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As protagonistas de grandes romances do nosso século XIX diferenciam-se muito por conta das diferentes formas e visões de mundo acionadas por seus criadores. Assim é que a personagem Capitu, do romance D. Casmurro, diferentemente da Aurélia, de Senhora,
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O crítico Antonio Candido considera que nossa literatura só passou a existir como sistema, ou seja, como uma articulação dinâmica entre autores, obras e público plenamente constituída, a partir do século do Iluminismo, o que leva esse crítico a considerar que
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: RBO
Orgão: Pref. Navegantes-SC
Considere o trecho de "A quinta história", de Clarice Lispector, para responder à questão.
A quinta história
Esta história poderia chamar-se "As Estátuas". Outro nome possível é "O Assassinato". E também "Como Matar Baratas". Farei então pelo menos três histórias, verdadeiras, porque nenhuma delas mente a outra. Embora uma única, seriam mil e uma, se mil e uma noites me dessem.
A primeira, "Como Matar Baratas", começa assim: queixei-me de baratas. Uma senhora ouviu-me a queixa. Deu-me a receita de como matá-las. Que misturasse em partes iguais açúcar, farinha e gesso. A farinha e o açúcar as atrairiam, o gesso esturricaria o de dentro delas. Assim fiz. Morreram.
A outra história é a primeira mesmo e chama-se "O Assassinato". Começa assim: queixei-me de baratas. Uma senhora ouviu-me. Segue-se a receita. E então entra o assassinato. A verdade é que só em abstrato me havia queixado de baratas, que nem minhas eram: pertenciam ao andar térreo e escalavam os canos do edifício até o nosso lar. Só na hora de preparar a mistura é que elas se tornaram minhas também. Em nosso nome, então, comecei a medir e pesar ingredientes numa concentração um pouco mais intensa. Um vago rancor me tomara, um senso de ultraje. De dia as baratas eram invisíveis e ninguém acreditaria no mal secreto que roía casa tão tranqüila. Mas se elas, como os males secretos, dormiam de dia, ali estava eu a preparar-lhes o veneno da noite. Meticulosa, ardente, eu aviava o elixir da longa morte. Um medo excitado e meu próprio mal secreto me guiavam. Agora eu só queria gelidamente uma coisa: matar cada barata que existe. Baratas sobem pelos canos enquanto a gente, cansada, sonha. E eis que a receita estava pronta, tão branca. Como para baratas espertas como eu, espalhei habilmente o pó até que este mais parecia fazer parte da natureza. De minha cama, no silêncio do apartamento, eu as imaginava subindo uma a uma até a área de serviço onde o escuro dormia, só uma toalha alerta no varal. Acordei horas depois em sobressalto de atraso. Já era de madrugada. Atravessei a cozinha. No chão da área lá estavam elas, duras, grandes. Durante a noite eu matara.
Sobre o texto, assinale a alternativa correta.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Laranjal Paulista-SP

Natural de Pelotas, no Rio Grande do Sul, Lygia Bojunga iniciou sua trajetória na literatura infantil no ano de 1972, com o lançamento do livro “Os Colegas”. Em sua carreira, recebeu importantes troféus como o Prêmio Jabuti, o Prêmio Hans Christian Andersen, onde foi a primeira mulher fora dos Estados Unidos e Europa a conquistá-lo. Além deles, no ano de 2004, a escritora recebeu de Vitória, princesa da Suécia, o Prêmio Astrid Lindgren de Literatura pelo conjunto de toda sua obra.
Fonte: https://www.dentrodahistoria.com.br/blog/literatura/autores-literatura-infantil-brasileira/
Um dos tradicionais livros da Literatura Infanto-juvenil, de Lygia Bojunga é:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Avança SP
Orgão: Pref. Laranjal Paulista-SP

Ana Maria Machado é escritora e jornalista, e foi a primeira autora de literatura infantil a fazer parte da Academia Brasileira de Letras. Seu primeiro livro de literatura infantil publicado, em 1977, foi:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: PC-SP
O homem vigia.
Dentro dele, estumados (*),
uivam os cães da memória.
Aquela noite, o luar
e o vento no cipó-prata e ele,
o medo a cavalo nele
ele a cavalo em fuga
das folhas do cipó-prata.
A mãe no fogão cantando,
os zangões, a poeira, o ar anímico.
Ladra seu sonho insone,
em saudade, vinagre e doçura.
(Adélia Prado, Insônia. Reunião de poesia.)
(*) Estumados: atiçados, provocados
É correto afirmar que, no poema, a expressão é marcada pela presença de
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: PC-SP
O homem vigia.
Dentro dele, estumados (*),
uivam os cães da memória.
Aquela noite, o luar
e o vento no cipó-prata e ele,
o medo a cavalo nele
ele a cavalo em fuga
das folhas do cipó-prata.
A mãe no fogão cantando,
os zangões, a poeira, o ar anímico.
Ladra seu sonho insone,
em saudade, vinagre e doçura.
(Adélia Prado, Insônia. Reunião de poesia.)
(*) Estumados: atiçados, provocados
É correto afirmar que o poema sugere que o eu lírico está
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O termo “pré-modernismo” foi criado por Tristão de Ataíde para designar o período cultural brasileiro que se estende do início do século XX até a Semana de Arte Moderna. Sobre esse período, assinale a alternativa correta.
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Ah! Toda a Alma num cárcere anda presa,
soluçando nas trevas, entre as grades
do calabouço olhando imensidades,
mares, estrelas, tardes, natureza.
Tudo se veste de uma igual grandeza
quando a alma entre grilhões as liberdades
sonha e sonhando, as imortalidades
rasga no etéreo Espaço da Pureza.
Ó almas presas, mudas e fechadas
nas prisões colossais e abandonadas,
da Dor no calabouço, atroz, funéreo!
Nesses silêncios solitários, graves,
que chaveiro do Céu possui as chaves
para abrir-vos as portas do Mistério?!
Na história da literatura brasileira, esse poema se inscreve no movimento simbolista. Em relação ao Simbolismo, assinale a alternativa correta.
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“Por entre capítulos em que se misturam a realidade concreta e a fantasia, o cinismo e o desencanto de existir, vão-se sucedendo as cenas tendo por figuras centrais Marcela e Virgília. Com a primeira, pecadora inconsequente, [o narrador] gasta pequena fortuna e o melhor de sua mocidade. Já na idade madura, entretém com a segunda, esposa de Lobo Neves, uma relação que termina no adultério, sob o olhar conivente de D. Plácida.” “[João Romão] vai adquirindo terrenos à volta de sua tasca e lá erigindo pocilgas onde abriga e espolia a ralé e os trabalhadores de sua pedreira [...]. Assim, vão sucedendo os dramas anônimos daquele conglomerado de marginais [...]. Enquanto isso, João Romão, ajudado pela negra Bertoleza, criada e amásia, enriquece. Mas a mudança de Miranda para o sobrado vizinho incita-o a sonhar com ascender socialmente. E tanto faz que acaba casando com Zulmira, filha do outro. Denunciada ao antigo dono, Bertoleza suicida-se.”
Os trechos transcritos se referem, respectivamente, aos romances
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