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Penso que não há um sujeito soberano, fundador, uma forma universal de sujeito que poderíamos encontrar em todos os lugares. Penso, pelo contrário, que o sujeito se constitui através das práticas de sujeição ou, de maneira mais autônoma, através de práticas de liberação, de liberdade, como na Antiguidade — a partir, obviamente, de um certo número de regras, de estilos, que podemos encontrar no meio cultural.
FOUCAULT, M. Ditos e escritos V: ética, sexualidade, política.
Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2004.
O texto aponta que a subjetivação se efetiva numa dimensão
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A importância do conhecimento está em seu uso, em nosso domínio ativo sobre ele, quero dizer, reside na sabedoria. É convencional falar em mero conhecimento, separado da sabedoria, como capaz de incutir uma dignidade peculiar a seu possuidor. Não compartilho dessa reverência pelo conhecimento como tal. Tudo depende de quem possui o conhecimento e do uso que faz dele.
WHITHEHEAD, A. N. Os fins da educação e outros ensaios. São Paulo: Edusp, 1969.
No trecho, o autor considera que o conhecimento traz possibilidades de progresso material e moral quando
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Tomás de Aquino, filósofo cristão que viveu no século XIII, afirma: a lei é uma regra ou um preceito relativo às nossas ações. Ora, a norma suprema dos atos humanos é a razão. Desse modo, em última análise, a lei está submetida à razão; é apenas uma formulação das exigências racionais. Porém, é mister que ela emane da comunidade, ou de uma pessoa que legitimamente a representa.
GILSON, E.; BOEHNER, P. História da filosofia cristã. Petrópolis: Vozes, 1991 (adaptado).
No contexto do século XIII, a visão política do filósofo mencionado retoma o
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Uma parte da nossa formação científica confunde-se com a atividade de uma polícia de fronteiras, revistando os pensamentos de contrabando que viajam na mala de outras sabedorias. Apenas passam os pensamentos de carimbada cientificidade. A biologia, por exemplo, é um modo maravilhoso de emigrarmos de nós, de transitarmos para lógicas de outros seres, de nos descentrarmos. Aprendemos que não somos o centro da vida nem o topo da evolução.
COUTO, M. Interinvenções. Portugal: Caminho, 2009 (adaptado).
No trecho, expressa-se uma visão poética da epistemologia científica, caracterizada pela
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“A consciência moral é um juízo da razão pelo qual a pessoa humana reconhece a qualidade moral de um ato concreto que vai praticar, que está prestes a executar ou que já realizou.” (CIC, 1778)
De fato, é correto afirmar que a consciência moral
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“De modo que nada posso exprimir por palavras, ao compreender o que digo, sem que daí mesmo seja certo que possuo em mim a ideia da coisa que é significada por minhas palavras”.
DESCARTES. Meditações. Os pensadores, São Paulo: Abril Cultural, 1973, vol. XV, p. 197.
A palavra ideia encontra-se estabelecida na linguagem comum, mas foi um novo ponto de partida utilizá-la de modo sistemático como fez Descartes, com referência aos conteúdos da mente humana. Neste sentido, as classes de ideias eram:
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Leia o texto a seguir e responda ao que se pede:
Sócrates — Temos assim três virtudes que foram descobertas na nossa cidade: sabedoria, coragem e moderação para os chefes; coragem e moderação para os guardas; moderação para o povo. No que diz respeito à quarta, pela qual esta cidade também participa na virtude, que poderá ser? É evidente que é a justiça. Glauco — É evidente.
[...]
Sócrates — Agora, pois, vê se tenho razão. O princípio que estabelecemos de início, ao fundarmos a cidade, e que devia ser sempre observado, esse princípio ou uma das suas formas é, creio, a justiça. Nós estabelecemos, e repetimo-lo muitas vezes, que cada um deve ocupar-se na cidade apenas de uma tarefa, aquela para a qual é mais apto por natureza.
Glauco — Foi o que estabelecemos.
Sócrates — Mais ainda: que a justiça consiste em fazer o seu próprio trabalho e não interferir no dos outros. Muitos disseram isso e nós próprios o dissemos muitas vezes.
Glauco — Efetivamente, dissemos.
[...]
Sócrates — Se fosse necessário decidir qual dessas virtudes é a que, pela sua presença, contribui em maior dose para a perfeição da cidade, seria difícil dizer se é a conformidade de opinião entre os governantes e os governados; ou, nos guerreiros, a salvaguarda da opinião legítima a respeito das coisas que se devem ou não temer; ou a sabedoria e a vigilância entre os que governam ou se o que contribui, sobretudo, para essa perfeição é a presença, na criança, na mulher, no escravo, no homem livre, no artesão, no governante e no governado, dessa virtude pela qual cada um se ocupa da sua tarefa própria e não interfere na dos outros.
PLATÃO. A República. São Paulo: Nova Cultural, 1997.p.154-156.
A partir dos trechos de A República, de Platão, pode-se dizer que:
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A Constituição Dei Verbum proclama: “A «economia» do Antigo Testamento destinava-se sobretudo a preparar, a anunciar profeticamente (cf. Lc. 24,44; Jo. 5,39; 1 Ped. 1,10) e a simbolizar com várias figuras (cf. 1Cor. 10,11) o advento de Cristo, redentor universal, e o do reino messiânico.” Etimologicamente, a palavra economia vem do grego: oikos. (casa) e nomos (norma da lei). Seria a “administração da casa”.
Sobre aquilo que a tradição patrística chama de «economia» revelada na Bíblia, é incorreto afirmar que a economia
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Diante de situações difíceis e de famílias feridas, é necessário recordar sempre um princípio geral: “Saibam os pastores que, por amor à verdade, estão obrigados a discernir bem as situações” (FC, n. 84). O grau de responsabilidade não é igual em todos os casos, e podem existir fatores que limitam a capacidade de decisão. Por isso, enquanto se deve expressar claramente a doutrina, é preciso evitar juízos que não levam em consideração a complexidade das diversas situações e é necessário prestar atenção ao modo como as pessoas vivem e sofrem por causa da sua condição. (PAPA FRANCISCO, Amoris Leatitia, n.79)
Considerando o texto acima, analise as proposições a seguir a respeito da liberdade e da responsabilidade humana:
I. O ser humano foi criado na liberdade, e ela o torna responsável por seus atos, que são consequência da sua vontade.
II. A liberdade é um direito que não pode ser subtraído da pessoa, pois compromete sumariamente a dignidade humana.
III. Os pastores estão obrigados a discernir as situações das famílias no exercício da liberdade e da responsabilidade de cada uma delas.
IV. A doutrina deve prevalecer à liberdade das famílias e deve ser a única balança para julgar os atos e atribuir as responsabilidades pelo praticado.
Assinale
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Em seu clássico estudo relativo à “formação do homem grego”, Werner Jaeger (Gallimard, 1960) demonstra como o nascimento e a evolução do conceito de cultura universal “resume toda a história da educação grega, da ética e da política reunidas, sendo isto uma das principais características da Paidéia”. Observe as três seguintes assertivas acerca das relações entre Politéia e Paidéia na Antiguidade Clássica:
I - Primeiro a estabelecer uma Filosofia da Educação na cultura ocidental, Platão a via como necessária à formação do espírito. Ao ensino cabia o conhecimento em geral, mas a educação visava a uma boa conduta de vida, a virtude. Tendo como grande questão a cidade ideal, preocupava-se em como formar homens que, conhecendo o bem, se fizessem aptos a praticá-lo, estabelecendo, assim, a justiça como dimensão social da virtude. Daí que a ação do Estado deveria dar-se no sentido de garantir que os princípios educativos não se corrompessem. Para tanto, opõe-se a todo individualismo, propondo, na República, uma parentalidade generalizada, sustentada num comunismo educativo de mulheres e crianças.
II - Apesar de seguir Platão no entendimento de que pertencem as crianças ao Estado e, por isso, não deve o processo educativo ser deixado aos cuidados dos pais, Aristóteles discordava de seu comunismo educativo. Confundiam-se nele duas instâncias educativas, a privada, dos pais, e a pública, do Estado. Efeito da pretensão de uma comunidade absoluta, desconsiderava o fato de a cidade ser uma pluralidade diante da qual a expectativa de unidade não poderia significar uniformidade. Nesse sentido, a experiência paterna permitiria adaptar uma visão geral, a educação para a cidade, ao particular da vida das crianças. Daí a necessidade de que para estes, como para os professores, institua-se um regime de liberdade vigiada, destinada a construir equilíbrios: entre o poder do Estado e as realidades sociais e pedagógicas, entre a orientação comum dada à juventude e a adaptação do ensino à diversidade dos temperamentos.
III - Quando comparadas às dos períodos históricos seguintes, as elaborações clássicas das relações entre Politéia e Paidéia caracterizam-se pelo fato das referências ali feitas ao político direcionarem-se, apesar de suas diferenças internas, à ação dos indivíduos, condicionando a boa qualidade da pólis à qualidade da vida individual dos seus habitantes. Essa é a ideia-força ali predominante, por isso a ética é a força motriz de todo investimento pedagógico. O empenho essencial do conhecimento deve ser descobrir o bem, possibilitando o comportamento virtuoso. De modo que o fim último é educar para si mesmo, em busca do crescimento individual, pessoal e não a prosperidade e felicidade da cidade. O Estado é ali pensado a serviço do indivíduo.
Sobre essas assertivas, está correto afirmar:
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