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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FADURPE
Orgão: CESMAC
| O que há de mais importante em todo tipo de Arte? Literatura ou não? É a aproximação, a comunhão que ela estabelece entre seres humanos, mesmo a distância, mesmo entre mortos e vivos. O tempo não conta para isso. Somos contemporâneos de José de Alencar, de Fernando Pessoa, Shakespeare e de Virgílio. Somos amigos pessoais deles. (...). É. E constitui uma das grandes alegrias da vida. Palavra, música, arte de todas as formas: essas coisas têm sua magia. Ai de quem não a sente. (Carlos Drummond de Andrade. Tempo, vida, poesia. Rio de Janeiro: Record, 1986, p. 58-59). |
Tomando o Texto de Drummond como objeto de compreensão e análise, percebe-se que: “Palavra, música, arte, sob todas as formas, todas têm a sua magia. “Ai de quem não a sente!”. O fragmento destacado por Drummond poderia exemplificar “uma ação de linguagem”, como, por exemplo:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFPA
Orgão: Forma-PA
Leia o poema do paulista Sérgio Vaz, que tematiza uma conversa sobre poesia com jovens privados de liberdade e sob medidas socioeducativas na Fundação Casa, de São Paulo.
Na Fundação Casa... (Sérgio Vaz)
- Quem gosta de poesia?
-Ninguém senhor.
Aí recitei Negro drama dos Racionais.
- Senhor, isso é poesia?
-É.
-Então nóis gosta.
É isso. Todo mundo gosta de poesia.
Só não sabe que gosta.
VAZ, Sérgio. Flores de Alvenaria. São Paulo: Global, 2016, p. 114.
A partir da leitura do poema, é correto afirmar que
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFPA
Orgão: Forma-PA
Leia o trecho do conto “Velas, por quem?”, da escritora paraense Maria Lúcia Medeiros.
“A família dormia ainda. Soubeste logo que havia menino, que havia menina, um doutor e sua mulher a quem devias servir, branca e alta mulher. [...]
Nem cor definida nem peitos tinhas, só os carocinhos que doíam e que a cozinheira te ensinou a apertar dois caroços de milho e dar pro galo para que não crescessem tanto. Mas cresceram e logo o doutor e logo o menino, horário estranho, pesada hora, apertavam também, bolinavam, teu corpo ereto, tua cabeça baixa, coração aos pulos. Virou hábito deles, ficou pra costume, nem ousaste compreender, só aprender, Ó pequena!”
MEDEIROS, Maria Lúcia. Velas, por quem? In: Velas, por quem? Belém: CEJUP/SECULT, 1997, p. 7-8.
Acerca do conto, é correto afirmar:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFPA
Orgão: Forma-PA
Leia com atenção os dois textos a seguir.
Texto 1:
Carta de achamento do Brasil (Pero Vaz de Caminha)
Ali andavam entre eles três ou quatro moças, bem moças e bem gentis, com cabelos muito pretos, compridos pelas espáduas, e suas vergonhas tão altas, tão saradinhas e tão limpas das cabeleiras que, de as muito bem olharmos, não tínhamos nenhuma vergonha.
CAMINHA, Pero Vaz. Carta de achamento do Brasil. Edição comentada por Sheila Hue. Campinas: Editora UNICAMP, 2021, p. 77.
Texto 2:
As meninas da gare (Oswald de Andrade)
Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis Com cabelos mui pretos pelas espáduas E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas Que de nós as muito bem olharmos Não tínhamos nenhuma vergonha.
ANDRADE, Oswald de. As meninas da gare. In: Obras completas. VII. Poesias reunidas. 3ª ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira; Brasília: Instituto Nacional do Livro / Ministério da Educação e Cultura, 1972, p. 18.
Glossário:
Gare: estação de trem. “As meninas da gare” faz referência às prostitutas que ocupavam as ruas próximas à estação.
Acerca da relação entre o poema “As meninas da gare”, de Oswald de Andrade, escrito no século XX, e a carta enviada ao rei de Portugal, no raiar do XVI, por Pero Vaz de Caminha, é correto afirmar:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFPA
Orgão: Forma-PA
O alenquerense Benedicto Monteiro publicou, em 1975, o conto “O carro dos milagres”, em que narra as aventuras de um romeiro, vindo do interior do estado do Pará para Belém, no período do Círio de Nazaré, a fim de pagar promessa feita por sua mãe. Leia um excerto da narrativa.
“Olhe, compadre, deixa o Círio tomar forma. Beba mais este trago. Lhe juro que é cachaça da boa. Deixe o povo ingrossar. Deixe tomar parecença e solenidade justa de uma digna procissão. Quando este poder de povo tiver unido-unido, carne e unha, ombro com ombro, cabeça com cabeça, esprimido nas paredes, que zolho não for mais zolho, cara não for mais cara e cor não for mais cor... então é porque vem vindo o Carro dos Milagres”.
MONTEIRO, Benedicto. O carro dos milagres. Rio de Janeiro: Nova Cultura, 1975, p. 9.
Sobre o trecho, é correto afirmar:
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Considere os textos I e II.
I. Este movimento artístico foi favorecido pela autonomia de fato resultante da mudança da corte portuguesa para cá, pelo apartamento intelectual da metrópole [...] e, sobretudo, pela total independência política proclamada em 1822, e efervescência cívica por ela produzida.
(VERÍSSIMO, José. História da Literatura Brasileira: do Período Colonial a Machado de Assis)
II. Este movimento começou por ser a negação das tendências realistas em Arte. Seus representantes voltam-se para o seu mundo interior em busca dos estratos mais recônditos: ultrapassam o nível do consciente, mergulham no subconsciente e insconsciente, e atingem o “eu profundo”.
(MOISÉS, Massaud. Dicionário de termos literários)
Os textos I e II referem-se, respectivamente, aos seguintes movimentos artísticos:
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Texto I
As três mulheres do sabonete Araxá me invocam, me bouleversam, me hipnotizam.
Oh, as três mulheres do sabonete Araxá às 4 horas da tarde!
O meu reino pelas três mulheres do sabonete Araxá!
(Manuel Bandeira, trecho do poema Balada das três mulheres do sabonete Araxá)
Texto II
Ali pelos anos 1930, descobriram que havia uma lama medicinal em Araxá que rejuvenescia as mulheres, curava reumatismo e outros males congêneres. Logo fizeram sabonetes com a milagrosa lama e os marqueteiros da época bolaram anúncios que cobriam a cidade com outdoors imensos do sabonete, onde apareciam os rostos de três mulheres cuja beleza fora produzida, mantida e ampliada pela fantástica lama de Araxá. Manuel Bandeira, no início de nosso modernismo literário, fez a balada que se tornou sucesso.
(Adaptado de: CONY, Carlos Heitor. Folha de S.Paulo, 2011)
Considerando as características do Modernismo brasileiro e o texto II, predomina no texto I a
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A obra Os Lusíadas, de Camões, é uma
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Amizade
Certas amizades comprometem a ideia de amizade.
O amigo que se torna inimigo fica incompreensível; o inimigo que se torna amigo é um cofre aberto.
Um amigo íntimo – de si mesmo. É preciso regar as flores sobre o jazigo de amizades extintas.
Como as plantas, a amizade não deve ser muito nem pouco regada.
A amizade é um meio de nos isolarmos da humanidade cultivando algumas pessoas.
ANDRADE, Carlos Drummond de. Amizade. Disponível em:<https://www.culturagenial. com/poemas-carlos-drummond-
de-andrade-amizade/>. Acesso em: mai. 2021.
Sobre esse poema drummondiano, é correto afirmar:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FUNDEP
Orgão: CBM-MG
A mim pouco importava. Tendo descoberto o mundo da palavra escrita, eu estava feliz, muito feliz. [...] Bastava-me o ato de escrever. Colocar no pergaminho letra após letra, palavra após palavra, era algo que me deliciava. Não era só um texto que eu estava produzindo; era beleza, a beleza que resulta da ordem, da harmonia. Eu descobria que uma letra atrai outra, que uma palavra atrai outra, essa afinidade organizando não apenas o texto, como a vida, o universo. O que eu via, no pergaminho, quando terminava o trabalho, era um mapa, como os mapas celestes que indicavam a posição das estrelas e planetas, posição essa que não resulta do acaso, mas da composição de misteriosas forças, as mesmas que, em escala menor, guiavam minha mão quando ela deixava seus sinais sobre o pergaminho. [...] A única pessoa a quem eu tinha vontade de contar o que acontecia era o pastorzinho. Diria a ele que minha vida tinha agora um sentido, um significado: feia, eu era, contudo, capaz de criar beleza. Não a falsa beleza que os espelhos enganosamente refletem, mas a verdadeira e duradoura beleza dos textos que eu escrevia, dia após dia, semana após semana – como se estivesse num estado de permanente e deliciosa embriaguez.
SCLIAR, Moacyr. In: PEREIRA JUNIOR, Luiz Costa. Obra Aberta. Revista Língua Portuguesa. São Paulo: Segmento,
Ano 5. n.66, abr.2011, p.34-35.
Disponível em: <https://poetriz.wordpress.com/2011/04/16/bastava-escrever/>.
A partir da leitura desse texto, verifica-se que o escritor Moacyr Scliar
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