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Em um importante texto redigido pelo professor, pedagogo e filósofo da educação brasileira Dermeval Saviani, ao tratar sobre o “objeto da Filosofia”, o autor discorre sobre os seguintes argumentos:
“Como se sabe, o objeto da Filosofia não é predeterminado. Com efeito, seu objeto é o próprio pensamento ou então a realidade em geral enquanto suscetível, ou melhor, enquanto necessita ser pensada seja em si mesma, na sua generalidade, seja nas suas manifestações particulares. Dizer que o objeto da Filosofia é o pensamento nos permite compreender porque o assunto de que se ocupa a Filosofia é de interesse de todos os homens já que todos os homens pensam e, portanto, são, num certo sentido, filósofos. [...] Consequentemente, o filósofo propriamente dito é um especialista do pensamento, [...] o mesmo não se pode dizer dos especialistas nos vários campos científicos, uma vez que "é possível imaginar um entomólogo especialista sem que todos os outros homens sejam 'entomólogos' empíricos [...]. Por outro lado, dizer que realidade pode ser objeto da Filosofia desde que necessite ser pensada, coincide com a consideração de que o objeto da Filosofia é o problema entendido como algo que não se conhece e que precisa ser conhecido, uma dúvida que necessita ser dissipada, uma dificuldade que precisa ser superada. [...] Assim, procedendo, a Filosofia contribui para uma melhor delimitação da educação enquanto objeto de conhecimento, viabilizando sua abordagem metódica e sistemática [...]”. SAVIANI, D. Contribuições da Filosofia para a Educação. Em Aberto. Brasília, ano 9, n. 45, jan./mar. 1990.
Nos argumentos anteriormente indicados e na íntegra do texto de Saviani, a Filosofia pode contribuir para uma melhor configuração do objeto educativo ao mesmo tempo que se torna uma forma de pensamento imbuído de:
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Atente para o fragmento a seguir:
"[...] Não se trata, decerto, de tomar a sensibilidade em sua opacidade material, na absoluta e irredutível singularidade de suas manifestações, mas, antes, apenas como o lócus onde o universal e o necessário se apresentam como produtos da atividade filosófica, como reflexos do Espírito e de sua liberdade infinita. Ora, é possível afirmar que para Hegel o trabalho realizado por Kant de desabilitação da metafísica dogmática e de seus objetos por excelência: Deus, Alma e Mundo, e de radicalização do primado da razão prática, teve como uma de suas principais consequências a expansão do terreno legítimo do pensamento filosófico para tudo aquilo em que este possa deixar a marca de sua liberdade, agora já liberta de um universo de objetos determinados. No movimento esboçado acima, a sensibilidade, esse "Outro" do pensamento, torna-se um legítimo objeto da filosofia. Como resultado, não mais concebida como simples poética, [...]".
(Fonte: TREVISAN, Diego K. Estética como "ciência do sensível" em Baumgarten e Kant.
Arte Filosofia, Ouro Preto, n.17, Dezembro 2014. p.170-181).
Diante desse trecho, é correto afirmar que a Estética filosófica deve ser entendida como:
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Sobre a concepção de justiça para alguns dos filósofos ocidentais, faça a associação correta entre a primeira e a segunda coluna:
Primeira coluna: nome do filósofo
1- John Rawls (1921-2002)
2- Immanuel Kant (1724-1804)
3- Platão (427-347 a.C.)
4- Aristóteles (384-322 a.C.)
5- David Hume (1711-1776)
Segunda coluna: concepção de justiça
( ) A utilidade e o fim da justiça é propiciar a felicidade e a segu-rança, mantendo a ordem na sociedade.
( ) Corrobora a definição romana de justiça que corresponde ao respeito a uma norma já estabelecida.
( ) Utilizá-la não só em relação a si mesmo, mas também em rela-ção aos outros.
( ) Ela não passa de condição para possibilitar a convivência e a ação conjunta dos homens: condição que vale para qualquer co-munidade humana, mesmo para um grupo de malfeitores.
( ) Pretende com a justiça como equidade falar de uma noção razo-ável de justiça, que permita mediar a convivência política através do contrato - fazendo acordos mútuos entre as pessoas em iguais condições. Na justiça como equidade, o conceito do certo vem antes do conceito de bom.
Assinale a alternativa apresenta a correta associação entre as colunas:
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Analise as seguintes passagens que se referem ao princípio fundamental do contratualismo — a existência de um pacto social como fundamento da sociedade:
“As cláusulas desse contrato são de tal modo determinadas pela natureza do ato, que a menor modificação as tornaria vãs e de nenhum efeito. Violando-se o pacto social, cada um volta aos seus primeiros direitos e retoma sua liberdade natural, perdendo a liberdade convencional pela qual renunciara àquela”.
ROUSSEAU, J. J. Do contrato social. 2ª ed. São
Paulo: Abril Cultural, 1978. Coleção “Os Pensadores”.
“E os pactos sem espada não passam de palavras, sem força para dar qualquer segurança a ninguém. Portanto, apesar das leis da natureza (que cada um respeita quando tem vontade de as respeitar e quando o pode fazer com segurança), se não for instituído um poder suficientemente grande para nossa segurança, cada um confiará, e poderá legitimamente confiar, apenas em sua própria força e capacidade”.
HOBBES, Thomas. LEVIATÃ ou matéria, forma e
poder de um estado eclesiástico e civil. Trad. João P.
Monteiro e Maria B. Nizza. 3ª ed.
São Paulo: Abril Cultural, 1983.
Considere as seguintes proposições sobre o conceito de pacto social:
I. Para Rousseau, pelo pacto social, o homem abre mão de sua liberdade, mas, ao fazê-lo, abre espaço ao surgimento da soberania e da lei, e obedecer a lei é obedecer a si mesmo, o que o torna livre novamente.
II. Diferente de Hobbes, Locke não via o estado de natureza dominado pelo egoísmo. O contrato social era necessário para garantir o direito de propriedade que, segundo Locke, era anterior à própria sociabilidade.
III. Hobbes e Rousseau concordavam ser necessário um pacto ou contrato social, que decorria da necessidade humana de controlar os instintos e impedir a guerra de todos contra todos do estado de natureza.
É correto o que se afirma em
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