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Foram encontradas 5.028 questões.

2174911 Ano: 2022
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: AOCP
Orgão: SED-MS
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Leia a afirmação a seguir do crítico literário Alfredo Bosi.

“O Realismo se tingirá de naturalismo, no romance e no conto, sempre que fizer personagens e enredos submeterem-se ao destino cego das ‘leis naturais’ que a ciência da época julgava ter codificado [...]”.

Tendo em vista a afirmação de Bosi, assinale a alternativa correta.

 

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2174910 Ano: 2022
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: AOCP
Orgão: SED-MS
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São características do movimento Barroco na literatura brasileira:

 

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2174909 Ano: 2022
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: AOCP
Orgão: SED-MS
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Em relação ao indianismo na literatura brasileira, assinale a alternativa INCORRETA.

 

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2174908 Ano: 2022
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: AOCP
Orgão: SED-MS
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Leia as considerações a seguir e assinale a alternativa correta.

Destacando-se, sobretudo, pela produção de romances, trata-se do principal romancista do movimento romântico no Brasil. Consciente do seu papel como participante do processo de formação da literatura brasileira, buscou recontar o passado nacional e heroicizar o índio, por meio de romances históricos e indianistas. As afirmações apresentadas se referem a qual escritor brasileiro?

 

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2174907 Ano: 2022
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: AOCP
Orgão: SED-MS
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Relacione as colunas e assinale a alternativa com a sequência correta.

1. Arcadismo.

2. Romantismo.

3. Pré-modernismo.

( ) Sousândrade.

( ) Santa Rita Durão.

( ) Lima Barreto.

( ) Euclides da Cunha.

( ) Basílio da Gama.

( ) Martins Pena.

 

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2174892 Ano: 2022
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: AOCP
Orgão: SED-MS
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TEXTO 1

Entrevista com Luiz Carlos Travaglia

Em torno dos PCNs, foram provocadas muitas polêmicas desde sua criação. Enquanto uns acreditam que foi um grande avanço para a educação, outros pensam o contrário. Qual o seu posicionamento diante dos Parâmetros Curriculares Nacionais?

Travaglia – Embora seja óbvio que tudo neste mundo tem aspectos positivos e negativos, não posso me furtar a um lugar-comum: para mim, os PCNs referentes ao ensino de língua tiveram a grande vantagem justamente de pôr em campo as conquistas da linguística moderna, propondo um ensino que se atenha a uma visão mais apropriada da língua [...]. O que os PCNs propõem acarreta um rompimento com certas tradições do ensino/aprendizagem de língua e força o professor a uma busca de atualização. É aquela coisa que falei do estudo constante, mesmo fora de cursos. Isto evidentemente mexe com certas condições de trabalho, ataca determinadas posições em que nos acomodamos [...] e que sem dúvida são confortáveis. Os PCNs obrigam-nos a estudar, a rever posições, a usar criatividade para fazermos algo de forma diferente e para fins que não são aqueles que sempre julgamos inarredáveis. É preciso convir que tudo isto gera inquietação, polêmica, defesas e ataques. Mas tudo isto é muito saudável para nós, enquanto professores, enquanto seres humanos, cidadãos que queremos instaurar melhores condições de existência para todos. [...]

Hoje em dia, fala-se muito em ensino de língua materna por meio do trabalho com gêneros textuais. O que o senhor pensa sobre o trabalho com os gêneros textuais nos ensinos fundamental e médio?

Travaglia – Creio que é importante por diferentes razões. A maior delas é que temos de trabalhar a competência comunicativa dos alunos e, como a comunicação se faz por textos, uma das coisas mais importantes no ensino de língua é possibilitar às pessoas que saibam produzir e compreender textos de maneira adequada a cada situação comunicativa. Ora, cada tipo de situação comunicativa estabelece um modo de interação que acaba configurando uma categoria de texto [...] adequada àquele tipo de situação. Dessa forma uma pessoa só terá uma boa competência comunicativa se for capaz de produzir e compreender textos de diferentes categorias. Cada categoria de texto possui características próprias em termos de conteúdo, estrutura e aspectos linguísticos específicos em correlação com as propriedades discursivas dessa categoria de texto. Estas configurações, sem dúvida, pertencem à gramática de cada língua. Assim sendo é preciso e conveniente estudar/trabalhar [...] estas configurações associadas a cada categoria de texto, pois o aluno precisa ter a habilidade de construir categorias de textos diversas adequadas às diferentes situações de interação comunicativa em que ele se encontra envolvido. Todavia, [...] há muitos elementos da língua cujo uso não está vinculado a categorias de textos e, assim sendo, não é possível fazer um estudo centrado apenas em gêneros textuais [...]. Já disse algumas coisas a este respeito em trabalhos meus. Infelizmente nosso espaço aqui é pouco. Mas espero que tenha ficado claro que penso que o trabalho com a língua por meio de categorias de textos é muito importante, mas não é suficiente.

Texto adaptado de:

https://www.parabolablog.com.br/index.php/blogs/linguistica-aplicada-ao-ensino-de-lingua-materna

TEXTO 2

Pergunta para: Ataliba T. de Castilho

[...]

O português muda constantemente. Os maneirismos, regionalismos, gírias e outros vícios de linguagem, que são considerados como uma variedade popular, podem vir a ser aceitos como norma culta num futuro próximo?

Castilho – Regionalismos, gírias e modalidades de português não padrão ocorrem com absoluta naturalidade em qualquer língua natural. Essas manifestações devem ser incorporadas às aulas, sob a forma de debates, ao longo dos quais elas são comparadas às alternativas da língua culta. É importante conviver com naturalidade com as variedades não padrão, sem esquecer que o objetivo da escola é trazer os alunos para a língua do Estado. [...] O que é português popular hoje poderá ser português culto amanhã. Esta convicção científica, entretanto, não nos deve isentar do esforço de integrar as classes até aqui não escolarizadas na fala mais prestigiada das classes cultas. Se tratarmos com naturalidade essa característica das línguas, será mais suave a incorporação do padrão culto, sem desprezar a variedade familiar do aluno. Ele se transformará num bilíngue da própria língua, sabendo qual variedade utilizar nas diferentes situações de fala.

Texto adaptado de:

https://www.parabolablog.com.br/index.php/blogs/linguistica-aplicada-ao-ensino-de-lingua-materna

Sobre a prática de leitura, assinale a alternativa correta.

 

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Analise as afirmativas a seguir:

I. Na literatura brasileira, o Modernismo representou um marco importante, pois tolheu as iniciativas de renovação das concepções sobre a produção escrita em nosso país promovidas por grandes autores nacionais.
II. A principal característica da obra de Mário de Andrade é o uso de assuntos coloquiais e o tom irônico em suas obras. Esses recursos foram utilizados por esse autor com o objetivo de aproximá-lo da Literatura acadêmica da sua época.

Marque a alternativa CORRETA:
 

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2167444 Ano: 2022
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: ADM&TEC
Orgão: Pref. Lajedo-PE
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Analise as afirmativas a seguir:

I. Ariano Suassuna valorizava a Literatura portuguesa da Idade Média, especialmente a novela de cavalaria, e a novela picaresca, principal manifestação da Literatura da Renascença.

II. A obra literária de Ariano Suassuna foi tecida a partir das tradições populares do Nordeste e da dramaturgia universal, em autores como Moliére, Plauto, Goethe, Cervantes e outros.


Marque a alternativa CORRETA:

 

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2167336 Ano: 2022
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SEDUC-AL
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Para muitos escritores [brasileiros] do século XVII e de grande parte do XVIII, a linguagem metafórica e os jogos de argúcia do espírito barroco eram maneiras normais de comunicar a sua impressão a respeito do mundo e da alma. E isto só poderia ser favorecido pelas condições do ambiente, formado de contrastes entre a inteligência do homem culto e o primitivismo reinante, entre a grandeza das tarefas e a pequenez dos recursos, entre a aparência e a realidade. Como a desproporção gera o senso dos extremos e das oposições, esses escritores se adaptaram com vantagem a uma moda literária que lhes permitia empregar ousadamente a antítese, a hipérbole, as distorções mais violentas da forma e do conceito. Para eles, o estilo barroco foi uma linguagem providencial e, por isso, gerou modalidades tão tenazes de pensamento e expressão que, apesar da passagem das modas literárias, muito delas permaneceu como algo congenial ao país.

No Brasil, sobretudo naqueles séculos, esse estilo equivalia a uma visão — graças à qual foi possível ampliar o domínio do espírito sobre a realidade, atribuindo-se sentido alegórico à flora, magia à fauna, grandeza sobre-humana aos atos. Poderoso fator ideológico, ele compensa de certo modo a pobreza dos recursos e das realizações; e, ao dar transcendência às coisas, a fatos e a pessoas, transpõe a realidade local à escala do sonho.

Antonio Candido. Literatura de dois gumes. In: A educação pela noite e outros ensaios. São Paulo: Ática, 1989, p. 168 (com adaptações).

A partir do texto precedente, julgue o item a seguir, considerando as relações entre o estilo barroco e a realidade brasileira do século XVII.

A “antítese, a hipérbole, as distorções mais violentas da forma e do conceito” estão entre as características que mais evidenciaram o contraste entre o estilo barroco e a realidade nacional.

 

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2167335 Ano: 2022
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SEDUC-AL
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Resolvo-me a contar, depois de muita hesitação, casos passados há dez anos. Não conservo notas: algumas que tomei foram inutilizadas, e assim, com o decorrer do tempo, ia-me parecendo cada vez mais difícil, quase impossível, redigir esta narrativa. Além disso, julgando a matéria superior às minhas forças, esperei que outros mais aptos se ocupassem dela. Não vai aqui falsa modéstia, como adiante se verá. Também me afligiu a ideia de jogar no papel criaturas vivas, sem disfarces, com os nomes que têm no registro civil. Repugnava-me deformá-las, dar-lhes pseudônimo, fazer do livro uma espécie de romance; mas teria eu o direito de utilizá-las em história presumivelmente verdadeira? Que diriam elas se se vissem impressas, realizando atos esquecidos, repetindo palavras contestáveis e obliteradas? Restar-me-ia alegar que o DIP, a polícia, enfim, os hábitos de um decênio de arrocho, me impediram o trabalho. Isto, porém, seria injustiça. Nunca tivemos censura prévia em obra de arte. Efetivamente se queimaram alguns livros, mas foram raríssimos esses autos de fé. Em geral a reação se limitou a suprimir ataques diretos, palavras de ordem, tiradas demagógicas, e disto escasso prejuízo veio à produção literária. Certos escritores se desculpam de não haverem forjado coisas excelentes por falta de liberdade — talvez ingênuo recurso de justificar inépcia ou preguiça. Liberdade completa ninguém desfruta: começamos oprimidos pela sintaxe e acabamos às voltas com a Delegacia de Ordem Política e Social, mas, nos estreitos limites a que nos coagem a gramática e a lei, ainda nos podemos mexer. Não será impossível acharmos nas livrarias libelos terríveis contra a república novíssima, às vezes com louvores dos sustentáculos dela, indulgentes ou cegos. Não caluniemos o nosso pequenino fascismo tupinambá: se o fizermos, perderemos qualquer vestígio de autoridade e, quando formos verazes, ninguém nos dará crédito. De fato ele não nos impediu escrever. Apenas nos suprimiu o desejo de entregar-nos a esse exercício.

Graciliano Ramos. Memórias do cárcere. Editora Record.

Tendo o texto precedente como referência inicial, julgue o item subsecutivo, relacionados ao Modernismo e a tendências contemporâneas da literatura brasileira.

A metalinguagem está presente no texto como recurso utilizado pelo autor para fazer uma reflexão sobre as limitações objetivas e subjetivas do seu processo de escrita.

 

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