internacional etc. Sua ação, além do círculo literário, como intelectual polêmico, estende-se também ao plano da luta política e social. Moralista e doutrinador, aspirava o progresso material e mental do povo brasileiro.
Com a publicação de “O Escândalo do Petróleo” (1936), Lobato denunciou o jogo de interesses motivados pela extração do petróleo. Com isso, promoveu uma crítica às autoridades brasileiras.
Jeca Tatu
Jeca Tatu, personagem do livro Urupês, é um tipo caipira acomodado e miserável. Com esse personagem, Lobato realizou uma crítica ao Brasil agrário, atrasado, cheio de vícios e vermes.
Com barba por fazer, Jeca Tatu é um homem bastante pobre, desanimado e aparentemente preguiçoso. Ele vive com sua mulher, dois filhos e é sempre acompanhado pelo seu cão. Mais tarde, se descobriu que Jeca Tatu tinha amarelão e, assim, que vivia sem vontade de trabalhar e desanimado em consequência da doença.
Leia o texto 'Monteiro Lobato' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:

I. A obra “O Escândalo do Petróleo” foi publicada por Monteiro Lobato com o objetivo de desconstruir o jogo de interesses relacionados à extração do petróleo na região Sul do nosso país. A economia ao redor da exploração desse combustível fóssil causou a ampliação do número de brasileiros na linha da miséria, de acordo com a autora do texto.
II. As populações do Vale do Paraíba, os vilarejos decadentes, a crítica a certos hábitos do povo brasileiro e o momento histórico da crise do plantio do café são elementos presentes nas obras de Monteiro Lobato, afirma o texto.
III. Viver desanimado e sem vontade de trabalhar são características do personagem Jeca Tatu, de Monteiro Lobato, causadas por uma doença denominada amarelão, que acomete a todos os moradores de cidades do interior, de acordo com as informações do texto.

Marque a alternativa CORRETA:
 

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2156111 Ano: 2022
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Lajedo-PE
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Texto para a questão
Monteiro Lobato

Por Daniela Diana, disponível em https://bit.ly/3IJUqM8. Trecho adaptado.
Como escritor literário, Monteiro Lobato situa-se entre os autores regionalistas do Pré-Modernismo e destaca-se nos gêneros conto e fábula.
Geralmente, o universo retratado pelo escritor são os vilarejos decadentes e as populações do Vale do Paraíba, no momento da crise do plantio do café.
Monteiro Lobato foi um contador de histórias, preso ainda a certos modelos realistas. Dono de um estilo cuidadoso, não perdeu a oportunidade para criticar certos hábitos brasileiros, como a cópia de modelos estrangeiros, nossa submissão ao capitalismo internacional etc. Sua ação, além do círculo literário, como intelectual polêmico, estende-se também ao plano da luta política e social. Moralista e doutrinador, aspirava o progresso material e mental do povo brasileiro.
Com a publicação de “O Escândalo do Petróleo” (1936), Lobato denunciou o jogo de interesses motivados pela extração do petróleo. Com isso, promoveu uma crítica às autoridades brasileiras.
Jeca Tatu
Jeca Tatu, personagem do livro Urupês, é um tipo caipira acomodado e miserável. Com esse personagem, Lobato realizou uma crítica ao Brasil agrário, atrasado, cheio de vícios e vermes.
Com barba por fazer, Jeca Tatu é um homem bastante pobre, desanimado e aparentemente preguiçoso. Ele vive com sua mulher, dois filhos e é sempre acompanhado pelo seu cão. Mais tarde, se descobriu que Jeca Tatu tinha amarelão e, assim, que vivia sem vontade de trabalhar e desanimado em consequência da doença.
Leia o texto 'Monteiro Lobato' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:

I. Através da sua obra “Jeca Tatu”, Monteiro Lobato criou o estereótipo de boêmio: um indivíduo bastante pobre, com barba por fazer, desanimado e preguiçoso, afirma a autora do texto. Devido a essa crítica social, Lobato enfrentou sérios problemas com as autoridades da sua época, indica o texto.
II. O texto procura ser informativo em relação a certas características de Monteiro Lobato, chegando a declarar que esse escritor brasileiro se manteve preso a certos modelos realistas.
III. O texto procura deixar claro que Monteiro Lobato era um cidadão ativo e crítico, pois, além de escritor, ele foi um forte apoiador dos governos da sua época e estimulou as iniciativas de importação de novas tecnologias de exploração de petróleo.

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2152812 Ano: 2022
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Lajedo-PE
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Analise as afirmativas a seguir:

I. A volta aos padrões clássicos da Antiguidade e do Renascimento; a simplicidade; a poesia bucólica, pastoril; o fingimento poético e o uso de pseudônimos são características do Arcadismo no Brasil.

II. Na obra Vidas Secas, de Graciliano Ramos, os personagens Fabiano e Sinhá Vitória enfrentam grandes dificuldades para sobreviver e criar os filhos em um ambiente que não lhes proporciona grandes oportunidades de mudar de vida.


Marque a alternativa CORRETA:

 

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2152181 Ano: 2022
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SEDUC-AL
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Para muitos escritores [brasileiros] do século XVII e de grande parte do XVIII, a linguagem metafórica e os jogos de argúcia do espírito barroco eram maneiras normais de comunicar a sua impressão a respeito do mundo e da alma. E isto só poderia ser favorecido pelas condições do ambiente, formado de contrastes entre a inteligência do homem culto e o primitivismo reinante, entre a grandeza das tarefas e a pequenez dos recursos, entre a aparência e a realidade. Como a desproporção gera o senso dos extremos e das oposições, esses escritores se adaptaram com vantagem a uma moda literária que lhes permitia empregar ousadamente a antítese, a hipérbole, as distorções mais violentas da forma e do conceito. Para eles, o estilo barroco foi uma linguagem providencial e, por isso, gerou modalidades tão tenazes de pensamento e expressão que, apesar da passagem das modas literárias, muito delas permaneceu como algo congenial ao país.

No Brasil, sobretudo naqueles séculos, esse estilo equivalia a uma visão — graças à qual foi possível ampliar o domínio do espírito sobre a realidade, atribuindo-se sentido alegórico à flora, magia à fauna, grandeza sobre-humana aos atos. Poderoso fator ideológico, ele compensa de certo modo a pobreza dos recursos e das realizações; e, ao dar transcendência às coisas, a fatos e a pessoas, transpõe a realidade local à escala do sonho.

Antonio Candido. Literatura de dois gumes. In: A educação pela noite e outros ensaios. São Paulo: Ática, 1989, p. 168 (com adaptações).

A partir do texto precedente, julgue o item a seguir, considerando as relações entre o estilo barroco e a realidade brasileira do século XVII.

De acordo com o texto, uma das contribuições da literatura barroca para a sociedade da época foi evidenciar que a linguagem figurada e alegórica podia ampliar a compreensão da realidade nacional contraditória.

 

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2152180 Ano: 2022
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SEDUC-AL
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enunciado 1319583-1

Luís Gama. Quem sou eu? In: Sílvio Romero. História da literatura brasileira.

Rio de Janeiro: Garnier, 1888. Internet: <www.brasiliana.usp.br> (com adaptações).


Glossário

Siringa: belíssima ninfa da água na mitologia clássica.

Midas: personagem da mitologia grega, rei da Frígia.

Jove: ou Júpiter, ou Zeus, deus dos deuses e dos homens.

Fauno: deus romano protetor dos pastores e rebanhos.

Plutão: ou Hades, deus que possuía as chaves do reino dos mortos.

A partir do texto do poeta romântico Luís Gama, julgue o seguinte item, quanto à representação literária dos tipos sociais e dos costumes da sociedade burguesa no Brasil do século XIX.

A força satírica do poema está concentrada na desmistificação cômica da presença do racismo em uma sociedade tão miscigenada como a brasileira.

 

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